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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Poema 48



Poema 48
(Marcos Henrique)

Minha mente está caótica, meus pensamentos são tão perdidos – Será a morte libertação de tudo? Desse mundo sujo –.

Me envergonho por ser humano, já estou sem força para pedir desculpas a Deus, não sei se ele ainda escuta, se escuta perdão pela blasfêmia.

Cruel são nossas mentes e estamos presos a elas. Sempre me pergunto: notícia boa não é notícia? Porque misturo tanto as coisas e sou tão caos?

Qual a explicação para esses poemas meio dada? Porque o dadaísmo me completa tanto?

Qual a explicação para tanta violência em minha mente. Hipocrisia me namora, mas me impede de gozar.

Viva a vida fútil e ao filmes de guerras que me trazem tanta paz.

sábado, 20 de março de 2010

2012 - Depois do Fim do Mundo (ainda sem corração, pois estou escrevendo)

Marcos Henrique

31de dezembro de 2011
11:59 pm.


Cinco, quatro, três, dois, um...

Feliz ano novo a todos!

A euforia tomou conta de todos na casa de Gisele, era o fim de mais um mito criado pelo homem, muitas civilizações achavam que o mundo iria acabar em 2012, mas aquela festa e toda aquela gente feliz demonstrava que a vida na terra iria durar um pouco mais, pelo menos se não durasse todos teriam um fim feliz regado a champanhe e muita comida boa.

- E então amor feliz porque o mundo não acabou? – perguntou Deyse a Gael seu esposo.

- Mas 2012 começou a pouco mais de um minuto, tem muita coisa ainda para acontecer nos próximos dias, horas e porque não segundos – responde Gael com um sorriso no rosto.

- Bom se o mundo vai acabar daqui a pouco eu não sei, mas sei o que vai acontecer mais tarde lá em casa – fala Deyse passando a mão suavemente no rosto de seu marido.

Todos estão realmente felizes com aquele fim de ano, todos estão bem, com saúde e Marta finalmente consegui realizar seu sonho de ser mãe, graças ao tratamento de inseminação que Gael seu cunhado ajudou apagar. A festa na casa Gisele parece ser a mais animada de todos os fins de ano que já passaram ali, o marido de Gisele se recuperou muito bem de sua cirurgia contra o câncer de próstata e Gisele não sabe onde colocar Gael, Gael é um oncologista muito respeitado, é considerado um gênio apesar de jovem ter pouco mais de trinta anos, desenvolveu uma técnica nova de cirurgia onde o paciente sofre menos e se recupera mais rápido, Gael não trata apenas do corpo do paciente, mas da cabeça também, ele costuma dizer que o que faz uma pessoa se curar mesmo não são os remédios, mas uma doze de quimioterapia e muita força de vontade de viver - O cérebro é quem cura sou apenas o cara com os bisturis - ele sempre fala isso brincando quando alguém exagera no panegírico.

- Acho que já chegou a hora de irmos para casa, não gosto de deixar Vinicius dormir tão tarde assim – fala Deyse olhando para o relógio.

- Ta bom, mas promessa é dívida Vinicius vai dormir, agora quanto a nos... - responde Gael olhando maliciosamente para sua linda esposa – Vou me despedir do pessoal tá ok – fala Gael que sai logo em seguida.

Deyse procura Vinicius e o encontra brincando com outras crianças, enquanto Gael se despede das pessoas.

- Vamos? – pergunta Gael para Deyse que também se despedira dos convidados.

O casal segue para o carro e vai para casa, no caminho percebem as luzes nos prédios, parece que todas as pessoas estão felizes festejando o ano de 2012 tudo indica que será um ano maravilhoso para todos, se não, pelo menos um ano de esperança vai ser o mundo não acabou e é isso o que importa, igrejas estão abertas com pessoas celebrando mais um ano de vida é certo que as guerras não acabaram e que a desigualdade ainda persiste em nos acompanhar, mas aquela noite parecia passar em câmera lenta e só os bons momentos recebiam um zoom.

Muitos outros profetas e muitas outras civilizações previram o fim do mundo, fim esse que nunca aconteceu, mas aquele ano que se iniciará de 2012 parecia diferente, uma coisa mágica podia ser sentida, e o mundo não havia acabado como algumas civilizações antigas e outras que já haviam sido extintas preverão, não sei se uma infantil esperança de recomeço tomou conta das pessoas, não sei; ou melhor, nunca saberemos, mas o que todos viam eram pessoas felizes cantarolando, estranho se cumprimentado, pelo menos naquele primeiro dia do ano de 2012, aquelas primeiras horas, pereciam que os seres humanos estavam sabendo o verdadeiro significado da palavra “humanidade”, talvez aquilo durasse mais uns minutos, ou enquanto durasse a bebida quem iria adivinhar, a única coisa que Gael e sua esposa viam enquanto o pequenino Vinicius dormia tranqüilamente no banco de traz do carro era felicidade e de dentro de seu carro isso bastava para aquele casal feliz naquele momento....

