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segunda-feira, 9 de abril de 2012

A insana verdade de Marcos Henrique



A insana verdade de Marcos Henrique
(Marcos Henrique Martins)

Sou um anjo pornográfico que tem medo de voar;
Sou um homem pornográfico que tem medo de amar;
Sou de tudo o mais, menos, de todo o mau, o melhor veneno, arte fraca, falsa que é meu poetar.

A insanidade me rodeia, olha; me namora, se esconde e se mostra sinuosamente para mim.

Estou sego. Cego e fechado em meus pensamentos. Estou caótico e ultrapassado, estou excitado com a vida torta que escolhi.

Sou um anjo pornográfico, deleite de meus pensamentos pobres;
Não! Eu sou o acaso, que mete medo nos que tem medo de serem controlados.

A ânsia por viver me mata cada dia menos, e vivo só, cada dia mais. Só, entre rostos conhecido que não sei pronunciar seus segundos nomes, que pensam ser um ser, sem saber o que é o ser.

Me perco em meus pensamentos, perco e não me acho, acho que não me perco, enrolo-me com palavras doces que a cada dia me deixam mais seco, mais áspero, opaco, oco, meio vivo, meio morto, idolatra do poetar verdadeiro que em mim, nunca há de se manifestar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Anjos

Anjos
(Marcos Henrique)


Qual o teu sexo;
Qual o teu clero;
Anjos são bons amigos, pois não te insultam, apenas observam tudo...
Qual o tamanho de tuas asas?
Qual o tamanho de teu amor?
Anjos ficam de vadiagem o dia todo, "que inveja";
Anjo não dizem adeus;
Anjos não me inspiram a fazer poesia.

sábado, 3 de setembro de 2011

Poema tirado de meu livro Segunda era

Segunda era.
29/09/2002


Não quero mais, se só essas palavras bastassem, não há mais nada a ser feito, não quero mais o dom maldito, eu tenho e não aceito, mas percebo que é só o que sei fazer.

Quantas trevas mais?!

Quantas lágrimas?!

Quanta pressão em meu corpo, meu pensar, que falta me faz ter não ter juízo, todos os sons, todos que não ouço, mas sei que gritam.

Quanto mais agüentarei?

Quanto mais afundarei?

Os apoios se foram, por quê ainda persisto?

De onde vêm essas forças?

O que me mantém vivo?

O que me mantém nesse tormento? Nesse mundo sem ar que vivo.

Malditas feridas!

Malditas cicatrizações fingidas!

Fuga pro nada, pro mundo sem solo, pro solo sem pés, só limbo, só limbo...

Nada de choro ou sorrisos.

Não acendam as velas, ainda estou vivo.

sábado, 11 de setembro de 2010

Distúrbio


Distúrbio
(Marcos Henrique)


Com o distúrbio me sento e oro por dias que não estão por vir;

Por agora sou um pedaço de mim que aflora o rosto rubro em silhueta;

O que sou? Pergunto-me mais uma vez...

Sei quem sou por agora, sou só ócio, um mandrião sem vontades;

Sou soberbo em tudo o que faço de pior, sou único e só;

Sou escravo do ofício que se apresentou a mim, sou prisão sem trancas, porque não se pode trancar o que se acostumou com o cárcere;

Sou a aberração perfeita de Deus, bobagem, sou somente...

...humanidade...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Hoje a noite eu viajo


Hoje à noite eu viajo, parto para nunca mais ser visto, minhas lembranças dolorosas são as únicas coisas que carrego, minha mala é pequena, mas minha bagagem é de peso descomunal.
Sou forasteiro da terra. Do mundo me sobrou a magoa e o choro de dor pela guerra.

A nevoa se espalha, já não posso enxergar com clareza meus sonhos, estão perdidos, estão; Não ligo.

Minha viajem já foi adiada por muito tempo, o trem não pode esperar mais, não posso esperar mais, que ansiedade brutal me corta a face, todos notam, eu não me importo, já tenho as passagens, são só de ida.
Pobre coração efêmero, pobre inferno, podre. Maldito tormento, tu se esvai agora! Não me vencestes, eu escolhi a derrota; pobre criança que chora, podre farsante, inimigo da cor que não é sua.

Eu parto e não deixo rastros, não deixo provas de minha vã existência, que dor no peito agora, e essas lágrimas que por mim rolam, me enchem de saudade desse mundo mal que me tratou tão mau, não entendo os sentimentos, o coração ou o tormento de estar vivo, se pudesse escolher, tinha nascido morto, ou melhor, não teria nem sido fecundado, no vazio a tanto espaço e eu aqui.

A viajem para o tormento me espera, tormento que ouso chamar de minha paz. Minha infância! Para te retorno, para dentro do útero de minha genitora, antes; terei que passar pelo inferno, para dar adeus a quem me acolheu por todos esses séculos.


