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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Brilhos

Brilhos
(Marcos Henrique Martins)


Estrelas brilham;
Pessoas brilham;
Coisas brilham e ofuscam a luz que existe em cada ser individual.

Gosto das surpresas que não são para mim. Gosto quando vejo outros a chorar e a sorrir, isso me alimenta, serei um vampiro? Não, por que não gosto da cor vermelha, faz querer me ver sangrar por todos os que se culpam por terem um dia sorrido.

Você sabe como me fazer sentir frio, isso me faz mais vivo. Me sinto vivo sempre que me encontro perdido.

Estes brilhos que me cegam me segam, fazem comigo tudo aquilo que preciso para continuar respirando, acenando e fugindo. Prosa louca, respingos de sanatórios onde reposam muitos de nossos entes queridos.

Ao ver esses brilhos, percebo por que tantos mosquitos se sentem seduzidos. Prosa pobre, com rimas escassas. Meu prosear é uma escarpa onde poucos conseguem encontrar lugar para seu descanso. Tudo é bem mais profundo que a imaginação de homens pode captar.          
 

2 comentários:

Rosa Mattos disse...

Bacana essa prosa sobre pessoas, brilhos, sensações, profundidade, vampiros, mosquitos, escarpas, percepção...e tantas coisas mais.

Muito boa essa frase final. :)

Marcos Escritor disse...

Valeu Rosa Mattos! Abraços virtuais@