acompanhar

Mostrando postagens com marcador filmes em cartaz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filmes em cartaz. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

V

V



Hoje, senti vergonha por desejar morrer, por desejar não mais sofrer, por desejar ser feliz se todos choram, se todos imploram, se todos são sós, se todos são.

Olhei para o céu atrás de respostas que estavam na terra, que estavam em minhas costas. 

Que dor de parto eu sinto.
Minhas feridas são profundas e já apresentam sinal de infecção. Como temo dizer "Te amo". Deixarei a cena sem nunca ter dito esta verdade.

Eles choram, é eu sei. Tudo logo vai passar é o que sempre cospem em mim.

Ela se apresentou numa tarde triste e fria - não tinha nem um chocolate quente para lhe oferecer. Minha musa sem dentes e com mãos leprosas, você veio e se foi tão rápido.

Hoje, senti vergonha por não chorar, por não falar o que realmente era preciso dizer, por não ser o que tinha de ser, por sonhar acordado e dormir até tarde.

Hoje, não fui além de meu corpo opaco, cansado e tolo.



Marcos Martins.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Reflexões de minhas fantasias

Reflexões de minhas fantasias
(Marcos Henrique)


Não consigo ter inspiração, minha musa dorme, ou morreu de tédio por ter ficado muito tempo perto de mim, dentro de mim. Não consigo enxergar mais nada que me atraia, talvez seja eu, talvez seja Vênus, talvez seja a vida.

Recortes de jornais, palavras repetidas, dor, raiva, ira. Faço uma auto-analise, não sei me analisar tão bem, confesso. Deixo, defeitos passaram e virtudes se esconderem. O real não me fascina mais, mas sinceramente a quem fascina?

Já falei de mais de minhas dores, angustias, dúvidas e dissabores. Analisado meu ciclo de vida, vejo que algumas células nunca desabrocharam, nunca desabrocharão porque meu tempo passou, meu futuro virou passado, antes mesmo de se tornar presente, antes mesmo de se tornar palpável. Agora, a única coisa que me deixa feliz são filas de lotéricas, poder ficar ali parado, vendo as coisas passarem, as coisas que ninguém nota, como, por exemplo, os apostadores que fazem caras e bocas ao marcarem seus cartões, marcam os números já sonhando com a vida que dificilmente terão. A vida que terão só faz sentido em suas mentes, porque ninguém suporta a realidade, ninguém suporta uma fila de lotéricas simplesmente para pagar contas reais. Ninguém suporta os juros, ou o ônus da vida.

Não consigo ter mais nenhuma inspiração, não consigo mais imaginar nada, o que será de minha insuportável vida agora? Sai da caverna e, não gostei do que vi. E essa ida, essa saída, é sem volta, pois provei o que todos evitam, provei o gosto amargo de não poder imaginar mais nada. Como era feliz quando apenas imaginava como seriam as sombras que passavam, passavam e nunca me notavam. Como era feliz, quando podia fantasiar minha salvação.

sábado, 22 de outubro de 2011

Bom dia a todos e a todas


Sou um escritor que tem como o lema: “Juntos somos um todo, sozinhos sou nenhum”. Sei que gramaticalmente esta frase não está 100% correta, mas se nós escritores, iniciantes, continuarmos dispersos, será muito mais difícil, praticamente impossível de sermos ouvidos, ou melhor, lidos.

Pensado nisto, comecei a desenvolver um trabalho de divulgação de todos os escritores que estou conhecendo pelo facebook ou em sites relacionados à literatura, blogs e afins. Tenho divulgado em meu blog estes escritores, mas uma andorinha só não faz verão. Além de divulgar os trabalhos dos amigos, também estou garimpando concursos literários para avisá-los, como muitos já devem ter visto o da Biblioteca Nacional que coloquei no blog. Tenho uma lista enorme de editoras brasileiras e de Portugal que ao longo dos anos pesquisei e mandei meus livros para analise. Esses endereços não são a garantia de que seremos publicados, mas pelo, menos, as editoras vão saber que existimos e quem sabe um de nós não consegue ser lançado por uma delas. Não digo que devemos esperar pelas editoras. Não, devemos continuar nos divulgando e ajudando uns aos outros amigos do mundo das letras a serem lidos e conhecidos. Quem quiser esta lista que eu tenho, pode me mandar um e-mail pedindo. Por favor, coloque no título: “Quero os endereços das editoras”. Para que eu saiba que não é vírus e assim possa mandar os endereços para vocês. São 11 páginas repletas de e-mails e endereços eletrônicos das editoras.

