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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Todos os Olhos




Todos os Olhos
(Marcos Henrique)


Eu sou...
....o acaso, o medo, dor do parto.

Eu sou...
...o acaso, ouro de tolo, palhaço sem palco; eu sou amor.

E todos os olhos me olham sem me olhar, todos os olhos! Todos os olhos a me censurar!

Eu fui um bom garoto e o que recebo?
Eu fui o que você quis ser, eu fui o que você sempre quis ser.

Saudade de quem não sei se vem, loucura em gostar, amar! Odiar! Ter pavor! Chorar por alguém que não sei se vem.

Eu sou...
...Fraco e o forte, eu fui, eu sou;

Eu sou saudade de mim, minhas mentiras de minha rotina.

Onde eu vou estar quando você parar de me amar?
Eu sinto muito por gostar tanto de você, eu sinto muito por sangrar;
Eu sinto muito por gostar de você;
Eu gosto tanto de você, eu sangro tanto por você.

Eu gosto tanto de você! Sangro tanto por você!
Eu sangro tanto por você;
Sangro.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Primeira vez

Primeira vez
(Marcos Henrique)


Pela primeira vez pude sentir o terno;

Pela
primeira vez pude distinguir entre o bem e o mal, entre te ter e perder tudo que havia sonhado;

Pela
primeira vez tive medo de meus sentimentos confusos de meu palpitar de coração, desse mundo que me fizeste ver;

Pela
primeira vez senti-me na flor da idade, não como um rebelde cansado.

Posso girar o mundo ao contrario e dizer que é você, sem medo...

Pela
primeira vez a sorte e o acaso se juntaram e conspiraram contra mim, contra todos os sonhos e pedidos imaginados;

Pela
primeira vez senti em meu peito que mora ao lado (tão perto, tão distante, tão impensado); medo de perder o que não havia conquistado;

Pela
primeira vez posso dizer te amo, sem parecer, sem parecer mínimo, sem parecer sábio. O cordão umbilical já foi cortado, mesmo com todo sangue misturado não sinto vergonha do mistério ou do acaso, não sinto vergonha de meus sentimentos abstratos.

Pela
primeira vez te vi e vi minha imagem refletida em teus lábios, pude ver que somos um só corpo, vivendo nesse mundo, separados.

Pela
primeira vez desejei o indesejável.


sábado, 10 de julho de 2010

Fora




Fora
(Marcos Henrique)


A hora passa, e eu não vejo a luz;
- Deitado eu vou –

As horas passam e eu não vejo nada;
As horas passam e eu sozinho, mas unido por que sei que muitos sentem o que eu sinto.

Fora agora, saia de dentro para fora – Dor –

Deitado eu vou mudar tudo, acabar com o submundo e hipócritas sujos.
Cuspo no túmulo dos que se foram, mas nos levaram tudo.

Fora agora, saia de dentro para fora minha pobre falta de amor.

sábado, 3 de julho de 2010

A insana verdade de Marcos Henrique


A insana verdade de Marcos Henrique
(Marcos Henrique)


Sou um anjo pornográfico, que tem medo de voar;
Sou um homem pornográfico, que tem medo de amar;
Sou de tudo o mais, menos, de todo o mau, o melhor veneno, arte fraca, falsa que é meu poetar.

A insanidade me rodeia, olha; me namora, se esconde e se mostra sinuosamente para mim. Estou sego. Cego e fechado em meus pensamentos. Estou caótico e ultrapassado, estou excitado com a vida torta que escolhi.

Sou um anjo pornográfico, deleite de meus pensamentos pobres;
Não. Eu sou o acaso, que mete medo nos que tem medo de serem controlados.

A ânsia por viver me mata cada dia menos, o vivo só cada dia mais, só entre rostos conhecido que não sei pronunciar seus segundos nomes, que pensam ser um ser, sem saber o que é o ser.

Me perco em pensamentos, perco e não me acho, acho que não me perco, enrolo com palavras doces que a cada dia me deixam mais seco, mais áspero, opaco, oco, meio vivo, meio morto, idolatra do poetar verdadeiro que em mim nunca há de se manifestar.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sem Alma


Sem Alma
(Marcos Henrique)



Quatro cantos;
Quatro paredes, sem portas, mas estamos dentro;
Sem chaves, quase sem fôlego;
Gritando, quase sem força;
Esperando, sem calma;
Com sono, sem alma;
Com fome, sem tripas;
Com os nervos a mil, gritando a mil;
Sem ouvidos para ouvir – o desabafo da alma –;
Conversa fiada, o grito no nada não se propaga.

