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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Poema 29

Poema 29


O poeta é um ser solitário, cheio de amor e ódio, ira e afagos abafados.
Sente dentro de si, Deus e o diabo. 

(Seu céu é tão instável).

O homem sem nome se acha poeta, mas os verdadeiros poetas desprezam este carma, sonham em ser livres dessa prisão sem grades, trancas ou chaves - um carma que nos mutila aos poucos.

Choro, mas engulo o choro.

Ah! Como queria viver de pensamentos tolos e ser mais um na multidão. 

Como almejo ser um tolo feliz, não um poeta triste como sempre me fiz senti.

Marcos Martins

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Busca

Busca


O que é o pensar das coisas?
O que são as dúvidas?
Como responder as perguntas que ruborizam?
Como ser verbo, se não sou nem adjetivo?
Como fazer a coisa certa de uma perspectiva caleidoscópica?
Como é sentir o amor, sem interesses burocráticos?
De que osso foi feita a natura?
De que costela foi feita a incerteza?

Meus amigos, no auge de minha imaturidade, dizia que todas as preocupações, dúvidas e inseguranças eram balelas.
Meus amigos, no auge de minha maturidade, vos digo, caminhem e só, pois todas as preocupações, dúvidas e inseguranças são balelas. Nada como andar nu na chuva, correr então, isso é que é ser livre das amarras.

No auge de minha tola existência digo “A verdade é que não existem verdades”. A verdade; se insistem descortinar “É que fico dando sentidos novos a velhos poemas”.     

Marcos Martins.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O outro lado do mundo




O outro lado do mundo


O outro lado do mundo fica tão perto, fica tão rápido. É tão seguro  como o estável;
É tão seguro e associável.

O outro lado do mundo fica embaixo. Está tão perto do centro 
– como o trânsito  está tão perto de tudo e é tão rápido.

O outro lado do mundo;
O outro lado do mundo;
O outro lado do mundo, é limpo, é flácido, é egoísmo, é tudo pálido.

O outro lado da curva é mais uma curva desse lado;
O outro lado de tudo é outro lado 
– é o nada;
O outro lado do nada é o que resta do outro lado do mundo, do outro lado. Bem ao teu lado.

Bem ao teu lado é tão fantástico, como o massacre da vida e o estupro do verso ou o amarrar do cadarço, que é o outro lado dos pés, que andam tão rápido.

O outro lado do fim é o começo do acaso;
O outro lado do mundo fica ao lado do quarto.

Marcos Martins.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Dor!



VI

Chove em mim lágrimas e dor. Uma forte dor corta meu peito. Não tenho lar, nem tenho para quem pedir desculpas.

Minha doce vida esta amarga, como tudo começou não lembro, nem sei como voltar - ando em círculos.
Não queria mais chorar, só voltar ao início de minha vida, só ao início, antes de tudo, de minha ruína. Estou na lama, não posso me levantar, Deus me ama eu sei, mas sofro tanto e não tenho lar. Todos meus amigos andam em círculos viciosos - não os vejo, não os toco.
Você me daria uma chance?
Quero contar minha estória, mas de dentro de um lar, não das ruas das amarguras, com meus lábios rachados, minhas mãos frias, meu peito dolorido, meu olhar sofrido.
Meus sentimentos estão confusos, meu filho esta morto e continua em meu útero apodrecendo, apodrecido, e tão só. Não posso tocá-lo, não posso ajudá-lo, não posso nada em mim.

Marcos Martins.

quarta-feira, 6 de junho de 2012


 
Desejo
(Marcos Henrique Martins)

Gostaria de ter vida – Não estou disposto a escrever;
Só quero ter vida! – Não estou disposto a sonhar;
Só quero ter vida – Não me importo com guerras ou a paz.

– Apenas vida –

Não quero conversa fiada ou amizades verdadeiras. Só vida.
 
 – Basta –

Chega de tormento, basta de desespero,
Chega de angústia, basta com os erros.
Quero jogar fora meu peito. Só quero vida, não quero doces; só vida.

Parei de querer tentar entender a existência das coisas.
Não me importa o sabor das cores; quero vida, mesmo que sem cores. Vida, sem suas cores.

O que farei quando tiver vida, se nunca lidei com isto, se sempre fui inerte, mas quero experimentar a vida, já que até os parasitas  vivem a vida de seus hospedeiros.

