Retalhos é meu mais novo trabalho, ainda estou escrevendo, o livro será duas estórias em uma, espero que gostem.
Não gosto de fazer uma literatura convencional, gosto de inovar, fazer diferente, nem que pare isso eu tenha que escrever de traz para frente.
Aos pouco darei pistas do que é Retalhos.
.sohlater ed sohcert ieracoloc socuopo soA
"Retalhos"
Eles são reais
Estava sem sono, já passa das duas da madrugada, a única coisa que ouvia nitidamente era o som do relógio da sala de minha casa, no mais era silêncio total, não um silêncio desconfortável e sim um silêncio tranqüilo. Pura calmaria.
- Quase três horas da madrugada e eu aqui sem dormir – pensei enquanto cruzava os braços, estava um pouco frio.
Toda a cidade dormia pelo menos uma boa parte dela, apenas deveriam estar acordadas pessoas que tinha que focar assim para ganhar a vida.
- Mas o que é aquilo? – pensei quando vi aquela luz no céu, não era um clarão normal e se movimentava com tanta destreza no céu – só pode ser um balão meteorológico – pensei coçando o queixo com a barba por fazer.
Muitas pessoas vêem coisas no céu, mas nunca Henrique, ele era cético com assunto que beiravam o desconhecido, era uma ateu convicto e um cético respeitado por seus amigos, pois sempre tinha respostas para mistérios que deixava seus amigos desconcertados.
- Só pode ser um balão ou um avião – pensou em vós alta, Henrique, ele não poderia acreditar no que estava vendo, logo ele, que nunca acreditou nem em Deus.
A luz foi ficando cada vez mais clara, cada vez mais perto de sua janela Henrique gostaria de correr, porém alguma coisa o impedia de fazer isso – Salve sua vida seu idiota! – não para de ecoar esse pensamente em Henrique, mas ele não podia fazer nada, nem mesmo piscar os olhos.
Olá meu nome é impronunciável
Victor era um adolescente comum até que passou por uma situação que o deixou traumatizado para o resto da vida, a morte o venho visitar numa tarde cinza.
- Quantos anos você tem? – pergunta o médico do hospital psiquiátrico com uma caneta lanterna acesa apontada para os olhos de Victor que não reagem aos estímulos da luz.
- Ele já está morto doutor? – pergunta uma enfermeira com muita curiosidade.
- Não, não está – continua o médico guardado a caneta lanterna – está apenas em outro lugar, catatônico, perdido dentro dele mesmo.
Victor havia sobrevivido a um acidente que o deixou em estado catatônico, a única coisa que sabiam sobre ele era que seus pais estavam mortos e ele foi o único que sobrevivente; Victor foi levado para um hospital, passou duas semanas lá e depois foi transferido para um hospital psiquiátrico, ninguém sabia ao certo o que tinha acontecido e pelo jeito ficariam sem saber. Victor tinha dezessete anos e foi encontrado junto aos corpos de seus pais que estavam sem suas faces, só foram encontrados porque sua casa estava pegando fogo, ninguém sabia de nada, nenhum vizinho havia visto nada suspeito, apenas quando notaram o fogo chamaram os bombeiros e encontram a família de Victor junto com o garoto fora da casa.
- E então você viu o garoto? – pergunta Jéssica a amiga enfermeira no refeitório do hospital.
- Vi.
- E ai como ele é – continua Jéssica enquanto mexe seu suco de laranja.
- Normal – responde à amiga.
- Dentro da medida do possível é claro – diz Jéssica enquanto adoça um pouco mais seu suco.
Eles são reais
- Onde estou? – pensa Henrique sem conseguir se mexer, deitado numa mesa fria – onde estão minhas roupas?
Um ambiente de penumbra se apresenta; Henrique que se esforça para ver onde está ele não lembra como chegou até ali, numa hora estava com insônia em seu quarto em outra deitado numa cama de metal tão fria quanto o gelo no copo de um uísque.
Olá meu nome é impronunciável
Victor era um adolescente comum até que passou por uma situação que o deixou traumatizado para o resto da vida, a morte o venho visitar numa tarde cinza.
- Quantos anos você tem? – pergunta o médico do hospital psiquiátrico com uma caneta lanterna acesa apontada para os olhos de Victor que não reagem aos estímulos da luz.
- Ele já está morto doutor? – pergunta uma enfermeira com muita curiosidade.
- Não, não está – continua o médico guardado a caneta lanterna – está apenas em outro lugar, catatônico, perdido dentro dele mesmo.
