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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Revelação



Revelação
(Marcos Henrique)


Uma revelação para um homem sem rumo, sem futuro planejado, sem passado memorável. Perdido em seu próprio quarto, em suas próprias palavras.

Sua fala não pode ser ouvida, é baixa, mínima é insignificante em relação à voz do trovão que, amedronta tanto.

Palavras já me faltam, perguntas já não sei, respostas eu espero de quem não sei se vem.

Quem são?
Como estão?
Aonde vamos?
A que chagamos?

Ficção seja bem vinda, pois você entendo bem. Para os que estão salvos em digo amém.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Poemas 60


Poemas 60
(Marcos Henrique)



Sete linhas;
Perfeição;
Simetria;
Paixão;
Tolerância;
Compaixão;
Igualdade;
Moralidade.

Ah! Justiça;
Fidelidade;
Bondade;
Carne.

Sete vidas;
Sete é um número;
Sete, vamos ser;
Sete só em sonho;
Sete quem vai ser.

Sete, suba em sua cruz quem quiser ser.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Livro que estou escrevendo (Último)




Deus vez o homem a sua imagem e semelhança;
Os homens se tornaram deuses e criaram o ser perfeito, humanóides, pelo menos era isso que eles achavam.



Planeta terra 7077 D.C



M em suas expedições a cidade da guerra como ficou conhecida a única cidade humana que borboletas alçavam voos tímidos e já conseguiam sobreviver por um curto espaço de tempo, porém significativo, não imaginava em sua mente robótica de última geração que iria fazer a maior descoberta de sua existência.

- Cyber diário, gravação 1.9.77, estou de volta à casa de bonecas – é assim que M chama aquele monte de ruínas carinhosamente – vejo uma fissura em meio a esses entulhos, mandarei os exploradores na frente e se tudo estiver bem explodiremos o que está obstruindo nossa passagem para eu poder enxergar o que estala dentro.

M retira de sua mochila pequenas esferas de pratas umas dez ao todo e coloca delicadamente entre a fissura, as mesmas entram perfeitamente, se achatam para poder passar, começam a rolar circulando pelo que se mostrou ser uma espécie de sala ou laboratório bem maior por dentro do que M imaginava, seus olhos estão conectados as esferas e tudo o que elas veem M também vê.

- Vamos lá crianças façam seu dever – fala M e logo em seguida as esferas se juntam no local que está obstruindo a passagem e forma uma espécie de liga pegajosa que se espalha rapidamente, M se afasta e as esferas fazem seu trabalho e explodem o local que ao dissipar-se a fumaça se apresenta para M de forma magnífica. O local está completamente escuro M tira de sua mochila quatro esferas do tamanho de laranjas e essa ascende como se fosse lanternas, M as coloca no chão e elas vão guiando o caminho “Preciso de mais luz aqui” pensa M a visibilidade do local não é boa mesmo para seus olhos robóticos.

M vasculha minuciosamente o local e pensa consigo mesmo “Deve haver em algum lugar um local que me dê à luz necessária para poder explorar esse lugar” os humanos tinham deixado de existir, porém energia nuclear não era tão fácil de desaparecer e os humanos tinham conseguido um domínio incrível, cidades inteiras eram abastecidas por energia nuclear, carros, aviões, corações artificiais; uma infinidade de coisas. Os primeiros robôs, e isso causou um problema a população, deixou muitos humanos doentes, adquiriram câncer devido a convivência com os robôs. O termo humanóide só veio se tornar popular depois da fabricação do primeiro protótipo totalmente auto-suficiente, o chamavam de Adão e foi ele quem começou a revolução de sua espécie.

M continua a procurar ajudado por suas esferas luminosas um interruptor, qualquer coisa que possa trazer luz aquele mundo de trevas, M busca com suas mãos encostando nas paredes por algo que possa ligar ascender algumas luz.