Faça a sua parte também, divulgue um escritor nacional.

Meu e-mail: marcosescritor@yahoo.com.br

Abraços virtuais a todos.

sábado, 24 de setembro de 2011

O mundo



O mundo

(Marcos Henrique)


O mundo está louco, e eu sóbrio esta noite;

O mundo está morto, e eu vivo como um bebê;

O mundo está morto, e eu tão só;

O mundo está morto, e eu perdido em esquinas cinza;

O mundo está morto, e eu buscando humildade;

O mundo está morto, e eu estou morto e sem alma.
Que dia é esse?

À hora teima em não chegar. A vida vai embora e não volta, sempre em minha hora de acordar.

Os dias já foram mais claros, meus olhos viam bem mais. E agora?

O mundo está morto, e eu, eu estou preso num turbilhão de dúvidas existencialistas e perguntas feitas.

O mundo está morto. Não. O mundo está triste e eu vagando por lembranças mortas.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Versos perdidos ao vento


Versos perdidos ao vento
(Marcos Henrique)

O Fogo não queima mais em meu peito;

Meu peito não bate mais um coração;

Meu coração é músculo com defeito, nessa vida cinza cheia de mórbidos desejos e doce alusão.

O tom de meu poetar, são diatônicas imprecisas, acordes desafinados, uma dissonante imperfeita que segue a risca as regras dos acordes fracos que toco em um violão desafinado. No fim do jogo me deito e canto canções desprovidas de tom, de voz, melodia, das lembranças de outras vidas vividas, ou dores que não senti em mim. E agora a hora me chega, me parte, me torce, deflora. E o tom que agora me consola me lembra que hoje não sou nada, nem ontem fui se quer.

Meus versos se perdem, não apertam as mãos. Coerência não é bem vida. Já existe civilidade e racionalidade de mais, mesmo que de forma tão burocrática.

O fogo não queima mais em meu peito porque acordei de meu longo sonho, onde só sonhava e não via nada além da beleza frágil que teimava em consertar, mas a cola acabou, e hoje, só vejo o que me faz pensar nessa triste sina que é a miséria humana, contada ao longo dos séculos, sofrida todos os dias que me sinto menos nesse não tão perfeito mundo perfeito.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um dia



Um dia
(Marcos Henrique)


Um dia a mais e eu me fiz menos;
Um dia a mais. Nuvens borradas e falsos segredos;
Um dia a mais. Tudo é o nada em vidas curtas. Vidas. Nossos tolos pensamentos;
Um dia a mais. Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sempre;
Um dia a mais. Meus sonhos, sonhos pequenos;
Um dia a mais, menos fome, mais vida, menos vida, mais fome;
Um dia a mais, para que eu possa ter todos, absolutamente, todos os entendimentos que não vão me servir para nada quando meu dia se fizer menos.
Um dia a mais, só um dia qualquer com versos de efeito, métrica imperfeita, esperanças renovadas, ilusões refeitas, apenas um dia a menos.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Qual a razão

Qual a razão
(Marcos Henrique)


Há terra - o mar - há vida. Meu bem estar;
Há dores - o medo - há agonia. Meu mal estar;
Noites! Noites frias, versos quentes. Versos sem sentido, razão do existir, se é que existo, se é que me toco. Me sinto?

Meus medos são poderosos e fazem estragos irreversíveis.
Coma! Me salve! Me transporte para teu mundo, pois lá, é o único lugar que me sinto acolhido.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vamos dar uma força a literatura nacional

Esse é o livro do escritor Adriano Villa

Vamos dar uma força pessoal!