Victor havia sobrevivido a um acidente que o deixou em estado catatônico, a única coisa que sabiam sobre ele era que seus pais estavam mortos e ele foi o único que sobrevivente; Victor foi levado para um hospital, passou duas semanas lá e depois foi transferido para um hospital psiquiátrico, ninguém sabia ao certo o que tinha acontecido e pelo jeito ficariam sem saber. Victor tinha dezessete anos e foi encontrado junto aos corpos de seus pais que estavam sem suas faces, só foram encontrados porque sua casa estava pegando fogo, ninguém sabia de nada, nenhum vizinho havia visto nada suspeito, apenas quando notaram o fogo chamaram os bombeiros e encontram a família de Victor junto com o garoto fora da casa.
- E então você viu o garoto? – pergunta Jéssica a amiga enfermeira no refeitório do hospital.
- Vi.
- E ai como ele é – continua Jéssica enquanto mexe seu suco de laranja.
- Normal – responde à amiga.
- Dentro da medida do possível é claro – diz Jéssica enquanto adoça um pouco mais seu suco.
Eles são reais
- Onde estou? – pensa Henrique sem conseguir se mexer, deitado numa mesa fria – onde estão minhas roupas?
Um ambiente de penumbra se apresenta; Henrique que se esforça para ver onde está ele não lembra como chegou até ali, numa hora estava com insônia em seu quarto em outra deitado numa cama de metal tão fria quanto o gelo no copo de um uísque...
Os caminhos que tive que percorrer só para não te ver mais sangrar, mas faria tudo novamente só para poder voltar a ver teu sorriso;
A caixa com nossos retalhos de vida ficaram no esquecido no limbo. Eu temo e sinto tanto frio, mas faria tudo novamente só para voltar a ver teu sorriso;
Nos piores momentos é que descobri o quanto sou forte; não faça essa de conquistador comigo não sou tão fácil de ser conquistado.
A momentos e momentos, às vezes é bom chorar mesmo que sem motivos, isso me lava a alma é o que sobrou de minha vida amarga.
O pior de você pude destruir, mas isso me fez sangrar tanto que estou fraco e anêmico, meu passado me absorve e me mostrar o lado negro da lua que brilha no esquecido e esconde o que demais tem de lindo. Aos cinco anos perdi o que de mais precioso havia em mim, mas continuei vivo, continuei andando, continuei no escuro sem estrelas para me guiar, sem o vento para cortar meu rosto, sem nada além de mim.
Perdi o dom de prever o futuro agora estou seguindo meu próprio caminho rumo ao desconhecido, rumo ao lado esquecido dos sentimentos esquecidos, isso é bom?
Descobri que tinha alergia a oxigênio e agora o que faço para voltar a correr? O que faço para voltar a sentir meus pulmões se abrindo? Essas respostas; sei que você tem e não quer compartilhar comigo não quer se abrir; não tenho culpa se te machucaram de mais, se me feriram de menos, se não me roubaram a esperança. Há! Os caminhos que tive que percorrer só para não te ver mais sangrar, mas faria tudo novamente só para poder voltar a ver teu sorriso, teu sorriso e teu olhar para meu lado esquecido.
Já falei e nada fiz, quando será que não verei mais o dia nascer?
Entender-te já foi mais fácil, te tocar, pensei ser tocável. Te enxerguei, mesmo quando não estavas lá.
Hoje; eu recordo que ontem nada fui, hoje, eu recordo e choro; não mais imploro só me deixa com meus vermes nessa cova rasa nesse caixão que não me cabe o corpo, sem flores, sem vida, sem nada.
Não a para que chorar se as escritas são verdadeiras, não há caminho certo, a estrada, a razão, a vida é tudo balela; quanto a mim, não ligue, faça o que sempre tem feito; nada!
São tantos caminhos a serem percorridos, mares nunca antes navegados. Quais são os atalhos corretos?
Que caminhos levam ao deserto?
Onde está à água poluída por mim mesmo?
O dia termina cedo de mais para quem está sem rumo. No espelho às vezes, só às vezes vejo meu túmulo e temo de estar morto e não ter encontrado a visão certa, qual será a visão?
Quem mostrara o caminho a ser visto e escolhido para ser seguido?
Não sei qual navio me levara lá, são tantos sonhos - com a morada certa; qual será? Só tenho uma certeza; que eu continuo perdido em meu mar de possibilidades.
Larvas flamejantes brotam em mim, um queimor, uma febre que não cessa em meu corpo. Não sinto meu espírito, o que é mesmo isso?
