acompanhar

Mostrando postagens com marcador google. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador google. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Mórbida aspiração



Mórbida aspiração



Quero ser teu parasita;
Quero roubar tua alma;
Quero roubar tua vida;
Tudo o que você tem e sonha em conquistar.

Quero roubar teu presente, passado e o por vir;
Quero roubar tuas alegrias, teus olhos, tua angustia, dor, anseios, medo, morte, razões e porquês;
Quero roubar tua forma de ver a vida.
Quero ser o mundo como você vê.

Sou teu parasita, vivo em tuas vísceras, me alimentando de teus desejos, de toda tua luta para sobreviver nesta, e se existir outra, vida.
Eu sou teu parasite. Quero roubar teu céu, sonhos, sons que te ninam, todas as idéias que idealizas; projetos concretizados, aplausos bem sucedidos, sorrisos, teu suor a métrica em tuas poesias.

Quero sugar a alma que enxergo em tuas retinas, ser o parasita que te habita, pois, sem você em mim, não há vida, nem há razões para meu ser.




Marcos Martins.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Mais um de meus contos


 

A VERDADE ESTÁ NOS VERMES


Acordou as duas da madrugada e viu os vermes a lhe degustar. Não sabia onde estava, nem como sair dali. Não sentia dor, apenas desconforto e vergonha por estar sendo devorado vivo. 

Seu ventre aberto não exalava odor. Tentou fechá-lo – não teve êxito. Tentou levantar-se – faltaram-lhe pernas.

Pensou, pensou e pensou (nada em sua mente). Coçou a cabeça, sentiu o oco. Olhou para a mão encoberta por uma mucosa – sentiu enjoo. 

Refletiu: 

“Como posso não ter mais meu cérebro? Como posso pensar isso sem ter um cérebro?”

Sentiu sede, percebeu que não tinha mais língua. Quis chorar, seus olhos lhe abandonaram.

Depois de algum tempo viu que não poderia sair de sua escuridão, então, acomodou a cabaça nas trevas e começou a se sentir mais confortável com todos os vermes que lhe consumiam o corpo. 

Pensou:

“Como será que está o dia lá fora? Será que tem crianças correndo, flores desabrochando e pessoas sentindo minha falta?”

Passou a mão na cabeça novamente – sentiu alguns fios de cabelos – e ficou feliz por não ter mais seu cérebro, dessa forma, sabia que não pensaria mais em problemas fúteis. 

Marcos Martins.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sandeu



Sandeu



Todos os homens são iguais;
Todos os tolos são mortais;
Todo amor sangra;
Todo amor é dor e esperança manca;
Toda mulher é feliz;
Toda algoz se faz feliz;
Toda vida é morticínio.

O que eu quis para mim foi paz, dois pacotes de arroz e um pouco de carne de segunda. Quero água para meu corpo, corpo que não me pertence, mas me preenche.

Todo homem é eterno;
Todo amor é amor, mas não é materno;
Todo céu é igual;
Toda dor é morticínio;
Todo fel é amargo e o amargo é como a vida que o açúcar não dá conta;
Todo homem é filosofo;
Toda verdade é absoluta;

Meus moinhos de vento, não funcionam mais e, meus braços, não te acariciam mais, sou tão sábio que chego a me sentir um deus e em minha luxuria, sou o mais alto e mais tolo de todos os homens tolos.

Toda culpa é gerada de verdades de sábios que são tão pequenos diante dos mistérios do caos.



Marcos Martins.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Crânio



Crânio
(Marcos Henrique)


Os momentos mais felizes de minha vida passei sem ti. Como eram felizes meus dias e, não sei o que aconteceu com meu pobre caos. Uma flecha foi isso o que você causou em meu pobre espírito, pois meu coração havia deixado num canto esquecido e nem sentia falta desse músculo, que sente mais as cosias do mundo do que o pensamento do filosofo mais profundo.

Os momentos mais serenos de minha vida passei ao lado de bêbados com verdades imprecisas, porém verdades, meio fingidas, um tanto quanto cuspidas, escarradas, gritadas e tão doidas que, as vezes me pareciam mentiras verdadeiras com gosto de sandice.

Estou quebrado agora, em mil pedaços, não me junto, não me juntam, se ao menos você pudesse me fazer um favor, mas é melhor assim, dor por dor.

Minha prosa é imprecisa, minha vida não menos. Não enxergo mais nos espelhos das zonas minha ansiedade. E o que vale apena enxergar? Se o que vejo é mais da mesma e boa violência. Pobre ânsia de meu espírito, sempre deprimido e com cheiro de mofo, sempre perdido e sem alvejante para lhe tirar as manchas amareladas.