- Vamos meus amigos mamíferos vocês foram tão inteligentes, deve haver algo aqui que possa me faze enxergar com mais clareza – enquato procura M esbarra num objeto cilíndrico, enorme, parecido com uma cápsula espacial “O que será essa coisa?” se pergunta M ele vasculha com suas mãos e senti que a cápsula, ou seja, lá o que for é feita de vidro, um vidro bem espesso – Me parece uma incubadora – fala M circulando a cápsula em meio ao escuro.

(continua...)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Mais um pouco de Segunda era


Por que estás ai e não me respondes? Por que toda essa dor? Por que sempre escrevo com sangue nas mãos? Com sangue no espírito, com dor no coração.

Suicídio. Suicídio? Onde estás amigo? Onde estás? Liberdade onde estas?

Ser livre, só será bom se podermos voar, não quero mais tocar esse chão, não quero mais tocar meu corpo.

Suicídio mentiroso. Mentiras e verdades o que são?

Estou sujo e com fome, mas ainda respiro.

Não ascendam as velas, ainda estou vivo.

Marcos Henrique

terça-feira, 30 de março de 2010

Outro poema de Segunda era


Larvas flamejantes brotam em mim, um queimor, uma febre que não cessa em meu corpo. Não sinto meu espírito, o que é mesmo isso?

O que foi?

O que aconteceu?

Por que essa insônia?

Por que a claridade me dói os olhos?

Uma dor aguda me corta de canto a canto. O sol lá alto, imponente, nunca será tocado, eu nunca serei tocado, nunca serei violado, mesmo depois de morto, podre, decrépito. Nunca serei tocado, nunca serei eu mesmo de novo, nunca é uma palavra que me causa medo e dor. Meu suicídio tem feições de menino, minhas feições, meu rosto, meus olhos, todo meu corpo, todo meu ser, tudo, tudo...

...Eu nada sou. Nada encontrei. Meu poema suicida nunca será entendido porque ainda respiro. Eu me acho dor, me sinto dor. A dor se materializa em mim, em mim. Como gostaria de olhar no espelho e ver um rosto sorrindo, a angustia da alma me tortura, me maltrata, que tipo de homem eu sou? Que tipo de dúvida eu sou?

Meus pulsos estão com cicatrizes profundas, meus olhos estão negros e sem vida, mas não acendam as velas, ainda estou vivo.

Marcos Henrique.

sábado, 27 de março de 2010

Mais que estou iniciando


Brasil novembro de 2077, em algum lugar do deserto


- Cara, aqui tá muito quente, mesmo com esse ar condicionado do carro no máximo.

- Você acredita mesmo em toda aquelas maluquices que seu avô contou sobre o início de toda essa bosta que se tornou a vida nesse fim de mundo?

- Está tudo escrito em seu diário cara, deve ser verdade, eu acredito e se estamos vivos hoje é graças a ele e a outras pessoas que tinham um espírito patriota.

- Eu gosto quando você me conta essa história, me acalma, fala ai Rodrigo.

- Você não se cansa Matheus? Eu já estou com a língua cheia de calos de tanto te contar essa história – continua Rodrigo como se não estivesse muito afim, mas ele sempre gosta de relembrar esses fatos é como se fosse uma forma deixar a história viva.

- Cara, eu não canso de te ouvir – responde Matheus.

(continua...)

sábado, 13 de março de 2010

Vergonha



Estou triste e com vergonha por estar triste, porque estou triste com meu criador, com meu Deus; eu o chamo tanto – nunca ouço resposta.

Não faço tudo certo e quando acho que acertei, erro com mais força.

Estou triste por meus pedidos serem insignificantes, enquanto todos sofrem por males como: A fome ou o preconceito humano, eu sofro por não se realizarem meus sonhos pequenos.

Estou triste e com vergonha por mostrar essa tristeza egoísta a Deus; Deus que tudo nos deu e estragamos; meu Deus! Perdoe-me os pedidos pequenos, perdoe-me a descrença que às vezes sinto, perdoe-me por achar que meu umbigo é tudo nesse mundo de egoísmo.

