acompanhar

Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Continuação de meu conto - Contos e Retalhos


Pedro ainda sonhava com sua bicicleta, depois de conseguir a bicicleta, virar astronauta seria muito mais fácil, assim pensa o garoto com toda sua inocência, toda noite ele rezava e como seu aniversário era no mês de dezembro reforçava suas orações, pedido a Papai Noel que desse uma ajudinha.

Os dias se passaram e os pais de Pedro não conseguiam a tão falada bicicleta. Era noite faltavam apenas algumas horas para Pedro completar 11 anos, ele nascera às 03h47 da madrugada, o relógio marcava 24h50 da madrugada, Pedro dormia no silêncio da madrugada quando de repente uma luz se formou em seu quarto, sua cama tremeu e seu corpo estremeceu. Pedro acordou meio sonolento e ouviu uma voz doce a chamá-lo.

- Pedro, Pedro! Não tenha medo, não vou te machucar – dizia a voz.

- Quem está ai? Não é o Papai Noel, nem o menino Jesus? – disse o menino – quem é você?

- Sou a fada dos dentes e quero te presentear – dizia a voz doce sem revelar sua forma.

- Foi Papai Noel ou o menino Jesus que te mandou até aqui? – Perguntou Pedro em sua inocência de menino.

- Não, não foram eles, mas sei tudo o que se passa com você – continuou a voz – Sei o que você mais deseja nesse mundo e posso te dar...

- Pode...?! – falou o garoto excitado sentando-se na cama, pois a ânsia de ganhar sua bicicleta era maior que qualquer medo do escuro ou do sobrenatural, mas o que seria sobrenatural para um garoto que acreditava em Papai Noel?

- Você deseja uma bicicleta, não é verdade?

- É sim! É Sim! Você pode me dar? – fala Pedro quase em pé na cama.

Continua...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mudança

Estava tão seguro de si, não me importava, me sentia guardado, um tesouro que nunca seria tocado ou violado, lá era escuro, mas para mim era um mundo claro, não sentia dor, medo ou dúvida, como era fácil, mas também era só, não sei por que lá era só e me sentia confortável.

Num belo dia calmo veio a tormenta, vi a luz que outrora me diziam ser a porta para o paraíso, mas eu já estava no paraíso, para aonde mais iria?

Um vento frio me cortou de lado a lado e mãos que na minha inocência achava ser de um anjo não de um carrasco que me batera com tamanha força que me fez chora compulsivamente, queria voltar, queria retornar ao meu mundo, meu mundo calmo e aconchegante, chorei o mais alto que pude tudo em vão; mas ao sentir aquele corpo junto ao meu, tive a sensação que voltara para meu mundo, então; pela primeira vez senti o gosto da vida por meus lábios e por minha garganta descer, para mim era tudo e eu nada sabia que minha vida acabara quando eu nascera.

Marcos Henrique.