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domingo, 20 de dezembro de 2015

É APENAS POESIA


É APENAS POESIA


Não se assuste querida é apenas poesia.
Não, não tenha receio de me dar à mão e juntos pularmos por sobre a lua.
Não tenha medo querida é apenas meu Eu lírico gritando essas coisas sem sentido, dizendo que está morto e se sente vivo apenas quando está dormindo.

Não, não sou a poesia que escrevo, mas sinto dor, medo e tenho lampejos, mas é tudo controlado – assim como os parnasianos faziam.
Não quero uma bebida, se bem que um bom vinho cairia bem.
Não se assuste querida é apenas a poesia saindo de meus poros. Sim, o poeta é um fingidor, mas a dor é deveras que respingar na alma.

Não sei por que meus dedos doem, não sei por que escrevo se poesia não é lida e se ninguém quer lançar um poeta vivo.

Tudo bem vou ter cuidado ao atravessar aquela rua sem semáforo, prometo olhar.
Não posso deixá-lo ir, onde ele habitaria?

Não amo mais meu Eu lírico que você querida, mas é de cumplicidade que estou falando, não de fluidos.

Tenho que continuar escrevendo, não importam os motivos, não sou eu é meu Eu lírico.

Não sei como vai terminar essa poesia e para falar a verdade não me importo, pois o que importa é fazer nascer à poesia, nada mais importa.


Marcos Martins.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Diálogos imprecisos



Diálogos imprecisos




Não chore por mim, no dia em que os peixes começarem a cair dos céus, pois todos os sonhos serão realizados neste dia fatídico para mim, que não costumo andar de guarda chuvas, mas tudo bem, no final dos contos de fadas todos vivem para sempre - adormecidamente e felizes -.


O que mais posso dizes, se tudo já foi dito, pensado, registrado em cartório e guardado em arquivos empoeirados. Tudo bem se os sinos tocam incessantemente e meus adjetivos só servem para empobrecer minha escrita tão peculiar e cheia de sentimentos sem sentido.

Os dragões continuam a voar por entre mim, por entre a terra, mas tudo ok, não sou tão bom em contar histórias mesmo.

Queria poder dizer tudo o que penso tudo o que sinto, mas temos regras de conduta, até em nossa democracia. Somos todos livres, mesmo se o ar está cada dia mais seco e preciso de soro para refrescar as narinas.

Tudo bem, vá enfrente, siga a luz, pois esse túnel nunca me levou a nada, mas você é melhor que minha pessoa e, suas pernas são bem mais atléticas que as minhas.

Tudo bem. Continuarei a escrever para o vento e tentando ser entendido neste mundo de sábios, hipocritamente felizes.




Marcos Martins.

sábado, 8 de março de 2014

Poema 85


Poema 85 


Sou o avesso do verso, o poeta sem nexo
Meu mundo é tão imenso, perturbador e complexo
Como meu pensar.

Eu sinto vocês sentem?
Eu sinto, mas não me sinto
Eu minto – sou tão feliz –
Me vejo  – sou tão mentiras –
Omito – sou todo, dúvidas –
Vomito.

Olho no espelho e vejo temor em meu reflexo sem alma, sem cor, sem dúvida, sem dor, o nada.

Eu quero ser reflexo com vida, poder sorrir, poder sentir o calor, o desabrochar, o perfume das flores mais lindas, mas ali trancado, meu reflexo está tão só. Só, porém feliz por ser eu a carregar a cruz de nossa vã existência.         


Marcos Martins.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Algumas micro-crônicas de minha autoria. Bom dia a todos!




Politicamente correto II 

Não, obrigado, parei com as drogas.

***

Politicamente correto III

Por favo, tirem essas flores murchar de meu velório.

***

Obrigações 

Uma coisa que me entristece é ter que sair em fotos, sorridente, mesmo quando não estou sorrindo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Picadeiro doentio

Picadeiro doentio
(Marcos Henrique)

Poetar! Poetar em mim.

Que triste fim, que triste fim para um palhaço fosco que nunca se fez rir. Hora chora em demasia pelo circo, pelo arlequim, outrora chora lágrimas claras pelo amor que nunca se fez sentir, pois a mulher barbada não o quis mais como homem. Pobre palhaço do soluçar ofegante.

Pobreza em amar quem não lhe quer. Tortura em amar quem tanto lhe quer e não o pode ver, tristeza em amar quem nunca amou. Chorar por quem nunca se vez merecer.

Ó! pobre homem de calças largas e gravata engraçada.

O amor é isso, um circo com homens se ceroulas a mostra, leões castros, domadores sem bigodes e mulheres flexíveis quem não sabem fazer café.

O amor é um picadeiro doentio e desordenado, com uma platéia que aplaude os infortúnios da vida alheia.

Esse poema é dedicado ao garoto que nasceu sem dons.



sábado, 24 de setembro de 2011

O mundo



O mundo

(Marcos Henrique)


O mundo está louco, e eu sóbrio esta noite;

O mundo está morto, e eu vivo como um bebê;

O mundo está morto, e eu tão só;

O mundo está morto, e eu perdido em esquinas cinza;

O mundo está morto, e eu buscando humildade;

O mundo está morto, e eu estou morto e sem alma.
Que dia é esse?

À hora teima em não chegar. A vida vai embora e não volta, sempre em minha hora de acordar.

Os dias já foram mais claros, meus olhos viam bem mais. E agora?

O mundo está morto, e eu, eu estou preso num turbilhão de dúvidas existencialistas e perguntas feitas.

O mundo está morto. Não. O mundo está triste e eu vagando por lembranças mortas.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Versos perdidos ao vento


Versos perdidos ao vento
(Marcos Henrique)

O Fogo não queima mais em meu peito;

Meu peito não bate mais um coração;

Meu coração é músculo com defeito, nessa vida cinza cheia de mórbidos desejos e doce alusão.

O tom de meu poetar, são diatônicas imprecisas, acordes desafinados, uma dissonante imperfeita que segue a risca as regras dos acordes fracos que toco em um violão desafinado. No fim do jogo me deito e canto canções desprovidas de tom, de voz, melodia, das lembranças de outras vidas vividas, ou dores que não senti em mim. E agora a hora me chega, me parte, me torce, deflora. E o tom que agora me consola me lembra que hoje não sou nada, nem ontem fui se quer.

Meus versos se perdem, não apertam as mãos. Coerência não é bem vida. Já existe civilidade e racionalidade de mais, mesmo que de forma tão burocrática.

O fogo não queima mais em meu peito porque acordei de meu longo sonho, onde só sonhava e não via nada além da beleza frágil que teimava em consertar, mas a cola acabou, e hoje, só vejo o que me faz pensar nessa triste sina que é a miséria humana, contada ao longo dos séculos, sofrida todos os dias que me sinto menos nesse não tão perfeito mundo perfeito.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um dia



Um dia
(Marcos Henrique)


Um dia a mais e eu me fiz menos;
Um dia a mais. Nuvens borradas e falsos segredos;
Um dia a mais. Tudo é o nada em vidas curtas. Vidas. Nossos tolos pensamentos;
Um dia a mais. Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sempre;
Um dia a mais. Meus sonhos, sonhos pequenos;
Um dia a mais, menos fome, mais vida, menos vida, mais fome;
Um dia a mais, para que eu possa ter todos, absolutamente, todos os entendimentos que não vão me servir para nada quando meu dia se fizer menos.
Um dia a mais, só um dia qualquer com versos de efeito, métrica imperfeita, esperanças renovadas, ilusões refeitas, apenas um dia a menos.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Qual a razão

Qual a razão
(Marcos Henrique)


Há terra - o mar - há vida. Meu bem estar;
Há dores - o medo - há agonia. Meu mal estar;
Noites! Noites frias, versos quentes. Versos sem sentido, razão do existir, se é que existo, se é que me toco. Me sinto?

Meus medos são poderosos e fazem estragos irreversíveis.
Coma! Me salve! Me transporte para teu mundo, pois lá, é o único lugar que me sinto acolhido.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vamos dar uma força a literatura nacional

Esse é o livro do escritor Adriano Villa

Vamos dar uma força pessoal!

Amigos e amigas

Depois de muitos anos, finalmente A Casa de Ossos será lançado pelo selo: Llyr Editorial e o grande dia escolhido: 07/09/11 na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no estande da Usina de Letras - Estande: Q12 - Pavilhão: Verde, estarei presente no estande a partir das 15h. Quem puder aparecer para compartilhar este momento único, eu agradeço, mas se não puder, por estar em outro estado, quem sabe um dia apareço por aí, mas enquanto isso não acontece, peço, encarecidamente que repassem este email para suas listas, neste momento eu preciso de toda ajuda possível, ainda tenho mais dez livros para serem lançados em casa.



Felicidades a todos
E obrigado pela atenção
Adriano Villa