acompanhar

Mostrando postagens com marcador C.S. Lewis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador C.S. Lewis. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de janeiro de 2018

Fora do Paraíso

Conheça o universo do livro Fora do Paraíso, uma ficção científica recheada de muitos mistérios, aventuras e uma conspiração a ponto de fazer o leitor começar a questionar a realidade.

Apos ler Fora do Paraíso, você vai começar a pensar: - Até que ponto a membrana do real nos separa daquilo que achamos ser verdade.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

CHOREI E ME SENTI FORTE



CHOREI E ME SENTI FORTE


Hoje chorei sem motivo aparente. 
Ontem chorei ao rever meu passado.
Chorei ao sonhar com um futuro que não sei se algum dia ira me tocar.

Homens podem ser monstros ou seres tão frágeis, tanto quanto uma flor que pode ser esmagada por um punho hostil.

Hoje chorei de alegria, com a partida da tristeza que me persuadia e me angustiava o ser.

Ilusão é viver sem derramar lágrimas.

Ontem chorei ao rever o plano fracassado que tracei para meu curto dia, porque sentia que nunca iria alcançar o outro lado da ponte, que possui cordas tão finas e já apodrecidas e sei que não sustentariam meu fardo.

Amanhã não saberei o porquê dos motivos que me farão chorar, mas espero que tenha alguém do meu lado, alguém que possa me acalentar e dizer: tudo bem, pois comigo você pode ser verdadeiramente você, sem ter que fingir ser forte, sem ter que fingir para os outros que apenas fracos podem chorar.

Marcos Martins.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Quero




Quero
(Marcos Henrique Martins)


Quero sentir saudade de alguém que não vejo há muito tempo;
Quero realizar meus desejos mais íntimos sem ser taxado de subversivo;
Quero poder ver meus filhos crescendo sem temer às ruas inseguras e mal iluminadas de minha cidade;
Quero ter os amigos por perto, para os bons e maus momentos;
Quero sentir alegria, poder sorrir em demasia, poetar-poetar-poetar;
Quero ter orgulho de meu País, não só pelo futebol;
Quero ver o respeito aos sotaques, pois todos nós somos carbono que um dia vai perder-se em um sono longo;
Quero ver o respeito às diferenças, pois todos nós somos carbono que um dia vai perder-se em um longo sono e sem sonhos;
Quero sentir meu corpo envelhecendo para saber que estou vivo, vivendo-vivendo-vivendo, vivo;
Quero ver minha esperança utópica revigorada por algum milagre realizado por uma pessoa comum;
Quero ter um trabalho digno, que alimente minha família e nós dê laser, pois, como diz a letra da música: agente não quer só comida;
Quero poder cantar de olhos fechados, apreciar as frutas nos mercados e a diversidade democrática que os mercados públicos possuem;
Quero poder te tocar e você me tocar, para vermos que não somos diferentes, mas podemos fazer a diferença e nunca mais vender nossa geração;
Quero acabar com a desigualdade, com a miséria, com a intolerância, com a falta de calma que nosso século nos propicia;
Quero que você leia essa poema e faça sua lista, utópica, de desejos bons, pois, sem esperança o homem não é nada;
Quero ter tempo para perder meu tempo em coisas, aparentemente, bobas, mas que nos faz tão bem;
Querer, ainda é possível;
Querer, ainda é mensurável?
Querer é um bem necessário.

Quero-quero-quero, não quero que você se cale diante de toda a insensatez que um dia posamos produzir. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Bom dia! Em primeira mão, a primeira primeira poesia de uma séria que comecei a escrever. Nessa primeira fase vou falar do tempo. Mas outros estão por vir, aguardem e confiem.



Tempo para se descobrir
(Marcos Henrique Martins)


Não nasci velho, foi o tempo que me moldou.
Não nasci taciturno, foram às castrações naturais da vida que me moldaram.
Não vivia nas sombras dos pensamentos das pessoas, foi à poesia que me fez penetrar no âmago dos seres racionais que dessecam tão bem sapos.