Roupas rasgadas;
Menina adormecida;
Garoto entorpecido;
Maníaco fugitivo.

Suspiros, suspiros.
O tido, o tiro.

Sem ouvidos para ouvir;
Sem um corpo cara cair;
Sem alma para possuir;
Sem casa, sala, sonhos, som, vida, lama, tristeza, alegria e dor.
Sem alma.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Poemas 60


Poemas 60
(Marcos Henrique)



Sete linhas;
Perfeição;
Simetria;
Paixão;
Tolerância;
Compaixão;
Igualdade;
Moralidade.

Ah! Justiça;
Fidelidade;
Bondade;
Carne.

Sete vidas;
Sete é um número;
Sete, vamos ser;
Sete só em sonho;
Sete quem vai ser.

Sete, suba em sua cruz quem quiser ser.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Segunda era



Segunda era.

13/10/2002.

Larvas flamejantes brotam em mim, um queimor, uma febre que não cessa em meu corpo;
Não sinto meu espírito, o que é mesmo isso?

O que foi?!

O que aconteceu?!

Por que essa insônia?!

Por que a claridade me dói os olhos?!

Uma dor aguda me corta de canto a canto. O sol lá alto, imponente, nunca será tocado, eu nunca serei tocado, nunca serei violado, mesmo depois de morto, podre, decrépito, nunca serei tocado, nunca serei eu mesmo de novo, nunca, é uma palavra que me causa medo e dor, meu suicídio tem feições de menino, minhas feições, meu rosto, meus olhos, todo meu corpo, todo meu ser, tudo, tudo...

...Eu nada sou, eu nada encontrei, meu poema suicida nunca será entendido porque ainda respiro. Eu me acho dor, eu me sinto dor, a dor se materializa em mim, em mim!

Como gostaria de olhar no espelho e ver um rosto sorrindo, a angustia da alma me tortura me maltrata, que tipo de homem eu sou? Que tipo de dúvida eu sou?

Meus pulsos estão com cicatrizes profundas, meus olhos estão negros e sem vida, mas não acendam as velas, ainda estou vivo.

Marcos Henrique

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Te sinto menos

Sofro com você cada vez mais que te sinto menos, meu coração fica cada dia menor, difícil de sentir.

Viver pode ser difícil, mas o mais difícil é sobreviver com alicerces ruindo.

Que saudade do belo, saudade do terno me toma o peito, me estripa, me arruína a vida;

Maldito ateísmo!

Maldita descrença que vem surgindo!

Maldito sou eu, bendito és tu que houve minhas blasfêmias.

As orações já acabaram, não sei o que fazer. As forças acabaram, mas eu não posso ver tua mão amiga - não sinto mais me acolher -.

Sou maldito ou digno de misericórdia?

Sou motivo de vergonha, tristeza, derrota, mas te amo mesmo quando te viro as costas, mesmo quando não sou mais menino, mesmo quando meu ateísmo me toca, mesmo quando estou cego nesse labirinto. Eu, um proscrito.


Marcos Henrique

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Insegurança


Entre Deus e o diabo existem anjos e bastardos;
Entre Deus e o diabo existem anjos e bastardos que riem de nossa insegurança.

Os pensamentos se separam (a tristeza é tão frágil);
Fingimos ser tão fortes, até na hora da morte.

Entre Deus e o diabo existem anjos e bastardos;
Entre Deus e o diabo existem anjos e bastardos que riem de nossa insegurança.

Como a dúvida e a fé às vezes são tão questionáveis, o abismo me chama pra voar, é só pular que tudo fica fácil, é só pular quando você se sentir frágil.

Entre Deus e o diabo existem anjos e bastardos;
Entre Deus e o diabo existem anjos e bastardos que riem de nossa insegurança.

Não vou voar minhas asas atrofiaram, não vou esperar que a dor finja cessar. Vou me enganar com o abismo que finge me ajudar.

Marcos Henrique

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nas sombras (olhos negros)


Nas sombras (olhos negros)
Geogton Leite/Marcos Henrique.



Num sussurro o despertar;
Abra os olhos e então...
Olhos negros nas sombras não refletem meu coração.

