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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mais da continuação de meu conto - Contos e Retalhos



Dez anos depois


O mês de dezembro chega mais uma vez, as lojas e o centro das cidades estão enfeitados com arranjos natalinos, em meio aos transeuntes, um jovem de semblante triste vai andando com os ombros baixos, mãos nos bolsos da calça já surrada e seu velho All Star azul, juta umas latas de coca-cola, é Pedro quem circula pela cidade fazendo hora para chegar a sua casa, hoje é dia de seu aniversário, está prestes há completar vinte anos.

Desde a discussão com seu pai há quase 10 anos atrás Pedro não é mais o mesmo, sua inocência se perdera naquele dia e seu pai hoje com 54 anos ainda se pergunta como aquela bicicleta foi parar em sua casa, Pedro nunca andou na bicicleta, então perdeu o interesse em tentar aprender a andar em qualquer bicicleta.

- É hora de ir pra casa enfrentar mais um dia com meu pai – pensa Pedro – eu poderia dormir na rua hoje, mas é muito arriscado e não quero ir para casa de nenhum amigo, não to com saco para ouvir aquela estúpida canção “Parabéns pra você”.

E assim Pedro segue para casa olhando as pessoas esbarrando umas nas outras com suas sacolas de presente, homens vestidos de papais Noeis, anões vestidos de duendes.

Pedro chega em casa, na há nenhum enfeite de natal, seu pai na mesma velha poltrona de sempre, hoje mais desgastada pelo tempo, só que agora Carlos está mais ranzinza do que nunca, sempre fica assim perto de Pedro fazer aniversariar, pois nunca saiu de sua cabeça a maldita chegada inesperada de sua bicicleta. Por um tempo Carlos achou que sua esposa o estava traindo e foi dessa forma que aquela bicicleta foi parar naquele dia na sala de sua casa, depois do acontecido à vida da família de Pedro não era mais a mesma, seu pai continuava desempregado e sua mãe teve progresso na vida profissional, conseguiu com muito esforço fazer um curso de técnica em enfermagem e hoje estava trabalhando em três empregos para manter a casa e custear os estudos do filho, o pai de Pedro no entanto só fazia bicos e passou a beber.

- Boa noite pai – diz Pedro e não ouvi nenhuma resposta de Carlos.

Carlos já estava bêbado como já era de costume, só que no dia do aniversário de Pedro ele sempre bebia um pouco a mais.

- E então muleque o que vai pedir dessa vez?! – continuou seu pai sarcasticamente – seria bom uma prostituta para tirar sua virgindade!

Pedro não da ouvidos e apenas o dar boa noite e segue para seu quarto, sua mãe estava de plantão, porém não esquecera do filho, deixou na gaveta de sua cômoda um presente, um canivete suíço, preto, e o melhor totalmente original.

Pedro quando abri a gaveta de sua cômoda deu um sorriso e pensou com sigo mesmo – ela nunca esquece, eu amo aquela mulher – desembrulhou com todo cuidado para danificar o mínimo possível o papel de presente, abriu a caixa toda feita com detalhes rupestres e quando viu o canivete adorou o presente. Só saiu do quarto uma única vez para fazer um lanche e tomar banho, mas antes se certificou que o pai já estava dormindo na velha poltrona.

Pedro se prepara e vai dormir com o canivete ao seu lado, como se fosse um urso de pelúcia dado por sua mãe a um garotinho. As 03:30 da madrugada uma luz a muito esquecida começa a se forma em seu quarto, mas com o mesmo azul embriagador de sempre.

- Pedro, Pedro – fala a voz chamando pelo rapaz que dorme profundamente - É hora de acertarmos contas Pedro, você tem uma divida comigo.

Pedro acorda meio tonto – Quem está ai? – pergunta abrindo os olhos.

- Já esqueceu de mim Pedro? – continua a voz – mas eu sempre pensei em você por todos esses anos e hoje é o grande dia.

Pedro desperta de vez e lembra do acordo que vez há dez anos atrás.

- É você fada dos dentes? – pergunta Pedro com a voz um pouco tremula.

- Quem bom que lembrou de mim, pois nunca esqueci de você – continua a fada dos dentes se revelando para Pedro com a mesma beleza de antes.

- Você continua linda e acho que hoje está ainda mais linda do que quando a conheci – continua Pedro – acho que meus olhos te veem mais linda hoje do que antes.