Não. Nem sempre fui um tolo. Sim, já fui um sonhador, um homem que aceitava tudo. Do natural ao sobrenatural e não questionava nada, mas agora já com meus cabelos agrisalhando-se e caindo em estradas da perdição, passei a ser um contestador de voz baixa que não é ouvida por ninguém. Nem por sua sombra.

Não nasci para sofrer, nasci por um plano que nunca me alcança, nem quando paro para respirar, ou assoar o nariz. 

Não. Não nasci para a vida burocrática, para ter que apertar mãos a cada dois minutos e sorrir como se estivesse tudo bem. Minha angústia não permite isso.

Não nasci com todos os fios de cabelos, é bem verdade. E os que conquistei comecei a perde-los ao longo dessa estrada cheia de postos de pedágios que cobram pedaços de nossa alma sem dor nem piedade.

Não. Não desaprendi a sorrir, apenas não quero o fazê-lo, pois sorrir, sorrir faz com que eu tenha câimbras em minha face, faz com que eu tenha pesadelos nas noites quentes do Recife.

Não. Eu não nasci sabendo andar. Na verdade nem engatinhar aprendi, então tive que começar a rastejar muito cedo, muito novo, muito puro e ter medo.

Não. Eu não nasci, fui obrigado a nascer, fui obrigado a viver, me foi imposta a grandeza e a derrota; a vaidade e a humildade; os sorrisos e a dor; o perdão, a ilusão e o ódio.

Não, não nasci velho, foi o tempo que me moldou assim, a imagem e semelhança de alguém que nunca toquei com minhas mãos pequenas.


*Dedico essa poesia ao velho safando Charles Bukowski, poeta e escritor da geração da contracultura.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Quarta



Quarta
(Marcos Henrique Martins)

Quarta, hoje é quarta-feira, eu sei.
Mas de que vale uma quarta-feira quando o sol esquenta apinho um pouco do que restou de meu frágil juízo?

É, tudo bem para você que não conta os dias, mas para mim...
Hoje é sexta, duas coisas me deixam louco: perder e viver sem viver.
É, tudo bem para você que não conta os dias, mas para mim...

Vou relaxar um pouco e fumar um cigarro. Droga! Lembrei que parei de fumar depois que Deus curou meu câncer. Tudo bem as melhores promessas são aquelas que não podem ser cumpridas.

Que dia é hoje?
Que horas são?
Será que ela veio por mim ou pelas contas atrasas?

Seus olhos não me disseram absolutamente nada, logo eu que sei ler almas. 
Quarta, hoje é quarta-feira, eu sei.
É, tudo bem para você que não conta os dias, mas para mim...
Ok, tudo bem, não sou religioso, te perdoo. Tenho bom coração. 

"Dedicada a meu grande amigo e inimigo literário César Vice". rsrsrsrs. Tu sabe que te quero bem.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Beijos de peixe.


Beijos de peixe
(Kiss of fish)
(Marcos Henrique Martins)

Você nunca foi uma boa moça comigo e só me da esses beijos de peixe, eu sei, já entendi minha eternidade.

Só uma vez me diga quem é você.
Só uma noite me entre, me entregue a você.

Minha violência me viola, me mutila, mas continuo brincando com o desconhecido.

Não há perdão para perdoar, não a claridade sem escuridão, não a dor sem coração.

Só uma vez me diga quem é você.
Só uma noite me entre, me entregue a você.

Como todos que um dia partem; você me parte, me rasga, me mastiga, me vomita, me joga na latrina...

...E o céu continua sendo o céu, e o céu continua sendo azul, não bata para entrar,não entre..

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Soneto (Marcos Henrique)



Um dia;

Um amor;


Um dia;


Um raiar em dor;


Duas vozes;


Duas dúzias;

Duas, duvidas. Um soneto;

Uma canção;


Tudo isso esqueço, tudo isso é desilusão.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Para papai, mamãe e meu amigo imaginário Emanuel




Para papai, mamãe e meu amigo imaginário Emanuel


Clamor é uma palavra pura, sujeira; sou eu essa criatura impura;

Amor; não tenho não trago mais comigo, dor, corpo esquecido.

