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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O outro lado do mundo




O outro lado do mundo


O outro lado do mundo fica tão perto, fica tão rápido. É tão seguro  como o estável;
É tão seguro e associável.

O outro lado do mundo fica embaixo. Está tão perto do centro 
– como o trânsito  está tão perto de tudo e é tão rápido.

O outro lado do mundo;
O outro lado do mundo;
O outro lado do mundo, é limpo, é flácido, é egoísmo, é tudo pálido.

O outro lado da curva é mais uma curva desse lado;
O outro lado de tudo é outro lado 
– é o nada;
O outro lado do nada é o que resta do outro lado do mundo, do outro lado. Bem ao teu lado.

Bem ao teu lado é tão fantástico, como o massacre da vida e o estupro do verso ou o amarrar do cadarço, que é o outro lado dos pés, que andam tão rápido.

O outro lado do fim é o começo do acaso;
O outro lado do mundo fica ao lado do quarto.

Marcos Martins.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Mosquitos chupadores de vida



Mosquito Chupador de Vida


Quantos mosquitos você matou hoje?

Quantas vidas minúsculas se foram para saciar nosso egoísmo?

Quem segurou tua mão hoje?

Quantos anos faz que seguro tuas as mãos frias?

Será que você sabe o quanto sangro para te fazer feliz?

Quem conhece o amor verdadeiro poderia me dar um pouco, um simples gesto já me seria o bastante, já saciara minha orfandade. 

Eu sinto frio, mesmo errando pelo deserto. 
Sinto frio, um frio vindo de longe, vido do cosmo infinito. 
Me descobri e não estava preparado para perder.

Assim como a dor que a lua sente toda vez que vai dar a luz ao sol, meu trauma não tem cura, minha mente não tem cura, escrever não tem cura, mas me acalma e me entristece;

Torna-me um homem; 
Torna-me um ermitão;
Torna-me mais morto; 
Torna-me mais vivo;
Me dá uma existência paradoxal. 

Faz-me chorar, me faz chorar, por favor, essa é a única coisa que ainda me faz sentir-se humano – Drenar-me o sangue, não me faz mais.



Marcos Martins.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Dor!



VI

Chove em mim lágrimas e dor. Uma forte dor corta meu peito. Não tenho lar, nem tenho para quem pedir desculpas.

Minha doce vida esta amarga, como tudo começou não lembro, nem sei como voltar - ando em círculos.
Não queria mais chorar, só voltar ao início de minha vida, só ao início, antes de tudo, de minha ruína. Estou na lama, não posso me levantar, Deus me ama eu sei, mas sofro tanto e não tenho lar. Todos meus amigos andam em círculos viciosos - não os vejo, não os toco.
Você me daria uma chance?
Quero contar minha estória, mas de dentro de um lar, não das ruas das amarguras, com meus lábios rachados, minhas mãos frias, meu peito dolorido, meu olhar sofrido.
Meus sentimentos estão confusos, meu filho esta morto e continua em meu útero apodrecendo, apodrecido, e tão só. Não posso tocá-lo, não posso ajudá-lo, não posso nada em mim.

Marcos Martins.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Beijos de peixe.


Beijos de peixe
(Kiss of fish)
(Marcos Henrique Martins)

Você nunca foi uma boa moça comigo e só me da esses beijos de peixe, eu sei, já entendi minha eternidade.

Só uma vez me diga quem é você.
Só uma noite me entre, me entregue a você.

Minha violência me viola, me mutila, mas continuo brincando com o desconhecido.

Não há perdão para perdoar, não a claridade sem escuridão, não a dor sem coração.

Só uma vez me diga quem é você.
Só uma noite me entre, me entregue a você.

Como todos que um dia partem; você me parte, me rasga, me mastiga, me vomita, me joga na latrina...

...E o céu continua sendo o céu, e o céu continua sendo azul, não bata para entrar,não entre..

sábado, 17 de março de 2012

Ele olhou para mim



Ele olhou para mim
(Marcos Hernique Martins)


Ele olhou para mim e chorou, suas lágrimas amargas de horror. Os dias são dias amargos quando estou só. Toda tempestade vem com um pouco de paz.

Nós sempre perdemos quando queremos ganhar;
Todos os sábios estão mortos e você o que faz?
E você o que fez?

Ela disse que sempre me amaria;
Seus olhos me diziam que não duraria mais que dois orgasmos;
Suas mãos tão geladas quanto o outono no deserto, me toca e me arrepio;
Meu espírito sempre soube que perderia.

Nós sempre perdemos quando queremos ganhar;
Todos os sábios estão mortos e você o que faz? E você o que fez?

Você o que faz?


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Impressão



Impressão


Não gosto de gosto amargo da vida;
Tem gosto de naftanila, tem gosto de anilina.