Só quero vida, apenas vida, com ou sem pudores. 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Poemas de meu livro de poesias "Dor" (ainda escrevendo)


 
 III
(Marcos Henrique Martins)


Quais são os aceitáveis? Quem se aceita de verdade? Sonhos poluídos me percorrem o corpo. Gritos de meninas que não estavam prontas para serem mães, pais ainda meninos, tortura, carrascos, anjos sem asas e mendigos.

O mundo não mudou apenas nomes mais belos e complicados surgiram.

Não ligo. Não me importo. É tudo mentira. Sempre me importei, sempre liguei, nunca fui visto. Tudo bem. Eu nunca fingi bem mesmo.

De onde se origina a vida sofrida? De onde vem todos esses dentes que me adormecem a face deixando gosto de sangue podre em minha língua. Feito vocês, eu finjo entender as respostas vagas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Valores Enigmáticos


Valores Enigmáticos
(Fábio de Carvalho & Marcos Henrique Martins)


Um desafio é acompanhar o tempo...
Acomodar-se em função das mudanças.
Creio que todos devem ter tal chance.

Quando enxergamos o tempo com os olhos do destino, assustamo-nos com muitas coisas.
Uma coisa perigosa, por sinal, é ignorar o tempo.
Cada dia nasce com uma cara diferente.
Cada diferença tem algo de semelhante.
Nossos semelhantes são portadores de tudo que o outro possui.

Cabeça, tronco e membros...

O diferencial são os valores.

Não se pode calcular o que se possui com a calculadora nem com o lápis.

A tabuada da moralidade, dos valores interiores é mensurada através dos olhares ternos.
Nossos olhares distantes trazem para perto de nós as lembranças, as saudades, os momentos que marcaram...

Marcamos os momentos com o carimbo da memória e não com o brasão de família ou com o timbre de um governo, afinal, nem todas as famílias são dignas de citações memoráveis e nem todos os governos são honestos, ideais, precisos e justos.

A justiça, em muitos casos é uma farsa.
A honestidade está em nosso olhar de prudência.

Ideal, para mim, é poder olhar para seu passado e lacrimejar de saudade.
Ideal para mim é buscar em si e encontrar todos os valores que caibam no ser humano.

O ser humano tem tal capacidade.

Olhei-me hoje no espelho.
Senti algo que eu não sentia há muito tempo.
Talvez meu olhar não tenha brilhado, mas...

...meu coração acelerou.

Certamente, eu estou mudando novamente...

...mudando para um novo eu, ou um melhor de mim que nunca experimentei;

Mudando para um velho eu, ou um eu vanguardista que, quer voltar a enxergar as coisas de forma menos crítica, que não se preocupa por ter sua geração comprada por refrigerante barato e sem gás.

Os espelhos são as coisas mais sinceras criadas pelo homem, eles nos mostram nos revelam quem somos de verdade. Através do espelho, posso ver além de minhas camadas, posso ser quem realmente quero ser. E quem finjo ser, ele me revela, mas só para mim.
Ó! Espelho confidente de todas às horas de agonia. De todas às vezes que me olhastes e não vistes o brilho em meus olhos. Meus olhos estão cada vez mais opacos, mas nem por isso me privastes o reflexo.

A desesperança é meu glaucoma, então, como guiar a cega justiça? Está senhora capenga que ri para mim, faltando dentes e com incontinência urinaria.

Tudo são especulações, desejos reprimidos, vontades castradas pelo tempo. O velho tempo que nos vem sorridente, eu sei, ele sempre vem. E, por atrás de suas mãos gélidas, um punhal é carregado, pronto para encontrar nosso coração e pôr por terra nossas vicissitudes.

Quantas camadas tive em minha vida?
Quantos espelhos me viram de verdade?
Quantas vezes traí minha alma?
Quantas vezes me peguei chorando pelo tempo que me ignorou? Mas me deixou cicatrizes pelo corpo, já tão fadigado, porém com o coração acelerado e cheio de ideais utópicos.

“Quando olhamo-nos no espelho, vemo-nos pelo avesso”.

Eu recomendo: Blog transformação

Eu recomendo o blog da Andréa Costa, deem um cyber pulo lá e conheça o trabalho da escritora e poetisa.

Click aqui!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Soneto (Marcos Henrique)



Um dia;

Um amor;


Um dia;


Um raiar em dor;


Duas vozes;


Duas dúzias;

Duas, duvidas. Um soneto;

Uma canção;


Tudo isso esqueço, tudo isso é desilusão.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Trecho de meu livro Poemas Sucidias - Diário de um Moribundo



SOLIDÃO E RUÍNA


O que eu fiz meu Deus? Não posso viver sem ela! Não posso! Sem ela não! Tudo menos isso, me tire os sentidos, o censo do ridículo, a natureza que ainda tenho, menos Ruth, menos meu anjo!
Não sei mais o que fazer! Não tenho mais minha base, minha segurança, não tenho mais nada, agora estou só por completo, agora estou deserto, agora sou eu por inteiro.