O mundo são, me assusta e a lua tenta flertar comigo, um flerte proibido, pois não posso mais roubar sua inocência, então, você não tem serventia, nem para mim, nem para os poetas que te usaram e jogaram as folhas com teus poemas fora.

Verdades me são ditas pela boca da mais velha prostituta “A vida” E não adianta saber toda essa verdade, pois todos têm suas verdades - implícitas ou explicitas -. Me faça um favor, vida, cale sua boca e apenas siga, sem me olhar, sem me notar num banco de madeira velha e curtida.

Minha verdade? A verdade que eu digo, é que nem sempre uma prosa é para ser entendida, apenas sentida, apenas, vivida.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Poema 05


Poema 05
(Marcos Henrique)




Na escuridão não vejo nada;
Na claridade não vejo nada;
Sou sensitivo que não tem sentidos. Às vezes percebo o perigo e sinto o amor que, da medo de se entregar. De olhos fechados, tenho mais chances de não me magoar.

Sou um sensitivo fajuto, mas percebo o perigo de tudo o que a no ar rarefeito que entope meu peito e comprime minha tola linha tênue do raciocinar.

Sou um sensitivo que prefere o escuro, pois sei que no fim de tudo existe um poço sem fundo, coberto do nada, tão frio quanto à alma de quem vai atirar.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Rabiscos de um possível livro que começo a escrever (ainda Sem um título definido)



"Acordar e não saber se ainda está dormindo é o pior inferno para alguém".



Capitulo I


O rádio-relógio marca 09h30 da manhã, é a primeira coisa que vejo, quando abro meus olhos, aquele rádio-relógio preto do meu lado, me olha como se me conhecesse há séculos. Não lembro de nada e, não é só de ontem, ou do ontem, ou sei lá o que, não lembro de absolutamente nada. É como se tivesse acabado de nascer neste exato momento e meu corpo doe, doe muito, meus olhos ardem, também. Apenas um nome vem a minha cabeça – Maria – sei que não é meu nome, pois toco em mim e percebo que tenho um pênis. 09h33 da manhã continuo sem saber quem eu sou, fecho os olhos, torno a abri-los, 10h01 da manhã, agora. Quanto tempo fiquei apagado e nem percebi? O que está acontecendo aqui? Penso em levantar, fico temeroso, a melhor coisa a fazer, por agora, é continuar deitado.
Começo a vasculhar, com os cantos dos olhos, procurando alguma referência, algo com que possa me identificar me situar nessa situação. Nada.
Qual o dia da semana? Que mês será? O Ano, que ano deve ser? Quantos anos tenho? Qual o meu nome? Só agora que me dou conta que não conheço minha face. Torno a procurar com meus olhos, busco algo que possa refletir meu rosto. Nada.
Será que sei falar? Que língua devo falar? Que palavra devo tentar pronunciar primeiro? Nunca imaginei que seria tão difícil tomar uma decisão tão simples. Que inferno! Será que estou nele? Não, não, aqui não é tão quente. Mas será que é quente lá no inferno?
Volto a percorrer com os olhos, procuro enxergar ao máximo o que der, vejo coisas sem muita nitidez, não sei se devo levantar a cabeça. 10h15.

- Mãe!
Continua...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Continuação de Mortos Parte III



Onde o jovem se encontrava era belo, flores perfumavam o lugar, árvores enormes davam sua graça, cachoeiras com águas cristalinas, rios cheio de vida, De repente, ele olha e observa que em sua direção vem uma espécie de infantaria; cavalos com cabeças pegando fogo servem de montaria para homens sem olhos, catapultas são armadas e são lançados fetos ardendo em chamas de mulheres que abortaram.

O ser pergunta ao rapaz de que lado ele pretende ficar.

Do lado da justiça – responde o rapaz.

- Então vá para o outro lado – diz o ser.

O rapaz fica espantado e lhe vem um aperto no coração.

- De que lado você luta – pergunta o rapaz.

- Do lado do ser mais puro que Deus já vez, Lúcifer! – responde o ser.

O rapaz fica atônito, não sabe o que pensar, em toda sua vida ele imaginava que o diabo era um monstro, um ser feio aos olhos humanos.

- Vejo que você não aprendeu nada, humano tolo – diz o ser com ar de superioridade.

- Esse exército de demônios que você vê, não é de meu senhor, e sim de teu Deus, ele despreza os suicidas e fetos que são abortados, eles não servem para sua vaidade – fala o ser com ódio nos olhos.