Amigos e amigas

Depois de muitos anos, finalmente A Casa de Ossos será lançado pelo selo: Llyr Editorial e o grande dia escolhido: 07/09/11 na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no estande da Usina de Letras - Estande: Q12 - Pavilhão: Verde, estarei presente no estande a partir das 15h. Quem puder aparecer para compartilhar este momento único, eu agradeço, mas se não puder, por estar em outro estado, quem sabe um dia apareço por aí, mas enquanto isso não acontece, peço, encarecidamente que repassem este email para suas listas, neste momento eu preciso de toda ajuda possível, ainda tenho mais dez livros para serem lançados em casa.



Felicidades a todos
E obrigado pela atenção
Adriano Villa

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Trecho de meu livro Poemas Sucidias - Diário de um Moribundo



SOLIDÃO E RUÍNA


O que eu fiz meu Deus? Não posso viver sem ela! Não posso! Sem ela não! Tudo menos isso, me tire os sentidos, o censo do ridículo, a natureza que ainda tenho, menos Ruth, menos meu anjo!
Não sei mais o que fazer! Não tenho mais minha base, minha segurança, não tenho mais nada, agora estou só por completo, agora estou deserto, agora sou eu por inteiro.

Me olho no espelho, em pleno meio dia, não sei que face é essa, não conheço você reflexo, quem é você por trás do espelho? Me deixe entrar, me deixe fazer parte de você, ouço os mortos, eles riem, debocham de minha natureza frágil, me deixe entrar, me deixe entrar! Eu posso ser seu escravo, posso ser seu companheiro, posso ser seu amante, me deixa entrar!

Pardais mortos enfeitam minha janela, vou colocá-los numa caixa para dar-lhes um funeral mais humano, vou enterrá-los, para ter de quem lembrar, para ter motivos para orar. Faz tanto tempo, parecem séculos, eterno tormento momentâneo, voraz é teu ataque e afiada é tua língua.

Gostaria de ter uma flecha, uma bem longa, bem afiada é só o que me falta, nessas horas só uma flecha bem afiada poderia conter a hemorragia.

Quero gritar, mas não tenho forças, não tenho forças para mais nada, o que me difere de minhas fezes, é que eu fico e elas se vão, adeus; até tu me abandonas! Ingrata, te fiz e me deixaste!

Uma cruz me seria útil, mas não tem anjo aqui, o que me resta? Não tem ninguém para me pregar. Uma corda seria útil, seria sutil, seria magnético. Qual será a cor da baba de um zumbi? Em breve saberei.

Se eu tivesse ouvido todos aqueles conselhos valiosos, a vida não me estupraria tanto, mesmo que ponha devagar, me incomoda ser penetrado.

Tenho que conseguir diversão, um pouco de fantasia, um pouco de ilusão, não seria tão mal, um pouco de adrenalina em minhas veias, um cheiro de pecado em minhas narinas, uma coroa de rosas, rosas murchas...

Não tenho forças para me vingar do mundo, seu puto sujo! Ou eu lhe sujei com meu transpirar imundo, quem vai me dizer? Quem vai me calar?

Já estive feliz, por mais falso que fosse, eu não ligo mais, eu não minto mais para mim, sou dejeto, detrito, sem anjo, sem espírito, que se dane!

Sinto falta do medo do amor que sentia contigo, sinto falta de sentir que até um moribundo pode se sentir vivo; sinto falta de teus mamilos, teus lábios, teu clitóris quente como o inferno e lindo como o céu, quero rasgar o céu, quero apagar o inferno, quero você por perto, quero você em mim, cansei!

Matem todas as putas! Suas imundas, sedutoras do mal, bestas a solta, perdição! Maldição! Queimem todas essas putas! Mas deixem Ruth, por favor, deixem Ruth! Não vou conseguir sem ela, sem meu anjo que chora, me desculpa e volta por essa porta, volta agora! O silêncio é minha resposta.

Minha paranóia, você é minha paranóia, você é meu medo. Sem minha metade nada sou. Um escritor sem dedos! Sem fala! Sem língua! Sem rimas boas! Sem vida!

Vou para o meu mar de impossibilidade, vou me afogar, vou nadar um pouco e depois me afogar.
Vou cuspir meu coração fora e dar a quem me pedir esmolas, não me importa mais, não o usarei mais, de que adianta um eletrodoméstico quebrado a não ser para juntar ratos e baratas.
Gostaria do abraço de meu pai, meu pai; não há mais nada a ser dito, nunca tive seu abraço - mesmo quando me entregava a ti, nunca tive uma demonstração de carinho - mesmo quando me expunha a ti, nada de afago - mesmo quando me sentia junto de ti, mesmo quando achava estar protegido.

