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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O outro lado do mundo




O outro lado do mundo


O outro lado do mundo fica tão perto, fica tão rápido. É tão seguro  como o estável;
É tão seguro e associável.

O outro lado do mundo fica embaixo. Está tão perto do centro 
– como o trânsito  está tão perto de tudo e é tão rápido.

O outro lado do mundo;
O outro lado do mundo;
O outro lado do mundo, é limpo, é flácido, é egoísmo, é tudo pálido.

O outro lado da curva é mais uma curva desse lado;
O outro lado de tudo é outro lado 
– é o nada;
O outro lado do nada é o que resta do outro lado do mundo, do outro lado. Bem ao teu lado.

Bem ao teu lado é tão fantástico, como o massacre da vida e o estupro do verso ou o amarrar do cadarço, que é o outro lado dos pés, que andam tão rápido.

O outro lado do fim é o começo do acaso;
O outro lado do mundo fica ao lado do quarto.

Marcos Martins.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Primeira vez

Primeira vez
(Marcos Henrique)


Pela primeira vez pude sentir o terno;

Pela
primeira vez pude distinguir entre o bem e o mal, entre te ter e perder tudo que havia sonhado;

Pela
primeira vez tive medo de meus sentimentos confusos de meu palpitar de coração, desse mundo que me fizeste ver;

Pela
primeira vez senti-me na flor da idade, não como um rebelde cansado.

Posso girar o mundo ao contrario e dizer que é você, sem medo...

Pela
primeira vez a sorte e o acaso se juntaram e conspiraram contra mim, contra todos os sonhos e pedidos imaginados;

Pela
primeira vez senti em meu peito que mora ao lado (tão perto, tão distante, tão impensado); medo de perder o que não havia conquistado;

Pela
primeira vez posso dizer te amo, sem parecer, sem parecer mínimo, sem parecer sábio. O cordão umbilical já foi cortado, mesmo com todo sangue misturado não sinto vergonha do mistério ou do acaso, não sinto vergonha de meus sentimentos abstratos.

Pela
primeira vez te vi e vi minha imagem refletida em teus lábios, pude ver que somos um só corpo, vivendo nesse mundo, separados.

Pela
primeira vez desejei o indesejável.


sábado, 3 de julho de 2010

A insana verdade de Marcos Henrique


A insana verdade de Marcos Henrique
(Marcos Henrique)


Sou um anjo pornográfico, que tem medo de voar;
Sou um homem pornográfico, que tem medo de amar;
Sou de tudo o mais, menos, de todo o mau, o melhor veneno, arte fraca, falsa que é meu poetar.

A insanidade me rodeia, olha; me namora, se esconde e se mostra sinuosamente para mim. Estou sego. Cego e fechado em meus pensamentos. Estou caótico e ultrapassado, estou excitado com a vida torta que escolhi.

Sou um anjo pornográfico, deleite de meus pensamentos pobres;
Não. Eu sou o acaso, que mete medo nos que tem medo de serem controlados.

A ânsia por viver me mata cada dia menos, o vivo só cada dia mais, só entre rostos conhecido que não sei pronunciar seus segundos nomes, que pensam ser um ser, sem saber o que é o ser.

Me perco em pensamentos, perco e não me acho, acho que não me perco, enrolo com palavras doces que a cada dia me deixam mais seco, mais áspero, opaco, oco, meio vivo, meio morto, idolatra do poetar verdadeiro que em mim nunca há de se manifestar.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mortos (continuação) parte 2



(continuação)


Ele não sabia, mas sua jornada só estava começando.

E como foi meu enterro? Acho que não foi ninguém – falou o rapaz.

É, você não tinha muitos amigos – disse o ser.

No céu, estavam travando uma longa batalha, demônios tentavam invadir e destronar Deus, os anjos estavam perdendo a batalha, então os homens também tinham que lutar; homens e anjos se misturavam, asas e lanças se misturavam.

O que terei que fazer? – perguntou o rapaz.

Terás que lutar, para poder ficar livre – respondeu o ser.

Mas, aqui eu sou livre – disse o rapaz.

Não, não é, você foi convocado meu filho – disse o ser.

Convocado, mais eu estou morto e estou no céu, não posso ser convocado aqui – disse o rapaz com um espanto claro em seu rosto.

Então o ser meio homem meio animal começa a lhe explicar tudo.

Você tirou sua própria vida, sua alma estaria condena ao tormento eterno, Deus lhe está dando uma chance, se você lutar Por ele, sua alma será salva, se não...

Quer dizer que ou eu luto, ou vou para o inferno – disse o rapaz.

Não, você vai para um lugar pior que o inferno – respondeu o ser abrindo suas asas.

E se eu morrer aqui? Não posso morrer aqui não é? – perguntou o rapaz.

Sim, aqui se você for destruído, vira infinito, vira poeira, se junta ao nada – respondeu o ser com um brilho no olhar.