Me olho no espelho, em pleno meio dia, não sei que face é essa, não conheço você reflexo, quem é você por trás do espelho? Me deixe entrar, me deixe fazer parte de você, ouço os mortos, eles riem, debocham de minha natureza frágil, me deixe entrar, me deixe entrar! Eu posso ser seu escravo, posso ser seu companheiro, posso ser seu amante, me deixa entrar!

Pardais mortos enfeitam minha janela, vou colocá-los numa caixa para dar-lhes um funeral mais humano, vou enterrá-los, para ter de quem lembrar, para ter motivos para orar. Faz tanto tempo, parecem séculos, eterno tormento momentâneo, voraz é teu ataque e afiada é tua língua.

Gostaria de ter uma flecha, uma bem longa, bem afiada é só o que me falta, nessas horas só uma flecha bem afiada poderia conter a hemorragia.

Quero gritar, mas não tenho forças, não tenho forças para mais nada, o que me difere de minhas fezes, é que eu fico e elas se vão, adeus; até tu me abandonas! Ingrata, te fiz e me deixaste!

Uma cruz me seria útil, mas não tem anjo aqui, o que me resta? Não tem ninguém para me pregar. Uma corda seria útil, seria sutil, seria magnético. Qual será a cor da baba de um zumbi? Em breve saberei.

Se eu tivesse ouvido todos aqueles conselhos valiosos, a vida não me estupraria tanto, mesmo que ponha devagar, me incomoda ser penetrado.

Tenho que conseguir diversão, um pouco de fantasia, um pouco de ilusão, não seria tão mal, um pouco de adrenalina em minhas veias, um cheiro de pecado em minhas narinas, uma coroa de rosas, rosas murchas...

Não tenho forças para me vingar do mundo, seu puto sujo! Ou eu lhe sujei com meu transpirar imundo, quem vai me dizer? Quem vai me calar?

Já estive feliz, por mais falso que fosse, eu não ligo mais, eu não minto mais para mim, sou dejeto, detrito, sem anjo, sem espírito, que se dane!

Sinto falta do medo do amor que sentia contigo, sinto falta de sentir que até um moribundo pode se sentir vivo; sinto falta de teus mamilos, teus lábios, teu clitóris quente como o inferno e lindo como o céu, quero rasgar o céu, quero apagar o inferno, quero você por perto, quero você em mim, cansei!

Matem todas as putas! Suas imundas, sedutoras do mal, bestas a solta, perdição! Maldição! Queimem todas essas putas! Mas deixem Ruth, por favor, deixem Ruth! Não vou conseguir sem ela, sem meu anjo que chora, me desculpa e volta por essa porta, volta agora! O silêncio é minha resposta.

Minha paranóia, você é minha paranóia, você é meu medo. Sem minha metade nada sou. Um escritor sem dedos! Sem fala! Sem língua! Sem rimas boas! Sem vida!

Vou para o meu mar de impossibilidade, vou me afogar, vou nadar um pouco e depois me afogar.
Vou cuspir meu coração fora e dar a quem me pedir esmolas, não me importa mais, não o usarei mais, de que adianta um eletrodoméstico quebrado a não ser para juntar ratos e baratas.
Gostaria do abraço de meu pai, meu pai; não há mais nada a ser dito, nunca tive seu abraço - mesmo quando me entregava a ti, nunca tive uma demonstração de carinho - mesmo quando me expunha a ti, nada de afago - mesmo quando me sentia junto de ti, mesmo quando achava estar protegido.

Não culpo mais Deus, sei que a culpa foi tua, não sei se te odeio ou me odeio por achar que posso te amar, me desses um coração triste e forte para suportar toda dor, quantas cicatrizes, nem conto mais só as deixo lá, aqui em meu peito, aqui em sangue não coagulante corre um pouco de você.
Já posso sentir o efeito, já posso sentir esse calor acolhedor em meu peito. Quantas luzes lindas nesse quarto escuro, que lindo esse arco-íris de uma única cor, posso correr e atravessá-lo, o que serei do outro lado?

As fadas me dizem que estou cada dia mais perto delas, mais perto do que sei que vou ser quando perder meu juízo.