- Não! Não pode ser...! – fala o rapaz com os olhos em pranto.

- Sim! Esses seres alados que você vê; e essa infantaria que vem em nossa direção é de teu Deus – diz o ser abrindo suas asas e demonstrando imponência.

- Prefiro que corte minha cabeça, a ficar do teu lado demônio, que Deus te perdoe as ofensas e tenha piedade de tua alma – responde o rapaz erguendo o punho fechado.

- Se é assim, não tenho outra escolha - fala o ser desembainhando sua espada.

O brilho da lamina cega por alguns segundo o rapaz.

Continua...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Conto - Eles são reais



Eles são reais


Estava sem sono, já passava das duas da madrugada, a única coisa que ouvia nitidamente era o som do relógio da sala de minha casa, tic,TAC,tic,TAC. No mais, tudo era silêncio total, não um silêncio desconfortável e sim um silêncio tranqüilo, pura calmaria.

- Quase três horas da madrugada e eu aqui sem dormir – pensei enquanto cruzava os braços, estava um pouco frio.

Toda a cidade dormia pelo menos uma boa parte dela. Apenas, deveriam estar acordadas pessoas que tinha que vivar da noite para ganhar a vida, e não me reviro somente a prostitutas, muita gente vara a noite trabalhando para poder sobreviver nessa selva moderna.

- Mas o que é aquilo? – pensei, quando vi aquela luz no céu, não era um clarão normal e se movimentava com tanta destreza – só pode ser um balão meteorológico – pensei, coçando o queixo com a barba por fazer.

Muitas pessoas veem coisas estranhas no céu, mas nunca Henrique, ele era cético com o assunto que beiravam o desconhecido, era uma ateu convicto e um cético respeitado por seus amigos, pois sempre tinha respostas para mistérios que deixava seus amigos desconcertados, respostas dentro da razão.

- Só pode ser um balão ou um avião – pensou em vós alta, ele não poderia acreditar no que estava vendo, logo ele, que nunca acreditou nem em Deus, disco voador ou Papai Noel.

A luz foi ficando cada vez mais clara, cada vez mais perto de sua janela e uma forma arredondada se formou uma espécie de nave, sem janelas ou turbinas para lhe manter planando. Henrique gostaria de correr, porém alguma coisa o impedia de fazer isso – Salve sua vida seu idiota! – não parava de ecoar esse pensamente em sua cabeça, mas ele não podia fazer nada, nem mesmo piscar os olhos a única coisa que lhe passava pela cabeça era como se fazia mesmo a saudação vulcana de Spock do filme jornada nas estrelas, talvez isso pudesse salvar sua vida.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Anjos

Anjos
(Marcos Henrique)


Qual o teu sexo;
Qual o teu clero;
Anjos são bons amigos, pois não te insultam, apenas observam tudo...
Qual o tamanho de tuas asas?
Qual o tamanho de teu amor?
Anjos ficam de vadiagem o dia todo, "que inveja";
Anjo não dizem adeus;
Anjos não me inspiram a fazer poesia.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Estive dentro



Estive dentro

Estive dentro do chão, tenho pernas e não posso andar. Tenho bons sonhos, pois todos dizem adeus.

Fico sempre a espera, uma luz onde não há, mas, todos dizem adeus e não posso acenar.

Dentro do medo há mais medo;
Dentro do medo há mais medo;
Dentro do oco de meu pensar.

Não há mais lugar num corpo que não pode andar.

Me de uma morte lenta, um copo de eutanásia para gargarejar e, não finja que já fui bom, que todos possam sonhar e isso se aplica aqui nesse mesmo lugar inerte.

Dentro do medo há mais medo;
Estive dentro do impensado e tudo foi tão rápido que morri só, sem poder respirar.

Marcos Henrique

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sei que

Fumar pode F com sua vida

Sei que


Eu sei que você sabe que eu também sei, me desculpe, às drogas não me fizeram bem;

Os dias passam rápido, os tesouros terminam aqui, sem nunca terem sido enterrados;

Deus me ajuda para ser forte como nunca me senti, o passado me sacode, o horror me morde. Quero te ter em meus braços finos e fortes, quero poder te acolher, você me olha e me desmonta como tudo que sabe. Você me fez.

O horizonte é tão longo que não da para tocar e o céu fica no meio onde posso me olhar;

As paredes estão frias e a casa a se olhar com lembranças repentinas de uma vida que não há;

Eu sei que você sabe que eu também sei, eu sei que você sabe o que eu não sei;

Eu sei! Eu sei! Eu sei!!! Não, não sei.


