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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Tantas vezes



Tantas vezes



Intenso, como uma poesia deve ser
Descortinado, como uma poesia deve ser
Verdadeiro, como a poesia deve ser
Insano, como o poetar deve ser
Complacente, apenas com os que me leem

Doce, amargo, verdadeiro, mentiroso, fingidor, casto, profano, temente aos deuses, tormento, tornado, tolo, sonhador atormentado, provocador. Todos os adjetivos que possam jogar em minha alma não me acalmam mais, nem me completam mais. Quem é completo por inteiro?

Intenso, descortinado, verdadeiro, complacente “apenas com os que me leem”, louco é isso, louco por ter morrido tantas vezes de amor. 

Marcos Martins.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Tão peculiar



Tão peculiar
(Marcos Henrique Martins)


Às vezes tenho vontade de arrancar todos os meus dentes;
Às vezes tenho vontade de arrancar meu coração;
Às vezes sinto vontades covardes tomarem meu peito;
Às vezes tenho vontade de deixar de ser tão solidão. 

Não me reconforto.
Não há conforto para eremitas. Tudo, toda vida é um jogo e todos nós, tolos jogadores, somos crentes que não vamos perder. Já perdemos. Mas o que importa é a forma como à derrota nos deleitara.

Às vezes tento contar às estrelas do céu;
Às vezes tento contar carneiros para, tentar, dormir;
Às vezes tento falar, mesmo quando não me escutam;
Às vezes me vem uma vontade de sangrar.

Não aceito.
Não há conforto para quem vê seus amados mortos. Tudo, toda vida um dia finda. É o mesmo jogo, só que com dados diferentes. No fim, sempre perdemos, mas o que importa é forma como vivemos.

Às vezes, tento ser feliz e escrever uma ode;
Às vezes me perco em poemas;
Às vezes escrevo para me perder;
Às vezes tenho sonhos pequenos que de meus olhos brotam.

Não mais tenho.
Não me habita esperança. Tudo se foi pela latrina e o que restou foram árvores de ilusão que teimam em nascer cada vez mais altas em meu quintal. No fim, sempre esperamos por novos dados. E o que importa para mim pode não importar para você, pois enxergamos o mundo de forma tão peculiar.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Quarta



Quarta
(Marcos Henrique Martins)

Quarta, hoje é quarta-feira, eu sei.
Mas de que vale uma quarta-feira quando o sol esquenta apinho um pouco do que restou de meu frágil juízo?

É, tudo bem para você que não conta os dias, mas para mim...
Hoje é sexta, duas coisas me deixam louco: perder e viver sem viver.
É, tudo bem para você que não conta os dias, mas para mim...

Vou relaxar um pouco e fumar um cigarro. Droga! Lembrei que parei de fumar depois que Deus curou meu câncer. Tudo bem as melhores promessas são aquelas que não podem ser cumpridas.

Que dia é hoje?
Que horas são?
Será que ela veio por mim ou pelas contas atrasas?

Seus olhos não me disseram absolutamente nada, logo eu que sei ler almas. 
Quarta, hoje é quarta-feira, eu sei.
É, tudo bem para você que não conta os dias, mas para mim...
Ok, tudo bem, não sou religioso, te perdoo. Tenho bom coração. 

"Dedicada a meu grande amigo e inimigo literário César Vice". rsrsrsrs. Tu sabe que te quero bem.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Um dia



Um dia
(Marcos Henrique)

Um dia a mais e eu me fiz menos;
Um dia a mais – Nuvens borradas e falsos segredos –;
Um dia a mais – Tudo é o nada em vidas curtas –. Vidas? Tolos pensamentos;
Um dia a mais – Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sempre –;
Um dia a mais – Meus sonhos, sonhos pequenos –;
Um dia a mais, menos fome, mais vida, menos vida, mais fome;
Um dia a mais para que eu possa ter todos, absolutamente, todos os entendimentos que não vão me servir para nada quando meu dia se fizer menos;
Um dia a mais, só um dia qualquer com versos de efeito, métrica imperfeita, esperanças renovadas, ilusões refeitas, apenas um dia a menos para se comemorar mais um dia.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Eu recomendo Revista Figurinhas Descoladas

 
Olá amigos ciber amigos eu recomendo a todos o site da Revista Figurinhas Descoladas. A primeira e segunda edição da revista está em seu site para você ler e baixar. A revista aborda temas variados e no site você ainda encontra um chat e uma rádio on-line.


Quem quiser conhecer e participar do grupo no Facebook

Caos

Fiz esse poema em 2002. É faz tempo, mas o caos permance em mim. Então, decidi compartilhar esse fardo com os ciber amigos.


 Caos
(Marcos Henrique Martins)


Será carência?
Culpa?
Será que estou vivo e todos estes anos estive dormindo? – Baba de anjo –.

Sacrifício humano é tão desumano. Mas somos pacíficos, podemos cochorar e sorrir; debochar e fingir. Somos tão pacíficos.

Quem tem um pouco de esperança para me emprestar? Posso pagar a prestação, mas me livre desses desejos de paz, sou mais feliz no caos.

O século 21 me fora fascinante até ontem. Agora, só restou eu e você meu tédio. Aí de mim e todos que choram escondidos, murmuram, imploram, blasfemam, lutam por um mundo utópico. Me sinto tão bem, sou tão feliz no caos.

 Tudo isto é inútil. Só o amanhecer vai nos curar dizem os gurus, e garotos com seus tablets e piercing nos mamilos ainda acreditam. Me sinto confortável no caos.

