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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Fora do Paraíso


O livro está na Amazon agora!

Comece o ano lendo meu livro Fora do Paraíso e descubra a verdade que nós é ocultada.
Se resolver cruzar a membrana do saber é por sua conta e risco. Siga Lázaro e seus amigos nesta jornada, no entanto, saiba que, nunca mais será o mesmo. 

Link para o livro

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

II

II


 
Eu já disse, mas vocês não me ouviram;

Eu já falei, mas todos riram.

Esse meu peito me prega peças sórdidas e sórdida é uma palavra linda e forte, mas para mim é sem sentido nesse momento frágil em que fico encolhido.

Bom é bom, adeus, adeus, sei que deveria ter dito isso anos atrás, mas o céu continua o mesmo e eu só mudei um pouco - me olha e diz se sou o mesmo tolo ou um tolo renovado.

Abelhas trabalham sem parar, eu nunca trabalho e nem gafanhoto sou.

Frases verdadeiras poderiam ser ditas agora, mas, minha vida sempre foi uma grande mentira.

Para que conhecimento se o tempo passa e os erros pioram com o passar dos séculos.

Nunca saberei por que piso esse chão, nem o porquê de sentir que estou sempre perdido.


Marcos Martins.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O castelo

 O castelo


Degraus e mais degraus separam solidão e anseios.
Torres que tocam o umbigo do céu, altura, vertigem, meus devaneios.

Donzelas escassas, bruxas entediadas, reis loucos, rainhas que fingem sorrir, cavaleiros com suas espadas enferrujadas.

De que são feitos os castelos, se não de sonhos e ambições em ruínas. Kafka nunca encontrou a porta dos fundos do seu, entrou e perdeu-se em si.


Quero construir um castelo sem fosso, sem monstros para proteger a ponte levadiça. Não consigo. Tenho monstros dentro de mim.

Paredes sujas. Nobres que comem com as mãos. Soldados com olhares distantes e perdidos, traições, assassinatos e magos que não sabem transformar metal em ouro 
– Essas são as verdades ocultas nos castelos. Verdades que os nobres tentam esconder.

Tudo é um jogo. Quem morre; quem pode nascer; quem sobe ao trono; quem pelas mãos do rei deve viver.


Os calabouços estão cheios, o povo geme de fome, com dores de parto enquanto a realeza vai fazendo seus bacanais homéricos, sorrindo incestuosamente, mas com inveja de quem vive fora das muralhas, pois esses são livres, que corações encarcerados nunca poderão tocar.


Marcos Martins.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ceifar


Ceifar



Retorcido num canto, fico imóvel e todos não me notam – assim sou feliz.

Meus poemas baratos debocham de mim, sinto minha face dormente, os dedos a sangrar e a escreverem um destino 
– o fardo que vou carregar.

Esta jornada é longa e nem tive tempo para sentar um pouco, mas quando chegar ao fim, terei tido tempo de viver? Viver livre de correntes que me amordaçaram, machucaram minha traqueia deixando minha voz diminuta?

Depois de toda a odisseia, percebo que “tudo” é uma palavra pequena de proporções descomunais e que, tudo, continuou lá, imóvel, escuro, sozinho, retorcido num canto sem sentir minha falta, sem ter visto a minha jornada, sem ter visto.

Todos só me notarão quando meus fluidos começarem a exalar as verdades que não tive coragem de gritar em vida.

Retorcido em meu canto, fico imóvel e assim me sinto feliz, longe da existência que um dia me fez.


Marcos Martins.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Tu




Tu



Se te contar como eu meu sinto te fizesse mais compassível comigo, abriria o verbo, gritaria tudo o que quero externar, mas deixo meus dizeres retraídos em meu peito. Doo-me de corpo e alma, mas esse doar não é recíproco como todos que amam almejam em seus cúmplices.

Mais uma vez só tenho a mim para me acalentar, só tenho a mim para reconfortar a cabeça e limpar as lágrimas que descem em límpidas cachoeiras pelas corredeiras de minhas pálpebras.   

