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sábado, 3 de setembro de 2011

Poema tirado de meu livro Segunda era

Segunda era.
29/09/2002


Não quero mais, se só essas palavras bastassem, não há mais nada a ser feito, não quero mais o dom maldito, eu tenho e não aceito, mas percebo que é só o que sei fazer.

Quantas trevas mais?!

Quantas lágrimas?!

Quanta pressão em meu corpo, meu pensar, que falta me faz ter não ter juízo, todos os sons, todos que não ouço, mas sei que gritam.

Quanto mais agüentarei?

Quanto mais afundarei?

Os apoios se foram, por quê ainda persisto?

De onde vêm essas forças?

O que me mantém vivo?

O que me mantém nesse tormento? Nesse mundo sem ar que vivo.

Malditas feridas!

Malditas cicatrizações fingidas!

Fuga pro nada, pro mundo sem solo, pro solo sem pés, só limbo, só limbo...

Nada de choro ou sorrisos.

Não acendam as velas, ainda estou vivo.

sábado, 19 de junho de 2010

Poema 32


Poema 32
(Marcos Henrique)


A vida é sarcástica, debochada, ri de nós. Passamos a vida inteira tentando nos identificar, tentando ser diferente.

Temos tantos problemas iguais, tantas diferenças iguais, tantos motivos que nos motiva..., todos iguais. Achamos que nossos problemas são únicos e pensamos ser especialmente diferentes.

Quando criança, queremos ser como nossos pais;
Quando jovens, queremos ser nós mesmo – Não sabemos quem somos –;
Quando adultos, somos como nossos pais, temos família, filhos, problemas com os filhos, problemas como o dos nossos pais, damos limites como nossos pais.

No fim de tudo, somos reprises da vida que ri ao saber que, nós descobrimos que somos todos iguais em nossas amargas diferenças.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

POEMA 22



São tantos caminhos a serem percorridos, mares nunca antes navegados. Quais são os atalhos corretos?

Que caminhos levam ao deserto?

Onde está à água poluída por mim mesmo?

O dia termina cedo de mais para quem está sem rumo. No espelho às vezes, só às vezes vejo meu túmulo e temo de estar morto e não ter encontrado a visão certa, qual será a visão?

Quem mostrara o caminho a ser visto e escolhido para ser seguido?

Não sei qual navio me levara lá, são tantos sonhos - com a morada certa; qual será? Só tenho uma certeza; que eu continuo perdido em meu mar de possibilidades.

Marcos Henrique

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Te sinto menos

Sofro com você cada vez mais que te sinto menos, meu coração fica cada dia menor, difícil de sentir.

Viver pode ser difícil, mas o mais difícil é sobreviver com alicerces ruindo.

Que saudade do belo, saudade do terno me toma o peito, me estripa, me arruína a vida;

Maldito ateísmo!

Maldita descrença que vem surgindo!

Maldito sou eu, bendito és tu que houve minhas blasfêmias.

As orações já acabaram, não sei o que fazer. As forças acabaram, mas eu não posso ver tua mão amiga - não sinto mais me acolher -.

Sou maldito ou digno de misericórdia?

Sou motivo de vergonha, tristeza, derrota, mas te amo mesmo quando te viro as costas, mesmo quando não sou mais menino, mesmo quando meu ateísmo me toca, mesmo quando estou cego nesse labirinto. Eu, um proscrito.


Marcos Henrique

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

POEMA 26



POEMA 26


Há escuridão!
Escuridão;

Se me entendes, me clareia essa estrada;
Me guia, me leva a alma e me deixa num canto sossegado;
Estou cansado e o cansaço me toma tempo - já não tenho- não, não creio que ele vá me devolver meus pertences “meus pensamentos”.

Já se foi a poesia, só ficou a solidão e a esperança de um novo dia, que só vem ao raiar do sol frio e incolor.

Adeus escuridão tenha um bom dia.

