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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

DOBRAS APRAZÍVEIS



DOBRAS APRAZÍVEIS


Por trás das pálpebras de Alexandrina vi um mundo maravilhoso, com um lindo sol a brilhar;

Por trás das pálpebras de Alexandrina senti toda a emoção em descobrir o mundo novo.

Não tive medo dos corretores de imóveis que ficavam à espreita, para iniciarem suas especulações imobiliária. Só queria curtir o momento assaz aprazível. 

Por trás das pálpebras de Alexandrina vi sonhos nascerem e não vi morte – todos os cemitérios estavam inabitáveis por lá, e os coveiros depressivos por não puderem usar suas habilidades funerárias.

Por trás das pálpebras de Alexandrina tudo faz sentido, todas as cores são vivas e as sopas de letrinhas formam frases poeticamente lindas.

Saí de trás das pálpebras de Alexandrina e não gostei do que vi. Não gostei do que senti. Não gostei da vida devoradora de vidas que presenciei - mastigadora de homens que devoram homens, num movimento antropofágico viciante e cíclico.

Saí dos olhos de Alexandrina e não sei mais como voltar, nem como terminar essa poesia assaz aprazível, devoradora de vidas de homens, maquiavélica e conflitante, como todo ser provido de consciência, que um dia habitou o melhor lugar da terra – as pálpebras de Alexandrina  pôde ter guarida. 


Marcos Martins.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Devaneios que reconfortam



Devaneios que reconfortam



Você desejou me ver no chão, sinto muito em te decepcionar amigo.

Não tenho muito que comemorar, mas tudo bem porque ainda posso ver os outros felizes.

O outono chega e fico melancólico, mas ainda posso sentir a chama me consumindo e enquanto existir esse fogo queimando em meu peito saberei que tenho uma pequena chance de voltar a sorrir.

Dez anos se passaram e finalmente cresci, mas o inferno não foi esquecido totalmente. O que fazer?  Odiar a todos?  Odiar o mundo? Odiar Deus? – seria bem mais fácil - Deixo às respostas para os outros, pois meu ônus; comecei a saldar faz tempo.

O tempo é realmente curto - Ontem nem sabia me alimentar sozinho -.

Não tenho muito que comemorar, mas tudo bem porque ainda posso gerar poemas e parir poesias. 

Sou um homem limitado, de inteligência mediana, com uma vida limitada. Mas não precisamos de muito para viver, não é mesmo? Não há muito que fazer nessa vida, mas todos estão dentro do plano, não estamos? 

Quanto mais os dias passam, mais envergado ando, mas tudo bem porque ainda posso sentir a brisa fria que sempre nos reconforta - Ilusões continuam movendo moinhos -. 

Joguei à bússola fora, agora estou, finalmente, por conta própria. E a realidade não é tão distorcida quanto me confidenciaram os impressionistas. Não mais que uma frase desconexa num mundo que tenta achar alguma coerência.

Crescer é doloroso e por vezes te deixa disforme no reflexo do espelho, mas todos têm que enfrentar a estrada e seus demônios interiores. 

Você desejou me ver no chão, sinto muito em te decepcionar amigo, pois a frágil chama ainda queima em meu peito e finais de sonetos ainda me emocionam sem motivo aparente.

Marcos Martins.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Poesia, poetar, poema, poesia




Poesia, poetar, poema, poesia
(Marcos Henrique Martins)


O que não é meu, não é de mais ninguém. Nem de Deus ou do diabo, nem de quem se julga cético, filosófico, poeta ou ateu.

O que não é meu é desse mundo tangível, desse mundo que fede a mazelas incontáveis, obscurecidas pelos óculos escuros, comprados por dez contos de reis nas feiras populares de minha terra, pois no Recife todos andam de óculo escuro - baratos ou não –. O sol do Recife é quente; é seco e quando toca o chão queima nossas íris. 

O que não é meu, não é da burocracia, aristocracia falida do velho continente que junta dinheiro com os bolsos furados e a cueca remendada na bunda. Não é do capital ou do proletariado que surge tipificado por classes, como se fossem castas, como se fossem espécies em extinção e em ebulição, loucas por viver, loucas por estarem morrendo, ou simplesmente loucas. Loucas, apenas isso. Loucas.  

O que não é meu, não é de você que me quer sentir por dentro de teu existir que acabou de mudar para sempre, mesmo depois de não me entender, mas que sentiu, olhou, me viu refletido nos olhos de um garoto sofrido que reza com sua lata de cola nos lábios rachados da vida sofrida que vive. Vida? Não, não é vida e sim mera existência.