Sou único, o último de minha espécie, um gramático sem palavras novas para ofertar a seus alunos. Sou só. 

Sou único, o último dos homens que sonha em compartilhar bem mais que prazeres carnais, e por isto mesmo vago só, sendo tocado por esta multidão que me toca, mas não me senti. Sou só.

Se te contar como mim sinto me fizesse mais vivo, hoje, desejaria morrer, por que sei que desistisses de mim, que desistisses do amor e das flores que um dia roubei para te presentear.


Marcos Martins.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Quarta



Quarta
(Marcos Henrique Martins)

Quarta, hoje é quarta-feira, eu sei.
Mas de que vale uma quarta-feira quando o sol esquenta apinho um pouco do que restou de meu frágil juízo?

É, tudo bem para você que não conta os dias, mas para mim...
Hoje é sexta, duas coisas me deixam louco: perder e viver sem viver.
É, tudo bem para você que não conta os dias, mas para mim...

Vou relaxar um pouco e fumar um cigarro. Droga! Lembrei que parei de fumar depois que Deus curou meu câncer. Tudo bem as melhores promessas são aquelas que não podem ser cumpridas.

Que dia é hoje?
Que horas são?
Será que ela veio por mim ou pelas contas atrasas?

Seus olhos não me disseram absolutamente nada, logo eu que sei ler almas. 
Quarta, hoje é quarta-feira, eu sei.
É, tudo bem para você que não conta os dias, mas para mim...
Ok, tudo bem, não sou religioso, te perdoo. Tenho bom coração. 

"Dedicada a meu grande amigo e inimigo literário César Vice". rsrsrsrs. Tu sabe que te quero bem.

sábado, 10 de novembro de 2012

Poema 47



Poema 47
(Marcos Henrique Martins)


Sabe, é triste levantar-se de manhã bem sendo e saber que muitos dormem até tarde para enganar a fome. 

Saber que tantos morrem e, não sei se renascem para a vida eterna melhor.

É difícil ter esperança vaga quando se tem revolta como guia. 

É horrível se sentir impotente, não poder girar o mundo ao contrário, não poder salvar quem se ama, não conseguir conter as lágrimas que teimam em brotar,

Mas o que é mais triste do que tudo isso, é ver o resumo de uma vida sem rumo, é ter a bússola nas mãos e ser um errante sem norte, sem direção, sem porto, sem mãos que lhe conforte.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Caos

Fiz esse poema em 2002. É faz tempo, mas o caos permance em mim. Então, decidi compartilhar esse fardo com os ciber amigos.


 Caos
(Marcos Henrique Martins)


Será carência?
Culpa?
Será que estou vivo e todos estes anos estive dormindo? – Baba de anjo –.

Sacrifício humano é tão desumano. Mas somos pacíficos, podemos cochorar e sorrir; debochar e fingir. Somos tão pacíficos.

Quem tem um pouco de esperança para me emprestar? Posso pagar a prestação, mas me livre desses desejos de paz, sou mais feliz no caos.

O século 21 me fora fascinante até ontem. Agora, só restou eu e você meu tédio. Aí de mim e todos que choram escondidos, murmuram, imploram, blasfemam, lutam por um mundo utópico. Me sinto tão bem, sou tão feliz no caos.

 Tudo isto é inútil. Só o amanhecer vai nos curar dizem os gurus, e garotos com seus tablets e piercing nos mamilos ainda acreditam. Me sinto confortável no caos.

A simetria me odeia e eu a amo tanto. Tudo se resolvera. É dessa forma que acabam convenções, onde políticos participam. E suicidas acreditam nisto.

Sangue viral, cordão umbilical; o caos, Eu no caos.
Escuridão parcial; vista embaçada, eu sem razão, bactérias criadas, o caos.
Labirintos infinitos, sem saída, sem anda, apenas o caos.
Poesia transloucada, poetas sem musas, poemas sem espírito, sentido, sem vida, apenas teu caos.                

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Brilhos

Brilhos
(Marcos Henrique Martins)


Estrelas brilham;
Pessoas brilham;
Coisas brilham e ofuscam a luz que existe em cada ser individual.

