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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Poema 162



Poema 162



A casa está cheia de gente agora.
Vazia, as portas apodreceram com o sol do meio dia.

Olhos negros;
Corpo sem alma;
Pessoas comuns;
Sorrisos - falsas palavras.

Minhas palavras saem roca, sem força, não se propagam (nada mais ecoa)

Todo esse tempo, eu só quis um ombro para chorar e uma boca para beijar. Mas o que achei, foi uma corda grossa e dor nos olhares de toda aquela gente que, assim como eu, vivia em vidas mortas.


Marcos Martins.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A última poesia de 2012!




Que as utopias me preencham
(Marcos Henrique Martins)

Ao amanhecer vou ver, com os mesmos olhos, a nova esperança que se forma.

Ao contemplar o sol, em todo o seu esplendor, me banharei em seus raios e me sentirei mais vivo do que nunca.

Mais um ano, novas esperanças, novos por fazer, novas conquistas a serem buscadas. Novos desafios, novas promessas. Tudo se renova.

O ano novo chega, entra em nossos lares de uma só vez. Mas antes, pega pelas mãos o velho ano que já fez a sua parte, mesmo que não tenhamos feito a nossa, e o leva para junto do fazedor de sonhos, para que o ano que se vai possa repousar por todo o sempre, com o sentimento de dever cumprido, mesmo que não tenhamos cumprindo o nosso.

Encheremos nossas cestas com mais esperanças, promessas e aspirações. É assim que caminha a humanidade, com passos largos que vão se encurtando ao longo do ano, mas que voltam a se enlanguescer junto com nossos desejos e a esperança do por vir.

Sonhos com um mundo melhor;
Sonhos com pessoas melhores;
Sonhos, utopias, paz nascida da consciência.

Vem ano novo!
Chega logo! Sendo convidado ou não.
Nos te receberemos com todo afinco.
Receberemos tua vicissitude da forma que recebemos entes queridos em nosso lar.

O novo se apresenta, preenche o vazio que tenta se formar em nossos peitos fadigados. 

Promessas serão feitas e muitas não serão realizadas, mas não é isso o que nós somos? Sonhadores de um mundo melhor.

Vem novo ano, me acalenta com a fé que deposito em ti.

Início 30.12.12 / Fim 31.13.12

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Poesia, poetar, poema, poesia




Poesia, poetar, poema, poesia
(Marcos Henrique Martins)


O que não é meu, não é de mais ninguém. Nem de Deus ou do diabo, nem de quem se julga cético, filosófico, poeta ou ateu.

O que não é meu é desse mundo tangível, desse mundo que fede a mazelas incontáveis, obscurecidas pelos óculos escuros, comprados por dez contos de reis nas feiras populares de minha terra, pois no Recife todos andam de óculo escuro - baratos ou não –. O sol do Recife é quente; é seco e quando toca o chão queima nossas íris. 

O que não é meu, não é da burocracia, aristocracia falida do velho continente que junta dinheiro com os bolsos furados e a cueca remendada na bunda. Não é do capital ou do proletariado que surge tipificado por classes, como se fossem castas, como se fossem espécies em extinção e em ebulição, loucas por viver, loucas por estarem morrendo, ou simplesmente loucas. Loucas, apenas isso. Loucas.  

O que não é meu, não é de você que me quer sentir por dentro de teu existir que acabou de mudar para sempre, mesmo depois de não me entender, mas que sentiu, olhou, me viu refletido nos olhos de um garoto sofrido que reza com sua lata de cola nos lábios rachados da vida sofrida que vive. Vida? Não, não é vida e sim mera existência.

O que é meu me perguntam? São os vícios, verdades duvidosas, dúvidas existencialistas, falta do que fazer em noite de feriado prolongado e todas as coisas indesejáveis que deixamos debaixo dos tapetes imaginários que se formam no fim de cada ano e, na esperança do novo ano que nasce aos prantos de nos chamar pelo nome, antes mesmo de aprender a caminhar. 

O que é meu é o dom da palavra e isto nem que me roubem a alma, não vendo, não troco, nem dou.

E mesmo que a poesia não tenha mais serventia, vou continuar essa jornada, mesmo que não chegue aos Jardins Suspensos da Babilônia, pois me sinto poeta e esse fogo que queima, aqui em meu peito, nem um dilúvio pode apagar.  

sábado, 10 de março de 2012

Eu recomendo o blog My Dream's World

Eu recomendo o blog My Dream's World de minha amiga Annie Stephanie. Lá você fica sabendo de todas as novidades literárias, música, séries, filmes e muito mais.

Dá uma cyber visita lá!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

o Lado Avesso - Nornes, o Mago já está a venda!!!


