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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Estou grato por tudo o que você não me fez.



Estou grato por tudo o que você não me fez
(Marcos Henrique)


Estou grato por tudo o que você não me fez;
Estou só, dentro de você.
todos respiram seus vícios, isso não é de tudo ruim.

Eu não acredito mais em você. Me faz voar num vou rasante por sobre minha alma, que talvez, talvez possa voltar a te sentir.

Todos os segredos secretos que você me contou me fizeram muito mal, mas te perdoo por tudo o que não sou.

A cadeira continua lá, sem você para sentar;
Meu espírito ficou bem aqui nessas marcas de sangue que seu fluxo sugou para o inferno.

Eu não acredito mais em você.

Jogo de xadrez, foi isso o que me tornei;
Ao sul, o belo está morto. Todos os dias eu rezo por você.

Meu parto já se aproxima, mas meu bebê morreu antes de sorrir, coloquem perto de meu rosto para que eu possa lhe sentir. Agulhas me furam sem parar, meus olhos olham o que ninguém conseguiu ver.

A cadeira continua lá, sem ninguém para sentar. Quanto a mim? Continuo, continuo, continuo com minhas vidas.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Poema 11


Poema 11
(Marcos Henrique)


Escrever às vezes dói;
Depressão às vezes mói a nossa alma;
Melancólico heroísmo; é bem sórdido meu egoísmo.

Eu quero bem, viver, viver;
Não sei, morrer, morrer, não sei.

Além do túnel, que nunca atravessei, não sei se tem fundo;
Não sei, parem com tudo, com meu mundo, ou vomitarei veneno, desse mundo ruído, ruim.

Perco a fé na humanidade, perco a fé em meu futuro – jubileu tão obscuro –
Quebrem o muro, falem mais, façam menos, provem mais o seu veneno.
Quebrem mais, pensem menos, mintam mais, vivam menos.
Não acreditem em tudo o que falo, não entendam tudo o que escrevo, apenas sintam, apenas cheirem, apenas sorriam de verdade por fora e por dentro.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Te sinto menos

Sofro com você cada vez mais que te sinto menos, meu coração fica cada dia menor, difícil de sentir.

Viver pode ser difícil, mas o mais difícil é sobreviver com alicerces ruindo.

Que saudade do belo, saudade do terno me toma o peito, me estripa, me arruína a vida;

Maldito ateísmo!

Maldita descrença que vem surgindo!

Maldito sou eu, bendito és tu que houve minhas blasfêmias.

As orações já acabaram, não sei o que fazer. As forças acabaram, mas eu não posso ver tua mão amiga - não sinto mais me acolher -.

Sou maldito ou digno de misericórdia?

Sou motivo de vergonha, tristeza, derrota, mas te amo mesmo quando te viro as costas, mesmo quando não sou mais menino, mesmo quando meu ateísmo me toca, mesmo quando estou cego nesse labirinto. Eu, um proscrito.


Marcos Henrique

sábado, 29 de agosto de 2009

POEMA 9



Hoje eu senti uma coisa estranha, o estável;

Mal pensei nos problemas, nos meus pelo menos, ouvi o dos outros, meio que de longe, meio que discreto, meio que descrente, meio que igual às rochas.

A felicidade vai e vem, por que não fica para sempre;

Por que foge derrepente sem nos da explicação, nos larga como a uma coisa fácil de conquistar, tão fácil que logo perde o interesse e os interessados que sofram, não se importam, não se tocam, não me toque mais! Se não for para ficar para sempre.

Marcos Henrique