Os proscritos choram, chamam, imploram. Palavras são mais fortes que lanças! Um coração enrijecido é mais triste que lágrimas, uma face cansada, um olhar sem pálpebras (chame do que quiser a esperança), nada além do nada no horizonte.

Só me restou forças na mão que impunha a caneta, ela é minha ligação com Deus e com o diabo, com o ódio e corações arruinados.

Se estou triste me perguntam? Eu digo, indago, sou triste! Sou fruto da árvore do pecado! Meus pais me abandonaram, mas me deixaram um crucifixo e uma reza, para quando tudo mais for falho.

Marcos Henrique

quinta-feira, 22 de julho de 2010

No caos do meu pensamento

,
No caos do meu pensamento
(Marcos Henrique)


No caos do meu pensamento, sou brisa fria depois de um dia de tormentos;
No caos do meu pensamento, azia, ânsia de mulher grávida, dor de parto, cores, brilhos e doces presos nos dentes de um velho detento de seus pensamentos;
Não caos do meu pensamento, esperança em ter esperança, cordas longas que segurem firme meus falsos talentos.

Um dia pude ver que, o outro lado da moeda era apenas mais um lado que ficava dentro do que antes achava ser a verdade de meus conceitos.

Convicções partidas, unha ruídas, vontade de ir além do paraíso, poesia de louco.

No caos do meu pensamento, vejo o que de mais belo a vida reservou para mim. Vida;
No caos do meu pensamento, vejo como é dura a rotina que tem que criar o caos nosso de cada dia;
No caos do meu pensamento, sou cinza, preto, verde, azul, a cor do tormento.

A lua não pode ser laçada, nem posso comer todo seu queijo, tudo por causa do caos do meu pensamento.

Bom dia, boa tarde ou boa vida nesse caos que é viver.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Elo de sanidade



Elo de sanidade
(Marcos Henrique)


O céu esta menos azul quando olho ao longe, e os peixes não mordem mais com força as iscas de meu anzol.

Minha coleira está folgada, mas não tenho para onde correr – de que me servem as pernas então? -

Estou velho e cansado, velho e opaco.

Onde posso descansar minha violência e retomar a decência de uma vida órfã?
Onde posso voltar a me encontrar e reconhecer esse velho rosto barbudo que esconde minhas dividas?
Onde posso voltar? Como posso voltar?

Meus dedos doem enquanto como, e nada pode ser dito para reconforta minha mandíbula suja e gasta por jogar bons conselhos ao vento.

Se ao menos eu pudesse mentir para mim, se ao menos pudesse falar como me sinto sem sentir-me castigado por isso.

Vou andando no escuro, por cima de cacos de vidros. Meu sangue forma rastros com nomes de ditadores que, não foram esquecidos no século passado.
Vou andando no escuro, por cima de frases soltas e poesias em prosas que não me engrandecem em nada.

Sou um sozinho na multidão, um homem que dorme e nunca sonha;
Sou um sozinho nessa multidão multicolor, um homem que sonha acordado com suas contradições, seus demônios, sua salvação pagã.

Caminho até o horizonte, buscando um elo de sanidade e meu poetar insano.

sábado, 22 de maio de 2010

18-07-99 h.:13:30



18-07-99 h.:13:30
(Marcos Henrique)


Faça parte de mim;
Me sinta, não finja que é ruim;
Perceba dentro de mim quem é você.

Quem são os estranhos que pedem por nós. Quem somos quando estamos sós.

Verdade não mente. Mentira não fuja;
Verdade não bata. Justiça não Julga? Ou só o que lhe convém.

Faça parte de mim, mas não me adoeça, se cure, não jure que se curou, não finja que é ruim. Não te forço a estar comigo, a falar comigo, andar comigo, a viver como eu vivo, porém te peço para tentar fazer parte de mim, que é você mesmo.

Se não entendes, não tem condeno, mas se confias em mim, faça parte de você; eu.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Último Desespero


Último Desespero
(Marcos Henrique)



O medo me tira a fome, me tira a força;
Quando como, não consigo manter o alimento dentro de mim.