Num sussurro um descuido;
Meu olhar na multidão;
Olhos negros não refletem meu coração.

Nas sombras não vejo você;
Nas sombras só há solidão;
A dor no peito, a dor no seio (leite materno, amor de menos, caixa em forma de coração).

Mais um dia, nasce o nada;
Tão vazio, sinto o nada;
Tão perdido por você – labirintos - olhos negros;
Choro claro;
Dor no peito;
O vazio - meu receio - no espelho não encontro minhas mãos.

E dentro das sombras demônios me circulam, me torturam, prendem meu coração;

Olhos negros, não refletem teu coração.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

do livro Inspiração de Terceiros



V ato

Ignoro-me, sou tão louco, sou tão compulsivo, tolos!

Não há intrigas, não há discórdia em mim, sou meu próprio amigo moribundo que espera atenciosamente...

Justas essas frases insolentes não são, insolência também não. O fruto que tanto busco, ficou podre de tanto me esperar, não posso voltar, minha sentença já foi dada.

Sou louco?

Sou louco!

Tolos, não!


Marcos Henrique

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

POEMA 23


Meu purgatório particular está aberto 24 horas.

Não me amola! Não me atormente! Ao em vez disso me ajude a achar a luz. Me deixe ir embora! Não me prenda mais nesse cárcere mental, pois prisão intelectual me amargura.

Não tem cura minha agonia, tenho que conviver com ela, sinto como se uma faca sai-se de minha cabeça, daí vem à dor e o horror de saber que a faca vai entrar de novo em meu cérebro tempestuoso.

Marcos Henrique

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eu choro por todos



Eu choro por todos que não sabem chorar por mim e isso não me faz mudar;

Há dor nós olhos tristes, sorrisos não podem esconder o que vejo dentro de você;

Sei ser melhor no que de pior faço. As almas que ficam sós na escuridão de um coração em retalhos.

Passos longos, chuva fina, eu sempre esperarei por você;
Passos longos, chuva fina, eu sempre jurei por você.

Os poetas sofrem a toa por dores incuráveis;

A vida que rejeita os bons que só querem lutar, minha alma é maior que meu corpo, mas nem por isso sou um bom moço.

Minha úlcera ira me consolar, olha o que eu vejo em você, minha úlcera vai me curar, veja o que sempre escondi de você.

Não posso lutar sem minhas armas, meu espírito se foi no verão, nunca mais, nunca mais, vou te ver chorar.

Frases colocadas sem sentido para te alegrar;
Isso vai cessar, pois todo louco e sábio com sua loucura.


Marcos Henrique

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Alma




Escrever e adoecer a alma, será uma dádiva? Será uma benção?

Quem sabe ao certo esses fatos só são rotina crua, crua é minha vida, my life. Sempre me sentindo um prisioneiro de mim mesmo...

A dádiva me foi dada e junto me veio a magoa, o medo e o eu sozinho, não me importo como serei lembrado, se como um gênio, ou um retardado, só ouçam minhas poesias doentias, meu desabafo; chorem! Riam! Sejam o que não fui! Sejam livres! Sem cortes nos pulsos, sem veneno nas veias, sem saudade de um lugar que nunca é visto por meus olhos, não posso descreve-lo, mas o sinto desde menino, desde a época clara, antes das trevas reinarem em meu pensar.

Fazer-me vida;

Fazer-me paz;

Fazer-me o que não sou, alegria.

Marcos Henrique.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vergonha



Estou triste e com vergonha por estar triste, porque estou triste com meu criador, com meu Deus; eu o chamo tanto – nunca ouço resposta.

Não faço tudo certo e quando acho que acertei, erro com mais força.

Estou triste por meus pedidos serem insignificantes, enquanto todos sofrem por males como: A fome ou o preconceito humano, eu sofro por não se realizarem meus sonhos pequenos.

Estou triste e com vergonha por mostrar essa tristeza egoísta a Deus; Deus que tudo nos deu e estragamos; meu Deus! Perdoe-me os pedidos pequenos, perdoe-me a descrença que às vezes sinto, perdoe-me por achar que meu umbigo é tudo nesse mundo de egoísmo.

Tenho tanta vergonha de minhas preces, meus pedidos. Disperso-me te pedindo perdão por minhas falhas, por meu umbigo.