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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Derrame


Derrame
(Marcos Henrique Martins)

Não vou mais fazer versos tristes;
Não vou mais criar um poetar melancólico. Quero retratar o belo e o elo entre Deus e o homem.  Falar sobre o amor verdadeiro e infinito, pingar estrales incontáveis em meus versos para que durem mais em harmonia, cheira a flor mais pura, sentir desejo sem culpa, gozo de primeiro amor.

Quero ouvir gargalhadas com inocência, sejam eles com dentes ou não. Quero olhar pela janela, tocar meu coração e sentir-me vivo; respeitar a vida, sentir calor humano em noites frias, ter paz, preservar a afeição.

Quero escorregar por arco-íris, voar, voar, sentir a força dos rios, riachos, sentir-me mar, vasto, rico em vida.

Não quero mais você cérebro, que me entristece e me mata a esperança com sua racionalização. Não, não quero mais ter que pensar o que devo fazer, como devo me porta, como devem me ver, onde devo tocar, como sorrir, não poder chorar em público, não poder sonhar em público, não poder me apresentar como sou.

Cérebro, você me entedia, deixe que eu viva com meu coração, deixe-me viver com meus poros e, poder absorver todo o orvalho de manhãs, que na maioria das vezes, nascem lindas. Não. Não quero mais escrever essas coisas tristes que me animam, quero me entristecer como os outros, quero me alegrar como poucos.                    

Um comentário:

Rodrigo disse...

Adorei, adorei... Parabéns pelo texto!!

Carlos Rodrigo - http://mondarikc.blogspot.com.br/