Gostaria de comunicar a todos os amigos que, a pré-vende de meu livro: O Lado Avesso – Nornes, o Mago já está sendo feita no site da livraria Baraúna por um preço promocional.

Link: http://www.livrariabarauna.com.br/o-lado-avesso-nornes-o-mago.html

Gostaria de informa que vocês já podem adquirir meu livro: o Lado Avesso – Nornes, o mago em versão E-book no site da Livraria Saraiva.

Pelo link: click aqui!

A versão de meu livro O Lado Avesso – Nornes, o Mago, em E-book no site do Gato Sabido.

O link: http://www.gatosabido.com.br/ebook-download/158476/marcos-henrique-o-lado-avesso-nornes,-o-mago.html


O Lado Avesso!

Imagine um mundo fantástico onde Elfos, Dragões, Guerreiros, Magos, Ciclopes, em fim, várias criaturas da literatura fantástica transitem com seres do folclore brasileiro como, Curupiras, Caiporas, Flor-do-mato, Alamoas entre outros. Já imaginou um Curupira montado num dragão alado? Ou uma Alamoa seduzindo um guerreiro para depois devorá-lo? Não? Então leia: O Lado Avesso – Nornes, o Mago e descubra esse novo universo.

O Lado Avesso – Nornes, o Mago, mostra que através dos seres do folclore brasileiro uma emocionante estória de fantasia pode ser contada.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Crânio



Crânio
(Marcos Henrique)


Os momentos mais felizes de minha vida passei sem ti. Como eram felizes meus dias e, não sei o que aconteceu com meu pobre caos. Uma flecha foi isso o que você causou em meu pobre espírito, pois meu coração havia deixado num canto esquecido e nem sentia falta desse músculo, que sente mais as cosias do mundo do que o pensamento do filosofo mais profundo.

Os momentos mais serenos de minha vida passei ao lado de bêbados com verdades imprecisas, porém verdades, meio fingidas, um tanto quanto cuspidas, escarradas, gritadas e tão doidas que, as vezes me pareciam mentiras verdadeiras com gosto de sandice.

Estou quebrado agora, em mil pedaços, não me junto, não me juntam, se ao menos você pudesse me fazer um favor, mas é melhor assim, dor por dor.

Minha prosa é imprecisa, minha vida não menos. Não enxergo mais nos espelhos das zonas minha ansiedade. E o que vale apena enxergar? Se o que vejo é mais da mesma e boa violência. Pobre ânsia de meu espírito, sempre deprimido e com cheiro de mofo, sempre perdido e sem alvejante para lhe tirar as manchas amareladas.

O mundo são, me assusta e a lua tenta flertar comigo, um flerte proibido, pois não posso mais roubar sua inocência, então, você não tem serventia, nem para mim, nem para os poetas que te usaram e jogaram as folhas com teus poemas fora.

Verdades me são ditas pela boca da mais velha prostituta “A vida” E não adianta saber toda essa verdade, pois todos têm suas verdades - implícitas ou explicitas -. Me faça um favor, vida, cale sua boca e apenas siga, sem me olhar, sem me notar num banco de madeira velha e curtida.

Minha verdade? A verdade que eu digo, é que nem sempre uma prosa é para ser entendida, apenas sentida, apenas, vivida.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Valores Enigmáticos


Valores Enigmáticos
(Fábio de Carvalho & Marcos Henrique Martins)


Um desafio é acompanhar o tempo...
Acomodar-se em função das mudanças.
Creio que todos devem ter tal chance.

Quando enxergamos o tempo com os olhos do destino, assustamo-nos com muitas coisas.
Uma coisa perigosa, por sinal, é ignorar o tempo.
Cada dia nasce com uma cara diferente.
Cada diferença tem algo de semelhante.
Nossos semelhantes são portadores de tudo que o outro possui.

Cabeça, tronco e membros...

O diferencial são os valores.

Não se pode calcular o que se possui com a calculadora nem com o lápis.

A tabuada da moralidade, dos valores interiores é mensurada através dos olhares ternos.
Nossos olhares distantes trazem para perto de nós as lembranças, as saudades, os momentos que marcaram...

Marcamos os momentos com o carimbo da memória e não com o brasão de família ou com o timbre de um governo, afinal, nem todas as famílias são dignas de citações memoráveis e nem todos os governos são honestos, ideais, precisos e justos.

A justiça, em muitos casos é uma farsa.
A honestidade está em nosso olhar de prudência.

Ideal, para mim, é poder olhar para seu passado e lacrimejar de saudade.
Ideal para mim é buscar em si e encontrar todos os valores que caibam no ser humano.