(continua...)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Só para não te ver mais sangrar



Os caminhos que tive que percorrer só para não te ver mais sangrar, mas faria tudo novamente só para poder voltar a ver teu sorriso;

A caixa com nossos retalhos de vida ficaram no esquecido no limbo. Eu temo e sinto tanto frio, mas faria tudo novamente só para voltar a ver teu sorriso;

Nos piores momentos é que descobri o quanto sou forte; não faça essa de conquistador comigo não sou tão fácil de ser conquistado.

A momentos e momentos, às vezes é bom chorar mesmo que sem motivos, isso me lava a alma é o que sobrou de minha vida amarga.

O pior de você pude destruir, mas isso me fez sangrar tanto que estou fraco e anêmico, meu passado me absorve e me mostrar o lado negro da lua que brilha no esquecido e esconde o que demais tem de lindo. Aos cinco anos perdi o que de mais precioso havia em mim, mas continuei vivo, continuei andando, continuei no escuro sem estrelas para me guiar, sem o vento para cortar meu rosto, sem nada além de mim.

Perdi o dom de prever o futuro agora estou seguindo meu próprio caminho rumo ao desconhecido, rumo ao lado esquecido dos sentimentos esquecidos, isso é bom?

Descobri que tinha alergia a oxigênio e agora o que faço para voltar a correr? O que faço para voltar a sentir meus pulmões se abrindo? Essas respostas; sei que você tem e não quer compartilhar comigo não quer se abrir; não tenho culpa se te machucaram de mais, se me feriram de menos, se não me roubaram a esperança.
Há! Os caminhos que tive que percorrer só para não te ver mais sangrar, mas faria tudo novamente só para poder voltar a ver teu sorriso, teu sorriso e teu olhar para meu lado esquecido.
Marcos Henrique.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

POEMA 22



São tantos caminhos a serem percorridos, mares nunca antes navegados. Quais são os atalhos corretos?

Que caminhos levam ao deserto?

Onde está à água poluída por mim mesmo?

O dia termina cedo de mais para quem está sem rumo. No espelho às vezes, só às vezes vejo meu túmulo e temo de estar morto e não ter encontrado a visão certa, qual será a visão?

Quem mostrara o caminho a ser visto e escolhido para ser seguido?

Não sei qual navio me levara lá, são tantos sonhos - com a morada certa; qual será? Só tenho uma certeza; que eu continuo perdido em meu mar de possibilidades.

Marcos Henrique

quinta-feira, 11 de março de 2010

Tuberculose



De todos os futuros possíveis, por que fui escolher logo esse?

Minha alma chora não me alegro mais, já me faltam forças para escrever e isso me mantém viv. Quero queimar todos os livros, todos meus vícios!

Em que lugar devo me encaixar?
Minha dor de cabeça amiga, nunca me deixa, nunca me deixa relaxar.

Correntes fortes poderiam me socorrer. Minha casa, meu lar, minha solidão, meu coração.

Não há mais o que pensar de mim, não há mais o que esperar de mim, não há mais nada em mim.

Marcos Henrique

quarta-feira, 10 de março de 2010

Segunda era



Segunda era.

13/10/2002.

Larvas flamejantes brotam em mim, um queimor, uma febre que não cessa em meu corpo;
Não sinto meu espírito, o que é mesmo isso?

O que foi?!

O que aconteceu?!

Por que essa insônia?!

Por que a claridade me dói os olhos?!

Uma dor aguda me corta de canto a canto. O sol lá alto, imponente, nunca será tocado, eu nunca serei tocado, nunca serei violado, mesmo depois de morto, podre, decrépito, nunca serei tocado, nunca serei eu mesmo de novo, nunca, é uma palavra que me causa medo e dor, meu suicídio tem feições de menino, minhas feições, meu rosto, meus olhos, todo meu corpo, todo meu ser, tudo, tudo...

...Eu nada sou, eu nada encontrei, meu poema suicida nunca será entendido porque ainda respiro. Eu me acho dor, eu me sinto dor, a dor se materializa em mim, em mim!

Como gostaria de olhar no espelho e ver um rosto sorrindo, a angustia da alma me tortura me maltrata, que tipo de homem eu sou? Que tipo de dúvida eu sou?

Meus pulsos estão com cicatrizes profundas, meus olhos estão negros e sem vida, mas não acendam as velas, ainda estou vivo.

Marcos Henrique

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Te sinto menos

Sofro com você cada vez mais que te sinto menos, meu coração fica cada dia menor, difícil de sentir.

Viver pode ser difícil, mas o mais difícil é sobreviver com alicerces ruindo.

Que saudade do belo, saudade do terno me toma o peito, me estripa, me arruína a vida;

Maldito ateísmo!

Maldita descrença que vem surgindo!

Maldito sou eu, bendito és tu que houve minhas blasfêmias.

As orações já acabaram, não sei o que fazer. As forças acabaram, mas eu não posso ver tua mão amiga - não sinto mais me acolher -.

Sou maldito ou digno de misericórdia?

Sou motivo de vergonha, tristeza, derrota, mas te amo mesmo quando te viro as costas, mesmo quando não sou mais menino, mesmo quando meu ateísmo me toca, mesmo quando estou cego nesse labirinto. Eu, um proscrito.