Marcos Henrique.

sábado, 29 de outubro de 2011

Um dia ouvi Deus no rádio


Um dia ouvi Deus no rádio
(Marcos Henrique)

Um dia ouvi Deus no rádio e todos não escutaram;

Continuo andando em círculos sem poder para, sem poder parar...

Hei! Todos vocês, escutem Cristo, ele estava certo, o deserto não é lugar para se andar sozinho no escuro.

E todas essas coisas que só você mesmo para me dizer: Ser é melhor que ter.

Sou louco por dentro e o que sobra nada mais se aprova, minha mente não mais é minha. E todas essas cores. Onde ele está? Onde ele está?

Eterno tormento, pássaros que passam e se vão. Meu elo com o eterno ficou bem aqui onde não posso tocar. Todo louco tem razão e suas verdades são puras, não puritanas.

Quem definiu o que é loucura?
Quem definiu o que são as coisas?
Quem me projetou tão imperfeito?
Quem se mostra por inteiro, a não ser pela dor.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Continuação de meu conto - Contos e Retalhos


Pedro ainda sonhava com sua bicicleta, depois de conseguir a bicicleta, virar astronauta seria muito mais fácil, assim pensa o garoto com toda sua inocência, toda noite ele rezava e como seu aniversário era no mês de dezembro reforçava suas orações, pedido a Papai Noel que desse uma ajudinha.

Os dias se passaram e os pais de Pedro não conseguiam a tão falada bicicleta. Era noite faltavam apenas algumas horas para Pedro completar 11 anos, ele nascera às 03h47 da madrugada, o relógio marcava 24h50 da madrugada, Pedro dormia no silêncio da madrugada quando de repente uma luz se formou em seu quarto, sua cama tremeu e seu corpo estremeceu. Pedro acordou meio sonolento e ouviu uma voz doce a chamá-lo.

- Pedro, Pedro! Não tenha medo, não vou te machucar – dizia a voz.

- Quem está ai? Não é o Papai Noel, nem o menino Jesus? – disse o menino – quem é você?

- Sou a fada dos dentes e quero te presentear – dizia a voz doce sem revelar sua forma.

- Foi Papai Noel ou o menino Jesus que te mandou até aqui? – Perguntou Pedro em sua inocência de menino.

- Não, não foram eles, mas sei tudo o que se passa com você – continuou a voz – Sei o que você mais deseja nesse mundo e posso te dar...

- Pode...?! – falou o garoto excitado sentando-se na cama, pois a ânsia de ganhar sua bicicleta era maior que qualquer medo do escuro ou do sobrenatural, mas o que seria sobrenatural para um garoto que acreditava em Papai Noel?

- Você deseja uma bicicleta, não é verdade?

- É sim! É Sim! Você pode me dar? – fala Pedro quase em pé na cama.

Continua...

sábado, 22 de outubro de 2011

Bom dia a todos e a todas


Sou um escritor que tem como o lema: “Juntos somos um todo, sozinhos sou nenhum”. Sei que gramaticalmente esta frase não está 100% correta, mas se nós escritores, iniciantes, continuarmos dispersos, será muito mais difícil, praticamente impossível de sermos ouvidos, ou melhor, lidos.

Pensado nisto, comecei a desenvolver um trabalho de divulgação de todos os escritores que estou conhecendo pelo facebook ou em sites relacionados à literatura, blogs e afins. Tenho divulgado em meu blog estes escritores, mas uma andorinha só não faz verão. Além de divulgar os trabalhos dos amigos, também estou garimpando concursos literários para avisá-los, como muitos já devem ter visto o da Biblioteca Nacional que coloquei no blog. Tenho uma lista enorme de editoras brasileiras e de Portugal que ao longo dos anos pesquisei e mandei meus livros para analise. Esses endereços não são a garantia de que seremos publicados, mas pelo, menos, as editoras vão saber que existimos e quem sabe um de nós não consegue ser lançado por uma delas. Não digo que devemos esperar pelas editoras. Não, devemos continuar nos divulgando e ajudando uns aos outros amigos do mundo das letras a serem lidos e conhecidos. Quem quiser esta lista que eu tenho, pode me mandar um e-mail pedindo. Por favor, coloque no título: “Quero os endereços das editoras”. Para que eu saiba que não é vírus e assim possa mandar os endereços para vocês. São 11 páginas repletas de e-mails e endereços eletrônicos das editoras.

Faça a sua parte também, divulgue um escritor nacional.

