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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Soneto (Marcos Henrique)



Um dia;

Um amor;


Um dia;


Um raiar em dor;


Duas vozes;


Duas dúzias;

Duas, duvidas. Um soneto;

Uma canção;


Tudo isso esqueço, tudo isso é desilusão.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Martelo meu pensar



Martelo meu pensar


Martelo;
Centauro;
Sentado o vento sopra longe do acaso das virgens que sonham por quem nunca há de chegar.

Martelo;
Asfalto;
Vem vento descalço, sem roupas. Desnudo! Sem culpa da culpa que me foi doada em forma de peste e demência do que há por lá.

Martelo;
Tempo;
Asilo;
Pecado, combinação de cofre arrombado, sem nada para ver de fato valioso, pois vida se esvai com ou sem rimas de virgens que sonham pecados entre seus rins.

Pecados no asfalto! Loucos de pedra que rasgam dinheiro e comem merda como se fossem deuses dessa vida morta moderna.

Martelo quebrado;
Cabeça quebrada;
Escândalo calado;
Martelo minha vida, sem tempo, sem vida de fato. O tédio, a impotência da morte é meu martelo, que martelo meu pensar.

Marcos Henrique.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal



Gostaria de desejar a todos um Feliz Natal, que possamos chegar a um entendimento mundial para conviver com nossas diferenças pacificamente.

Obrigado a todos que me acompanharam nesse ano de 2009 e espero contar com todos você para que em 2010 continuemos essa cyber viagens.



Feliz Natal!

Marcos Henrique

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

POEMA 19


Só carrego minha cruz aqui mesmo em meu peito, olho para o céu, me acho pequeno;
Olho pra mim; me acho tão triste, tão diferente.

Tantas ruas são ruas ou vielas, escadas de favelas.

Só são boas minhas intenções, concretizações, nenhuma; fracasso! Conheço do começo ao fim, velórios me perseguem, às vezes sinto como se Deus e o diabo lutassem dentro de mim, não sei se quero sentir mais isso, não sei por que escrevo isso, só sei que está chovendo; a chuva é tão molhada, tal como minha alma que está comigo, mas não sinto.

Aqui onde estou sou prisioneiro, eu sou banheiro, mas, por favor, não cuspam em mim.

Marcos Henrique

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Osculo


Tentei e tentei, mas o fracasso teima em me persuadir; Corri o mais lento que pude, só para tentar ser notado; Morri por mil vezes e deixei-me enfeitiçar; Pedi ajuda a anões que só enxergavam trabalho; Furei-me numa roseira; Deixei os cabelo crescerem e me tranquei na torre mais alta; Tudo foi tão em vão que quase me esqueci de mim, esqueci o quanto me desvalorizei, tudo por isso e agora que o tenho não o quero mais. Quantas línguas, quanta saliva, quanta facilidade, vejo que hoje não foi só a lua que perdeu seu brilho, que perdeu sua mágica, espero que os tempos que estão porvir melhorem isso, acho que não, mas a fé ainda continua forte e nisso me apoio, até quando? Ela tocou em minha face pela última vez e me fez sentir vida, os céus ainda guardam seus heróis puros, tudo o que quis foi isso por muitos anos, mas vejo que minhas pernas são mais longas, doce querida sem lábios, doce e ao mesmo tempo aguado, futilidade sem novidades sem rima para o que acabei de fazer, agora que o tenho não o quero mais, nem descreverei mais o que tento busquei em te, pois o que fizestes não se faz, era só meu assim dissestes, não é justo enganar quem tento foi sincero, não se engana lábios puros, que tua boca seque e tua língua cole em teu céu impuro, para que não possas fazer mais isso com ninguém e ninguém lhe queira mais tocar. Agora vou para onde nunca deveria ter saído, vou para meu verdadeiro lar, o útero de minha mãe me espera e lá nunca serei enganado. P.S.: morra!

Henrique Martins.