O que foi?
O que aconteceu?
Por que essa insônia?
Por que a claridade me dói os olhos?
Uma dor aguda me corta de canto a canto. O sol lá alto, imponente, nunca será tocado, eu nunca serei tocado, nunca serei violado, mesmo depois de morto, podre, decrépito. Nunca serei tocado, nunca serei eu mesmo de novo, nunca é uma palavra que me causa medo e dor. Meu suicídio tem feições de menino, minhas feições, meu rosto, meus olhos, todo meu corpo, todo meu ser, tudo, tudo...
...Eu nada sou. Nada encontrei. Meu poema suicida nunca será entendido porque ainda respiro. Eu me acho dor, me sinto dor. A dor se materializa em mim, em mim. Como gostaria de olhar no espelho e ver um rosto sorrindo, a angustia da alma me tortura, me maltrata, que tipo de homem eu sou? Que tipo de dúvida eu sou?
Meus pulsos estão com cicatrizes profundas, meus olhos estão negros e sem vida, mas não acendam as velas, ainda estou vivo.
Brasil novembro de 2077, em algum lugar do deserto
- Cara, aqui tá muito quente, mesmo com esse ar condicionado do carro no máximo.
- Você acredita mesmo em toda aquelas maluquices que seu avô contou sobre o início de toda essa bosta que se tornou a vida nesse fim de mundo?
- Está tudo escrito em seu diário cara, deve ser verdade, eu acredito e se estamos vivos hoje é graças a ele e a outras pessoas que tinham um espírito patriota.
- Eu gosto quando você me conta essa história, me acalma, fala ai Rodrigo.
- Você não se cansa Matheus? Eu já estou com a língua cheia de calos de tanto te contar essa história – continua Rodrigo como se não estivesse muito afim, mas ele sempre gosta de relembrar esses fatos é como se fosse uma forma deixar a história viva.
- Cara, eu não canso de te ouvir – responde Matheus.
Envelhecer é uma merda mesmo. Que bom que serei privado de toda essa decadência, que gruda em minhas esquinas apenas esperando para me tocar. No fim das contas acho que você está me fazendo um favor – um mórbido favor é verdade – mas um favor que não poderei pagar nunca, até porque estarei morto.
Dizem que sua vida passa diante de seus olhos quando você está prestes a morrer. É mentira. O que me lembro é que... Não sei se dei descarga ou não no banheiro, engraçado, não? Estou prestes a deixar de existir nesse mundo e o que me preocupa é se tem merda e mijo em minha privada, a vida é sarcástica, doente e sã, porém sabe o que somos? Sabe o que porra nós somos? Perdão pelo palavrão, mas se tornou necessário. Somos... Eu não sei o que nós somos, será que todo mundo tenta ser filosofo na hora da morte? Eu só queria saber se minha privada está limpa.
- Do que você tem medo?
- De você.
- Mais por quê? Eu não consigo entender, sempre fomos amigos.
Você sempre foi melhor do que eu. Eu sempre tive medo disso, de ficar para trás, de não conseguir ser como você “especial”.
O mundo é tão perfeito, as flores cheiram bem, a paz é tão sentida e vivida eu sempre sei, os jovens são tão puros, os puros são tão jovens, o paraíso está aqui eu posso lhe sentir.
O vento sopra forte me sinto muito bem, há paz é tão linda e está junto de mim.
Pense numa coisa bela faça acontecer, é tão simples é tão simples, simples de fazer; Pense numa coisa bela faça acontecer, é tão simples é tão simples, simples de querer.
Somos tão compreensíveis e tão amigáveis.
A chuva cai lá fora me sinto muito bem, somos tão doces, somos tão puros, somos tão sensatos eu minto muito bem.
Martelo; Centauro; Sentado o vento sopra longe do acaso das virgens que sonham por quem nunca há de chegar.
Martelo; Asfalto; Vem vento descalço, sem roupas. Desnudo! Sem culpa da culpa que me foi doada em forma de peste e demência do que há por lá.
Martelo; Tempo; Asilo; Pecado, combinação de cofre arrombado, sem nada para ver de fato valioso, pois vida se esvai com ou sem rimas de virgens que sonham pecados entre seus rins.
Pecados no asfalto! Loucos de pedra que rasgam dinheiro e comem merda como se fossem deuses dessa vida morta moderna.
Martelo quebrado; Cabeça quebrada; Escândalo calado; Martelo minha vida, sem tempo, sem vida de fato. O tédio, a impotência da morte é meu martelo, que martelo meu pensar.