A simetria me odeia e eu a amo tanto. Tudo se resolvera. É dessa forma que acabam convenções, onde políticos participam. E suicidas acreditam nisto.

Sangue viral, cordão umbilical; o caos, Eu no caos.
Escuridão parcial; vista embaçada, eu sem razão, bactérias criadas, o caos.
Labirintos infinitos, sem saída, sem anda, apenas o caos.
Poesia transloucada, poetas sem musas, poemas sem espírito, sentido, sem vida, apenas teu caos.                

sábado, 23 de junho de 2012

a clandestinidade do ser... / fábio de carvalho




Existem momentos em que trocamos a euforia da conquista pela angústia que dilacera o nosso peito.

Porque muitos momentos da nossa vida são apenas ânsia e incompreensões pessoais.
Não se compreende palavras simples, gestos complexos, não se aceita o barulho do vizinho, não se dorme mais durante a noite...
Conversas só se forem em monólogos.
Luz, só se for à do fosforo que acende a luminária em forma de candeeiro ou o fogão para preparar o precioso café, o néctar dos deuses...
Nada custa para nós quando estamos de coração feliz, com o rosto estampado de satisfações, porém, se sabe que toda fisionomia é instantânea...
Cada qual compreende as palavras que surgem casualmente nos dias em que se criam discursos superficiais.
Para cada situação existe uma contrarrazão.
Eu não sou de procurar compreender as contrarrazões dos fatos, das pessoas, vida comum ou complexa.
As minhas queixas geralmente faço-as contra mim mesmo.
Não tenho queixa de ninguém e abomino interjeições desconcertantes.
Às vezes me pergunto o porquê de tanta importunação de umas pessoas para outras, se na maioria das vezes carregamos obscuros segredos.
Também não sou contra os segredos, pois se não se pronuncia algo acerca das coisas passadas ou propícias de acontecerem é porque a pessoa achou por bem não divulgar ou cogitar.
Penso que no tempo em que não se encontrar os motivos para se concretizar a vida feliz, o entendimento de um sorriso sincero, as dúvidas que nem as experiências da longa vivência nos ajudem a decifrar e a falta de vontade ou a ausência de razão em querer conversar acerca das coisas do nosso meio, é porque aquilo que nos foi proposto pela vida já se concretizou como o destino das pessoas se concretizam todos os dias.
Hora! Eu não posso imaginar o contrário...
Muitos poderiam dizer que seria uma possível depressão...
Na minha visão, acredito que o meu café quente pode queimar aminha língua como uma palavra pode afetar diretamente o coração de alguém ao ponto de provocar-lhe um enfarto.
Quando o nosso compromisso com o que nos foi de grande valia for cessado, logo compreenderemos que alcançamos os limites do cais destino...
Por isso, veremos cedo ou tarde que os frutos caem das árvores em estações diferentes, em dias diferentes, em horas diferentes, em lugares diferentes...
Como não pensar que cada um agirá de acordo com os anos e as experiências incomuns que lhes garantirá a análise própria e casual de tudo àquilo que lhe for desempenhado analisar?...
É por isso que chegará a hora que análises não farão mais sentido algum.
O nascer do sol será noite e o cair da noite será dia...
Quando pensarem que precisamos ir para tal destino, compreenderemos que não, que os caminhos já foram traçados e que a realidade é bem diferente da vida do quarteirão, do bairro, da cidade...
Quando sentirmos isto, ficaremos desambientados com tudo e com todos.
A vantagem maior será saber que quando pensarem que você deverá ir, você já voltou, mesmo que isto não faça diferença alguma...
Certamente, eu já não dou a devida importância ao barulho do cachorro que late de alegria quando me vê.
Ainda assim, acreditando que se um ato de isolamento é fruto de vários atos na coletividade, penso que penso certo, porque muitos são os instantes vividos de diversas maneiras e em diversas situações...
Talvez viver na clandestinidade de si mesmo não te frustre tanto, não magoe tanto a si mesmo, não te faça imaginar tantos absurdos...
Na verdade, todos um dia viverão na clandestinidade de modo imperceptível.
Diante dessa situação, não me vejo daqui a um breve tempo sorrindo para o pássaro que me reclama o alimento diário não colocado em cima do muro ou até mesmo as reclamações dos vizinhos por não terem ouvido mais soar meu violão do meu quintal.
Dos pesos que a minha mente carrega esse é o menor deles...
Agora me calarei.
Vou refletir um pouco acerca desse meu ato insignificante.
É isso...
Um dia nós todos seremos insignificantes...


Cortês – Pernambuco, quinta-feira, 21 de junho de 2012.

Poemas do grande poeta Fábio de Carvalho.

Para conhecer mais de seus trabalhos eu recomendo o blog:

sábado, 5 de maio de 2012

Saiu mais uma resenha sobre meu livro!


Olá amigos! Bom dia, boa tarde ou boa noite!

O blog Histórias Fantástica da jornalista Miriam Santiago fez uma resenha sobre meu livro O Lado Avesso – Nornes, o Mago. Vale a pena dar uma conferida a aproveitar para conhecer o blog de Miriam. Lá, você encontra autores nacionais, estrangeiros, lê contos, poemas, fica sabendo de lançamentos de livros e muito mais.

 Tem uma postagem muito legal falando sobre livros com disign inusitados. Dá um cyber pulo lá.

Click para ir ao blog