Eu perdi, eu sei que perdi, não sei como recuperar; não sei o que faço com meu coração quando ele empretecer de tanta tristeza, uma reconciliação seria bom, seria sublime, nunca vivi o sublime.
Acho que ela não volta, vou deixar a porta entreaberta, vou deixar minha última esperança de guarda. Falhas! Falhas! E mais falhas!

Esqueci algumas palavras, não me importo mais com elas, não seriam ditas de qualquer forma, anuladas de minha mente elas ficaram bem, ficaram livres.

Fiz um lixo triste hoje que não intitulei, não valia a pena intitular, é tão triste e real que me dá medo, eu sei que tenho as chaves, temo tanto usá-las, ainda mais agora, meu lixo poético, minha melancolia expiradora, minha overdose poética...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Poema 11


Poema 11
(Marcos Henrique)


Escrever às vezes dói;
Depressão às vezes mói a nossa alma;
Melancólico heroísmo; é bem sórdido meu egoísmo.

Eu quero bem, viver, viver;
Não sei, morrer, morrer, não sei.

Além do túnel, que nunca atravessei, não sei se tem fundo;
Não sei, parem com tudo, com meu mundo, ou vomitarei veneno, desse mundo ruído, ruim.

Perco a fé na humanidade, perco a fé em meu futuro – jubileu tão obscuro –
Quebrem o muro, falem mais, façam menos, provem mais o seu veneno.
Quebrem mais, pensem menos, mintam mais, vivam menos.
Não acreditem em tudo o que falo, não entendam tudo o que escrevo, apenas sintam, apenas cheirem, apenas sorriam de verdade por fora e por dentro.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mortos (Parte Final)



O brilho da lamina cega por alguns segundo o rapaz.

Vai! Faz o que tem de ser feito, eu prefiro virar o nada a te seguir. – fala o rapaz abrindo os braços, aceitando assim sua sentença.

O ser não hesita, e corta-lhe a cabeça em um só golpe, caindo assim o corpo do rapaz ao chão.

O ser; proferi um grito medonho e sai voando, em seguida chega ao local dois anjos.

Chegamos tarde, o aliciador esteve aqui antes. – comenta o anjo para o outro.

Pobre homem, não teve tempo de saber a verdade, só a verdade vos libertara. – diz o outro anjo.

Na terra, outra criança acaba de nascer.

Da próxima vez chagaremos a tempo? – pergunta o anjo ao outro.

Não sei, mas até lá, espero que ele tenha uma vida apreciável, essa é a terceira vez que o perdemos, não podemos falhar mais. – responde o anjo.

A vida sempre sopra em nossos ouvidos, antes de nos deixar viver.

sábado, 17 de abril de 2010

Parte 3 de Mortos


E como se mata o que já está morto? – perguntou o rapaz.

Aqui nesse instante você não está vivo, você acha que esse é seu corpo, que está com essas roupas, que agora você está respirando, tudo está na sua cabeça meu filho – desse o ser.

O rapaz ficou intrigado e com medo, apertou as mãos e perguntou ao ser.

Então quer dizer que se deceparem minha cabeça viro nada – falou o rapaz com a voz tremula.

Sim – respondeu o ser.

E nesse momento um clarão se formou no céu, um estrondo cortou o céu e as nuvens ficaram da cor de sangue, ouvia-se choro de crianças, mulheres gritando e gritos horríveis cortavam o céu, o rapaz sentiu um calafrio e um medo lhe paralisou todo o corpo. Bestas aladas rasgavam as nuvens, uma carruagem com cavalos pegando fogo corria por sobre as nuvens, eram guiados por uma besta metade homem, metade pássaro, ele erguia a mão e de súbito uma legião de demônios, com seios de mulheres e genitálias masculinas, apareceram rasgando tudo e todos que estavam em seu caminho, não poupavam nem as crianças, os anjos voavam com lanças em direção ao exercito de demônios, raios e trovões se espalhavam num barulho ensurdecedor.
Onde o jovem se encontrava era belo, flores perfumavam o lugar, árvores enormes davam sua graça, cachoeiras com águas cristalinas, rios cheio de vida, de repente, ele olha e observa que em sua direção vem uma espécie de infantaria; cavalos com cabeças pegando fogo servem de montaria para homens sem olhos, catapultas são armadas e são lançados fetos ardendo em fogo de mulheres que abortaram.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Mais um poema



Jaboatão, amizades falsas, ano difícil.
Marcos Henrique


O medo me toma. Eu e meu corpo não somos um só faz dias, estamos separados por nossos medos, aleluia para os atues. Como posso pensar se não enxergo? Como andar se não sei nadar?

