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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Trecho de meu livro Eu, meu corpo e minha poesia.

Jaboatão, ano de meus temores, mês do esquecimento.


Quase todos meus sonhos morreram, os que sobraram estão em coma profundo. Respirar me machuca tanto, me estica, me rasga de canto a canto e eu continuo sendo um simples suburbano que se intoxica fácil.

Joguei fora minha caixa de lembranças alegres pensando que o demônio fosse me ajudar, ele só piorou as coisas...

A mulher que me ama, a enxergo como uma irmã mais nova. Vejo-me como um velho decrépito que o que muda em sua rotina são os dias em que não consegue cagar.

Para que um cérebro?

Para que viver?

Como amar?

Quase todos meus sonhos morreram e esse último que tenho, quer suicidar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vermelhar


Você é tão linda, tão bonitinha, suas bochechas rosadas, sua força é enorme para o seu tamanho, acho que é por isso que te admiro, te respeito e gosto de teu gosto.

Serás lavada hoje, serás preparada para mim, para que eu possa saciar meu desejo que também é teu, então, é nosso e juntos seremos mais fortes que o universo, seremos uma dupla perfeita, dinâmica, imbatível, o herói e sua desejada, juntos a combater o mal.

Vou te deitar em água corrente, vou te lavar bem lavadinha, para que possas ficar com aquele cheiro que só você tem, com aquele gosto que me toca os lábios e me faz delirar.

Agora que vou te lavar, tiro toda sua roupa com as mãos limpas e suaves, para não te machucar, te reparto de canto a canto e te deito na banheira que te dará mais sabor e me dará mais energia, estás quase pronta é só bater um pouco, adoça-la a gosto e está pronto meu delicioso suco de beterraba, saúde.

Henrique Martins.
2004-06-29

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Verbo

Jesus olha os homens de bom coração e nunca me enxerga, me olha só uma fez, me toca só por uns segundos, eu não posso ser vazio, não quero ser vazio, eu te peço pai! Eu suplico! Você que é seu filho não se sente só como eu me sinto.
Grandes feitos nunca fiz, não levantei montanhas ou curei enfermos, mas nunca te tentei e em ti acredito.

Jesus me olha só uma vez, não nos olhos no espírito. Ando em caminhos e sinto que não te sigo, é difícil seguir o invisível quando não se têm sentidos, quando não ti sinto.

Jesus! Olha-me! Enxerga-me só uma vez! Fala-me, não ti cala, não quero mais ouvir esses sons sombrios que me arrepiam os sentidos, só tua voz me aquece o espírito.

Deus é verbo e minha língua é tão adjetivo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Crônica de um cronista desempregado


Quem ganhará a corrida? O coelho ou o aumento de preços.


Olá gente boa, se é que tem alguém aí me lendo, espero que sim, bom; não sei se vocês notaram, mas tudo está mudando realmente rápido, me sinto sempre naquela estória infantil da corrida entre uma lebre e a tartaruga, eu sempre sou a lebre.


O futuro, ah! Doce futuro, o tratamento capilar está conseguindo milagres realmente, isso é que é futuro, confesso que estou um pouco decepcionado, não me levem a mau, achava que estaria voando em meu carro especial ou com meu sabre de luz, mas nem carro eu tenho.


Fui no mercado com minha mãe fazer compras, sabe como é, não pude sair de casa ainda a coisa ta preta para se manter sozinho, mas não faço parte da VASP: (Vagabundos Sustentados Pelos Pais). Fiquei temeroso e saudosista, lembram do Collor ele era bonitão, minha tia votou nele por causa disso, é, se ferrou, ah, ah! Desculpe tia, naquele tempo você comprava uma coisa e no outro dia como num passe de mágica, bum! O preço era outro, se mister M estivesse naquela época aqui, acho que ele não conseguiria descobrir qual era o truque que faziam para tudo subir de preço tão rápido, mais que o salário miniminho, não sei se vocês notaram, mas quando falam em aumentar o salário mínimo tudo vira um transtorno, os preços sobem mais que o miniminho (apelido carinho para o salário mínimo), me perdoem se vocês nunca notaram isso e eu sinto muito em dizer que: papai Noel não existe, nos enganaram a vida toda. É, eu sei como é duro, me senti do mesmo jeito quando fui ao dentista pela primeira vez, minha mãe dizia – ele não vai arrancar seu dente, só vai passar uma pomadinha, papo furado, vocês já viram o tamanho daquela agulha!?


Bom; bom? Ta tudo ruim! Não sei como o lulinha vai conseguir acabar com a fome desse país, não estou criticando ele, só pensando, vai ser duro, e qualquer vacilo, pronto; foi culpa dele, deve ser duro manter aquela barba sempre limpinha e ter que agüentar toda essa pressão, ainda bem que temos a Alca né, será? Se uma atitude não for tomada vamos ter que entrar na dieta light de comer mato ou teremos que fazer como os mormos que sabem estocar bem alimentação para se protegerem de eventuais problemas, como o fim do mundo, e agora o aumento da alimentação, acho que já começou o fim e vamos todos de barriga vazia para lá.


Tudo é culpa do dólar, esse papel verde que já está aí a uns... Quanto tempo faz que ele existe mesmo? Ou essa nossa situação será culpa de uma má administração ao longo dos anos? Séculos? é, a lembrança não faz parte de nossa natureza, tinha esquecido, falei e falei e não fiz nada, sou só um cronista, mas se todos nós uníssemos quem sabe? Os que estão no poder e deveriam fazer algo não sabem ou não querem fazer algo por esse país que vibra ao ver a seleção Brasileira em campo, mesmo sem saber cantar o hino nacional direito, esquecem de tudo quando a seleção canarinho entra em campo, preços altos, fome, violência, tudo, e no outro dia acorda ressacado por ter tomado uma cachaça violenta (igual ao meu amigo Junior) e com fome por ter gasto todo o dinheiro com fogos e cachaça e ainda acha ruim quando a mulher fala brava, vê se pode.


Espero que nosso presidente eleito consiga virar o jogo e espero que agente consiga aprender o hino nacional, antes que os gringos tomem tudo da gente, e nos obrigue a tomar a benção.


Sejamos mais otimistas, mas otimismo de barriga vazia é duro, eu sei, lembro com saudades quando ia para o cinema todo o dia, hoje nem lembro qual foi o último filme que assisti e nem lembro quanto custava ontem o preço do carne, nem vou arriscar dizer quanto ela vai custar amanhã.


Fiquem em paz e não se esqueçam de aprender o hino nacional; vamos rumo ao hexa com barriga vazia ou não.

27 de novembro de 2002