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Poema 48



Poema 48
(Marcos Henrique)

Minha mente está caótica, meus pensamentos são tão perdidos – Será a morte libertação de tudo? Desse mundo sujo –.

Me envergonho por ser humano, já estou sem força para pedir desculpas a Deus, não sei se ele ainda escuta, se escuta perdão pela blasfêmia.

Cruel são nossas mentes e estamos presos a elas. Sempre me pergunto: notícia boa não é notícia? Porque misturo tanto as coisas e sou tão caos?

Qual a explicação para esses poemas meio dada? Porque o dadaísmo me completa tanto?

Qual a explicação para tanta violência em minha mente. Hipocrisia me namora, mas me impede de gozar.

Viva a vida fútil e ao filmes de guerras que me trazem tanta paz.

terça-feira, 9 de março de 2010

VI ato.

Ai de mim que sou eu preso em mundos que não controlo!

Choro o choro doce do chorar, riu o riso amargo do gostar;
Não me castigo, mas me dói o respirar.


Fazei-me poesia numa tarde densa e fria com a caneta e meu pesar;
Fazei-me dia, oh noite tão escura! Crepúsculo de tortura que é meu raciocinar. Se te digo em demasias que sou fraco junto aos fortes, que sou baixo junto à morte, que sou tudo e nada hei de ser, regozijo e blasfemo em meu doce sono triste, que me mata o esperar, em torturas todas tortas em meu peito fino encosta, em teu leque meu chorar.

De fino e fino trato vou errando por meu mundo, meu tumulto, meu pensar...

Marcos Henrique

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Trecho de meu livro Eu, meu corpo e minha poesia.

Jaboatão, ano de meus temores, mês do esquecimento.


Quase todos meus sonhos morreram, os que sobraram estão em coma profundo. Respirar me machuca tanto, me estica, me rasga de canto a canto e eu continuo sendo um simples suburbano que se intoxica fácil.

Joguei fora minha caixa de lembranças alegres pensando que o demônio fosse me ajudar, ele só piorou as coisas...

A mulher que me ama, a enxergo como uma irmã mais nova. Vejo-me como um velho decrépito que o que muda em sua rotina são os dias em que não consegue cagar.

Para que um cérebro?

Para que viver?

Como amar?

Quase todos meus sonhos morreram e esse último que tenho, quer suicidar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

É tão fácil ser triste


É difícil se viver quando não há vida para se sentir dentro de você, como é maldita a alegria que a tristeza sente. A tristeza me machuca o rosto e não me enxuga as magoas.

É fácil pensar na morte quando a vida é amena, não sou covarde, não fujo, não durmo, só finjo ter sonhos, só finjo cochilos.

A peso nos meus bolsos, mas eles estão vazios, meu fardo é um saco pesado, entretanto, me sinto vazio, estou tão cheio de toda sujeira em meu corpo, estou cheio da água podre que bebo, minha sede por justiça é tão injusta.

Meu fardo está vazio e eu me sinto tão pesado, estou limpo agora, mas a água me molha o corpo e meu rosto chora.


Marcos Henrique.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Menadel o Proscrito de Deus

Essa é a primeira estória de Menadel o Proscrito de Deus, que foi banido dos céus por não cumprir uma ordem direta de Deus: Matar seu irmão Lúcifer.
Nessa primeira estória vocês vão desvendar as origens de Menadel e saber como ele veio parar na terra, além disso, irão conhecer uma menininha que Menadel terá que salvar das forças do mal, pois a mesma tem o poder de abrir as portas do inferno e libertar todos os demônios na terra, Menadel irá conseguir salva-lá? Descubra isso e muito mais em “Proscrito”.
Aqui estão as primeiras partes da saga de nosso herói, em breve nas bancas vocês saberão toda a verdade que Menadel o Proscrito de Deus nos revelará.
M. Martins.
Autor: M. Martins
Desenhos: Fabiano Tavares

Conheça mais sobre Proscrito no blog: http://menadelproscrito.blogspot.com/

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mudança

Estava tão seguro de si, não me importava, me sentia guardado, um tesouro que nunca seria tocado ou violado, lá era escuro, mas para mim era um mundo claro, não sentia dor, medo ou dúvida, como era fácil, mas também era só, não sei por que lá era só e me sentia confortável.

Num belo dia calmo veio a tormenta, vi a luz que outrora me diziam ser a porta para o paraíso, mas eu já estava no paraíso, para aonde mais iria?

Um vento frio me cortou de lado a lado e mãos que na minha inocência achava ser de um anjo não de um carrasco que me batera com tamanha força que me fez chora compulsivamente, queria voltar, queria retornar ao meu mundo, meu mundo calmo e aconchegante, chorei o mais alto que pude tudo em vão; mas ao sentir aquele corpo junto ao meu, tive a sensação que voltara para meu mundo, então; pela primeira vez senti o gosto da vida por meus lábios e por minha garganta descer, para mim era tudo e eu nada sabia que minha vida acabara quando eu nascera.