Vejo fotos nos jornais, violência me cada esquina;
Vejo fatos de animais de pessoas desconhecidas;
Vejo gestos tão boçais, vejo paz, vejo guerrilha;
Vejo luta pela paz, vejo a paz sendo vencida.

Se sei que estou vivo é porquê ainda respiro, respiro esse cheiro, esse cheiro poluído.
As leis não foram feitas para serem cumpridas - quem sabe omitidas? -.

A lei da selva não espera, ela age como uma fera e lhe come pouco a pouco, passando assim o desgosto de morrer: Pouco a pouco. Sem nada poder fazer, sem um lugar seguro pra crescer, com um futuro duro pra você...

Vejo fotos nos jornais, violência em cada esquina;
Vejo fatos de animais de pessoas conhecidas;
Vejo o horizonte tão perto, quase certo que vou cair nesse deserto de aflição;
Sem um copo d’água na mão ou um final pra minha canção.

Mas é só impressão.



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A saga de Demétrius



Então disse Ponssius enfurecido olhando para o criado que caíra desfalecido

- Quem foi que tentou me envenenar?!

Se não fosse meu criado teria sucumbido até a morte, enterre-o com honras militares.

Ponssius era um rei bom para seu povo, famoso por sua coragem, temido por seus inimigos por sua crueldade e invejado por seu irmão Dionélio, que sonhava em deitar-se com sua esposa, filha e vê-lo morto.

- Os deuses me abençoaram mais uma vez – disse Ponssius erguendo seu cálice cheio de cidra.

Brindemos a vida e não choremos a morte de calíto, pois ele há de estar num paraíso, sem o fantasma da morte e o da velhice para lhe rodear; quanto ao meu algoz, falem a toda cidade que fuja antes que descubra quem o é, pois se puser as mãos sobre ele ira preferir estar morto...

continua...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Picadeiro doentio

Picadeiro doentio
(Marcos Henrique)

Poetar! Poetar em mim.

Que triste fim, que triste fim para um palhaço fosco que nunca se fez rir. Hora chora em demasia pelo circo, pelo arlequim, outrora chora lágrimas claras pelo amor que nunca se fez sentir, pois a mulher barbada não o quis mais como homem. Pobre palhaço do soluçar ofegante.

Pobreza em amar quem não lhe quer. Tortura em amar quem tanto lhe quer e não o pode ver, tristeza em amar quem nunca amou. Chorar por quem nunca se vez merecer.

Ó! pobre homem de calças largas e gravata engraçada.

O amor é isso, um circo com homens se ceroulas a mostra, leões castros, domadores sem bigodes e mulheres flexíveis quem não sabem fazer café.

O amor é um picadeiro doentio e desordenado, com uma platéia que aplaude os infortúnios da vida alheia.

Esse poema é dedicado ao garoto que nasceu sem dons.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

À alegria do poeta (I parte)


D
(Marcos Henrique)

Talvez seja uma esperança tola, eu temo, mas, quando olho nos teus olhos, me vejo. Nada de precisão, nada de demasia, mas eu a vejo e ela a mim, mesmo no meu mundo tão pequeno. Ela me vê?


Quem se lançará primeiro - A emoção ou o medo?


Ficarão os sentimentos reprimidos?

Ficara a vontade adormecida? Não sei, sou tão pequeno.


Se você pudesse me tocar e me curar, por mais que tenha medo, tenho saudade do terno.

Temo gostar, amar, mas tenho mais medo desse único olhar, temo que todo esse sentimento se perca no esquecimento, se perca nos teus olhos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

AVC


AVC


Corra! Corra!
Vá com o vento!
Morra! Morra! Só lamento!

Estrada louca! (desalento!)
Sonhos mornos, expostos ao vento!

Corra! Corra! Vá com o vento!
Corra! Corra! Vá com o vento!
Morra! Morra! Só lamento!

Corações partidos, sonhos lentos;
Falso choro, só lamento!!


Marcos Henrique

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tuberculose


(Marcos Henrique)


De todos os futuros possíveis, por que fui escolher logo esse?

Minha alma chora não me alegro mais, já me falta forças para escrever e isso me mantém vivo, quero queimar todos os livros, todos meus vícios.

Em que lugar devo me encaixar?
Minha dor de cabeça amiga, nunca me deixa, nunca me deixa relaxar.

Correntes fortes poderiam me socorrer. Minha casa, meu lar, minha solidão, meu coração.