O que é meu me perguntam? São os vícios, verdades duvidosas, dúvidas existencialistas, falta do que fazer em noite de feriado prolongado e todas as coisas indesejáveis que deixamos debaixo dos tapetes imaginários que se formam no fim de cada ano e, na esperança do novo ano que nasce aos prantos de nos chamar pelo nome, antes mesmo de aprender a caminhar. 

O que é meu é o dom da palavra e isto nem que me roubem a alma, não vendo, não troco, nem dou.

E mesmo que a poesia não tenha mais serventia, vou continuar essa jornada, mesmo que não chegue aos Jardins Suspensos da Babilônia, pois me sinto poeta e esse fogo que queima, aqui em meu peito, nem um dilúvio pode apagar.  

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Anjos

Anjos
(Marcos Henrique)


Qual o teu sexo;
Qual o teu clero;
Anjos são bons amigos, pois não te insultam, apenas observam tudo...
Qual o tamanho de tuas asas?
Qual o tamanho de teu amor?
Anjos ficam de vadiagem o dia todo, "que inveja";
Anjo não dizem adeus;
Anjos não me inspiram a fazer poesia.

sábado, 3 de setembro de 2011

Poema tirado de meu livro Segunda era

Segunda era.
29/09/2002


Não quero mais, se só essas palavras bastassem, não há mais nada a ser feito, não quero mais o dom maldito, eu tenho e não aceito, mas percebo que é só o que sei fazer.

Quantas trevas mais?!

Quantas lágrimas?!

Quanta pressão em meu corpo, meu pensar, que falta me faz ter não ter juízo, todos os sons, todos que não ouço, mas sei que gritam.

Quanto mais agüentarei?

Quanto mais afundarei?

Os apoios se foram, por quê ainda persisto?

De onde vêm essas forças?

O que me mantém vivo?

O que me mantém nesse tormento? Nesse mundo sem ar que vivo.

Malditas feridas!

Malditas cicatrizações fingidas!

Fuga pro nada, pro mundo sem solo, pro solo sem pés, só limbo, só limbo...

Nada de choro ou sorrisos.

Não acendam as velas, ainda estou vivo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Perdi a entrada



Perdi a entrada


Perdi a entrada para o portão do paraíso. Onde posso me instalar? Daqui do alto tudo é mais bonito, dá gosto de olhar. Paro tudo num sussurro. Anjos voam de vagar sem perder o tempo, sem perder a noção do estar agora.

Me perdi em sonhos que foram destruídos pela realidade de estar sem ninguém, sem ninguém...

E todos os rostos no esquecido lembram de mim que sorri. Não pude nem chorar por estar com tanto frio (poetas no firmamento não sabem pular).

E quando você sorrir, posso ver o defeito de seus dentes.
Alguns que caíram no escuro do teu peito sem noção de que era para sempre, ainda estão felizes. Gosto de poder estar com você sem estar, sem estar...

Não pude me despedir por estar com frio e todos os rostos no esquecido lembram de mim. Paro tudo num sussurro. Anjos voam de vagar, sem perder o tempo, a noção do estar.

Me perdi em seus sonhos, doces sonhos. Flores morrem e a vida não desisti de você que sorrir sem saber que a vida é você mentindo que está tudo no seu devido lugar, como esse louco poema, sem estar.

Marcos Henrique

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Esperanças Poluídas



Esperanças Poluídas


Tudo o que você disser;
Tudo que você fizer;
Tudo que você quiser;
Tudo como é.

Sempre me sufoco no silêncio da rotina;
Sempre adoeço quando tomo aspirinas;
Sempre me maltrata me engana essa vida;
Sempre adoeço antes de encontrar saída.

Tudo gira em torno da rotina;
Todos ficam loucos sem poder achar saída
Tudo e todos tolos por achar que ainda há vida, somos controlados por correntes nas mãos de suicidas.

Sempre me sufoco no silêncio da rotina;
Sempre me esforço pra viver essa mentira;
Sempre me maltrata me engana essa vida;
Sempre enganado por esperanças poluídas.

Rotina morta, roupa limpa, cara suja, esperanças poluídas.


Marcos Henrique

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

AVC


AVC


Corra! Corra!
Vá com o vento!
Morra! Morra! Só lamento!

Estrada louca! (desalento!)
Sonhos mornos, expostos ao vento!

Corra! Corra! Vá com o vento!
Corra! Corra! Vá com o vento!
Morra! Morra! Só lamento!

Corações partidos, sonhos lentos;
Falso choro, só lamento!!


Marcos Henrique

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Canção do desassossego



Canção do desassossego



Como sinto saudade do teu cheiro;
Como sinto saudade do teu cabelo;
Como sinto saudade de cortar meus próprios pentelhos!

