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domingo, 11 de outubro de 2015

V ato

V ato


Ignore-me, sou tão louco.

Sou tão compulsivo, tolo!

Não há intrigas, não há discórdia em mim, sou meu próprio amigo moribundo que espera atenciosamente pelo recomeço, meio, mas só sente o fim.

Justas essas frases insolentes não são, insolência também não.

O fruto que tanto busco ficou podre de tanto me esperar, não posso voltar, a sentença já me foi dada.

Sou louco? 

Sou louco! 
Tolos, não!
Sou só aquele que enxerga de mais na neblina densa como lama. 

Marcos Martins

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Escolhas

Escolhas


Escolhas certas;
Escolhas erradas;
Escolhas que mudaram o mundo;
Escolhas que mataram meu mundo.

Sempre escolhas a fazer, sempre por fazer...

Ficamos entre escolhas boas, más, fracas, fortes, impensadas, erradas, malditas, santas e sem querer machucar.

Tudo é escolhido e ficamos torcendo pelos contos de fadas, torcendo pelo “Era uma vez” que faz tudo dar certo no final eternamente feliz.



Marcos Martins.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

V

V



Hoje, senti vergonha por desejar morrer, por desejar não mais sofrer, por desejar ser feliz se todos choram, se todos imploram, se todos são sós, se todos são.

Olhei para o céu atrás de respostas que estavam na terra, que estavam em minhas costas. 

Que dor de parto eu sinto.
Minhas feridas são profundas e já apresentam sinal de infecção. Como temo dizer "Te amo". Deixarei a cena sem nunca ter dito esta verdade.

Eles choram, é eu sei. Tudo logo vai passar é o que sempre cospem em mim.

Ela se apresentou numa tarde triste e fria - não tinha nem um chocolate quente para lhe oferecer. Minha musa sem dentes e com mãos leprosas, você veio e se foi tão rápido.

Hoje, senti vergonha por não chorar, por não falar o que realmente era preciso dizer, por não ser o que tinha de ser, por sonhar acordado e dormir até tarde.

Hoje, não fui além de meu corpo opaco, cansado e tolo.



Marcos Martins.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Poema 162



Poema 162



A casa está cheia de gente agora.
Vazia, as portas apodreceram com o sol do meio dia.

Olhos negros;
Corpo sem alma;
Pessoas comuns;
Sorrisos - falsas palavras.

Minhas palavras saem roca, sem força, não se propagam (nada mais ecoa)

Todo esse tempo, eu só quis um ombro para chorar e uma boca para beijar. Mas o que achei, foi uma corda grossa e dor nos olhares de toda aquela gente que, assim como eu, vivia em vidas mortas.


Marcos Martins.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Saberes



Saberes


Aqui, componho uma serenata triste - sentando num catre e só;
Aqui, componho uma valsa áspera - deitado em uma cama fria e áspera;
Aqui, me torno grande aos olhos de ninguém - o tamanho varia com o passar das horas e curvo-me com o passar dos anos.

Um gole de vinho para alegrar a alma - mas não pode ser vinho seco;

Um copo d’água para me afogar a impotência - mas não pode ser suja;

Um pouco de cólera para me manter vivo - que não venha fria;

Um pouco de sono sem sonhos molhados - insônia vem e me dá motivos para sorrir.

Corações não devem ser guardados em caixas;
Poesia não tem que ser métrica;
Estradas não deveriam ter pedágio; 
Mulher não e um ser assim tão frágil.

Aqui, coloco meu pesar tão triste, em linhas que o tempo me concedeu.

Sorrisos - ouço em demasia, por um amor que nunca se vez meu.

Aqui, escrevo minhas verdades que de verdade só tem sua falta de serventia.

A vida é uma eterna metafísica - poesia sem rima é poesia.
Saber que nada sei, um dia deve ter algum sentido; 

Saber que nada sei me dá motivos para continuar seguindo.



Marcos Martins.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Um norte


Um norte

Ao norte não há sorrisos coloridos para me fazer perder o medo de andar em cacos de vidros, porque nada me obriga a entender o que não quero e assim todos vivem felizes.

Quero dois copos com trigo e um cavalo branco sem arreios para monta-lo em pelo e cruzar o sol em um único lampejo (frases que tiram o fôlego são as melhores para serem ditas em voz alta, nos faz sentir vivos).

Mar e adentro, solidão me deflora (frases que não precisam se explicar).

