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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Longo adeus




Longo adeus



Sentado aqui do teu lado, posso sentir tua dor. Teus olhos estão fechados, entretanto, posso ver como são belos e quando olham para mim sinto-me em casa. Não me deixes meu amor, não faça sentir-se só, estou aqui e você não toca minha mão.

A escuridão é densa, mas podemos nos tocar. Não importa. Sinto teu espírito a buscar meu afago como lembranças de um sonho bom. Você já me confortou tanto e agora não sei o que fazer, a não ser, pedir para que você não se vá. Esse é o pedido de meu egoísmo, eu sei.

Você não pode me ver; talvez só me sinta, então, não se vá. Nossas vidas estão eternamente cruzadas. Nem a escuridão por mais forte que seja poderá nos afastar por muito tempo. Onde você estiver, serei sempre seu, sempre teu.

Que caia a chuva, não me importo, ela não pode apagar tudo o que somos. Segure minha alma com delicadeza, tente, sei que se tentares podes alcançá-la. Sinta o que eu sinto quando estou contigo, tua presença me faz tão bem. 

À Noite me abre os olhos, sei que o tempo está por acabar e todos os momentos pedem socorro, sufocados num canto eles lutam por você e por mim. Esperança vã. 

A enfermidade não teme nosso amor e isso nos levara a ruína, mas o que importa para mim é o agora. Longas vidas interrompidas, longa jornada, o dia nasce e outro termina só para me tentar fazer infeliz, amar é deixar ir. Do fundo de meu egoísmo, não se vá.  


Marcos Martins.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sandeu



Sandeu



Todos os homens são iguais;
Todos os tolos são mortais;
Todo amor sangra;
Todo amor é dor e esperança manca;
Toda mulher é feliz;
Toda algoz se faz feliz;
Toda vida é morticínio.

O que eu quis para mim foi paz, dois pacotes de arroz e um pouco de carne de segunda. Quero água para meu corpo, corpo que não me pertence, mas me preenche.

Todo homem é eterno;
Todo amor é amor, mas não é materno;
Todo céu é igual;
Toda dor é morticínio;
Todo fel é amargo e o amargo é como a vida que o açúcar não dá conta;
Todo homem é filosofo;
Toda verdade é absoluta;

Meus moinhos de vento, não funcionam mais e, meus braços, não te acariciam mais, sou tão sábio que chego a me sentir um deus e em minha luxuria, sou o mais alto e mais tolo de todos os homens tolos.

Toda culpa é gerada de verdades de sábios que são tão pequenos diante dos mistérios do caos.



Marcos Martins.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

IV

 
 
IV
(Marcos Henrique Martins)


Agora, nesta noite escura e quente, sinto meu peito bater com um som que nunca tinha ouvido antes.

Me falta ar, me sobram velas.

Teu oxigênio não me serve mais...

Medo, solidão, incertezas, perdição. Receio por todos esses sentimentos obscuros, mas já dei risadas boas um dia - Faz tanto tempo -, nem lembro bem dos motivos.

Tempo, esse tempo que sempre me tortura, me grita verdades, intimida, mastiga, tritura.

A calmaria é falsa, assim como suas lágrimas e seu abraço sempre a me apunhalar. Esse abraço que me corta, maltrata, porém quero sempre experimentar.

Meus dias na terra serão lembrados como motivo de vergonha por tudo que nunca conquistei. Já me despedi por varias vezes, mas nunca sai de cena realmente, só me mantive escondido, junto com os dejetos de pessoas boas e más.

Nunca. É sempre nunca para mim, por mais que lute, por mais que eu sangre, sempre é nunca para mim. Pobre de mim. Podre! Sou um bêbado inconveniente que não tem coragem de partir.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Intelecção

Intelecção
(Marcos Henrique Martins)


Hoje não tenho nada para você – Acabaram as floras, morreram os jardins. –
Hoje não tenho nada para os amigos – Findaram os abraços, apertos de mãos, sorrisos doces. –
Hoje, o dia não se fez nascer, foi parido as duras penas, não queria a perfeição da rima.
   
Quando os corações se tocam, faz algum sentido o tempo da saudade.
Quando meu poetar faz algum sentido e não provoca sensações, não me satisfaço com os sorrisos de canto de boca.

Hoje, o dia acordou com olhos de ressaca e me revelaram os motivos da traição de Capitulina. Tudo foi feito por amor, assim como as guerras, assim como os acertos e os erros. Tudo é culpa do amor.

Hoje, não tenho nada para você, nada para os garotos de rua que não se adaptam mais a um lar e, os olhos não conseguem esconder a tristeza da nossa impotência.
Hoje. Hoje vai ser o melhor dia de minha vida porque penso que posso controlar alguma coisa. Que tolo. Hoje achei que poderia explicar os mistérios da vida em um simples poema sem rimas.

quinta-feira, 15 de março de 2012

APED lança oportunidade para escritores

Editora publica livros sem sorteios ou concursos



Uma oportunidade para todos os escritores

Não é concurso, não é sorteio. Os originais serão escolhidos por sua qualidade e competência do autor.

A Aped irá realizar todas as etapas editoriais e gráfica e o autor será contemplado com 10 exemplares, e ainda terá o seu livro inserido no catálogo para venda nos sites das grandes livrarias.

Os autores que participarem desta avaliação e não forem contemplados, não devem ficar tristes. A Aped tem uma surpresa reservada para estes autores.

Se você deseja ter a sua obra avaliada e participar desta iniciativa da editora, envie o seu original para aped@wnetrj.com.br e coloque no assunto do email: Meu livro publicado pela Aped. Informe também o seu nome completo, idade e telefones para contato.

O primeiro livro escolhido será publicado no final do mês de abril. Então, não perca tempo, e envie logo o seu original.


> Saiba mais no site da Aped: www.apededitora.com.br

Fonte:http://www.revistafantastica.com.br/materias/materia.php?Cat=Outras&idMateria=129

sábado, 3 de março de 2012

Feliz



Feliz

(Marcos Henique Martins)


Nunca te experimentei
Sempre te li em livros de fantasia
e soube de tua existência por dicionários
Mas nunca, nunca te senti.

sábado, 3 de julho de 2010

A insana verdade de Marcos Henrique


A insana verdade de Marcos Henrique
(Marcos Henrique)


Sou um anjo pornográfico, que tem medo de voar;
Sou um homem pornográfico, que tem medo de amar;
Sou de tudo o mais, menos, de todo o mau, o melhor veneno, arte fraca, falsa que é meu poetar.

A insanidade me rodeia, olha; me namora, se esconde e se mostra sinuosamente para mim. Estou sego. Cego e fechado em meus pensamentos. Estou caótico e ultrapassado, estou excitado com a vida torta que escolhi.

Sou um anjo pornográfico, deleite de meus pensamentos pobres;
Não. Eu sou o acaso, que mete medo nos que tem medo de serem controlados.

A ânsia por viver me mata cada dia menos, o vivo só cada dia mais, só entre rostos conhecido que não sei pronunciar seus segundos nomes, que pensam ser um ser, sem saber o que é o ser.

Me perco em pensamentos, perco e não me acho, acho que não me perco, enrolo com palavras doces que a cada dia me deixam mais seco, mais áspero, opaco, oco, meio vivo, meio morto, idolatra do poetar verdadeiro que em mim nunca há de se manifestar.