Tem uma festa em minha cabeça, em meu cérebro angustiado, tudo se resolve se tudo se complica e os ecos não sabem cantar desafinados. Por onde eu tenho andado que não me lembro de mim? Por onde eu tenho sonhado se não me lembro do ontem?

Esse meu mundo louco não me prende ao chão, junto tudo e cuspo num papel em forma de versos só por não ter mais ninguém por perto, eu sei o que você sabe, todos vamos ter câncer um dia e daí se nada mais importar ao não ser ficar vivo sentado na escada e ver seus netos correndo.

Dança comigo? Vem dança. Juro que não te piso mais que o necessário, eu sei que você sabe que os sonhos são intocáveis de mais para sonharmos por tanto tempo, mas agora mesmo foi feito mais bebês e isso renova nossa fé falha e opaca. Vem dança só essa música comigo, prometo que serei um cavalheiro, não importa meu passado, não por agora, vem dança comigo.

Cansei de ser um homem triste, vou explodir por dentro e matar toda minha vida antiga porque cansei de ser um homem triste, não me faça despedaçar o que restou, não me faça raspar minha cabeça só para ver se ainda estou lá, cansei de ser triste e coeso, vem e me diz como saio da lua para poder roubar umas bicicletas, ainda posso correr, mesmo com fome, mesmo com dor.

Quero se você quiser e serei melhor que o papa e que todo o vaticano, não sei o que ainda faço aqui em pé olhando para ti, mas quero ser melhor, chega de mentir para si, mentir soa tão bem e é mais fácil que viver.


quarta-feira, 17 de março de 2010

Eu, meu corpo & minha poesia



Jaboatão, mês, ano & horas.
Marcos Henrique

Te odeio, por tudo o que não sou, por todo o fracasso que carrego em minhas veias, por toda fadiga, todo meu ser. Quando falo minhas salivas saem e molham tudo e todos infectando com minha ruína todo bom ser.

Te odeio, por tudo o que não sou, por minha falta de popularidade, por todo amor que sinto e não posso dar a ninguém - o guardo aqui em meu peito, em meu coração cego e engelhado.

Te odeio, por tudo o que não sou, por tudo o que nunca serei, por tudo que já sonhei, por todo ódio infundado, inexplicável.

Te odeio, por tudo o que não sou, pelas risadas bobas, não. Te odeio - pela fome, te odeio - pela dor, te odeio - por meu nome, infundado, inválido com um pronunciar fraco...

Te odeio, por toda a fúria em mim escondida, te odeio, meu reflexo, meu semblante negro, nesse espelho despedaçado.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Tuberculose



De todos os futuros possíveis, por que fui escolher logo esse?

Minha alma chora não me alegro mais, já me faltam forças para escrever e isso me mantém viv. Quero queimar todos os livros, todos meus vícios!

Em que lugar devo me encaixar?
Minha dor de cabeça amiga, nunca me deixa, nunca me deixa relaxar.

Correntes fortes poderiam me socorrer. Minha casa, meu lar, minha solidão, meu coração.

Não há mais o que pensar de mim, não há mais o que esperar de mim, não há mais nada em mim.

Marcos Henrique

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nunca vão saber que estive vivo



Enquanto todos dormem, eu luto pra ficar vivo;
Enquanto todos sofrem, eu luto pra ficar vivo.

Respiro fundo, mas não sinto, eu fecho os olhos e vomito, eu sou tão sujo e me enxergam limpo, se eu morrer agora nunca vão saber que estive vivo.

Enquanto todos dormem, eu luto pra ficar vivo;
Enquanto todos sofrem, eu luto pra ficar vivo.

Eu fecho os olhos e vomito, procuro um abrigo que sustente meu corpo ferido.

Marcos Henrique

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal



Gostaria de desejar a todos um Feliz Natal, que possamos chegar a um entendimento mundial para conviver com nossas diferenças pacificamente.

Obrigado a todos que me acompanharam nesse ano de 2009 e espero contar com todos você para que em 2010 continuemos essa cyber viagens.



Feliz Natal!

Marcos Henrique

sábado, 5 de dezembro de 2009

2012 Depos do Fim do Mundo (ainda escrevendo)



29 de novembro 2077

01:15 am.