O medo me tira a vida, me tira todos os sonhos;
Tira todo o ar; o ar, ele sai e não mais volta.

O medo é meu maior pesadelo e meu único confidente.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Verdades de um esquizofrênico são


Verdades de um esquizofrênico são
(Marcos Henrique)

Oi.
Quem é?
Sou eu.
Quem é você?
Sou eu.

Que repete tantas coisas;
Sou eu;
Que revela seu interior.
Sou eu?

Me responde se tanto faz – ser bom ou trevas. – Sou eu.
Quem é seguro realmente de se?

Oi
Já foi
Sou eu?
Há Deus – sou eu – Deus se foi sem dizer adeus. Sou eu.

Como atormentar o inesperado? Sou eu. Que não permite, que não quer ser repreendido. Sou eu. Quem, eu?

Você se quer
Se fala
Se suporte sozinho.

Dentro de você existi alguém perdido, sozinho e com fome, vestindo trapos, com medo da noite, sem lugar para ir, mas assim mesmo vá.

Sou eu, eu sou medo. Você.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Poema 04


Poema 04
(Marcos Henrique)



Perspectivas;

Cálculos, são só palavras.

Dúvida;
Futilidade, são só palavras.

Calor;
Tesão;
Sentimentos;
Solidão, são só palavras ditas, escritas, sentidas, vividas, malditas, fingidas. Apenas palavras.

Quem é o poeta se não está morto? Senão não é criativo, não rima seus versos. Que são só palavras.

Um chinelo é um chinelo;
Papel sujo de amarelo;
Caneta estoura e me mela, me suja a cara limpa, me faz parar de escrever, só palavras.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Livro que estou escrevendo (Último)




Deus vez o homem a sua imagem e semelhança;
Os homens se tornaram deuses e criaram o ser perfeito, humanóides, pelo menos era isso que eles achavam.



Planeta terra 7077 D.C



M em suas expedições a cidade da guerra como ficou conhecida a única cidade humana que borboletas alçavam voos tímidos e já conseguiam sobreviver por um curto espaço de tempo, porém significativo, não imaginava em sua mente robótica de última geração que iria fazer a maior descoberta de sua existência.

- Cyber diário, gravação 1.9.77, estou de volta à casa de bonecas – é assim que M chama aquele monte de ruínas carinhosamente – vejo uma fissura em meio a esses entulhos, mandarei os exploradores na frente e se tudo estiver bem explodiremos o que está obstruindo nossa passagem para eu poder enxergar o que estala dentro.

M retira de sua mochila pequenas esferas de pratas umas dez ao todo e coloca delicadamente entre a fissura, as mesmas entram perfeitamente, se achatam para poder passar, começam a rolar circulando pelo que se mostrou ser uma espécie de sala ou laboratório bem maior por dentro do que M imaginava, seus olhos estão conectados as esferas e tudo o que elas veem M também vê.

- Vamos lá crianças façam seu dever – fala M e logo em seguida as esferas se juntam no local que está obstruindo a passagem e forma uma espécie de liga pegajosa que se espalha rapidamente, M se afasta e as esferas fazem seu trabalho e explodem o local que ao dissipar-se a fumaça se apresenta para M de forma magnífica. O local está completamente escuro M tira de sua mochila quatro esferas do tamanho de laranjas e essa ascende como se fosse lanternas, M as coloca no chão e elas vão guiando o caminho “Preciso de mais luz aqui” pensa M a visibilidade do local não é boa mesmo para seus olhos robóticos.

M vasculha minuciosamente o local e pensa consigo mesmo “Deve haver em algum lugar um local que me dê à luz necessária para poder explorar esse lugar” os humanos tinham deixado de existir, porém energia nuclear não era tão fácil de desaparecer e os humanos tinham conseguido um domínio incrível, cidades inteiras eram abastecidas por energia nuclear, carros, aviões, corações artificiais; uma infinidade de coisas. Os primeiros robôs, e isso causou um problema a população, deixou muitos humanos doentes, adquiriram câncer devido a convivência com os robôs. O termo humanóide só veio se tornar popular depois da fabricação do primeiro protótipo totalmente auto-suficiente, o chamavam de Adão e foi ele quem começou a revolução de sua espécie.