Nada mais me prende ao teu corpo, as verdades me lembram que estou morto e tudo posso, se tudo sei, mas nada sei, só sei que ontem já acabou e o desgosto que aqui ficou me chamava para você, me chamava para você, me chamava...
Não há nada que se possa fazer, não há nada pra dizer; Não há nada que se possa fazer;
Nada mais desprende meu rosto, as lágrimas que não caem mais, um sorriso, um falar torto, estradas que não andam mais. Quando tocam em meu rosto, tudo fica em paz e a fantasia se renova, com esperanças de mais!
Não há nada que se possa fazer, não há nada pra dizer; Não há nada que se possa fazer por mim;
O nada é só o começo de acaso; O despertar dos cegos: A insônia dos que sempre acham que estão certos.
É difícil ser o que todos querem, nas esquinas tudo soa fácil e nada pode nós deter. Eu vi o que eu queria para mim e isso doeu tanto.
Eu quero ser eu; Eu quero ter corpo, quero ter vida, mas nada me habita.
Talvez uma cor mais clara possa me dizer o que sempre quis ouvir, mas o carimbo para o lado bom quebrou, só restou burocracia.
Eu quero tentar, quero sorrir, quero ter fé, mas tudo é tão, injusto...
Há certas coisas que não devem ser questionadas, só cumpridas, só cumpridas e com o tempo tudo ficara melhor, todo ficara mais claro, tudo e eu nada. Tudo...
Estou melhor depois do desabafo que fiz, às vezes é bom se confessar, obrigado por tudo o que você não fez isso me ajudou a ver o mundo mais claro.
Eu sempre fugi, mas nunca encontrei, pois o que busco esteve sempre aqui, bem aqui, bem dentro de mim.
Há lama jogada em toda parte, corrupção que povoa meu coração, fode a humanidade;
Fodam-se as verdades! Será que valeu a pena meu sacrifício ?! Minha vida é sem importância se não estão nas manchetes de jornais. Os mortos enterram seus mortos, mas não há mais lugar no céu, não se pode entrar o inferno está lotado pelos os justos;
Uma cova rasa para me jogar!? Uma cova rasa para me salvar!?
Fodam-se as verdades! Essas mentiras que são cuspidas em mim, minha eloqüência vai nos matar antes de meu jantar com cabeças de virgens cegas e verdades frias.
Eu e você juntos até o fim, nada pode libertar esse genocídio que há dentro de mim.
Sacrifício de virgens, crianças sem pais, pátrias sem paz o punk rock vai nos salvar...?!
Nossas estórias contadas até o fim.
Não chore, não chore por mim! Não grite, não grite por mim.
Então disse Ponssius enfurecido olhando para o criado que caíra desfalecido - Quem foi que tentou me envenenar?! Se não fosse meu criado teria sucumbido até a morte, enterre-o com honras militares.
Ponssius era um rei bom para seu povo, famoso por sua coragem, temido por seus inimigos por sua crueldade e invejado por seu irmão Dionélio, que sonhava em deitar-se com sua esposa, filha e vê-lo morto.
- Os deuses me abençoaram mais uma vez – disse Ponssius erguendo seu cálice cheio de cidra.
Brindemos a vida e não choremos a morte de calíto, pois ele há de estar num paraíso, sem o fantasma da morte e o da velhice para lhe rodear; quanto ao meu algoz, falem a toda cidade que fuja antes que descubra quem o é, pois se puser as mãos sobre ele ira preferir estar morto... ...continua...
Há vida! Vida, vida, morta, viva, viva sua vida! Não morra por dentro, esqueça a morte, só viva! Não ligue só viva! Não se magoe não se puna pelo que não fez, pelo o que não aconteceu, pelo o que não viveu.
Agradeça por acordar depois de uma longa noite de sono sem sonhos. Os sonhos nos deixam vivos, sem eles não vivo tão bem.
Alguém me escuta?!
Há culpa?! Não sei o que falar, não sei dizer. Minhas roupas já não servem, já não vestem meu corpo tão bem como ontem;
Não me serve o consolo, não sei se me amo ou odeio o ódio por não me dar chances nem me ensinar a viver só;
Só tenho a mim mesmo, não me querem por perto, não me quero melancólico.
Qual será a verdadeira liberdade?
Os profetas já se foram - só ficou a vaidade e levaram suas profecias para fora da cidade, estamos ocos, não sabemos viver se elas, mas prefiro ser só a viver com elas, a viver fingindo.