Marcos Henrique

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nunca vão saber que estive vivo



Nunca vão saber que estive vivo



Enquanto todos dormem, eu luto pra ficar vivo;
Enquanto todos sofrem, eu luto pra ficar vivo.

Respiro fundo, mas não sinto, eu fecho os olhos e vomito, eu sou tão sujo e me enxergam limpo, se eu morrer agora nunca vão saber que estive vivo.

Enquanto todos dormem, eu luto pra ficar vivo;
Enquanto todos sofrem, eu luto pra ficar vivo.

Eu fecho os olhos e vomito, procuro um abrigo que sustente meu corpo ferido.


Marcos Henrique

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Eu, meu corpo e minha poesia



Eu, meu corpo e minha poesia


É difícil ser o que todos querem, nas esquinas tudo soa fácil e nada pode nós deter. Eu vi o que eu queria para mim e isso doeu tanto.

Eu quero ser eu;
Eu quero ter corpo, quero ter vida, mas nada me habita.

Talvez uma cor mais clara possa me dizer o que sempre quis ouvir, mas o carimbo para o lado bom quebrou, só restou burocracia.

Eu quero tentar, quero sorrir, quero ter fé, mas tudo é tão, injusto...

Há certas coisas que não devem ser questionadas, só cumpridas, só cumpridas e com o tempo tudo ficara melhor, todo ficara mais claro, tudo e eu nada. Tudo...

Estou melhor depois do desabafo que fiz, às vezes é bom se confessar, obrigado por tudo o que você não fez isso me ajudou a ver o mundo mais claro.

Eu sempre fugi, mas nunca encontrei, pois o que busco esteve sempre aqui, bem aqui, bem dentro de mim.


Marcos Henrique

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

POEMA 26



POEMA 26


Há escuridão!
Escuridão;

Se me entendes, me clareia essa estrada;
Me guia, me leva a alma e me deixa num canto sossegado;
Estou cansado e o cansaço me toma tempo - já não tenho- não, não creio que ele vá me devolver meus pertences “meus pensamentos”.

Já se foi a poesia, só ficou a solidão e a esperança de um novo dia, que só vem ao raiar do sol frio e incolor.

Adeus escuridão tenha um bom dia.

Marcos Henrique

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Conclusões


Conclusões


Há lama jogada em toda parte, corrupção que povoa meu coração, fode a humanidade;

Fodam-se as verdades! Será que valeu a pena meu sacrifício ?! Minha vida é sem importância se não estão nas manchetes de jornais. Os mortos enterram seus mortos, mas não há mais lugar no céu, não se pode entrar o inferno está lotado pelos os justos;

Uma cova rasa para me jogar!?
Uma cova rasa para me salvar!?


Fodam-se as verdades! Essas mentiras que são cuspidas em mim, minha eloqüência vai nos matar antes de meu jantar com cabeças de virgens cegas e verdades frias.

Eu e você juntos até o fim, nada pode libertar esse genocídio que há dentro de mim.

Sacrifício de virgens, crianças sem pais, pátrias sem paz o punk rock vai nos salvar...?!

Nossas estórias contadas até o fim.

Não chore, não chore por mim!
Não grite, não grite por mim.


Marcos Henrique

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Distúrbio




Com o distúrbio me sento e oro por dias que não estão por vir;
Por agora sou um pedaço de mim que aflora o rosto rubro em silhueta;
O que sou? Pergunto-me mais uma vez...

... Sei quem sou por agora, sou só ócio, um mandrião sem vontades;
Sou soberbo em tudo o que faço de pior, sou único e só;
Sou escravo do oficio que se apresentou a mim, sou prisão sem trancas, porque não se pode trancar o que se acostumou com o cárcere;
Sou a aberração perfeita de Deus, bobagem, sou somente, humanidade.


Marcos Henrique.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

É tão fácil partir


É tão fácil partir


É tão difícil partir;
É tão difícil ficar;
Porque todos temos que ir se nada dura até eu decidir que é o fim?

Fugitivos de um jardim, fuga para o nada;
Os corpos nus estão aqui, sem mais culpa ou fala.
Sorrisos falsos são tão necessários quando não sabemos sorrir.

Um adeus e bons gestos, um adeus não importa mais se nunca se teve...

Sou tão frágil que chego a ser verdadeiro quando estou só por mim. Uma arma para curar todo mal, todo mal para minha dor.

E se fosse simples assim, como tirar uma vida, sem verdadeiras justificativas;
Meus cabelos doíam enquanto cresciam.
Eu e você fomos feitos um para o outro e estamos tão sós, sós como um adeus.

Todas à vezes...
...Em quem devo acreditar?
Em quem sempre mentiu pra mim?
Os campos sem sementes são mais lindos de se ver a noite e eu sigo bem aqui onde não comecei, onde comecei a fugir.

Marcos Henrique

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Voltei as antigas atividades


Felicidade que me magoa; me esfola, me ignora;

Felicidade que me explora, felicidade que vai embora e só volta quando algo lhe convém;

Felicidade vá embora, pois é chegada a hora de minha realidade...


Marcos Henrique.