(Continua)

sexta-feira, 19 de março de 2010

2012 - Depois do Fim do Mundo (rabiscos ainda)

Marcos Henrique


- Chegamos e o mundo ainda está lá – fala Gael brincado enquanto estaciona.

- Lá não, bem aqui – responde Deyse.

O Casal desce do carro, Gael pega Vinicius nos braços que dorme tranqüilamente; eles entram em casa, Gael põe Vinicius na cama, troca à roupa do filho, o cobre, beija sua face e sai delicadamente para na acordar o garoto, se bem que o mundo poderia acabar ali agora que o rapazinho não acordaria – o sono dos inocentes – pensa Gael.

Deyse está no quarto se preparando para o marido, coloca uma camisola transparente que deixa a mostra seu belo corpo, liga o som de seu quarto, bem baixinho, pois a música será apenas para os dois o mundo pode estar calmo, mas não precisa saber o que acontece no quarto do casal, Gael escuta a música enquanto vai em direção do quarto com uma garrafa de vinho, eles não precisaram de copos nesse restante de noite.


01 de janeiro de 2012
10:29 am.


- Bom dia amor – diz Gael beijando a face de sua esposa.

- Que horas já são querido? - pergunta Deyse, se espreguiçando na cama.

- Não se preocupe com as horas, hoje é domingo lembra? E o mundo não acabou, fica deitada mais um pouco, vou ver nosso campeão no quarto dele e preparar um café da manhã gostoso pra gente – responde Gael acariciando os cabelos de Deyse.

Gael levanta-se e vai até o quarto de seu filho Vinicius que dormi tranqüilamente.

Gael sai do quarto e vai para cozinha preparar o café da manhã dele e de sua esposa, liga o rádio relógio que fica em cima do armário da cozinha e logo o que se ouve é sobre um ataque.

- O prédio da ONU foi atacado, até agora nenhum grupo extremista se declarou autor do atentado...

- É pelo o que eu vejo o mundo voltou ao normal e hoje ainda é primeiro de janeiro quando tudo isso vai acabar? – pensa Gael enquanto frita uns ovos.

(continua)


sábado, 26 de dezembro de 2009

Trechos do livro: O Homem que Ninguém se Lembrava

Para lêr o que está escrito selecione com o mouse e arraste, logo abaixo aparece-rá o texto.


Lembro o dia de minha primeira comunhão, cara foi inesquecível, o padre deu a óstia a todo mundo, mas esqueceu de mim eu tive que me levantar e pedir para ele.

- Seu padre - eu disse com um olhar desconfiado.

- Sim - respondeu o padre meio que sem saber o que estava se passando.

- Ah, o senhor esqueceu de mim - falei com um pouco de vergonha.

- Esqueci de que? - perguntou o padre.

- A óstia, esqueceu de me dar a óstia.

Tavez o corpo de cristo não quisesse entrar em mim, fazer o que né...


O Homem que ninguém se Lembrava
de M. H. M. Martins

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

É tão fácil partir


É tão fácil partir


É tão difícil partir;
É tão difícil ficar;
Porque todos temos que ir se nada dura até eu decidir que é o fim?

Fugitivos de um jardim, fuga para o nada;
Os corpos nus estão aqui, sem mais culpa ou fala.
Sorrisos falsos são tão necessários quando não sabemos sorrir.

Um adeus e bons gestos, um adeus não importa mais se nunca se teve...

Sou tão frágil que chego a ser verdadeiro quando estou só por mim. Uma arma para curar todo mal, todo mal para minha dor.

E se fosse simples assim, como tirar uma vida, sem verdadeiras justificativas;
Meus cabelos doíam enquanto cresciam.
Eu e você fomos feitos um para o outro e estamos tão sós, sós como um adeus.

Todas à vezes...
...Em quem devo acreditar?
Em quem sempre mentiu pra mim?
Os campos sem sementes são mais lindos de se ver a noite e eu sigo bem aqui onde não comecei, onde comecei a fugir.

Marcos Henrique

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Obriagado


Gostaria de agradecer a todos que copiaram e estão lendo ou já leram meu livro Poemas Suicidas – Diários de um Moribundo, amanhã voltaremos a nossas postagens normais.