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terça-feira, 22 de junho de 2010

Somos um




Somos um
(Marcos Henrique)



Quero sentir teu sexo, teu corpo dentro do meu, tua boca em minha boca, teu suor se fundindo ao meu.

Teu hálito, tão gostoso, teu gozo, teu fogo. O melhor de teu tesão.

Suas mãos me acariciam. Me tocam. Te toquei, te senti em minha língua, te provei como a uma bebida, que me embriaga, me faz perder a fala. As palavras nem sempre falam tão bem quanto os olhos.

Nos sentimos muito próximos, somos dois, somos um.

terça-feira, 30 de março de 2010

Outro poema de Segunda era


Larvas flamejantes brotam em mim, um queimor, uma febre que não cessa em meu corpo. Não sinto meu espírito, o que é mesmo isso?

O que foi?

O que aconteceu?

Por que essa insônia?

Por que a claridade me dói os olhos?

Uma dor aguda me corta de canto a canto. O sol lá alto, imponente, nunca será tocado, eu nunca serei tocado, nunca serei violado, mesmo depois de morto, podre, decrépito. Nunca serei tocado, nunca serei eu mesmo de novo, nunca é uma palavra que me causa medo e dor. Meu suicídio tem feições de menino, minhas feições, meu rosto, meus olhos, todo meu corpo, todo meu ser, tudo, tudo...

...Eu nada sou. Nada encontrei. Meu poema suicida nunca será entendido porque ainda respiro. Eu me acho dor, me sinto dor. A dor se materializa em mim, em mim. Como gostaria de olhar no espelho e ver um rosto sorrindo, a angustia da alma me tortura, me maltrata, que tipo de homem eu sou? Que tipo de dúvida eu sou?

Meus pulsos estão com cicatrizes profundas, meus olhos estão negros e sem vida, mas não acendam as velas, ainda estou vivo.

Marcos Henrique.

sábado, 30 de janeiro de 2010

My sentiment



My sentiment


Corações despedaçados e sonhos tristes - é tudo que resta- no rádio escuto o que poderia ter sido nossas vidas, tudo bem não se culpe por tentar, estamos ainda de pé não chore mais, amanhã tudo começa e tudo termina.

Escuto o que poderia ter sido nossas vidas...

Se chorar, se gritar nos alivia a magoa da vida, então; grite sem parar! Todos os ouvido que ouçam minha tristeza amiga!

Escuto o que poderia ter sido nossas vidas...

Sua mão tão distante, mas ainda amiga, não vejo mais nessa rua que nunca termina.

Posso ver seu semblante, sempre tão linda, linda. Querida não volte mais.

Escuto o que poderia ter sido nossas vidas.

Marcos Henrique.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nas sombras (olhos negros)


Nas sombras (olhos negros)
Geogton Leite/Marcos Henrique.



Num sussurro o despertar;
Abra os olhos e então...
Olhos negros nas sombras não refletem meu coração.

Num sussurro um descuido;
Meu olhar na multidão;
Olhos negros não refletem meu coração.

Nas sombras não vejo você;
Nas sombras só há solidão;
A dor no peito, a dor no seio (leite materno, amor de menos, caixa em forma de coração).

Mais um dia, nasce o nada;
Tão vazio, sinto o nada;
Tão perdido por você – labirintos - olhos negros;
Choro claro;
Dor no peito;
O vazio - meu receio - no espelho não encontro minhas mãos.

E dentro das sombras demônios me circulam, me torturam, prendem meu coração;

Olhos negros, não refletem teu coração.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Estrada para Perdição



Estrada para Perdição (Prisão Invisível)


Ele chorou amargamente, mas apertou a mão de Deus;
Seus sonhos só são sonhos e a realidade é tão cruel com os puros;
Ele queria ser poeta, ele queria agradar a Deus, ele queria ser ele mesmo, mas quem ele é quando se olha no espelho?

Ele dirigia embriagado, cortando a estrada...
Não deixe as crianças com ninguém, ninguém de confiança.
Matando a estrada, matando a estrada;

Anjos não tem pesadelos e ele não conseguia dormir. O medo sempre espera a hora certa de partir. Seus sonhos vão morrer juntos com ou sem você aqui;
Sonhe eternamente com os anjos, ser ou não ser esse ser. O mundo é lindo e fede tanto.

Viver

Morrer qual escolha certa?

Fale sempre a verdade pra quem mente pra você...
Ele comeu seu coração, não chore garoto, todos sofrem quando não querem sofrer;

O sonho é tudo que não podem lhe roubar, desistir é morrer...
Não pare de dançar, a música toma tudo em você, você vê a vida como não vi;
Todos os jogos; papai me dizia que mamãe chorava de alegria e que nada nela doía;
Meu herói está morto no fuso, chorar de alegria, chorar de alegria...
A mascara nunca cairá e o mostro não se libertara, o monstro não está no paraíso, o monstro não se libertara..

No sexto dia ele descansou com dor;
Suas costas doíam tanto e ele chorou;

Ele dirigia embriagado, cortando a estrada...
Não deixe as crianças com ninguém, ninguém de confiança.
Matando a estrada, matando a estrada;
Ele dirigia embriagado, cortando a estrada...
Matando a estrada, matando a estrada, ele era tão louco e tão são;


Marcos Henrique

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Agnóstico



Agnóstico


Acredite no que quiser, mesmo se ela não vier de manhã para ti ver.

Todos os passos são curtos, todos os passos são melhores dados no escuro. Pare de respirar e sinta a morte chegar.

O que está sobre a mesa deveria estar lá;
O que está sobre você deveria ficar lá.

Eu sou bom em guardar segredos, então minta para mim, pois dinheiro pode compra amor
É possível viver sem dor?

Eu sei que perdi mesmo antes de jogar. É possível viver sem amor?

Acredite no que quiser;
Duvide do que quiser;
Venha como viver...

Teus problemas são tão meus, teu suor é só seu. Minha dor passou, é possível viver sem amor?
Ser o mais belo quando todos te olham com horror.
É possível viver sem dor?

O que está sobre a mesa deveria estar lá!
O que está sobre você é som sua alma morta.


Marcos Henrique

sábado, 6 de junho de 2009

Bom dia, Boa tarde ou Boa noite!


Olá a todos vocês que viajam por esse blog de segunda agora até sexta-feira colocarei todo meu livro para vocês baixarem (caso queiram), o primeiro livro é o: O Lado Avesso – Nornes o Mago, espero que gostem e tenham todos uma boa viagem literária, basta copiar e colar.

Marcos Henrique.