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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Fragmentos de um possível soneto falso


Fragmentos de um possível soneto falso
(Marcos Henrique)


Quero poder dizer
O que todos não dizem
O que os olho omitem
Cegueira de meu ser.

Quando meu mundo começou
Me senti vivo, mas em algum momento, não sei qual, morri
Deixei de nascer como o dia, só dor
E fui para o mais profundo de meu ser

À noite em mim, não se faz mais dia
O dia por meus dedos escorregam
Sou tão ócio e dor, pecado de quem nasce sem ter o que comemorar
Noites em claro e chuva rala que cai numa constância infernal.

Quero poder revelar tudo o que te é ocultado
Mas meu tempo me proíbe e, não sei o que dizer
Tudo o que posso revelar, olhando em teu semblante
É que tudo e nada sei nessa terra de tantos olhos, mas nenhum me vê como os teus me veem.

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