- Seus olhos são lindos, Pedro no entanto não são eles que quero – diz a fada se aproximando da cama.

Pedro se senta na cama e esconde o canivete que sua mãe deu de presente embaixo do travesseiro.

- Mas eu não virei astronauta ainda, você não poderia esperar um pouco mais? – pergunta Pedro tentando ganhar tempo.

Continua...

sábado, 10 de julho de 2010

Fora




Fora
(Marcos Henrique)


A hora passa, e eu não vejo a luz;
- Deitado eu vou –

As horas passam e eu não vejo nada;
As horas passam e eu sozinho, mas unido por que sei que muitos sentem o que eu sinto.

Fora agora, saia de dentro para fora – Dor –

Deitado eu vou mudar tudo, acabar com o submundo e hipócritas sujos.
Cuspo no túmulo dos que se foram, mas nos levaram tudo.

Fora agora, saia de dentro para fora minha pobre falta de amor.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Poema 48



Poema 48
(Marcos Henrique)

Minha mente está caótica, meus pensamentos são tão perdidos – Será a morte libertação de tudo? Desse mundo sujo –.

Me envergonho por ser humano, já estou sem força para pedir desculpas a Deus, não sei se ele ainda escuta, se escuta perdão pela blasfêmia.

Cruel são nossas mentes e estamos presos a elas. Sempre me pergunto: notícia boa não é notícia? Porque misturo tanto as coisas e sou tão caos?

Qual a explicação para esses poemas meio dada? Porque o dadaísmo me completa tanto?

Qual a explicação para tanta violência em minha mente. Hipocrisia me namora, mas me impede de gozar.

Viva a vida fútil e ao filmes de guerras que me trazem tanta paz.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Livro que estou escrevendo (Último)




Deus vez o homem a sua imagem e semelhança;
Os homens se tornaram deuses e criaram o ser perfeito, humanóides, pelo menos era isso que eles achavam.



Planeta terra 7077 D.C



M em suas expedições a cidade da guerra como ficou conhecida a única cidade humana que borboletas alçavam voos tímidos e já conseguiam sobreviver por um curto espaço de tempo, porém significativo, não imaginava em sua mente robótica de última geração que iria fazer a maior descoberta de sua existência.

- Cyber diário, gravação 1.9.77, estou de volta à casa de bonecas – é assim que M chama aquele monte de ruínas carinhosamente – vejo uma fissura em meio a esses entulhos, mandarei os exploradores na frente e se tudo estiver bem explodiremos o que está obstruindo nossa passagem para eu poder enxergar o que estala dentro.

M retira de sua mochila pequenas esferas de pratas umas dez ao todo e coloca delicadamente entre a fissura, as mesmas entram perfeitamente, se achatam para poder passar, começam a rolar circulando pelo que se mostrou ser uma espécie de sala ou laboratório bem maior por dentro do que M imaginava, seus olhos estão conectados as esferas e tudo o que elas veem M também vê.

- Vamos lá crianças façam seu dever – fala M e logo em seguida as esferas se juntam no local que está obstruindo a passagem e forma uma espécie de liga pegajosa que se espalha rapidamente, M se afasta e as esferas fazem seu trabalho e explodem o local que ao dissipar-se a fumaça se apresenta para M de forma magnífica. O local está completamente escuro M tira de sua mochila quatro esferas do tamanho de laranjas e essa ascende como se fosse lanternas, M as coloca no chão e elas vão guiando o caminho “Preciso de mais luz aqui” pensa M a visibilidade do local não é boa mesmo para seus olhos robóticos.

M vasculha minuciosamente o local e pensa consigo mesmo “Deve haver em algum lugar um local que me dê à luz necessária para poder explorar esse lugar” os humanos tinham deixado de existir, porém energia nuclear não era tão fácil de desaparecer e os humanos tinham conseguido um domínio incrível, cidades inteiras eram abastecidas por energia nuclear, carros, aviões, corações artificiais; uma infinidade de coisas. Os primeiros robôs, e isso causou um problema a população, deixou muitos humanos doentes, adquiriram câncer devido a convivência com os robôs. O termo humanóide só veio se tornar popular depois da fabricação do primeiro protótipo totalmente auto-suficiente, o chamavam de Adão e foi ele quem começou a revolução de sua espécie.

