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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Sandeu



Sandeu



Todos os homens são iguais;
Todos os tolos são mortais;
Todo amor sangra;
Todo amor é dor e esperança manca;
Toda mulher é feliz;
Toda algoz se faz feliz;
Toda vida é morticínio.

O que eu quis para mim foi paz, dois pacotes de arroz e um pouco de carne de segunda. Quero água para meu corpo, corpo que não me pertence, mas me preenche.

Todo homem é eterno;
Todo amor é amor, mas não é materno;
Todo céu é igual;
Toda dor é morticínio;
Todo fel é amargo e o amargo é como a vida que o açúcar não dá conta;
Todo homem é filosofo;
Toda verdade é absoluta;

Meus moinhos de vento, não funcionam mais e, meus braços, não te acariciam mais, sou tão sábio que chego a me sentir um deus e em minha luxuria, sou o mais alto e mais tolo de todos os homens tolos.

Toda culpa é gerada de verdades de sábios que são tão pequenos diante dos mistérios do caos.



Marcos Martins.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Segunda era.

13/10/2002


Larvas flamejantes brotam em mim, um queimor, uma febre que não cessa meu corpo; não sinto meu espírito, o que é mesmo isso?

O que foi?!

O que aconteceu?!

Por que essa insônia?!

Por que a claridade me dói os olhos?!

Uma dor aguda me corta de canto a canto. O sol lá alto, imponente, nunca será tocado, eu nunca serei tocado, nunca serei violado, mesmo depois de morto, podre, decrépito, nunca serei tocado, nunca serei eu mesmo de novo, nunca; é uma palavra que me causa medo e dor, meu suicídio tem feições de menino, minhas feições, meu rosto, meus olhos, todo meu corpo, todo meu ser, tudo, tudo...

...Eu nada sou eu nada encontrei meu poema suicida nunca será entendido porque ainda respiro, eu me acho dor, eu me sinto dor, a dor se materializa em mim, em mim! Como gostaria de olhar no espelho e ver um rosto sorrindo, a angustia da alma me tortura me maltrata, que tipo de homem eu sou? Que tipo de dúvida eu sou?

Meus pulsos estão com cicatrizes profundas, meus olhos estão negros e sem vida, mais não acendam as velas, ainda estou vivo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Essa muito boa



Faça sexo com moderação


Bom dia, boa tarde & boa noite, gostaria de iniciar essa crônica com uma pergunta: por que motivo todo comercial de cerveja mostra cada vez menos o produto em questão? É verdade, pois eu vejo mais mulher bonita seminua do que a própria cerveja, não que eu ache ruim ver aquelas suculentas mulheres correndo, pulando e sendo tratadas como presas vivas para o abate, não me questione, por favor, se vocês acham normal mulheres, essas mesmas que lutam tanto por igualdade, serem vistas como mercadoria viva... É porquê, a cerveja fica em segundo lugar, tem um comercial que até aconselha a se namorar varias sirigaitas no verão, até que ponto chegamos? Chegamos a ponto de achar normal em comerciais de cerveja induzirem surubas, olhar a mulher como presas, e bundas como rosto. Pergunto-me como corpos sarados daquele jeito que aparecem nos comerciais (acho que eles devem beber outro tipo de cerveja), conseguem beber cerveja e não ter um só pneuzinho, a que eu às vezes bebo me deixou com uma barriguinha que ta custando pra sair.
Todo comercial de cerveja diz: “beba com moderação”, mas eles esquecem de mencionar o principal, aquilo que pode ser crucial na vida de um ser humano ativo sexualmente, teriam que dizer: “faça sexo com moderação”, pois todo comercial de cerveja principalmente esses últimos mostram muitas mulheres e tão poucos homens, tem um de um mestre mesmo, que o cara vive num templo cheio de mulheres, eu me pergunto como um ser daqueles pode ter tantas mulheres ao seu redor...?
Esse é o maravilhoso mundo da publicidade, esses publicitários magníficos conseguem fazer com que os consumidores nem notem o apelo sexual e a exploração do corpo feminino; bom, vou deixar de falar essas coisas, não quero parecer um falso moralistas, tenho minhas cotas de pecado, se todos acham normal porque eu tenho que ser diferente.
Beba com moderação.

M.Martins.

Ano da graça 29 novembro de 2006.