Marcos Henrique

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A saga de Demétrios "ou Demétrios e o exército dos Leprosos"




Então disse Ponssius enfurecido olhando para o criado que caíra desfalecido


- Quem foi que tentou me envenenar?! Se não fosse meu criado teria sucumbido até a morte, enterre-o com honras militares.

Ponssius era um rei bom para seu povo, famoso por sua coragem, temido por seus inimigos por sua crueldade e invejado por seu irmão Dionélio, que sonhava em deitar-se com sua esposa, filha e vê-lo morto.

- Os deuses me abençoaram mais uma vez – disse Ponssius erguendo seu cálice cheio de cidra.

Brindemos a vida e não choremos a morte de calíto, pois ele há de estar num paraíso, sem o fantasma da morte e o da velhice para lhe rodear; quanto ao meu algoz, falem a toda cidade que fuja antes que descubra quem o é, pois se puser as mãos sobre ele ira preferir estar morto...
...continua...

Marcos Henrique

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

POEMA 12



Há vida! Vida, vida, morta, viva, viva sua vida! Não morra por dentro, esqueça a morte, só viva! Não ligue só viva! Não se magoe não se puna pelo que não fez, pelo o que não aconteceu, pelo o que não viveu.

Agradeça por acordar depois de uma longa noite de sono sem sonhos. Os sonhos nos deixam vivos, sem eles não vivo tão bem.

Alguém me escuta?!

Há culpa?! Não sei o que falar, não sei dizer. Minhas roupas já não servem, já não vestem meu corpo tão bem como ontem;

Não me serve o consolo, não sei se me amo ou odeio o ódio por não me dar chances nem me ensinar a viver só;

Só tenho a mim mesmo, não me querem por perto, não me quero melancólico.

Qual será a verdadeira liberdade?

Os profetas já se foram - só ficou a vaidade e levaram suas profecias para fora da cidade, estamos ocos, não sabemos viver se elas, mas prefiro ser só a viver com elas, a viver fingindo.

Marcos Henrique

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mais Crônicas antigas



Brasil, ame-o ou deixe-o


Com a victory de Luiz Inácio Jesus Cristo Lula da Silva o congresso nacional ficou bem agitadíssimo, a oposição disse com um linguajar quase popular que seria a pedra no sapado de Jesus Lula, sei que deve ser duro perder, agora fazer o país todo perder é F...!
Não sei se vocês parlamentares sabem, mas vocês estão ai em Brasília não só para tentar fazer o povo se virar contra o presidente da república e sim para tentar melhorar esse país lindo que é o Brasil. Os aumentos impostos por nossos queridos deputados federais são lindos, acho que para tentar justificar a tentativa de aumento de seus próprios salários deu a louca em Brasília, tentaram aumentar aposentadoria de quem ganha mais de um salário mínimo, criaram um décimo terceiro salário para quem ganha o bossa família, e o presidente malvado quer vetar tudo isso! Que garoto malvado, malvado, malvado, malvado, pobre congresso nacional que tanto faz pelo povo sofrido brasileiro, coitadinhos, só querem ajudar agente e daí vem esse lobo malvado do Jesus Lula, não posso acreditar que depositei minhas esperanças nesse homem malvado.
Vou anotar os nomes de todos esses nobres deputados que inconseqüentemente criam décimos terceiros salários e votam a favor de aposentadorias maiores para os que ganham mais de um salário mínimo, sem dizer de onde vão tirar o dinheiro para pagar todo esse povo, esses homens e mulheres também, nada de machismos certo, querem F... Com o Brasil simplesmente por estarem com o orgulho ferido de ver um nordestino, metalúrgico, ex-passa fome assumir o poder é um absurdo um pobre vencer na vida. Caros e nobres deputados federais lembrem-se que mandatos se acabam, orgulhos feridos podem ser curados, mas o buraco da camada de ozônio continua lá.
Brasil! Ame-o ou deixe-o!

Ano da graça 22 de novembro de 2006.

M.Martins.