Meu e-mail: marcosescritor@yahoo.com.br

Abraços virtuais a todos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

LANÇAMENTO DO LIVRO 'O PRÍNCIPE GATO E A AMPULHETA DO TEMPO'



Noite de autógrafos do livro:

"O Príncipe Gato e a Ampulheta do Tempo" - Bento de Luca ( Marcelo Siqueira Silva e Gustavo C. Almeida Siqueira)

Data: 25/11/2011 (Sexta-feira)

Hora: 19h às 22h

Local: Saraiva Megastore - Shopping Paulista
Endereço: Rua Treze de Maio, 1947, Bela Vista - São Paulo - SP. Piso: Paraíso.

Localização:

Saraiva Megastore - Shopping Paulista
Rua Treze de Maio, 1947, Bela Vista, 01327-001
São Paulo, Brasil

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Prêmios Literários da Biblioteca Nacional - Inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Literário Fundação Biblioteca Nacional 2011. Até o dia 24 de outubro, os escritores interessados registram suas obras de acordo com a sua categoria, divididas em oito opções: Poesia, Romance, Conto, Ensaio Literário, Ensaio Social, Tradução, Projeto Gráfico e Literatura Infantil e Juvenil (segue abaixo as descrições das categorias). Cada autor só pode concorrer em uma categoria e no máximo com três títulos. Caso a obra tenha mais de um autor apenas um deles poderá fazer a inscrição.

O prêmio, realizado desde 1997 pela Fundação Biblioteca Nacional, é uma forma de reconhecer e apoiar não apenas os melhores livros brasileiros, mas sim aqueles que motivam e engrandecem a literatura nacional. Além das placas comemorativas, cada categoria premia a obra vencedora em 12.500 reais.

Para concorrer, o livro deve ser inédito (1ª edição), publicado em português e no Brasil entre 1º de setembro de 2010 e 31 de agosto de 2011. É obrigatório estar em dia com a Lei do Depósito Legal (Lei nº 10.994, de 14 de dezembro de 2004) e possuir número de ISBN (International Standard Book Number). Não existe nenhuma taxa de inscrição...

Saiba mais clicando aqui!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Novo mundo



Novo mundo



Por muito tempo estive imóvel;
Por muito tempo pensei ser o que sabia que seria;
Por muito tempo, sempre enxerguei pelo furo da caixa;
Por muito tempo eu tive pilares para me apoiar.

Meu porta retrato está despedaçado junto com as fotos do que achava ser meus conhecidos. Me senti livre depois de ter visto que no retrato não tinham mais rostos conhecidos ou se tinha não os reconhecia mais.

Por muito tempo eu ri, sonhei e pude voar ver tudo lá do alto;
Por muito tempo contei as horas para ficar com alguém;
Por muito tempo tive tempo para pensar no tempo que perdia com rostos conhecidos;
Por muito tempo eu me via no espelho.

Meu baú está mofado e não quero mais limpa-lo, o fogo é a melhor solução. Meus pertences não são mais necessários, pois não piso mais no mesmo chão.

Para que ver o passado?
Para que rememorar?
O que ficou para trás, ficou bem enterrado, num local que não tenho mais como achar.

Por um tempo eu vi sorrisos;
Por um tempo eu vi rostos que para mim não pareciam desconhecidos;
Por um tempo tomei vinho barato e fumei alguns baseados;
Por um tempo fiz parte de uma tribo.

Os anos passaram e eu passei, sobrevivi a tudo e hoje não me vejo mais com clareza no espelho e o porta retrato com todos aqueles rostos, todas aquelas faces que estão no esquecido não sabia mais o que sentia por eles, não sabia mais o que significavam para mim, pois hoje, tenho outros porta retratos, outros álbuns para preencher com novos rostos, com novas estórias, com tudo novo.

Por pouco tempo eu tive uma história que hoje se tornou lenda, e não sei se sonhei ou se a vivi.

Marcos Henrique

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um dia



Um dia
(Marcos Henrique)


Um dia a mais e eu me fiz menos;
Um dia a mais. Nuvens borradas e falsos segredos;
Um dia a mais. Tudo é o nada em vidas curtas. Vidas. Nossos tolos pensamentos;
Um dia a mais. Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sempre;
Um dia a mais. Meus sonhos, sonhos pequenos;
Um dia a mais, menos fome, mais vida, menos vida, mais fome;
Um dia a mais, para que eu possa ter todos, absolutamente, todos os entendimentos que não vão me servir para nada quando meu dia se fizer menos.
Um dia a mais, só um dia qualquer com versos de efeito, métrica imperfeita, esperanças renovadas, ilusões refeitas, apenas um dia a menos.