Não a mais o que pensar de mim, não a mais o que esperar de mim, não a mais nada em mim.



terça-feira, 28 de setembro de 2010

M para lembrar

(Marcos Henrique)


Mesmo sem poder te ver, sem nunca ter podido tocar teu rosto sei que você está lá, não quero essas lembranças mas eles me querem, me desejam como a lepra. Teus olhos; ainda posso ver se distanciando de minha dor, como queria um abraço teu naquela noite fria e solitária, espero até hoje por teu abraço e em toda noite fria, fico a esperar, olhando para o nada, olhando para mim. Não sou ninguém e consegui esse mérito sozinho...

Nunca senti teus lábios, teu toque, tuas carícias, teu sorriso sempre longe de meu alcance, meu mundo é tão só e tão amplo, você está tão perto e eu não posso te sentir em mim, nunca pude, nunca... Minha doce, minha doce...

...Nunca foste minha...

Escrevi nossa estória faltando partes porque nunca foram preenchidas, porque nunca tiveram felicidade, só essa tristeza que me invade, me consome, me mastiga, me cospe, me joga para longe. Não há mais como voltar... Vou ficar bem se você ficar bem. é o mínimo que posso suportar é o mínimo, sou mínimo sem você.

Meu..amor...perdido...

domingo, 26 de setembro de 2010

Carcaça


(Marcos Henrique)


Carcaça de cachorro pelo chão, soluço, choro perdido, perdão, uma criança ri inocentemente sentada na calçada de uma rua sem horizonte -pecados fazem parte da vida.

Minha doce menina de olhos claros, tão bonita e sozinha, espera por mim todas ás amanhãs, vem...

... espera só mais um pouco. Cores lindas irão se apresentar para você que sorrir, meu retrato no chão, meu corpo se levanta e não mais vacila, cores lindas pairam por aqui só você não percebe, feixe os olhos e veja o que eu vejo, faça parte de meu mundo, não tenha medo de entrar, entre sem bater, meu coração é todo ilusão só para você.

Vou num vôo desenfreado, corro louco feito andarilho desavisado que não paga seus impostos.

Os uivos dos lobos me acompanham, abra os braços e feixe os olhos, sinta esse mundo invisível que nos cerca, como é mágico; doces sonhos, nada de pesadelos, olhos abertos manda para fora todo o desespero, amanhã vai chegar, sente-se aqui, bem longe, mais perto de mim.

Quantos sapos já beijei só para ter uma noite como essas? Meu retrato envelhece sem alma, tudo está como deveria estar e esta noite quente nos acolhera bem, dormiremos com os pássaros e voaremos o mais alto que pudermos, tudo será um conto de fadas e todos viveremos de verdade como deve ser, risos ao longe, alegria de perto, tudo até mesmo o incerto se curvara perante nós, é agora que tudo começa e o fim não termina mais nossas vidas, a faca foi tirada de meu coração, posso ser quem eu quiser ser, quem eu quiser viver.



terça-feira, 13 de julho de 2010

Finjo te esquecer



Finjo te esquecer
(Marcos Henrique)


Já estraguei de mais a minha vida;
Já estraguei de mais a tua vida;

Eu finjo entender;
Eu minto para esquecer;
Finjo te esquecer, mas toda noite penso em você.

Te conheço a pouco tempo, mas parece um milênio.
Saudade tenho todo dia por não seguir a tua trilha.

Erro pelo mundo. Sou uma bussola sem direção.
Não tenho passado, mas penso no futuro, meu presente não tem direção.

Acho que estou perdido, encontro o caminho de casa e não sigo não.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A língua me dá medo




A língua me dá medo
(Marcos Henrique)


Me chamo nirvana, vindo do fim para ser o começo do nada, escrevo, não leio palavras. Escuto palavras, me magoam as palavras.

A língua me dá medo, como o que fere tanto nos dá tanto prazer na hora do beijo? Eu falo, beijem sem língua e amaram para sempre.

Sou nirvana, no fim serei o começo de tudo, de todos; o dono do jogo, a roleta russa, os escudo trincado, os rins paralisados.

Não usem a língua, não deliram, sejam livres, sem receio da liberdade, sintam, gozem do gozo da vida, que acaba tão rápido.

Não sou nirvana, não sou começo, não vi o fim só quero um beijo de língua para mim. Com todo o veneno, não me importo se só for assim.

Sem medo eu creio, no que anda está por vir. Na língua sem beijo, não creio que seja assim.

sábado, 19 de junho de 2010

Poema 32


Poema 32
(Marcos Henrique)


A vida é sarcástica, debochada, ri de nós. Passamos a vida inteira tentando nos identificar, tentando ser diferente.

Temos tantos problemas iguais, tantas diferenças iguais, tantos motivos que nos motiva..., todos iguais. Achamos que nossos problemas são únicos e pensamos ser especialmente diferentes.