Gael acorda assustado dentro de uma cápsula cheia de um líquido gosmento e amarelado, ele está completamente nu e cheio de fios colados em seu corpo, seu corpo arde feito fogo, ele vê tudo embaçado de dentro da cápsula, mas percebe que pessoas o observam do lado de fora, vultos não param de passar, como se pessoas trabalhassem ali, muita movimentação em ritmo frenético, ele não consegue identificar quem são ou o que são.

O líquido começa a secar, Gael não tem forças nas pernas e cai, ficando sentado dentro da cápsula, uma ducha de vapor se inicia dentro da cápsula, isso alivia a queimação do seu corpo, um líquido vermelho começa a encher a cápsula como se fosse água, mas mais densa, poderia ser tudo menos água, pois transmitia um odor insuportável. A cápsula está completamente cheia, Gael sente que vai se afogar só que para sua surpresa ele começa a respirar dentro da cápsula cheia daquele líquido avermelhado e mal cheiroso, Gael flutua e seu corpo começa a receber pequenas descargas elétricas ele desmaia enquanto seu corpo da espasmos, a sessão dura horas e horas, Gael não sabe, mas ele não é o único naquela estranha sala, várias outras cápsulas também estão lá contento pessoas tão amedrontadas e sem saber o que estava acontecendo da mesma forma que ele.

As luzes se ascendem Gael está em pé, vestido com um macacão cinza e um corte de cabelo militar, suas mãos estão prezas por uma espécie de algemas que cobre todas suas mãos como luvas de boxe, seus pés descasos recebem uma pequena descarga elétrica que faz com que ele torne a se.

Uma espécie de fila indiana é percebida por Gael que olha de um lado para o outro e nota que ele não é o único ser humano ali, mais de cinqüenta homens se encontram naquela situação sem saber o que está acontecendo ou o que vai acontecer a eles.

De repente uma voz poderosa é ouvida do nada, como se fosse a voz de um deus que decide a vida dos homens.

- Consegui me ouvir SPx80? – pergunta a voz.

O homem olha para os lados e para cima, ele não sabe porque está sendo chamado daquele jeito, mas também não conhece outro nome que não seja aquele para ser chamado, o homem apesar do medo acena com a cabeça que sim, pode ouvir a voz ríspida que o chama.

- Você está na terra no ano de 2077 agora é noite, seu plante foi invadido a sessenta e cindo anos por uma raça alienígena a matriz de seu corpo foi destruída você é um clone que está vivo para um propósito “Retomar seu planeta”, a pergunta que vou fazer é muito simples mamífero... – continua a voz enquanto o homem demonstra mais medo que entendimento – você deseja lutar por seu plante? Sim ou não?

O homem não sabe o que dizer, seu corpo todo treme, ele urina-se e começa a chorar é muita pressão na sua cabeça, então uma contagem repressiva é iniciada, um alarme ensurdecedor soa luzes azuis são ascendidas, todo aquele barulho deixa os homens assustados que nada podem fazer, até receberem o comando para falar suas bocas não podem dizer uma só palavra é como se seus corpos não os pertencessem mais.

- Cinco, quatro... – segue a contagem – responda mamífero! - fala a voz num som tão potente quando as sirenas que ecoam.

- Eu... eu tenho medo, o que é tudo isso?! Onde eu estou?! – grita o homem com medo em seus olhos.

- Dois, um, zero, Seu tempo acabou - fala a voz - Então um silêncio amedrontador corta todo o lugar, os homens tentam se mexer, tudo em vão, nada pode ser feito.

Uma luz se forma logo em frente ao homem, surge uma porta e alguém ou alguma coisa vem na direção do homem com uma arma na mão, seus cabelos são brancos da cor de neves, mas seu corpo de nada é envelhecido ele está trajando um uniforme azul-escuro com um colete preto, os outros não conseguem ver sua face apenas a arma que ele carrega na mão esquerda.

Continua...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Segunda era



Segunda era
12/06/2003


Ela me tomou o corpo, ela me tomou a alma, ela me fez de tolo, ela me cortou os pulsos, ela, só ela, eu só eu, nós somos nada e ela me é tudo.

Feri-me com uma asa de anjo, ele me batei e cuspiu em minha face, essa foi à única prova de amor que tive em anos, eu, só eu.

É duro lutar contra seus vícios, é duro querer o paraíso sem roubá-lo, mais tudo bem, todos um dia tentaram fugir de lá.

Deitado, sinto que estarei bem, deitado estou seguro de meus atos, deitado, respirando, até quando. Não ascendam as velas, ainda estou vivo.