O ser humano tem tal capacidade.

Olhei-me hoje no espelho.
Senti algo que eu não sentia há muito tempo.
Talvez meu olhar não tenha brilhado, mas...

...meu coração acelerou.

Certamente, eu estou mudando novamente...

...mudando para um novo eu, ou um melhor de mim que nunca experimentei;

Mudando para um velho eu, ou um eu vanguardista que, quer voltar a enxergar as coisas de forma menos crítica, que não se preocupa por ter sua geração comprada por refrigerante barato e sem gás.

Os espelhos são as coisas mais sinceras criadas pelo homem, eles nos mostram nos revelam quem somos de verdade. Através do espelho, posso ver além de minhas camadas, posso ser quem realmente quero ser. E quem finjo ser, ele me revela, mas só para mim.
Ó! Espelho confidente de todas às horas de agonia. De todas às vezes que me olhastes e não vistes o brilho em meus olhos. Meus olhos estão cada vez mais opacos, mas nem por isso me privastes o reflexo.

A desesperança é meu glaucoma, então, como guiar a cega justiça? Está senhora capenga que ri para mim, faltando dentes e com incontinência urinaria.

Tudo são especulações, desejos reprimidos, vontades castradas pelo tempo. O velho tempo que nos vem sorridente, eu sei, ele sempre vem. E, por atrás de suas mãos gélidas, um punhal é carregado, pronto para encontrar nosso coração e pôr por terra nossas vicissitudes.

Quantas camadas tive em minha vida?
Quantos espelhos me viram de verdade?
Quantas vezes traí minha alma?
Quantas vezes me peguei chorando pelo tempo que me ignorou? Mas me deixou cicatrizes pelo corpo, já tão fadigado, porém com o coração acelerado e cheio de ideais utópicos.

“Quando olhamo-nos no espelho, vemo-nos pelo avesso”.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Poema 06



Poemas 6
(Marcos Henrique)

Maus pensamentos se foram como este dia – mais um dia – Sorte de ver mais um dia passar.

O tempo passa, a madrugada me inspira a escrever o que é ser só, mas não gosto de ser só. Sempre me sinto perdido entre vocês.

Vivencio o verídico e os rumos que Deus me deu. Não tenho medo da morte – só da forma como ele me vem – no velório, são tantos, não vejo ninguém, nem o adeus, ou as lágrimas, nem flores, ou coras triste, nem o finado se vê, afinal ele está só e cego. Estou só, mas enxergo além do horizonte cinza e cheio dos porquês.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Eu recomendo:Aluvião de Sonhos - Saulo de Oliveira Campos


SINOPSE

Aluvião de Sonhos é um livro para os amantes da boa poesia. Contém textos vivos em toda a sua essência, que levam o leitor a se ver como sujeito das ações, a refletir sobre a existência, a vida, a política e a sociedade, criando novos paradigmas. Ler poesias como O Maior Presente é, inevitavelmente, aprender a desaprender alguns valores e zelar pelo que é vital. A sensação se repete em A Lição. Passear pelo Jardim da Utopia é ver a cinza da guerra com cores da paz. É enxergar-se em meio a protestos como em Conspiração Universal e Circo Brasil, repletos de ironias, de sarcasmo e de verdade. Refletir sobre temas contemporâneos, como em Vício e tratar de alguns vícios que todos nós temos, inclusive, o de abdicar dos sonhos pela realidade e, apesar de ter um mundo de possibilidades, limitarmo-nos em ficar entre o politicamente correto e o silêncio. Ler Aluvião de Sonhos é permitir-se refletir sobre o que se quer ser, podendo ser o que quiser, sendo, sobretudo: humano. Pauline Campos, jornalista profissional.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu recomendo: Blog Revista Ouro

Se você quiser ler resenhas, entrevistas e saber as novidades do mundo literários, então da um cyber pulo no blog Revista Ouro do estudante de Jornalismo Valber Assis.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Fórum do Livro




Quer falar sobre livro e literatura em geral, ou outros assuntos? Então dê um cyber bulo no Fórum do Livro.

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Abscesso



Abscesso
(Marcos Henrique)


Buraco oco, onde guardo minhas dádivas
Luz que não deixo entrar
Parte de meu ser barroco e torto,
Que me deixa o viver tolo e o poder de se regenerar

Quero que minha gruta possa guarda os desejos mais rubros
Todas as coisas que, não ouso mencionar,
Nem em confidencias clericas, sem maldade, ou
Humanidade angelical que, em homem algum há de habitar

Vem, penetra em meus estigmas,
Me azeda com tuas toxinas, pois só assim, serei livre,
Livre de você, livre de minha empatia, podre e fingida

As células que te afogam, matam-te eu sei, porém, para que outros nasçam e sigam
Mostram-me que a vida não se rende, nem espera,
A morte, necroticamente verdadeira, que só tu podes conceder.

sábado, 14 de janeiro de 2012

II PARTE de meu conto: Matou a família e foi ler o jornal do dia




- Bom dia – disse à esposa que, acabara de acordar. Ele respondeu com um aceno de mão, a companheira sorriu.