Marcos Henrique.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um trecho de meu novo conto (Dívidas do passado).


Em breve em meu novo livro de contos.

Dívidas do passado

Pedro tenha 10 anos e um sonho, queria ganhar uma bicicleta, porém seus pais não tinham condições de dar esse presente ao garoto. O pai de Pedro estava sem emprego, sua mãe trabalhava como costureira, seu salário estava todo comprometido com as responsabilidades da casa.

Pedro era um bom filho, obediente, respeitava os mais velhos, estudioso, sempre dizia a sua mãe que um dia iria se tornar astronauta, a mãe ria um pouco, coçava sua cabeça e dizia – se você se esforça e estudar muito claro que vai conseguir meu filho – Pedro tinha esse sonho, mas o mais urgente era o sonho de ganhar uma bicicleta que vira em uma loja, ele iria completar 11 anos e ter uma bicicleta para poder ir ao colégio e passear com seus amigos seria o máximo para o garoto.

Pequenos bilhetinhos eram deixados em cantos estratégicos da casa, sua mãe fica sempre com os olhos marejados quando os lia, seu pai não dizia uma só palavra ficava apenas sentado numa poltrona que fora de seu pai, era uma poltrona já velha de cor verde, com a costura já gasta, no entanto o pai de Pedro adorava ficar naquela poltrona velha sentado horas a fio, dizia que ali conseguia colocar as ideias no lugar, pois o cheiro da poltrona remetia a sua infância, época de fartura, seu pai era um homem de posses que perdeu tudo devido a seu vício no jogo e foi dessa forma que o pai de Pedro veio para a cidade grande fugido junto com sua família das dividas de seu pai, ou ganhavam a estrada e deixavam tudo para trás, ou seu pai morreria devido a dividas contraídas pela a jogatina.

Pedro ainda sonhava com sua bicicleta, depois de conseguir a bicicleta virar astronauta seria muito mais fácil assim pensa o garoto com toda sua inocência, toda noite ele rezava e como seu aniversário era no mês de dezembro reforçava suas orações, pedido a Papai Noel que desse uma ajudinha.

(Ainda escrevendo...)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Céu Azul




Céu Azul


Anjos rasgam os céus azuis em vôos suicidas;
Deus se escondeu com vergonha do que criou;
Meus heróis morram de tristeza! Estão todos pelo chão;
Se você não pode voltar, eu não posso ir.

Não a nada mais aqui, nem pessoas para matar, onde estão?

Segredos que causam dor só servem para envenenar todo ar;
Eu não quero ter medo de você, eu não quero ter que matar você.

O sol ainda brilhara amanhã em quanto os justos poderem lutar;
Eu não quero voltar pra você, eu não quero ir...

Meus heróis morram de tristeza! Estão todos pelo chão;
Se você não pode voltar, eu não posso ir.
Não a nada mais aqui, nem pessoas pra matar, onde estão?

Marcos Henrique

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eu


Eu

Eu matei Deus quando disse que poderia fazer tudo, quando disse que seria o bem e o mal, quando não quis chorar;

Eu matei Deus quando não vi um dia lindo nascer; quando não vi as flores dos cactos e não bebi de suas águas;

Eu matei Deus quando cruzei o horizonte, sem pedir ajuda a ninguém, sem pedir ajuda a mim;

Eu matei Deus quando neguei minha cegueira, quando pensei enxergar de mais, quando vi mais longe que o próprio Deus;

Eu assumo que matei Deus quando me tornei deus, quando lutei para compreender tudo em minha vida tão curta, quando quis ser imortal sem ter plantado uma árvore;

Eu matei Deus! Eu matei Deus e nós matamos o cristianismo que em nós de verdade nunca existiu!

O mundo é tão infinito e meus pés curtos; curta é à noite que estupra o dia em negras orgias e orgasmos silenciosos.

Eu matei Deus e temo em me matar, seria uma ironia se não fosse uma tragédia grega.


Marcos Henrique.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Poema tirado do meu livro Inspiração de Terceiros


III ato.

Nessa noite louca e confusa vejo estrelas pairarem sobre minha sombra desolada, essas loucas estrelas que clareiam a densa madrugada.
Oh! Por de sol que sucumbi meu fardo, me queima com voracidade, me lança nessa densa camada de magma, fúria incontrolável de meu eu, loucos nus, estrelas sem luz, anjos castros, sede, fome insaciável...

Louco! Pobre de te;

Tolo! pobre de mim, que me encho com o enjôo matinal, minha clara evidência de que em mim às vezes abita seres inimagináveis.