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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Confissões de um louco.



Confissões de um louco



Como um ser humano pode acumular tanta dor em si?

Será que sou humano ou um louco sádico covarde que não quer, ou teme acabar com isso?

Não há nada de novo em minha alma, continua tudo lá, intocável, apodrecendo e se deteriorando em prol de meu útero atrofiado e flácido, onde são gerados anjos mortos. Como são tão bem acolhidos por demônio, os mesmos que circulam ao meu redor.

Queria um pouco de paz mesmo que fosse escrita com a letra S, não importa, só quero descansar meu tumor. Ecos entram e saem de minha cabeça, mas antes me cortam, me mutilam, me estupram tantas vezes que chego a me perder na conta só sinto meu sangue gelado cair no chão e impotente fico a olhar.

Não rezo mais isso é para os fracos e tolos, eu sou apenas mais um morto vivo e inconsequente livre das fogueiras de minha própria inquisição.

Não! Não adianta, estou surdo e meu falar é baixo, um sussurro na escuridão. Procuro outra mão para me encontrar, não acho nada, só você a me olhar loucura, doce alucinação.

Marcos Henrique


2 comentários:

Paula Fernandes disse...

"Presente em cada pequeno segundo de vida, em cada minúsculo pedaço de chão, em cada grão e em cada gota de orvalho... em todos os olhares, em todos os sabores, em todos os sentidos... presente na ausência e na imensidão, no tudo e no nada... simplesmente está lá, sempre esteve e sempre estará." Parte do meu blog... se der passa lá. Bjs

Paula Fernandes disse...

www.merthiolatedigital.blogspot.com