Levantou-se por uns instantes, olhou para a sala, o relógio estava lá certeiro como nunca. Ponteiro pequeno encima do número seis, ponteiro grande encima do número quatro.

- Vinte minutos de atraso. Vinte minutos! É um absurdo!

- O que foi José? – perguntou a esposa aparecendo na porta da sala.

- O jornal, está atrasado vinte minutos! Um absurdo!

- Ele chega já. Tomou café?

-Tomei. Que absurdo!

- Tua filha vem hoje para cá, vem com as crianças, o marido e a sogra.

- Que falta de respeito! – dizia e, não prestou atenção a uma única palavra da esposa que, gesticulou com a mão, algo do tipo: Ah! E saiu da porta para trocar de roupa.

Tornou a olha para o jornal de sábado, o pegou nas mãos, abriu o primeiro caderno, não era a mesma coisa, não tinha o mesmo cheiro, aquele aroma que apenas jornais novos tinham. Foi para a seção de esportes, não importava mais saber que seu time do coração havia perdido. – Só notícias mortas – pensou.

- O que está acontecendo com o mundo? – tornara a se perguntar.

Foi até a sala, pegou as chaves da grade e foi até o portão – Onde se meteu este filho da puta? – falava, se referindo ao jornaleiro.



Voltou para dentro de casa. Guardou as chaves, pendurou-as no porta chaves que tinha ganhado da única filha. Tornou a olha para o relógio. Quinze para as sete.

- Puta que o pariu!

- O que é isso homem? Tá ficando doido? – lhe repreendeu a esposa.

- Quase uma hora de atraso do jornal - continuo – Isto nunca aconteceu, são vinte anos de assinatura. É uma falta de respeito!

- Chega já – falava esposa, tentando acalmá-lo.

Às sete horas em ponto, sua filha toca a cigarra, mas com o barulho que os filhos dela faziam, não seria preciso tocar cigarra alguma.

O velho estava sentando numa das cadeiras do terraço, um jogo de cadeiras com um centro de vidro que o genro havia dado de presente no último natal.

- Papai, abra aqui o portão.

- Já vou – falou emburrado.

Abriu o portão, tentou driblar as formalidades. Em vão. Apertos de mãos, beijos e pedidos de benção foram-lhe solicitados. – Entrem, vamos entrando – falou.

Seus netos, dois meninos, um de oito e outro com seis anos, entraram rasgando o mundo metafísico, até esbarrarem na forma física da avó.

A família estava reunida, para passar um domingo juntos, já que nem sempre se viam. A vida moderna não nos da tempo de socializarmos fisicamente. A filha, havia se casado e ido morar a duas horas de viagem da casa deles, foi morar perto da sogra que, já era muito idosa e estava mais para lá do que para cá. O genro era um engenheiro metido a besta que, conseguiu seu primeiro emprego no ramo graças ao falecido pai, um arquiteto de renome.

- O que papai tem mãe?

- É o jornal.

- O jornal?

- Está atrasado, sabe como seu pai é não vive sem ler o jornal.

- Sei. Se soubesse disso, tinha trazido o de lá de casa.

O velho escutou de sua cadeira no terraço – Filha desnaturada! – pensou.
continua...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ùltima Parte do conto "Mortos"



- Vai! Faz o que tem de ser feito, eu prefiro virar o nada a te seguir. – fala o rapaz abrindo os braços, aceitando assim sua sentença.

O ser não hesita, e corta-lhe a cabeça em um só golpe, caindo assim o corpo do rapaz ao chão.

O ser profere um grito medonho e sai voando, em seguida chegam ao local dois anjos.

- Chegamos tarde, o aliciador esteve aqui antes – comenta o anjo.

- Pobre homem, não teve tempo de saber a verdade, só a verdade vos libertara. – diz o outro anjo.

Na terra, outra criança acaba de nascer.

- Da próxima vez chagaremos a tempo? – pergunta o anjo ao outro.

- Não sei, mas até lá, espero que ele tenha uma vida apreciável, essa é a terceira vez que o perdemos, não podemos falhar mais – responde.

A vida sempre sobra em nossos ouvidos palavras inaudíveis, antes de nos deixar viver.