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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Segunda Parte dos poemas de meu livro "Dor" (ainda escrevendo)


O despertar do nada

I
(Marcos Henrique Martins)


Chega de rastejar!

Chega de chorar!

Chega de ser esse ser, tão mínimo, nesta vasta casa sem janelas.

Coisas são feitas para serem vistas e eu continuo aqui sem retinas. Não sangro mais, agora só durmo e respiro fundo para continuar com minha vá existência.

Chega de ser um verme!

Chega de ser um ser sem vida, coadjuvante de um protagonista sem talentos. Chega! Esse é meu grito de alforria. Como se fosse apenas essa vontade que me move o alicerce de meu espírito anêmico. Como se ela me movesse verdadeiramente.

Nada e tudo, tudo e o nada, tudo isso se abafa num grito desesperado de tédio, dado por mim de forma baixa, para dentro. Não me julgue mal é que nunca lidei com isso. Nunca lidei bem com a dor que chega por trás e me molesta.

Chega, é apenas uma palavra fraca e sem sentido para mim.

2 comentários:

Fábio de Carvalho Multiartista Pernambucano disse...

Esse poema é o lado avesso do poema entitulado "O que quero te dizer. mas omito".

Marcos Escritor disse...

;-)