Ao norte, observo mulheres-peixe que me chamam com seus cânticos. Tolas diabinhas, não sabem que feri a ferro em brasa meus tímpanos para nunca mais ouvir os seres vivos.

Agora só preciso de uma faca amolada para cortar as pálpebras e deslumbrar uma nova forma de enxergar o que a senhora razão, já de costas curvadas, tirou de meu espírito juvenil.

Ao norte tudo pode. Nada é culpa. Nada se é obrigado a fazer ou a aceitar para não se ter danação eterna.

Ao norte, logo que chegar me sentirei forte, não vou mais chorar porque estarei em casa, estarei entre os meus e nunca mais darei sorrisos falsos em fotos de família. Nem precisarei acreditar no que você acredita. Serei homem-livre, poderei finalmente amar e não temer a mão da criação, que só me afagara se assim eu desejar.

Ao norte, sempre ao norte, mas porque escolhi, não por ter sido obrigado a escolher, por temer iras eternas (desculpas para se fazer chorar quem a muito já sangra).

Ao norte, vejo um norte.   


Marcos Martins.                     

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tem conto para vocês lerem

Bom  dia, boa tarde e boa noite!

Tem conto novo na aba de contos de meu blog, deem uma lida. click aqui para ler o conto


O LIVRO SOBRE UM CORPO DESNUDO


O home nu, deitado em sua cama de casal, tinha apenas um livro para cobrir a nudez. Parecia em paz consigo, mas o mundo explodia lá fora. Ele não podia fazer nada, apenas ficar deitado em sua cama, há mais de três dias desfeita, e deitado, nu, com o livro a cobrir o sexo, podia refletir, enquanto o mundo explodia lá fora. (...)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Você já observou a vida das formigas? Poesia para degustação




Degustação

Produzo, produzo, produzo, mas sei que não há ninguém para mastigar meus doces, apenas formigas esfomeadas, apenas formigas que sabem o que deve ser feito - o fazem sem hesitar -, sem a culpa que nos é imposta assim que os cordões umbilicais são cortados e todos os sonhos começam a morrer.

Mas as formigas, essas não sonham – dádiva maravilhosa que Deus pode conceder a um ser - e isso faz toda a diferença, moldando o caráter, a fé, esperança, desesperança, vitórias e derrotas de cada um que come e não tem tempo para sentir os sabores, todos os sabores, ficando apenas os dissabores para serem degustados e digeridos, tenha fome ou não.


Marcos Martins.

sábado, 16 de março de 2013

INVISÍVEL NA CIDADE




INVISÍVEL NA CIDADE


Não sou de fazer caras e bocas. Gosto de passar despercebido por meus predadores, também não gosto de ser presa, prefiro ser - O pacificador -, nem presa, nem predador, mas o mundo nos ensina a matar muito sedo e isso me deixa perdido porque estou cansado de limpar minhas mãos; estou cansado de sentir gosto de sangue; estou cansado, tão cansado.

Nunca fui de sorrir a toa, acho que os sorrisos estão cada vez mais escassos, por isso, guardo os meus num local seguro, bem lacrado. Outro dia um garoto me falou: “vá à merda, seu idiota”. Não se fazem mais criança como antigamente, não se fazem utensílios domésticos como antigamente, tudo é descartável e sua via não menos.

Não sou de fazer poses ou de me vestir com roupas chamativas, prefiro a opacidade, a neutralidade das cores sem brilho, pois brilhar é perigoso e todos os predadores vão te encontrar; encurralar, e torcer para que você tenha câncer.

Não, não sou como os homens que passam pelo mundo tentando deixar sua marca, sou um homem que quer apenas passar despercebido pela cidade, onde pessoas passam, carros passam, olhares se cruzam, mas não se notam.

Cansei de tentar fazer algo que faça sentido nesse mundo, cansei de prezas e predadores, cansei de esperar em pé, agora me sento e finjo fazer parte de algo maior, porém faço tudo isso sem fazer caras e bocas, porque gosto de ser invisível na cidade onde todos fingem se importar.  