Sinto saudade do teu desespero;
Sinto falta da estrada que corta meus vícios e medos;
Sinto falta de cortar..!

...Meus próprios pentelhos...!

Marcos Henrique

domingo, 14 de agosto de 2011

Estou preso em mim



Estou preso em mim


Estou preso em mim e não posso sair. Você não vê como finjo sorrir.

Estou preso em mim e, não tenho aonde ir. Todos de fora falam e nada entendem, todos de foram maltratam, todos de fora falam, mas não entende porque estou aqui sem poder sair.

Eu queria dizer, entretanto não me deixam falar, e eu continuo aqui. Como gostaria de sair de minha casa (prisão), meu sótão (solidão).

Me liberem pelo menos o sorriso, me tirem de meu castigo. Os anjos nada podem fazer por mim, mas por você...

Se ao menos eu pudesse me vestir, se ao menos eu pudesse sair de mim!
Eu não posso fugir. Se ao menos você pudesse me ouvir, minhas rimas teriam sentido.

Estou preso em mim e não posso sair, você não vê como finjo sorrir?

Eternamente eu e você, eternamente eu e você. Solidão...
Marcos Henrique

sábado, 13 de agosto de 2011

DISTIMIA



DISTIMIA




EU NÃO QUERO MAIS TE VER!

NÃO VENHA ME TOCAR!

NÃO QUERO NEM SABER!

SE TUDO VAI MUDAR!

HOJE TUDO SE FOI!

AMANHÃ NÃO HÁ MAIS!

NÃO VENHA ME DIZER, COMO ME COMPORTAR!



NÃO QUERO MAIS ME VER!

NÃO QUERO ME TOCAR!

TUDO O QUE SEI FAZER É REZAR E CHORAR!

UM CANTO ESCURO EU SEI!

ESSE MEU MAL ESTAR!

NÃO ME IMPORTA FAZER, ALGO PRA ME CURAR!


(Todos pedem um pouco de silêncio, todos sempre a se alegrar, meus sonhos são pesadelos, lugar nenhum para se estar).
MARCOS HENRIQUE!




quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Hoje a noite eu viajo


Hoje à noite eu viajo, parto para nunca mais ser visto, minhas lembranças dolorosas são as únicas coisas que carrego, minha mala é pequena, mas minha bagagem é de peso descomunal.
Sou forasteiro da terra. Do mundo me sobrou a magoa e o choro de dor pela guerra.

A nevoa se espalha, já não posso enxergar com clareza meus sonhos, estão perdidos, estão; Não ligo.

Minha viajem já foi adiada por muito tempo, o trem não pode esperar mais, não posso esperar mais, que ansiedade brutal me corta a face, todos notam, eu não me importo, já tenho as passagens, são só de ida.
Pobre coração efêmero, pobre inferno, podre. Maldito tormento, tu se esvai agora! Não me vencestes, eu escolhi a derrota; pobre criança que chora, podre farsante, inimigo da cor que não é sua.

Eu parto e não deixo rastros, não deixo provas de minha vã existência, que dor no peito agora, e essas lágrimas que por mim rolam, me enchem de saudade desse mundo mal que me tratou tão mau, não entendo os sentimentos, o coração ou o tormento de estar vivo, se pudesse escolher, tinha nascido morto, ou melhor, não teria nem sido fecundado, no vazio a tanto espaço e eu aqui.

A viajem para o tormento me espera, tormento que ouso chamar de minha paz. Minha infância! Para te retorno, para dentro do útero de minha genitora, antes; terei que passar pelo inferno, para dar adeus a quem me acolheu por todos esses séculos.


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Poema 48



Poema 48
(Marcos Henrique)

Minha mente está caótica, meus pensamentos são tão perdidos – Será a morte libertação de tudo? Desse mundo sujo –.

Me envergonho por ser humano, já estou sem força para pedir desculpas a Deus, não sei se ele ainda escuta, se escuta perdão pela blasfêmia.

Cruel são nossas mentes e estamos presos a elas. Sempre me pergunto: notícia boa não é notícia? Porque misturo tanto as coisas e sou tão caos?

Qual a explicação para esses poemas meio dada? Porque o dadaísmo me completa tanto?

Qual a explicação para tanta violência em minha mente. Hipocrisia me namora, mas me impede de gozar.

Viva a vida fútil e ao filmes de guerras que me trazem tanta paz.

terça-feira, 9 de março de 2010

VI ato.

Ai de mim que sou eu preso em mundos que não controlo!

Choro o choro doce do chorar, riu o riso amargo do gostar;
Não me castigo, mas me dói o respirar.