Quando criança, queremos ser como nossos pais;
Quando jovens, queremos ser nós mesmo – Não sabemos quem somos –;
Quando adultos, somos como nossos pais, temos família, filhos, problemas com os filhos, problemas como o dos nossos pais, damos limites como nossos pais.

No fim de tudo, somos reprises da vida que ri ao saber que, nós descobrimos que somos todos iguais em nossas amargas diferenças.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Deus e o diabo me odeiam

Esse é meu primeiro Heterônimo Cecílio Martins

Nesse meu primeiro livro de heterônimos, nasce um personagem que até então nunca busquei em meus poemas, não sei como ele surgiu, entrou em minha vida sem pedir licença e meio que me obrigou a escrever sem cessar, sentia que se não escrevesse explodiriam.

Com Cecílio Martins a poesia se apresentou de uma forma que até então para mim era desconhecida, sempre que releio este livro, sinto que foi realmente Cecílio quem o escreveu, usando apenas minha mão e deixando meu cérebro dormente e totalmente bloqueado para o tipo de poesia que costumo escrever.

Até que ponto o preconceito pode arruinar um homem, Cecílio Martins sente na pele o que muitas vezes tentamos esconder.

Prólogo


Cecílio Martins jovem de classe media alta, nasceu no dia 02 de novembro de 1912 na cidade do Recife, foi criado por seus tios após a morte da mãe por tuberculose e o suicídio do pai, de família tradicional católica, aos 12 anos de idade começou a sentir fortes atrações por garotos foi várias vezes espancado pelo tio devido o seu comportamento, chegando a freqüentar na adolescência um hospício para tentar curar sua homossexualidade, que era até então considerada loucura; foi torturado e estuprado por enfermeiros, aos 20 anos é forçado a casar com Clarice Silva, mulher essa mais linda da alta sociedade Recifense.

Trabalha no escritório de contabilidade herdado por seu tio que morre de câncer um ano depois de seu casamento; sua tia é internada num hospício louca, por achar que é a virgem Maria depois da morte do marido.

Tem um filho que nasce deformado e morre após três dias de nascido. Louco, começa a culpar Deus por sua infelicidade e no dia 29 de outubro de 1935 aos 23 anos de idade perto de completar seus 24 anos é encontrado morto, totalmente despido e com um diário em sua mão esquerda melada ainda com sangue, decapita seu pênis e o coloca por sobre a bíblia sagrada.
Dois anos depois de sua morte é encontrado num cômodo secreto de sua casa três livros escritos com sua assinatura, são eles: o primeiro é o livro de poesias intitulado “Deus e o diabo me odeiam”, o outro é o romance homossexual inacabado “Todas as bocas que desejei”, e por fim o livro de poemas “Poemas que me forçastes a fazer”.

Todos os livros com forte teor de homossexualismo e revolta por todo sofrimento emocional que ele sentia.



Deus e o diabo me odeiam.

Ainda era noite e eu me sentia dia;

Ainda era açoite e eu nem mais me sentia.

Cecílio Martins.




Ó!




Eu. Dia claro e minha alma está escura, não tem sacrários mais aqui, expulsei todos os indesejáveis dias claros, só esse que me desobedece e torna-me, trás um recado que não quero ouvir.

Meu doce azedume, minha vã vida derradeira, meu espaço mínimo, minha tortura não passageira, és escárnio de minhas vísceras.

Ó! Sorte derradeira!

Ó! Azar que se aloja aqui e jaz, aqui e sempre, em minha doce alma morta.

Recife 02 outubro de 1932.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Celebração Há Vida



Já falei e nada fiz, quando será que não verei mais o dia nascer?

Entender-te já foi mais fácil, te tocar, pensei ser tocável. Te enxerguei, mesmo quando não estavas lá.

Hoje; eu recordo que ontem nada fui, hoje, eu recordo e choro; não mais imploro só me deixa com meus vermes nessa cova rasa nesse caixão que não me cabe o corpo, sem flores, sem vida, sem nada.

Não a para que chorar se as escritas são verdadeiras, não há caminho certo, a estrada, a razão, a vida é tudo balela; quanto a mim, não ligue, faça o que sempre tem feito; nada!

Marcos Henrique

quarta-feira, 31 de março de 2010

Mais um pouco de Segunda era


Por que estás ai e não me respondes? Por que toda essa dor? Por que sempre escrevo com sangue nas mãos? Com sangue no espírito, com dor no coração.

Suicídio. Suicídio? Onde estás amigo? Onde estás? Liberdade onde estas?

Ser livre, só será bom se podermos voar, não quero mais tocar esse chão, não quero mais tocar meu corpo.

Suicídio mentiroso. Mentiras e verdades o que são?

Estou sujo e com fome, mas ainda respiro.

Não ascendam as velas, ainda estou vivo.

Marcos Henrique