Gosto das surpresas que não são para mim. Gosto quando vejo outros a chorar e a sorrir, isso me alimenta, serei um vampiro? Não, por que não gosto da cor vermelha, faz querer me ver sangrar por todos os que se culpam por terem um dia sorrido.

Você sabe como me fazer sentir frio, isso me faz mais vivo. Me sinto vivo sempre que me encontro perdido.

Estes brilhos que me cegam me segam, fazem comigo tudo aquilo que preciso para continuar respirando, acenando e fugindo. Prosa louca, respingos de sanatórios onde reposam muitos de nossos entes queridos.

Ao ver esses brilhos, percebo por que tantos mosquitos se sentem seduzidos. Prosa pobre, com rimas escassas. Meu prosear é uma escarpa onde poucos conseguem encontrar lugar para seu descanso. Tudo é bem mais profundo que a imaginação de homens pode captar.          
 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Drenos em bonecos secos



Gostaria de convida-los a fazerem uma viagem. Escrevi esse poema tendo como base a música Drain You da banda Nirvana. Então os convido a ao mesmo tempo em que forem ouvindo a música, a cada estrofe cantada, vocês lerem uma linha do poema. Dá a sensação de que é a tradução da musica, mas não é. Acho que vale a pena a viajem.
Logo abaixo do poema a música, diretamente de youtube




Você disse que sempre estaria por perto quando eu caísse;
Mentir te deixa mais linda à noite, quando as estrelas fogem de medo. Cumplicidade complicada e drenos em bonecos secos;
Perdão sem perder o que nunca foi encontrado.

Quero ver seu coração, ruínas e sonhos (rostos rosados)
Luta sem amor, cor sem cheiro, olhos sem fé, flores sem vasos, Deus sem D.

E todos riram quando te contei meus segredos no alto de uma colina sem luz, pulamos juntos até o fundo, quebramos o que não poderia ser quebrado. No alto, tudo é tão pequeno e frágil como velhos com passados tristes;

Eu estudei todos o movimentos que fluíam junto com teu cheiro.

Quero ver seu coração, ruínas e sonhos (rostos rosados);
Luta sem amor, cor sem cheiro, olhos sem fé, flores sem vasos, Deus sem seu ser.

Você disse que sempre me amaria, mas o eterno está acabado. Fale o que não pode ser comprido e eu toco o que não pode me tocar com os dentes.

Rostos de meninos no esquecido, cumplicidade complicada e drenos em bonecos secos. Sou mais complicado que os retratos de Da Vinci.


Quero ver seu coração, ruínas e sonhos (rostos rosados);
Luta sem amor, cor sem cheiro, olhos sem fé, flores sem vasos, carne da carne, poema sem espírito, violência tocada com violinos, Deus sem estar.

Marcos Henrique Martins.



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Impressão



Impressão


Não gosto de gosto amargo da vida;
Tem gosto de naftanila, tem gosto de anilina.

Vejo fotos nos jornais, violência me cada esquina;
Vejo fatos de animais de pessoas desconhecidas;
Vejo gestos tão boçais, vejo paz, vejo guerrilha;
Vejo luta pela paz, vejo a paz sendo vencida.

Se sei que estou vivo é porquê ainda respiro, respiro esse cheiro, esse cheiro poluído.
As leis não foram feitas para serem cumpridas - quem sabe omitidas? -.

A lei da selva não espera, ela age como uma fera e lhe come pouco a pouco, passando assim o desgosto de morrer: Pouco a pouco. Sem nada poder fazer, sem um lugar seguro pra crescer, com um futuro duro pra você...

Vejo fotos nos jornais, violência em cada esquina;
Vejo fatos de animais de pessoas conhecidas;
Vejo o horizonte tão perto, quase certo que vou cair nesse deserto de aflição;
Sem um copo d’água na mão ou um final pra minha canção.

Mas é só impressão.



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

AVC


AVC


Corra! Corra!
Vá com o vento!
Morra! Morra! Só lamento!

Estrada louca! (desalento!)
Sonhos mornos, expostos ao vento!

