sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Bom dia! Em primeira mão, a primeira primeira poesia de uma séria que comecei a escrever. Nessa primeira fase vou falar do tempo. Mas outros estão por vir, aguardem e confiem.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Primeira vez
Pela primeira vez pude sentir o terno;
Pela primeira vez pude distinguir entre o bem e o mal, entre te ter e perder tudo que havia sonhado;
Pela primeira vez tive medo de meus sentimentos confusos de meu palpitar de coração, desse mundo que me fizeste ver;
Pela primeira vez senti-me na flor da idade, não como um rebelde cansado.
Posso girar o mundo ao contrario e dizer que é você, sem medo...
Pela primeira vez a sorte e o acaso se juntaram e conspiraram contra mim, contra todos os sonhos e pedidos imaginados;
Pela primeira vez senti em meu peito que mora ao lado (tão perto, tão distante, tão impensado); medo de perder o que não havia conquistado;
Pela primeira vez posso dizer te amo, sem parecer, sem parecer mínimo, sem parecer sábio. O cordão umbilical já foi cortado, mesmo com todo sangue misturado não sinto vergonha do mistério ou do acaso, não sinto vergonha de meus sentimentos abstratos.
Pela primeira vez te vi e vi minha imagem refletida em teus lábios, pude ver que somos um só corpo, vivendo nesse mundo, separados.
Pela primeira vez desejei o indesejável.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Eu prisão

(Marcos Henrique)
Eu, prisão de meu corpo, metáfora do viver;
Eu, prisão de meus anseios, poesia doentia, prisão e meu sofrer;
Eu, prisão de meus medos, medo da dor, rosto desfigurado, som da morte, medo de correr;
Eu, prisão do amanhã, certeza de um oje sem “H”, sem falsas esperanças mornas.
Ouço o canto dos surdos, uma linda melodia que invade o juízo de meu velho cérebro e minha tola vida.
Eu, prisão de meu tédio, crepúsculo, pus, esgoto, flores, vida, morte, canção de ninar para velhos e jovens que ficaram escondidos no esquecido de nosso não lembrar;
Eu, prisão de teu ventre, úmido, sujo, pequeno, lotado, falho;
Eu, prisão de mim mesmo, refúgio de loucos atormentados que não sabem mais sonhar;
Eu, prisão de todas as verdades que lutam, mas não conseguem respirar
sábado, 31 de julho de 2010
24 horas para o inferno

(Marcos Henrique)
Meu purgatório particular, aberto 24 horas por dias, todos os dias da semana. Não me amola, não me atormente, invés disso, me ajuda a achar a Luz, deixa eu ir embora, não me prenda mais nesse cárcere metal, pois prisão de intelectual me amargura.
Não tem cura minha agonia, tenho que conviver com ela. Sinto como se uma faca saísse de minha cabeça, daí vem à dor, o horror de saber que a faca vai entrar de novo em meu cérebro tempestuoso, em meu juízo já fraco.
