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terça-feira, 13 de setembro de 2011

À alegria do poeta (I parte)


D
(Marcos Henrique)

Talvez seja uma esperança tola, eu temo, mas, quando olho nos teus olhos, me vejo. Nada de precisão, nada de demasia, mas eu a vejo e ela a mim, mesmo no meu mundo tão pequeno. Ela me vê?


Quem se lançará primeiro - A emoção ou o medo?


Ficarão os sentimentos reprimidos?

Ficara a vontade adormecida? Não sei, sou tão pequeno.


Se você pudesse me tocar e me curar, por mais que tenha medo, tenho saudade do terno.

Temo gostar, amar, mas tenho mais medo desse único olhar, temo que todo esse sentimento se perca no esquecimento, se perca nos teus olhos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Osculo


Osculo
(Marcos Henrique)


Tentei e tentei, mas o fracasso teima em me persuadir;

Corri o mais lento que pude, só para tentar ser notado;
Morri por mil vezes e deixei-me enfeitiçar;

Pedi ajuda a anões que só enxergavam trabalho;

Furei-me numa roseira;

Deixei os cabelo crescerem e me tranquei na torre mais alta;

Tudo foi tão em vão que quase me esqueci de mim, esqueci o quanto me desvalorizei, tudo por isso e agora que o tenho não o quero mais.

Quantas línguas, quanta saliva, quanta facilidade, vejo que hoje não foi só a lua que perdeu seu brilho, que perdeu sua mágica, espero que os tempos que estão porvir melhorem isso, acho que não, mas a fé ainda continua forte e nisso me apoio, até quando?

Ela tocou em minha face pela última vez e me fez sentir vida, os céus ainda guardam seus heróis puros, tudo o que quis foi isso por muitos anos, mas vejo que minhas pernas são mais longas, doce querida sem lábios, doce e ao mesmo tempo aguado, futilidade sem novidades sem rima para o que acabei de fazer, agora que o tenho não o quero mais, nem descreverei mais o que tento busquei em te, pois o que fizestes não se faz, era só meu assim dissestes, não é justo enganar quem tento foi sincero, não se engana lábios puros, que tua boca seque e tua língua cole em teu céu impuro, para que não possas fazer mais isso com ninguém e ninguém lhe queira mais tocar.

Agora vou para onde nunca deveria ter saído, vou para meu verdadeiro lar, o útero de minha mãe me espera e lá nunca serei enganado.

P.S: morra!

sábado, 31 de julho de 2010

24 horas para o inferno



24 horas para o inferno
(Marcos Henrique)



Meu purgatório particular, aberto 24 horas por dias, todos os dias da semana. Não me amola, não me atormente, invés disso, me ajuda a achar a Luz, deixa eu ir embora, não me prenda mais nesse cárcere metal, pois prisão de intelectual me amargura.

Não tem cura minha agonia, tenho que conviver com ela. Sinto como se uma faca saísse de minha cabeça, daí vem à dor, o horror de saber que a faca vai entrar de novo em meu cérebro tempestuoso, em meu juízo já fraco.