Não culpo mais Deus, sei que a culpa foi tua, não sei se te odeio ou me odeio por achar que posso te amar, me desses um coração triste e forte para suportar toda dor, quantas cicatrizes, nem conto mais só as deixo lá, aqui em meu peito, aqui em sangue não coagulante corre um pouco de você.
Já posso sentir o efeito, já posso sentir esse calor acolhedor em meu peito. Quantas luzes lindas nesse quarto escuro, que lindo esse arco-íris de uma única cor, posso correr e atravessá-lo, o que serei do outro lado?

As fadas me dizem que estou cada dia mais perto delas, mais perto do que sei que vou ser quando perder meu juízo.

Eu perdi, eu sei que perdi, não sei como recuperar; não sei o que faço com meu coração quando ele empretecer de tanta tristeza, uma reconciliação seria bom, seria sublime, nunca vivi o sublime.
Acho que ela não volta, vou deixar a porta entreaberta, vou deixar minha última esperança de guarda. Falhas! Falhas! E mais falhas!

Esqueci algumas palavras, não me importo mais com elas, não seriam ditas de qualquer forma, anuladas de minha mente elas ficaram bem, ficaram livres.

Fiz um lixo triste hoje que não intitulei, não valia a pena intitular, é tão triste e real que me dá medo, eu sei que tenho as chaves, temo tanto usá-las, ainda mais agora, meu lixo poético, minha melancolia expiradora, minha overdose poética...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Perdi a entrada



Perdi a entrada


Perdi a entrada para o portão do paraíso. Onde posso me instalar? Daqui do alto tudo é mais bonito, dá gosto de olhar. Paro tudo num sussurro. Anjos voam de vagar sem perder o tempo, sem perder a noção do estar agora.

Me perdi em sonhos que foram destruídos pela realidade de estar sem ninguém, sem ninguém...

E todos os rostos no esquecido lembram de mim que sorri. Não pude nem chorar por estar com tanto frio (poetas no firmamento não sabem pular).

E quando você sorrir, posso ver o defeito de seus dentes.
Alguns que caíram no escuro do teu peito sem noção de que era para sempre, ainda estão felizes. Gosto de poder estar com você sem estar, sem estar...

Não pude me despedir por estar com frio e todos os rostos no esquecido lembram de mim. Paro tudo num sussurro. Anjos voam de vagar, sem perder o tempo, a noção do estar.

Me perdi em seus sonhos, doces sonhos. Flores morrem e a vida não desisti de você que sorrir sem saber que a vida é você mentindo que está tudo no seu devido lugar, como esse louco poema, sem estar.

Marcos Henrique

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

AVC


AVC


Corra! Corra!
Vá com o vento!
Morra! Morra! Só lamento!

Estrada louca! (desalento!)
Sonhos mornos, expostos ao vento!

Corra! Corra! Vá com o vento!
Corra! Corra! Vá com o vento!
Morra! Morra! Só lamento!

Corações partidos, sonhos lentos;
Falso choro, só lamento!!


Marcos Henrique

sábado, 13 de agosto de 2011

DISTIMIA



DISTIMIA




EU NÃO QUERO MAIS TE VER!

NÃO VENHA ME TOCAR!

NÃO QUERO NEM SABER!

SE TUDO VAI MUDAR!

HOJE TUDO SE FOI!

AMANHÃ NÃO HÁ MAIS!

NÃO VENHA ME DIZER, COMO ME COMPORTAR!



NÃO QUERO MAIS ME VER!

NÃO QUERO ME TOCAR!

TUDO O QUE SEI FAZER É REZAR E CHORAR!

UM CANTO ESCURO EU SEI!

ESSE MEU MAL ESTAR!

NÃO ME IMPORTA FAZER, ALGO PRA ME CURAR!


(Todos pedem um pouco de silêncio, todos sempre a se alegrar, meus sonhos são pesadelos, lugar nenhum para se estar).
MARCOS HENRIQUE!




segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Confissões de um louco.