Marcos Henrique.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Gosto



Gosto
(Marcos Henrique Martins)

Gosto de acordar e sentir que ainda vivo;
Gosto de poder me levantar e fazer minha higiene, sozinho;
Gosto de sentir a água, molhada, em meu corpo, a me limpar às impurezas externas;
Gosto de imaginar possibilidades para minha vida enquanto tomo banho;
Gosto de pronunciar a palavra “vida”;
Gosto de ter amigos por perto, até os mais chatos;
Gosto de ter amigos por perto, dos mais falantes ao mais calado;
Gosto de poder falar o que penso;
Gosto de escrever o que sinto;
Gosto de não escrever poesias métricas;
Gosto de não parir romances metódicos;
Gosto de ler;
Gosto de ver;
Gosto de experimentar gostos;
Gosto de poder tentar amar;
Gosto de não morrer nem matar por amores;
Gosto de não me perder em minha rotina;
Gosto de poemas que me fazem chorar;
Gosto do que minha poesia te causa;
Gosto de pessoas que tentam melhorar sua natureza;
Gosto de palavras de reflexão que me fazem questionar;
Gosto de ouvir palavras falaciosas proferidas de bocas soberbas;
Gosto de fechar os olhos, dormir, e saber que vivi por mais um dia nesse mundo de perfeitos, logo eu que não sei relaxar por inteiro.
Gosto do verbo gostar.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Derrame


Derrame
(Marcos Henrique Martins)

Não vou mais fazer versos tristes;
Não vou mais criar um poetar melancólico. Quero retratar o belo e o elo entre Deus e o homem.  Falar sobre o amor verdadeiro e infinito, pingar estrales incontáveis em meus versos para que durem mais em harmonia, cheira a flor mais pura, sentir desejo sem culpa, gozo de primeiro amor.

Quero ouvir gargalhadas com inocência, sejam eles com dentes ou não. Quero olhar pela janela, tocar meu coração e sentir-me vivo; respeitar a vida, sentir calor humano em noites frias, ter paz, preservar a afeição.

Quero escorregar por arco-íris, voar, voar, sentir a força dos rios, riachos, sentir-me mar, vasto, rico em vida.

Não quero mais você cérebro, que me entristece e me mata a esperança com sua racionalização. Não, não quero mais ter que pensar o que devo fazer, como devo me porta, como devem me ver, onde devo tocar, como sorrir, não poder chorar em público, não poder sonhar em público, não poder me apresentar como sou.

Cérebro, você me entedia, deixe que eu viva com meu coração, deixe-me viver com meus poros e, poder absorver todo o orvalho de manhãs, que na maioria das vezes, nascem lindas. Não. Não quero mais escrever essas coisas tristes que me animam, quero me entristecer como os outros, quero me alegrar como poucos.                    

segunda-feira, 25 de junho de 2012

13/11/02

 
13/11/02
(Marcos Henrique Martins)

Eu não sei nada, e mesmo assim as perguntas continuam a me devorar. Perguntas só servem para gerar mais dúvidas e mais solidão em mim.

A dúvida não tem mãos e eu só gostaria de um abraço antes do desjejum.

Risos e lágrimas tem o mesmo gosto e são tão diferentes, como explicar esta disparidade? Como saciar minhas incertezas?

O que escrevi, talvez nem faça mais sentido para mim nos dias de hoje, mas em algum tempo de minha existência fez toda a diferença, aliviou a parte imaterial de meu ser, mas agora, que o leio, releio, fico a me perguntar, qual dúvida, qual batalha estava sentido para conceber mais este poetar. E estas dúvidas, que assolam meu cerne e tiram meu sono em noites calmas, preencheram uma parte de mim que vagava nu, em escuridão profunda.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

IV

 
 
IV
(Marcos Henrique Martins)


Agora, nesta noite escura e quente, sinto meu peito bater com um som que nunca tinha ouvido antes.

Me falta ar, me sobram velas.

Teu oxigênio não me serve mais...

Medo, solidão, incertezas, perdição. Receio por todos esses sentimentos obscuros, mas já dei risadas boas um dia - Faz tanto tempo -, nem lembro bem dos motivos.

Tempo, esse tempo que sempre me tortura, me grita verdades, intimida, mastiga, tritura.

A calmaria é falsa, assim como suas lágrimas e seu abraço sempre a me apunhalar. Esse abraço que me corta, maltrata, porém quero sempre experimentar.

Meus dias na terra serão lembrados como motivo de vergonha por tudo que nunca conquistei. Já me despedi por varias vezes, mas nunca sai de cena realmente, só me mantive escondido, junto com os dejetos de pessoas boas e más.