Corra! Corra! Vá com o vento!
Corra! Corra! Vá com o vento!
Morra! Morra! Só lamento!

Corações partidos, sonhos lentos;
Falso choro, só lamento!!


Marcos Henrique

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Poema 10


Poema 10
(Marcos de Almeida Calado)


Que batalha é essa?
O que é que eu sinto?
Porque me toco e não me sinto?

Tumor invisível;
Ansiedade platônica;
Vitória adiada;

Minha alma foi roubada, minha roda é quadrada. Só um sinal, só um. Só um ponto luminoso, só um pingo no meu rosto, só o nada, retratado, tão falado e tão vazio, tão frio, tão insano, tão pagão, tão religioso, tão complexo, tão vistoso.

Sou louco por não ser louco, nesse mundo de insanos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Outro poema de Segunda era


Larvas flamejantes brotam em mim, um queimor, uma febre que não cessa em meu corpo. Não sinto meu espírito, o que é mesmo isso?

O que foi?

O que aconteceu?

Por que essa insônia?

Por que a claridade me dói os olhos?

Uma dor aguda me corta de canto a canto. O sol lá alto, imponente, nunca será tocado, eu nunca serei tocado, nunca serei violado, mesmo depois de morto, podre, decrépito. Nunca serei tocado, nunca serei eu mesmo de novo, nunca é uma palavra que me causa medo e dor. Meu suicídio tem feições de menino, minhas feições, meu rosto, meus olhos, todo meu corpo, todo meu ser, tudo, tudo...

...Eu nada sou. Nada encontrei. Meu poema suicida nunca será entendido porque ainda respiro. Eu me acho dor, me sinto dor. A dor se materializa em mim, em mim. Como gostaria de olhar no espelho e ver um rosto sorrindo, a angustia da alma me tortura, me maltrata, que tipo de homem eu sou? Que tipo de dúvida eu sou?

Meus pulsos estão com cicatrizes profundas, meus olhos estão negros e sem vida, mas não acendam as velas, ainda estou vivo.

Marcos Henrique.

sexta-feira, 19 de março de 2010

2012 - Depois do Fim do Mundo (rabiscos ainda)

Marcos Henrique


- Chegamos e o mundo ainda está lá – fala Gael brincado enquanto estaciona.

- Lá não, bem aqui – responde Deyse.

O Casal desce do carro, Gael pega Vinicius nos braços que dorme tranqüilamente; eles entram em casa, Gael põe Vinicius na cama, troca à roupa do filho, o cobre, beija sua face e sai delicadamente para na acordar o garoto, se bem que o mundo poderia acabar ali agora que o rapazinho não acordaria – o sono dos inocentes – pensa Gael.

Deyse está no quarto se preparando para o marido, coloca uma camisola transparente que deixa a mostra seu belo corpo, liga o som de seu quarto, bem baixinho, pois a música será apenas para os dois o mundo pode estar calmo, mas não precisa saber o que acontece no quarto do casal, Gael escuta a música enquanto vai em direção do quarto com uma garrafa de vinho, eles não precisaram de copos nesse restante de noite.


01 de janeiro de 2012
10:29 am.


- Bom dia amor – diz Gael beijando a face de sua esposa.

- Que horas já são querido? - pergunta Deyse, se espreguiçando na cama.

- Não se preocupe com as horas, hoje é domingo lembra? E o mundo não acabou, fica deitada mais um pouco, vou ver nosso campeão no quarto dele e preparar um café da manhã gostoso pra gente – responde Gael acariciando os cabelos de Deyse.

Gael levanta-se e vai até o quarto de seu filho Vinicius que dormi tranqüilamente.

Gael sai do quarto e vai para cozinha preparar o café da manhã dele e de sua esposa, liga o rádio relógio que fica em cima do armário da cozinha e logo o que se ouve é sobre um ataque.

- O prédio da ONU foi atacado, até agora nenhum grupo extremista se declarou autor do atentado...

- É pelo o que eu vejo o mundo voltou ao normal e hoje ainda é primeiro de janeiro quando tudo isso vai acabar? – pensa Gael enquanto frita uns ovos.