Fazei-me poesia numa tarde densa e fria com a caneta e meu pesar;
Fazei-me dia, oh noite tão escura! Crepúsculo de tortura que é meu raciocinar. Se te digo em demasias que sou fraco junto aos fortes, que sou baixo junto à morte, que sou tudo e nada hei de ser, regozijo e blasfemo em meu doce sono triste, que me mata o esperar, em torturas todas tortas em meu peito fino encosta, em teu leque meu chorar.

De fino e fino trato vou errando por meu mundo, meu tumulto, meu pensar...

Marcos Henrique

sexta-feira, 5 de março de 2010

Boas intenções



Me dê um motivo pra sonhar;
Me dê um motivo pra matar;
Pegue seu fuzil vem me ajudar, esqueça os corpos eles estão mortos, só servem pra queimar.

De boas ações o inferno está cheio, de boas ações vive o mundo inteiro.

Crise censura, poder e loucura, viver é tortura, impunidade é cultura!

Estuprem a puta da paz, coloquem empurrem por traz.

Crise censura, poder e loucura, viver é tortura, impunidade é cultura!

Me dê um motivo para não matar;
Me dê motivos para sorrir;
Me dê o que não posso tocar, meu egoísmo.

Marcos Henrique

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ilusão



Tanta solidão aqui dentro do meu peito, toda escuridão e a falta de respeito, é só ilusão, é só ilusão.

Tem um coração aqui dentro do meu peito, que não bate mais tão satisfeito, é só ilusão não é vida nada feito, é desilusão continuamos vivendo.

Toda essa falta, falta de bom senso é ignorado todo meu direto, toda essa falta, falta de bom senso são ignorados todos os nossos direitos, mas que direitos temos?

Viva mais um dia, minta pra viver, viva há hipocrisia, que vontade de morrer;
Viva mais um dia, minta pra viver, viva há hipocrisia estou com medo de viver.

É só ilusão...


Marcos Henrique

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

É tão fácil ser triste


É difícil se viver quando não há vida para se sentir dentro de você, como é maldita a alegria que a tristeza sente. A tristeza me machuca o rosto e não me enxuga as magoas.

É fácil pensar na morte quando a vida é amena, não sou covarde, não fujo, não durmo, só finjo ter sonhos, só finjo cochilos.

A peso nos meus bolsos, mas eles estão vazios, meu fardo é um saco pesado, entretanto, me sinto vazio, estou tão cheio de toda sujeira em meu corpo, estou cheio da água podre que bebo, minha sede por justiça é tão injusta.

Meu fardo está vazio e eu me sinto tão pesado, estou limpo agora, mas a água me molha o corpo e meu rosto chora.


Marcos Henrique.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Menadel o Proscrito de Deus

Essa é a primeira estória de Menadel o Proscrito de Deus, que foi banido dos céus por não cumprir uma ordem direta de Deus: Matar seu irmão Lúcifer.
Nessa primeira estória vocês vão desvendar as origens de Menadel e saber como ele veio parar na terra, além disso, irão conhecer uma menininha que Menadel terá que salvar das forças do mal, pois a mesma tem o poder de abrir as portas do inferno e libertar todos os demônios na terra, Menadel irá conseguir salva-lá? Descubra isso e muito mais em “Proscrito”.
Aqui estão as primeiras partes da saga de nosso herói, em breve nas bancas vocês saberão toda a verdade que Menadel o Proscrito de Deus nos revelará.
M. Martins.
Autor: M. Martins
Desenhos: Fabiano Tavares

Conheça mais sobre Proscrito no blog: http://menadelproscrito.blogspot.com/

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mudança

Estava tão seguro de si, não me importava, me sentia guardado, um tesouro que nunca seria tocado ou violado, lá era escuro, mas para mim era um mundo claro, não sentia dor, medo ou dúvida, como era fácil, mas também era só, não sei por que lá era só e me sentia confortável.

Num belo dia calmo veio a tormenta, vi a luz que outrora me diziam ser a porta para o paraíso, mas eu já estava no paraíso, para aonde mais iria?

Um vento frio me cortou de lado a lado e mãos que na minha inocência achava ser de um anjo não de um carrasco que me batera com tamanha força que me fez chora compulsivamente, queria voltar, queria retornar ao meu mundo, meu mundo calmo e aconchegante, chorei o mais alto que pude tudo em vão; mas ao sentir aquele corpo junto ao meu, tive a sensação que voltara para meu mundo, então; pela primeira vez senti o gosto da vida por meus lábios e por minha garganta descer, para mim era tudo e eu nada sabia que minha vida acabara quando eu nascera.

Marcos Henrique.