Confissões de um louco



Como um ser humano pode acumular tanta dor em si?

Será que sou humano ou um louco sádico covarde que não quer, ou teme acabar com isso?

Não há nada de novo em minha alma, continua tudo lá, intocável, apodrecendo e se deteriorando em prol de meu útero atrofiado e flácido, onde são gerados anjos mortos. Como são tão bem acolhidos por demônio, os mesmos que circulam ao meu redor.

Queria um pouco de paz mesmo que fosse escrita com a letra S, não importa, só quero descansar meu tumor. Ecos entram e saem de minha cabeça, mas antes me cortam, me mutilam, me estupram tantas vezes que chego a me perder na conta só sinto meu sangue gelado cair no chão e impotente fico a olhar.

Não rezo mais isso é para os fracos e tolos, eu sou apenas mais um morto vivo e inconsequente livre das fogueiras de minha própria inquisição.

Não! Não adianta, estou surdo e meu falar é baixo, um sussurro na escuridão. Procuro outra mão para me encontrar, não acho nada, só você a me olhar loucura, doce alucinação.

Marcos Henrique


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Alma


(Marcos Henrique)


Escrever e adoecer a alma; será uma dádiva? Será uma benção?

Quem sabe ao certo esses fatos só são rotina crua, crua é minha vida, my life. Sempre me sentindo um prisioneiro de mim mesmo.

A dádiva me foi dada e junto me veio a magoa, o medo e o eu sozinho, não me importo como serei lembrado, se como um gênio, ou um retardado, só ouçam minhas poesias doentia, meu desabafo, chorem, riam, sejam o que não fui, sejam livres, sem cortes nos pulsos, sem veneno nas veias, sem saudade de um lugar que nunca é visto por meus olhos, não posso descrevê-lo, mais o sinto desde menino, desde a época clara, antes das trevas reinarem em meu pensar.

Fazer-me vida;

Fazer-me paz;

Fazer-me o que não sou, alegria...

Marcos Henrique

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mosquitos chupadores de vida


(Marco Henrique)


Quantos mosquitos você matou hoje?

Quantas vidas minúsculas há nosso egoísmo se foram? Quem segurou tua mão hoje?

Quantos anos com as mãos frias...?

Será que você sabe o quanto sangro para te fazer feliz? Quem conhece o amor verdadeiro poderia me dar um pouco, um simples gesto já me seria o bastante, já saciara meu egoísmo.

Eu sinto frio mesmo no deserto, me descobri e não estava preparado para perder...

Assim como a dor do parto da lua, ao dar a luz ao sol, meu trauma não tem cura, minha mente não tem cura, escrever não tem cura, mas isso me acalma e me entristece, me torna um homem, me torna mais calmo, me torna mais morto, me torna mais vivo, minha vida paradoxal...

...Faz-me chorar, me faz chorar por favor, essa é a única coisa que ainda me faz sentir-se; humano.

sábado, 18 de setembro de 2010

III ato




III ato.


Nessa noite louca e confusa vejo estrelas pairarem sobre minha sombra desolada, essas loucas estrelas que clareiam a densa madrugada.
Oh! Por de sol que sucumbi meu fardo, me queima com voracidade, me lança nessa densa camada de magma, fúria incontrolável de meu eu, loucos nus, estrelas sem luz, anjos castros, sede, fome insaciável...

Louco! Pobre de te;

Tolo! pobre de mim, que me encho com o enjôo matinal, minha clara evidência de que em mim às vezes abita seres inimagináveis.

Poema tirado de meu livro "Inspiração de Terceiros".

sábado, 11 de setembro de 2010

Distúrbio


Distúrbio
(Marcos Henrique)


Com o distúrbio me sento e oro por dias que não estão por vir;

Por agora sou um pedaço de mim que aflora o rosto rubro em silhueta;

O que sou? Pergunto-me mais uma vez...

Sei quem sou por agora, sou só ócio, um mandrião sem vontades;

Sou soberbo em tudo o que faço de pior, sou único e só;

Sou escravo do ofício que se apresentou a mim, sou prisão sem trancas, porque não se pode trancar o que se acostumou com o cárcere;

Sou a aberração perfeita de Deus, bobagem, sou somente...

...humanidade...