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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Estou grato por tudo o que você não me fez.



Estou grato por tudo o que você não me fez
(Marcos Henrique)


Estou grato por tudo o que você não me fez;
Estou só, dentro de você.
todos respiram seus vícios, isso não é de tudo ruim.

Eu não acredito mais em você. Me faz voar num vou rasante por sobre minha alma, que talvez, talvez possa voltar a te sentir.

Todos os segredos secretos que você me contou me fizeram muito mal, mas te perdoo por tudo o que não sou.

A cadeira continua lá, sem você para sentar;
Meu espírito ficou bem aqui nessas marcas de sangue que seu fluxo sugou para o inferno.

Eu não acredito mais em você.

Jogo de xadrez, foi isso o que me tornei;
Ao sul, o belo está morto. Todos os dias eu rezo por você.

Meu parto já se aproxima, mas meu bebê morreu antes de sorrir, coloquem perto de meu rosto para que eu possa lhe sentir. Agulhas me furam sem parar, meus olhos olham o que ninguém conseguiu ver.

A cadeira continua lá, sem ninguém para sentar. Quanto a mim? Continuo, continuo, continuo com minhas vidas.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Eu



Eu
(Marcos Henrique)


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!!@WEDVFJU+)+_}:OLKK<; $#$R#$^REGBGNJKYILYK, TRT#$%^%%TRYTY^YYTH,&^&^%&%YTHFDFD<, uURUURHRHRHRH. $#$RWFGBGDBGNFGNGN; #@#$#%$^#T%; $#@REWFGTHYRJY. Sou tão abstrato.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Protótipo de mais um livro que estou escrevendo


Envelhecer é uma merda mesmo. Que bom que serei privado de toda essa decadência, que gruda em minhas esquinas apenas esperando para me tocar. No fim das contas acho que você está me fazendo um favor – um mórbido favor é verdade – mas um favor que não poderei pagar nunca, até porque estarei morto.

Dizem que sua vida passa diante de seus olhos quando você está prestes a morrer. É mentira. O que me lembro é que... Não sei se dei descarga ou não no banheiro, engraçado, não? Estou prestes a deixar de existir nesse mundo e o que me preocupa é se tem merda e mijo em minha privada, a vida é sarcástica, doente e sã, porém sabe o que somos? Sabe o que porra nós somos? Perdão pelo palavrão, mas se tornou necessário. Somos... Eu não sei o que nós somos, será que todo mundo tenta ser filosofo na hora da morte? Eu só queria saber se minha privada está limpa.

- Do que você tem medo?

- De você.

- Mais por quê? Eu não consigo entender, sempre fomos amigos.

Você sempre foi melhor do que eu. Eu sempre tive medo disso, de ficar para trás, de não conseguir ser como você “especial”.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Martelo meu pensar



Martelo meu pensar


Martelo;
Centauro;
Sentado o vento sopra longe do acaso das virgens que sonham por quem nunca há de chegar.

Martelo;
Asfalto;
Vem vento descalço, sem roupas. Desnudo! Sem culpa da culpa que me foi doada em forma de peste e demência do que há por lá.

Martelo;
Tempo;
Asilo;
Pecado, combinação de cofre arrombado, sem nada para ver de fato valioso, pois vida se esvai com ou sem rimas de virgens que sonham pecados entre seus rins.

Pecados no asfalto! Loucos de pedra que rasgam dinheiro e comem merda como se fossem deuses dessa vida morta moderna.

Martelo quebrado;
Cabeça quebrada;
Escândalo calado;
Martelo minha vida, sem tempo, sem vida de fato. O tédio, a impotência da morte é meu martelo, que martelo meu pensar.

Marcos Henrique.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

POEMA 32



POEMA 32


A vida é sarcástica, debochada, ri de nós. Passamos a vida inteira tentando nos identificar, tentando ser diferentes uns dos outros e o que conseguimos.

Temos tantos problemas iguais, tantas diferenças iguais, tantos motivos que nos motivam, todos iguais e achamos que nossos problemas são únicos.

Pesamos que somos tão diferentes, tolice....

Quando criança; queremos ser como nossos pais, quando jovens queremos ser nós mesmos (não sabemos quem somos), quando adulto, somos como nossos pais, temos família, filhos, problemas com filhos, problemas como os dos nossos pais, damos limites como nossos pais, no fim de tudo somos reprises da vida que rir ao saber que nós descobrimos que somos todos iguais em nosso devaneios.

Marcos Henrique

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hoje acordei sem inspiração


Hoje acordei sem inspiração, quase sem respirar, quase sem transpirar, quase sem acordar.

Por favor me ajudem hoje e postem algum poema para mim na parte dos comentários.

Obrigado.

Marcos Henrique.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Deus e o Diabo me Odeiam (continuação)



O sol nasce e o medo me toma



O dia nasce e eu não;

O dia brilha no céu e eu não;

Deus olha a terra e a mim não;

Sinto fome, sinto frio, sinto olhares a me ferir, mas nunca Clarice em mim;

Não sei o quanto mais agüento, sei que notas e sei que me amas, mas me sinto sua irmã, não um garanhão viril, como anseias todas as manhãs.


Cecílio Martins.


Recife 25 de novembro de 1933