(continua)


quinta-feira, 4 de março de 2010

Putrefação



A esperança foi embora, a vida pede esmolas, meu rosto não mais chora, as reações estão todas mortas.

A corda sempre lá fora, me chamando pra curtir, ignorei até agora, mas comecei a lhe ouvir.


A esperança foi embora, a vida pede esmolas, meu rosto não mais chora, as reações estão todas mortas.

Minha alma não mais chora se derrete dentro de mim, à morte venci a vida e a vida finge pena de mim.

Marcos Henrique

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Último poemade 2009, agora só em 2010!



POEMA 35


Depois de meses de escuridão enxergo a luz com os olhos do coração;
Ainda sinto o escuro tão claro e melancólico para mim.

Minha alma se perde;
Se acha
Se mata
Renasce
Encarna
Se acaba
Regride
Duvida
Se cala.

Não sabe ao certo o que é o certo;
Não sei ao certo se estou certo, nem sei se sei me expressar com clareza, com a caneta que tende a falhar.

Nove meses se passaram, o escuro foi meu feto que acabei de abortar.

Marcos Henrique

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um trecho de meu novo conto (Dívidas do passado).


Em breve em meu novo livro de contos.

Dívidas do passado

Pedro tenha 10 anos e um sonho, queria ganhar uma bicicleta, porém seus pais não tinham condições de dar esse presente ao garoto. O pai de Pedro estava sem emprego, sua mãe trabalhava como costureira, seu salário estava todo comprometido com as responsabilidades da casa.

Pedro era um bom filho, obediente, respeitava os mais velhos, estudioso, sempre dizia a sua mãe que um dia iria se tornar astronauta, a mãe ria um pouco, coçava sua cabeça e dizia – se você se esforça e estudar muito claro que vai conseguir meu filho – Pedro tinha esse sonho, mas o mais urgente era o sonho de ganhar uma bicicleta que vira em uma loja, ele iria completar 11 anos e ter uma bicicleta para poder ir ao colégio e passear com seus amigos seria o máximo para o garoto.

Pequenos bilhetinhos eram deixados em cantos estratégicos da casa, sua mãe fica sempre com os olhos marejados quando os lia, seu pai não dizia uma só palavra ficava apenas sentado numa poltrona que fora de seu pai, era uma poltrona já velha de cor verde, com a costura já gasta, no entanto o pai de Pedro adorava ficar naquela poltrona velha sentado horas a fio, dizia que ali conseguia colocar as ideias no lugar, pois o cheiro da poltrona remetia a sua infância, época de fartura, seu pai era um homem de posses que perdeu tudo devido a seu vício no jogo e foi dessa forma que o pai de Pedro veio para a cidade grande fugido junto com sua família das dividas de seu pai, ou ganhavam a estrada e deixavam tudo para trás, ou seu pai morreria devido a dividas contraídas pela a jogatina.

Pedro ainda sonhava com sua bicicleta, depois de conseguir a bicicleta virar astronauta seria muito mais fácil assim pensa o garoto com toda sua inocência, toda noite ele rezava e como seu aniversário era no mês de dezembro reforçava suas orações, pedido a Papai Noel que desse uma ajudinha.

(Ainda escrevendo...)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Céu Azul




Céu Azul


Anjos rasgam os céus azuis em vôos suicidas;
Deus se escondeu com vergonha do que criou;
Meus heróis morram de tristeza! Estão todos pelo chão;
Se você não pode voltar, eu não posso ir.

Não a nada mais aqui, nem pessoas para matar, onde estão?

Segredos que causam dor só servem para envenenar todo ar;
Eu não quero ter medo de você, eu não quero ter que matar você.

O sol ainda brilhara amanhã em quanto os justos poderem lutar;
Eu não quero voltar pra você, eu não quero ir...

Meus heróis morram de tristeza! Estão todos pelo chão;
Se você não pode voltar, eu não posso ir.
Não a nada mais aqui, nem pessoas pra matar, onde estão?

Marcos Henrique