Tenho tanta vergonha de minhas preces, meus pedidos. Disperso-me te pedindo perdão por minhas falhas, por meu umbigo.

Marcos Henrique

terça-feira, 2 de março de 2010

Mundo perfeito


O mundo é tão perfeito, as flores cheiram bem, a paz é tão sentida e vivida eu sempre sei, os jovens são tão puros, os puros são tão jovens, o paraíso está aqui eu posso lhe sentir.

O vento sopra forte me sinto muito bem, há paz é tão linda e está junto de mim.

Pense numa coisa bela faça acontecer, é tão simples é tão simples, simples de fazer;
Pense numa coisa bela faça acontecer, é tão simples é tão simples, simples de querer.

Somos tão compreensíveis e tão amigáveis.

A chuva cai lá fora me sinto muito bem, somos tão doces, somos tão puros, somos tão sensatos eu minto muito bem.

Marcos Henrique.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Hoje eu sou alvo



Eu sou a cria da soberania - nada pode me derrubar;
Não sou Deus - mas controlo a vida com a granada que eu vou atirar.

Eu sou um calo no sapato dos que me criaram;
Eu sou a ponta da agulha dos viciados;
Eu fui treinado, eu fui treinado! Hoje eu sou alvo!

Eu sou o efeito estufa, eu sou a culpa sem culpa;
Eu sou o efeito estufa, eu sou a culpa sem culpa
Quem é culpado, quem é culpado?!
Quem é culpado e foi condenado!

Marcos Henrique

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Desordem




Desordem


Agonia dor no peito;
Pleonasmo, gotas de sol caem em meu peito;
Risos de bebês animam meu inconformismo passageiro;
Egoístas, doces, lábios cortados, tesão, falta de desejo
.

Os cordões umbilicais servem para que? Para mim fogo, forca, desordem, desapreço.

Minha cultura é inculta, ou pura de mais para vaguear por entre pernas de loucas vadias e travestis que sonham em ter um útero para gerar mais que desejo?

Desordem me afora, me deixa louco, às vezes me acalma e posso voltar a respirar esse gás que inflama todo meu peito.

Te desejo mais, te vejo menos.

Gatos negros não temem a noite, nem a fome qu
e a noite nos provoca - insanos desejos -.

Escrever é uma arte que esqueço quando me toco e sinto que estou só, nesse grande enigma que é ser, que é o fazer.


Drenos e bonecos secos. Sei que já me peguei dessecando bonecos sem sentimento, mas o que fica? O que fica são abstrações, loucura ou sentimentos por coisas fúteis? Não sei, não sou Deus, nem deus, nem ateu,
nem judeu, nem sei se sou eu, quando sou eu.

Desordem, córtex cerebral, intuito, coração, suor, medo, medo, desejo, círculos, desordem acaricia meus seios.

Marcos Henrique.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Quem eu sou nesse mundo cão?



Quem eu sou nesse mundo cão?


Meus olhos continuam lá e meu pensar aqui, não quero o que você sempre sonhou para mim. Guardo tudo em uma caixa muito pequena e apertada, mas cabe tudo o que preciso para viver.

Para que serve o tempo, senão para me aborrecer com medos e receios do que posso ou não fazer.

Toda a liberdade que me jogam na cara são mentiras que já não aquenta mais meu espírito perdido. Meu espírito o que será dele agora que o limbo deixou de existir? E o que faço comigo?

Meu peito está com órgãos negros e cada dia mais mudo com o passar dos dias que matam meu único passatempo - matar meu tempo-.

Sempre existiram perguntas sem respostas, mas todas tiveram suas respostas rápidas, prontas e fáceis de consolar nossos buracos, nossos medos, nossas aflições, minha impaciência.

Não quero mais resistir, apenas venha e me leve para passear no bosque e me deixe por lá, será bem melhor para todos, será bem melhor para mim viver sem ajuda, viver sem expectativas superficiais.

Quem eu sou nesse mundo cão? Sou apenas um grito, um grito que rasga a escuridão.

Marcos Henrique.