M continua a procurar ajudado por suas esferas luminosas um interruptor, qualquer coisa que possa trazer luz aquele mundo de trevas, M busca com suas mãos encostando nas paredes por algo que possa ligar ascender algumas luz.

- Vamos meus amigos mamíferos vocês foram tão inteligentes, deve haver algo aqui que possa me faze enxergar com mais clareza – enquato procura M esbarra num objeto cilíndrico, enorme, parecido com uma cápsula espacial “O que será essa coisa?” se pergunta M ele vasculha com suas mãos e senti que a cápsula, ou seja, lá o que for é feita de vidro, um vidro bem espesso – Me parece uma incubadora – fala M circulando a cápsula em meio ao escuro.

(continua...)

terça-feira, 2 de março de 2010

Mundo perfeito


O mundo é tão perfeito, as flores cheiram bem, a paz é tão sentida e vivida eu sempre sei, os jovens são tão puros, os puros são tão jovens, o paraíso está aqui eu posso lhe sentir.

O vento sopra forte me sinto muito bem, há paz é tão linda e está junto de mim.

Pense numa coisa bela faça acontecer, é tão simples é tão simples, simples de fazer;
Pense numa coisa bela faça acontecer, é tão simples é tão simples, simples de querer.

Somos tão compreensíveis e tão amigáveis.

A chuva cai lá fora me sinto muito bem, somos tão doces, somos tão puros, somos tão sensatos eu minto muito bem.

Marcos Henrique.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

POEMA 26



POEMA 26


Há escuridão!
Escuridão;

Se me entendes, me clareia essa estrada;
Me guia, me leva a alma e me deixa num canto sossegado;
Estou cansado e o cansaço me toma tempo - já não tenho- não, não creio que ele vá me devolver meus pertences “meus pensamentos”.

Já se foi a poesia, só ficou a solidão e a esperança de um novo dia, que só vem ao raiar do sol frio e incolor.

Adeus escuridão tenha um bom dia.

Marcos Henrique

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ela sabe como me fazer dizer




Ela sabe como me fazer dizer


Ela sabe como me fazer dizer o que não quero contar - meus olhos me incriminam - denunciam o que não fiz. Escorre até sangrar. Todos sabem que eu tenho medo de sonhar e não me importa se tudo um dia acabar, pois eu tenho o que você não tem.

Eu vou e tudo fica! Botei todo o vazio em minha bolsa e fui aonde não pude entrar;
Eu vou e tudo fica! Botei todo o vazio em minha bolsa e fui aonde não pude entrar;
Eu acredito no nunca.

Estes sonhos são para você que não sabe chorar quando tudo fica imóvel onde está e meus pés não podem alcançar, alguns sabem te dizer eu te amo pra valer, eu nunca soube te dizer; mas acredite no que não está lá, pois eu sempre estarei onde você não pode me tocar, eu acredito no nunca.

Eu acredito no agora, mas no amanhã...

Marcos Henrique.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Céu Azul




Céu Azul


Anjos rasgam os céus azuis em vôos suicidas;
Deus se escondeu com vergonha do que criou;
Meus heróis morram de tristeza! Estão todos pelo chão;
Se você não pode voltar, eu não posso ir.

Não a nada mais aqui, nem pessoas para matar, onde estão?

Segredos que causam dor só servem para envenenar todo ar;
Eu não quero ter medo de você, eu não quero ter que matar você.

O sol ainda brilhara amanhã em quanto os justos poderem lutar;
Eu não quero voltar pra você, eu não quero ir...

Meus heróis morram de tristeza! Estão todos pelo chão;
Se você não pode voltar, eu não posso ir.
Não a nada mais aqui, nem pessoas pra matar, onde estão?

Marcos Henrique

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Trechos do livro: O Homem que Ninguém se Lembrava

Para lêr o que está escrito selecione com o mouse, logo abaixo aparece-rá o texto.


Tenho 29 anos e nunca fiz nada de estraordinario em minha vida, nem escrever a palavra extraordinário eu sei, mas tudo bem porque ainda posso sonhar em meu quarto, se bem que sonhar as vezes é dolorido.

Vou tentar contar um pouco de minha estória simplória para vocês, antes, vou no banheiro, preciso dar uma barrigada...

...os dias não importam mais...

O Homem que ninguém se Lembrava
de M. H. M. Martins