M continua a procurar ajudado por suas esferas luminosas um interruptor, qualquer coisa que possa trazer luz aquele mundo de trevas, M busca com suas mãos encostando nas paredes por algo que possa ligar ascender algumas luz.

- Vamos meus amigos mamíferos vocês foram tão inteligentes, deve haver algo aqui que possa me faze enxergar com mais clareza – enquato procura M esbarra num objeto cilíndrico, enorme, parecido com uma cápsula espacial “O que será essa coisa?” se pergunta M ele vasculha com suas mãos e senti que a cápsula, ou seja, lá o que for é feita de vidro, um vidro bem espesso – Me parece uma incubadora – fala M circulando a cápsula em meio ao escuro.

(continua...)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Quem eu sou nesse mundo cão?



Quem eu sou nesse mundo cão?


Meus olhos continuam lá e meu pensar aqui, não quero o que você sempre sonhou para mim. Guardo tudo em uma caixa muito pequena e apertada, mas cabe tudo o que preciso para viver.

Para que serve o tempo, senão para me aborrecer com medos e receios do que posso ou não fazer.

Toda a liberdade que me jogam na cara são mentiras que já não aquenta mais meu espírito perdido. Meu espírito o que será dele agora que o limbo deixou de existir? E o que faço comigo?

Meu peito está com órgãos negros e cada dia mais mudo com o passar dos dias que matam meu único passatempo - matar meu tempo-.

Sempre existiram perguntas sem respostas, mas todas tiveram suas respostas rápidas, prontas e fáceis de consolar nossos buracos, nossos medos, nossas aflições, minha impaciência.

Não quero mais resistir, apenas venha e me leve para passear no bosque e me deixe por lá, será bem melhor para todos, será bem melhor para mim viver sem ajuda, viver sem expectativas superficiais.

Quem eu sou nesse mundo cão? Sou apenas um grito, um grito que rasga a escuridão.

Marcos Henrique.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nunca vão saber que estive vivo



Nunca vão saber que estive vivo



Enquanto todos dormem, eu luto pra ficar vivo;
Enquanto todos sofrem, eu luto pra ficar vivo.

Respiro fundo, mas não sinto, eu fecho os olhos e vomito, eu sou tão sujo e me enxergam limpo, se eu morrer agora nunca vão saber que estive vivo.

Enquanto todos dormem, eu luto pra ficar vivo;
Enquanto todos sofrem, eu luto pra ficar vivo.

Eu fecho os olhos e vomito, procuro um abrigo que sustente meu corpo ferido.


Marcos Henrique

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

POEMA 32



POEMA 32


A vida é sarcástica, debochada, ri de nós. Passamos a vida inteira tentando nos identificar, tentando ser diferentes uns dos outros e o que conseguimos.

Temos tantos problemas iguais, tantas diferenças iguais, tantos motivos que nos motivam, todos iguais e achamos que nossos problemas são únicos.

Pesamos que somos tão diferentes, tolice....

Quando criança; queremos ser como nossos pais, quando jovens queremos ser nós mesmos (não sabemos quem somos), quando adulto, somos como nossos pais, temos família, filhos, problemas com filhos, problemas como os dos nossos pais, damos limites como nossos pais, no fim de tudo somos reprises da vida que rir ao saber que nós descobrimos que somos todos iguais em nosso devaneios.

Marcos Henrique

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Último poemade 2009, agora só em 2010!



POEMA 35


Depois de meses de escuridão enxergo a luz com os olhos do coração;
Ainda sinto o escuro tão claro e melancólico para mim.

Minha alma se perde;
Se acha
Se mata
Renasce
Encarna
Se acaba
Regride
Duvida
Se cala.

Não sabe ao certo o que é o certo;
Não sei ao certo se estou certo, nem sei se sei me expressar com clareza, com a caneta que tende a falhar.

Nove meses se passaram, o escuro foi meu feto que acabei de abortar.

Marcos Henrique