Nunca. É sempre nunca para mim, por mais que lute, por mais que eu sangre, sempre é nunca para mim. Pobre de mim. Podre! Sou um bêbado inconveniente que não tem coragem de partir.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Resenha de meu livro O Lado Avesso – Nornes, o Mago no blog livretando


Título: O Lado Avesso #1 - Nornes, o mago
Autor(a): Marcos Henrique Matos
Editora: Editora Baraúna
Número de Pág.: 278

Tibério está prestes a pedir a mão de sua namorada em casamento. Ao chegar no restaurante onde o pedido seria feito, ele percebe que esqueceu a aliança no carro e vai buscá-la, mas algo trágico acontece, Tibério é atropelado por um carro desgovernado e entra em um coma profundo.

No mesmo momento, em um mundo desconhecido - na cidade de Fargo -, surge um homem de origem desconhecida, onde nem ele mesmo conhece o seu passado. Sabe apenas que se chama Theo, afinal, foi assim que o espírito da floresta o acordou de seu sono profundo. Theo acaba descobrindo que faz parte de uma profecia e que sua missão é dar fim à guerra que desde muito tempo acontece em Fargo.


"E nos tempos negros um homem sem passado virá de uma terra distante e desconhecida. Sua coragem e justiça destruirão todo o mau e restaurará o equilíbrio do brilho da pedra de Eufanor, restaurando o clã dos cavalheiros."




 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Drenos em bonecos secos



Gostaria de convida-los a fazerem uma viagem. Escrevi esse poema tendo como base a música Drain You da banda Nirvana. Então os convido a ao mesmo tempo em que forem ouvindo a música, a cada estrofe cantada, vocês lerem uma linha do poema. Dá a sensação de que é a tradução da musica, mas não é. Acho que vale a pena a viajem.
Logo abaixo do poema a música, diretamente de youtube




Você disse que sempre estaria por perto quando eu caísse;
Mentir te deixa mais linda à noite, quando as estrelas fogem de medo. Cumplicidade complicada e drenos em bonecos secos;
Perdão sem perder o que nunca foi encontrado.

Quero ver seu coração, ruínas e sonhos (rostos rosados)
Luta sem amor, cor sem cheiro, olhos sem fé, flores sem vasos, Deus sem D.

E todos riram quando te contei meus segredos no alto de uma colina sem luz, pulamos juntos até o fundo, quebramos o que não poderia ser quebrado. No alto, tudo é tão pequeno e frágil como velhos com passados tristes;

Eu estudei todos o movimentos que fluíam junto com teu cheiro.

Quero ver seu coração, ruínas e sonhos (rostos rosados);
Luta sem amor, cor sem cheiro, olhos sem fé, flores sem vasos, Deus sem seu ser.

Você disse que sempre me amaria, mas o eterno está acabado. Fale o que não pode ser comprido e eu toco o que não pode me tocar com os dentes.

Rostos de meninos no esquecido, cumplicidade complicada e drenos em bonecos secos. Sou mais complicado que os retratos de Da Vinci.


Quero ver seu coração, ruínas e sonhos (rostos rosados);
Luta sem amor, cor sem cheiro, olhos sem fé, flores sem vasos, carne da carne, poema sem espírito, violência tocada com violinos, Deus sem estar.

Marcos Henrique Martins.



sábado, 21 de abril de 2012

Rimas


Rimas
(Marcos Henrique Martins)

Não gosto de rimas, elas me sujam, me deixam constrangido.
As rimas só servem - se é que tem serventia -, para enganar nossos corações e nos fazer soltar risos de canto de boca.

Prefiro os versos sem rimas. Ásperos. Ousados. Inexplicáveis. Sujos e pantanosos.

As rimas são como diabinhos tomando leite morno e comendo biscoito maisena, os poemas secos não, são como doses de uísque que nos reconforta a alma de uma forma que nem a vã filosofia terrena ousa desmistificar com veemência.

Os poemas rimados deveriam ser banidos do mundo literário, mas volto atrás, se nem os parnasianos conseguiram triunfar, os tolos poemas rimados devem continuar a povoar nosso imaginário e nossos corações ásperos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Eu recomendo o blog: Um Universo Fantástico

Olá amigos, eu recomendo este blog: Um Universo Fantástico de minha amigoa Bianca Prado. Muito bom mesmo! Lá você fica sabendo das novidades literárias, resenhas e muitos mais. Deem um ciber pulo lá.

Click na imagem para ir ao blog: 



terça-feira, 17 de abril de 2012

Eu recomendo o blog: Magia Literária


 
No blog Magia Literária você foca sabendo de tudo o que está rolando no mundo literário. Vamos lá pessoal, deem um ciberpulo no blog Magia Literária.

Click na imagem para ir ao blog: