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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Soneto (Marcos Henrique)



Um dia;

Um amor;


Um dia;


Um raiar em dor;


Duas vozes;


Duas dúzias;

Duas, duvidas. Um soneto;

Uma canção;


Tudo isso esqueço, tudo isso é desilusão.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

AVC


AVC


Corra! Corra!
Vá com o vento!
Morra! Morra! Só lamento!

Estrada louca! (desalento!)
Sonhos mornos, expostos ao vento!

Corra! Corra! Vá com o vento!
Corra! Corra! Vá com o vento!
Morra! Morra! Só lamento!

Corações partidos, sonhos lentos;
Falso choro, só lamento!!


Marcos Henrique

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Hecatombe


Hecatombe


Eu acredito em suas mentiras, até virarem verdades. Eu acredito em seus suspiros.
Você é clara como o escuro de meu coração. Eu acredito quando você cospe no chão.

Suspiro de cachorro, soluço de tolo, vingança e mentira, chorar é ilusão!

Vinguem-se, vinguem-se de seus amigos!
Chorem, chorem por seus inimigos!

Sinto falta de você sorrindo de mim quando estava caído;
Sinto falta de seus caprichos de seu hálito fedido e seu rosto pálido;
Sinto falta de mim...

Eu acredito no que todos duvidam, eu acredito em seus suspiros, hecatombe de um coração partido, dedos sujos, corpo limpo, eu acredito no que todos duvidam.

Vinguem-se de seus amigos!
Chorem, chorem por seus inimigos!



Marcos Henrique


sábado, 13 de agosto de 2011

DISTIMIA



DISTIMIA




EU NÃO QUERO MAIS TE VER!

NÃO VENHA ME TOCAR!

NÃO QUERO NEM SABER!

SE TUDO VAI MUDAR!

HOJE TUDO SE FOI!

AMANHÃ NÃO HÁ MAIS!

NÃO VENHA ME DIZER, COMO ME COMPORTAR!



NÃO QUERO MAIS ME VER!

NÃO QUERO ME TOCAR!

TUDO O QUE SEI FAZER É REZAR E CHORAR!

UM CANTO ESCURO EU SEI!

ESSE MEU MAL ESTAR!

NÃO ME IMPORTA FAZER, ALGO PRA ME CURAR!


(Todos pedem um pouco de silêncio, todos sempre a se alegrar, meus sonhos são pesadelos, lugar nenhum para se estar).
MARCOS HENRIQUE!




quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Não era noite ou dia, trevas ou luz...

...vozes roucas me iludiam, era ela, sem forma ou cor....

Segunda era, a hora que todos aguardavam e temiam no fundo de suas almas, uma forma nova de fingir lidar com a dor.

Marcos Henrique.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

EGOISMO

Só poruma noite, não quero pensar em nada, não quero pensar em Deus ou no diabo, não quero pensar na guerra, na fome, na dor, no homem, não quero pensar no dia, na noite, nas horas, no nada ou em tudo.

Só por uma noite, não quero pensar no amor, no ódio, nas flores, no fim do mundo, começo do mês, no fim da novela, no recarregar do revolver no meu grande por quê.


Só nesta noite não quero pensar em nada, não quero pensar em mim; quero ser egoísta!

Marcos Henrique.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Primeira vez

Primeira vez
(Marcos Henrique)


Pela primeira vez pude sentir o terno;

Pela
primeira vez pude distinguir entre o bem e o mal, entre te ter e perder tudo que havia sonhado;

Pela
primeira vez tive medo de meus sentimentos confusos de meu palpitar de coração, desse mundo que me fizeste ver;

Pela
primeira vez senti-me na flor da idade, não como um rebelde cansado.

Posso girar o mundo ao contrario e dizer que é você, sem medo...

Pela
primeira vez a sorte e o acaso se juntaram e conspiraram contra mim, contra todos os sonhos e pedidos imaginados;

Pela
primeira vez senti em meu peito que mora ao lado (tão perto, tão distante, tão impensado); medo de perder o que não havia conquistado;

Pela
primeira vez posso dizer te amo, sem parecer, sem parecer mínimo, sem parecer sábio. O cordão umbilical já foi cortado, mesmo com todo sangue misturado não sinto vergonha do mistério ou do acaso, não sinto vergonha de meus sentimentos abstratos.

Pela
primeira vez te vi e vi minha imagem refletida em teus lábios, pude ver que somos um só corpo, vivendo nesse mundo, separados.

Pela
primeira vez desejei o indesejável.


sábado, 6 de agosto de 2011

Última parte de "Mortos"


Vejo que você não aprendeu nada humano tolo – diz o ser com ar de superioridade.

Esse exército de demônios que você vê, não é de meu senhor, e sim de teu Deus, ele despreza os suicidas e fetos que são abortados não servem para sua vaidade – fala o ser com ódio nos olhos.

Não! Não pode ser...! – fala o rapaz com os olhos em pranto.

Sim! Esses seres alados que você vê; e essa infantaria que vem em nossa direção é de teu Deus – diz o ser abrindo suas asas e demonstrando imponência.

Prefiro que corte minha cabeça, a ficar do teu lado demônio, que meu Deus te perdoe as ofensas e tenha piedade de tua alma. – responde o rapaz erguendo o punho fechado.

Se, é assim, não tenho outra escolha - fala o ser desembainhando sua espada.

O brilho da lamina cega por alguns segundo o rapaz.

Vai! Faz o que tem de ser feito, eu prefiro virar o nada a te seguir. – fala o rapaz abrindo os braços, aceitando assim sua sentença.

O ser não hesita, e corta-lhe a cabeça em um só golpe, caindo assim o corpo do rapaz ao chão.

O ser; proferi um grito medonho e sai voando, em seguida chega ao local dois anjos.

Chegamos tarde, o aliciador esteve aqui antes. – comenta o anjo para o outro.

Pobre homem, não teve tempo de saber a verdade, só a verdade vos libertara. – diz o outro anjo.

Na terra, outra criança acaba de nascer.

Da próxima vez chagaremos a tempo? – pergunta o anjo ao outro.

Não sei, mas até lá, espero que ele tenha uma vida apreciável, essa é a terceira vez que o perdemos, não podemos falhar mais. – responde o anjo.

A vida sempre sobra em nossos ouvidos, antes de nos deixar viver.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mortos (continuação)

Você não percebe o que aconteceu? – pergunta o ser.

Eu estava no meu quarto e aí... eu estou morto! É isso! Eu morri!? Achei que fosse falhar – diz o rapaz com um sorriso sombrio no rosto.

Ele não sabia, mas sua jornada só estava começando.

E como foi meu enterro? Acho que não foi ninguém – falou o rapaz.

É, você não tinha muitos amigos – disse o ser.

No céu, estavam travando uma longa batalha, demônios tentavam invadir e destronar Deus, os anjos estavam perdendo a batalha, então os homens também tinham que lutar; homens e anjos se misturavam, asas e lanças se misturavam.

O que terei que fazer? – perguntou o rapaz.

Terás que lutar, para poder ficar livre – respondeu o ser.

Mas, aqui eu sou livre – disse o rapaz.

Não, não é, você foi convocado meu filho – disse o ser.

Convocado, mais eu estou morto e estou no céu, não posso ser convocado aqui – disse o rapaz com um espanto claro em seu rosto.

Então o ser meio homem meio animal começa a lhe explicar tudo.

Você tirou sua própria vida, sua alma estaria condena ao tormento eterno, Deus lhe está dando uma chance, se você lutar Por ele, sua alma será salva, se não...

Quer dizer que ou eu luto, ou vou para o inferno – disse o rapaz.

Não, você vai para um lugar pior que o inferno – respondeu o ser abrindo suas asas.

E se eu morrer aqui? Não posso morrer aqui não é? – perguntou o rapaz.

Sim, aqui se você for destruído, vira infinito, vira poeira, se junta ao nada – respondeu o ser com um brilho no olhar.

E como se mata o que já está morto? – perguntou o rapaz.

Aqui nesse instante você não está vivo, você acha que esse é seu corpo, que está com essas roupas, que agora você está respirando, tudo está na sua cabeça meu filho – desse o ser.

O rapaz ficou intrigado e com medo, apertou as mãos e perguntou ao ser.

Então quer dizer que se deceparem minha cabeça viro nada – falou o rapaz com a voz tremula.

Sim – respondeu o ser.


Continua....

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mortos

A morte sempre sopra no ouvi dos vivos, antes de matar o corpo...

Era um dia lindo, crianças nascendo, noivas se casando, batizados, muitos batizados.

Nem tudo era perfeito...

Não posso fazer mais nada, tudo está acabado...

O rapaz toma o maior numero possível de comprimidos, engoli tudo e se deita em sua cama, minutos depois começa a se contorcer e a babar, e como quem tenta falar alguma coisa depois de cair com as costas ao chão, ele fica se esticando todo e olhando para o teto do quarto até seus olhos não apresentarem mais vida.
Está morto; e por uns instantes tudo é escuridão absoluta e calmaria.


Você não percebe o que aconteceu? – pergunta o ser.

Eu estava no meu quarto e aí... eu estou morto! É isso! Eu morri!? Achei que fosse falhar – diz o rapaz com um sorriso sombrio no rosto.

Ele não sabia, mas sua jornada só estava começando.

E como foi meu enterro? Acho que não foi ninguém – falou o rapaz.

É, você não tinha muitos amigos – disse o ser.

No céu, estavam travando uma longa batalha, demônios tentavam invadir e destronar Deus, os anjos estavam perdendo a batalha, então os homens também tinham que lutar; homens e anjos se misturavam, asas e lanças se misturavam.

O que terei que fazer? – perguntou o rapaz.

Terás que lutar, para poder ficar livre – respondeu o ser.

Mas, aqui eu sou livre – disse o rapaz.

Não, não é, você foi convocado meu filho – disse o ser.

Convocado, mais eu estou morto e estou no céu, não posso ser convocado aqui – disse o rapaz com um espanto claro em seu rosto.

Então o ser meio homem meio animal começa a lhe explicar tudo.

Você tirou sua própria vida, sua alma estaria condena ao tormento eterno, Deus lhe está dando uma chance, se você lutar Por ele, sua alma será salva, se não...

Quer dizer que ou eu luto, ou vou para o inferno – disse o rapaz.


Onde eu estou? Pergunta o rapaz.

Você não está nem no céu, nem no inferno – responde o ser meu homem meio animal alado.
Quem é você? E o que eu estou fazendo aqui? – pergunta o rapaz meio perdido.


Continua...

domingo, 26 de setembro de 2010

Carcaça


(Marcos Henrique)


Carcaça de cachorro pelo chão, soluço, choro perdido, perdão, uma criança ri inocentemente sentada na calçada de uma rua sem horizonte -pecados fazem parte da vida.

Minha doce menina de olhos claros, tão bonita e sozinha, espera por mim todas ás amanhãs, vem...

... espera só mais um pouco. Cores lindas irão se apresentar para você que sorrir, meu retrato no chão, meu corpo se levanta e não mais vacila, cores lindas pairam por aqui só você não percebe, feixe os olhos e veja o que eu vejo, faça parte de meu mundo, não tenha medo de entrar, entre sem bater, meu coração é todo ilusão só para você.

Vou num vôo desenfreado, corro louco feito andarilho desavisado que não paga seus impostos.

Os uivos dos lobos me acompanham, abra os braços e feixe os olhos, sinta esse mundo invisível que nos cerca, como é mágico; doces sonhos, nada de pesadelos, olhos abertos manda para fora todo o desespero, amanhã vai chegar, sente-se aqui, bem longe, mais perto de mim.

Quantos sapos já beijei só para ter uma noite como essas? Meu retrato envelhece sem alma, tudo está como deveria estar e esta noite quente nos acolhera bem, dormiremos com os pássaros e voaremos o mais alto que pudermos, tudo será um conto de fadas e todos viveremos de verdade como deve ser, risos ao longe, alegria de perto, tudo até mesmo o incerto se curvara perante nós, é agora que tudo começa e o fim não termina mais nossas vidas, a faca foi tirada de meu coração, posso ser quem eu quiser ser, quem eu quiser viver.



quarta-feira, 26 de maio de 2010

Elo de sanidade



Elo de sanidade
(Marcos Henrique)


O céu esta menos azul quando olho ao longe, e os peixes não mordem mais com força as iscas de meu anzol.

Minha coleira está folgada, mas não tenho para onde correr – de que me servem as pernas então? -

Estou velho e cansado, velho e opaco.

Onde posso descansar minha violência e retomar a decência de uma vida órfã?
Onde posso voltar a me encontrar e reconhecer esse velho rosto barbudo que esconde minhas dividas?
Onde posso voltar? Como posso voltar?

Meus dedos doem enquanto como, e nada pode ser dito para reconforta minha mandíbula suja e gasta por jogar bons conselhos ao vento.

Se ao menos eu pudesse mentir para mim, se ao menos pudesse falar como me sinto sem sentir-me castigado por isso.

Vou andando no escuro, por cima de cacos de vidros. Meu sangue forma rastros com nomes de ditadores que, não foram esquecidos no século passado.
Vou andando no escuro, por cima de frases soltas e poesias em prosas que não me engrandecem em nada.

Sou um sozinho na multidão, um homem que dorme e nunca sonha;
Sou um sozinho nessa multidão multicolor, um homem que sonha acordado com suas contradições, seus demônios, sua salvação pagã.

Caminho até o horizonte, buscando um elo de sanidade e meu poetar insano.

sábado, 22 de maio de 2010

18-07-99 h.:13:30



18-07-99 h.:13:30
(Marcos Henrique)


Faça parte de mim;
Me sinta, não finja que é ruim;
Perceba dentro de mim quem é você.

Quem são os estranhos que pedem por nós. Quem somos quando estamos sós.

Verdade não mente. Mentira não fuja;
Verdade não bata. Justiça não Julga? Ou só o que lhe convém.

Faça parte de mim, mas não me adoeça, se cure, não jure que se curou, não finja que é ruim. Não te forço a estar comigo, a falar comigo, andar comigo, a viver como eu vivo, porém te peço para tentar fazer parte de mim, que é você mesmo.

Se não entendes, não tem condeno, mas se confias em mim, faça parte de você; eu.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Desordem




Desordem


Agonia dor no peito;
Pleonasmo, gotas de sol caem em meu peito;
Risos de bebês animam meu inconformismo passageiro;
Egoístas, doces, lábios cortados, tesão, falta de desejo
.

Os cordões umbilicais servem para que? Para mim fogo, forca, desordem, desapreço.

Minha cultura é inculta, ou pura de mais para vaguear por entre pernas de loucas vadias e travestis que sonham em ter um útero para gerar mais que desejo?

Desordem me afora, me deixa louco, às vezes me acalma e posso voltar a respirar esse gás que inflama todo meu peito.

Te desejo mais, te vejo menos.

Gatos negros não temem a noite, nem a fome qu
e a noite nos provoca - insanos desejos -.

Escrever é uma arte que esqueço quando me toco e sinto que estou só, nesse grande enigma que é ser, que é o fazer.


Drenos e bonecos secos. Sei que já me peguei dessecando bonecos sem sentimento, mas o que fica? O que fica são abstrações, loucura ou sentimentos por coisas fúteis? Não sei, não sou Deus, nem deus, nem ateu,
nem judeu, nem sei se sou eu, quando sou eu.

Desordem, córtex cerebral, intuito, coração, suor, medo, medo, desejo, círculos, desordem acaricia meus seios.

Marcos Henrique.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

POEMA 23


Meu purgatório particular está aberto 24 horas.

Não me amola! Não me atormente! Ao em vez disso me ajude a achar a luz. Me deixe ir embora! Não me prenda mais nesse cárcere mental, pois prisão intelectual me amargura.

Não tem cura minha agonia, tenho que conviver com ela, sinto como se uma faca sai-se de minha cabeça, daí vem à dor e o horror de saber que a faca vai entrar de novo em meu cérebro tempestuoso.

Marcos Henrique

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Distúrbio




Com o distúrbio me sento e oro por dias que não estão por vir;
Por agora sou um pedaço de mim que aflora o rosto rubro em silhueta;
O que sou? Pergunto-me mais uma vez...

... Sei quem sou por agora, sou só ócio, um mandrião sem vontades;
Sou soberbo em tudo o que faço de pior, sou único e só;
Sou escravo do oficio que se apresentou a mim, sou prisão sem trancas, porque não se pode trancar o que se acostumou com o cárcere;
Sou a aberração perfeita de Deus, bobagem, sou somente, humanidade.


Marcos Henrique.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Trechos do livro: O Homem que Ninguém se Lembrava

Para lêr o que está escrito selecione com o mouse, logo abaixo aparece-rá o texto.


Tenho 29 anos e nunca fiz nada de estraordinario em minha vida, nem escrever a palavra extraordinário eu sei, mas tudo bem porque ainda posso sonhar em meu quarto, se bem que sonhar as vezes é dolorido.

Vou tentar contar um pouco de minha estória simplória para vocês, antes, vou no banheiro, preciso dar uma barrigada...

...os dias não importam mais...

O Homem que ninguém se Lembrava
de M. H. M. Martins

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

PELA MANHÃ



Por um tempo eu tive um sonho, sonhei mais alto que o céu; voei para lugares distantes; eu e minha imaginação sentíamos o gosto da vitória cada vez mais saborosa, cada vez mais minha. Não sei se o homem é medido pelo tamanho de seus sonhos, mais sonhei alto. Ao longo dos adquiri experiência e vitórias; então ela chegou, veio por trás, por minhas costas, não pude fazer nada, ouvi gritos e lágrimas, dor e duvida; seria essa a assassina da esperança!? Seria eu completamente abatido!? Minha mente quer repousar, mais não posso fechar os olhos, não durmo, não mais. Estou com o peito apertado, não sei onde por as mãos; teria eu falhado!? Teria falhado por ter princípios!? Á derrota é uma palavra forte e triste, não te condeno vitória, sei que não podes me reconfortar. Temo usar as palavras; agora, mais isso tudo vai passar, por mais que me comprima o peito e me tire o juízo, tenho que me levantar e abraçar os que estão comigo. Te odeio derrota! Mas tu me engrandeces ao longo da viva.

sábado, 6 de junho de 2009

Bom dia, Boa tarde ou Boa noite!


Olá a todos vocês que viajam por esse blog de segunda agora até sexta-feira colocarei todo meu livro para vocês baixarem (caso queiram), o primeiro livro é o: O Lado Avesso – Nornes o Mago, espero que gostem e tenham todos uma boa viagem literária, basta copiar e colar.

Marcos Henrique.

domingo, 29 de março de 2009

Despertar



A vida me mutila e os sonhos me entristecem por não se realizarem, às vezes não quero mais sonhar, mas é só o que me resta.


Os sonhos são difíceis de serem concretizados, a vida é difícil de ser suportada, o que nos resta? Quais são as brechas? Digam-me! Quais são as brechas?!


Meu corpo nunca repousou por inteiro, meu fardo é pequeno, mas de peso descomunal, sou um proscrito – o filho há muito tempo esquecido. Minhas lágrimas caem e enchem o chão com poças de sangue sem vida, vejo como são felizes as pessoas realizadas e penso: como gostaria de sentir esse sabor.


Não lembro como foi meu ontem, não me sinto bem no meu hoje, e agora? Estou dentro e me sinto por fora, com frio, vejo vários cobertores, nenhum me serve, deixa meus pés a mostra; está frio por dentro, estou dentro do vazio e logo percebo que sou eu, seu eu! Sou eu me Deus! Tenho tanto medo do que sou agora e o que serei quando chegar minha hora.


Dê-me paz, eu ti suplico meu pai!