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sábado, 10 de maio de 2014

LIBERTA-ME POETAR



LIBERTA-ME POETAR

Não sou tão metódico quanto me acusam;
Não sou tão eufórico quanto me censuram;
Não sei me portar em lugares fechados, é bem verdade.
Não piso em ovos
Não sei respirar na cidade.

O pensamento sufocante é a pior sensação que um poeta pode experimentar, pois, se repousa em seu âmago lhe consome o coração e o poetar. Se a poesia não se forma, não se transmuta, é pura letra morta sem paixão posta num pedaço de papel que nunca terá uma alma-poesia.

O cansaço me toma, eu sei, mas é preciso, é preciso poetar, assim como é preciso, é preciso sacrificar-se por quem se ama.

Não sou tão bom com pessoas;
Não sou tão bom em tentar ser bom;
Não sou tão bom em fingir ser o que a sociedade me cobra de forma silenciosa, mas sempre está lá.

Uma rima alegre me faria bem;
Uma musa inspiradora me faria bem;
Uma poesia alegre me faria muito bem.
Você senhor destino é quem me faz mal, pois sou teu escravo e do senhor nem o nazareno escapou.  


Marcos Martins.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Os benefícios do inexplicável

Os benefícios do inexplicável
(Marcos Henrique Martins)


Se amo em demasia. O faço por saber que minhas pegadas logo, logo se apagaram. Não serão nem sobra do que já fui. Por isto, amo em demasia, choro em demasia, me alegro em demasia, entristeço-me em demasia, vivo em demasia.

A fugacidade da vida ensina a poucas pessoas a aproveitarem a viagem - Que pena -, e muitos se perdem em sua pequenez, em seus preconceitos, seus corações gélidos – Que triste -. Não ligo para os que só sabem se mal dizer da sorte. Não ligo para os que não sabem aproveitar o nascer do dia, um céu iluminado, um céu nublado, o cheiro da manhã, o nascer de mais uma vida, contemplar a poesia do dia a dia. Amar, amar, amar.

Se vivo, e viver é bom, mesmo quando choro;
Se fico a andar ao leu e a sorrir de minhas limitações;
Se caio e levanto, sem ter pena de mim;

Faço todas estas coisas, pois sei que um dia meu véu se rasgará, e então, poderei gritar, mesmo sem ser ouvido, gritar aos quatro cantos, para que todos os seres invisíveis do infinito possam se alegrar com meus gritos de: Vida! Vida! Carne Viva! Sangue vivo que me vez um bem, danado, por meu corpo, tolo, circular.            

sábado, 3 de setembro de 2011

Poema tirado de meu livro Segunda era

Segunda era.
29/09/2002


Não quero mais, se só essas palavras bastassem, não há mais nada a ser feito, não quero mais o dom maldito, eu tenho e não aceito, mas percebo que é só o que sei fazer.

Quantas trevas mais?!

Quantas lágrimas?!

Quanta pressão em meu corpo, meu pensar, que falta me faz ter não ter juízo, todos os sons, todos que não ouço, mas sei que gritam.

Quanto mais agüentarei?

Quanto mais afundarei?

Os apoios se foram, por quê ainda persisto?

De onde vêm essas forças?

O que me mantém vivo?

O que me mantém nesse tormento? Nesse mundo sem ar que vivo.

Malditas feridas!

Malditas cicatrizações fingidas!

Fuga pro nada, pro mundo sem solo, pro solo sem pés, só limbo, só limbo...

Nada de choro ou sorrisos.

Não acendam as velas, ainda estou vivo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mortos (Parte Final)



O brilho da lamina cega por alguns segundo o rapaz.

Vai! Faz o que tem de ser feito, eu prefiro virar o nada a te seguir. – fala o rapaz abrindo os braços, aceitando assim sua sentença.

O ser não hesita, e corta-lhe a cabeça em um só golpe, caindo assim o corpo do rapaz ao chão.

O ser; proferi um grito medonho e sai voando, em seguida chega ao local dois anjos.

Chegamos tarde, o aliciador esteve aqui antes. – comenta o anjo para o outro.

Pobre homem, não teve tempo de saber a verdade, só a verdade vos libertara. – diz o outro anjo.

Na terra, outra criança acaba de nascer.

Da próxima vez chagaremos a tempo? – pergunta o anjo ao outro.

Não sei, mas até lá, espero que ele tenha uma vida apreciável, essa é a terceira vez que o perdemos, não podemos falhar mais. – responde o anjo.

A vida sempre sopra em nossos ouvidos, antes de nos deixar viver.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mortos parte 4



O ser pergunta ao rapaz de que lado ele pretende ficar.

Do lado da justiça – responde o rapaz.

Então vá para o outro lado – diz o ser.

O rapaz fica espantado e lhe vem um aperto no coração.

De que lado você luta – pergunta o rapaz.

Do lado do ser mais puro que Deus já vez, Lúcifer! – responde o ser.

O rapaz fica atônito, não sabe o que pensar, em toda sua vida ele imaginava que o diabo era um monstro, um ser feio aos olhos humanos.

Vejo que você não aprendeu nada humano tolo – diz o ser com ar de superioridade.

Esse exército de demônios que você vê, não é de meu senhor, e sim de teu Deus, ele despreza os suicidas e fetos que são abortados não servem para sua vaidade – fala o ser com ódio nos olhos.

Não! Não pode ser...! – fala o rapaz com os olhos em pranto.

Sim! Esses seres alados que você vê; e essa infantaria que vem em nossa direção é de teu Deus – diz o ser abrindo suas asas e demonstrando imponência.

Prefiro que corte minha cabeça, a ficar do teu lado demônio, que meu Deus te perdoe as ofensas e tenha piedade de tua alma. – responde o rapaz erguendo o punho fechado.

Se, é assim, não tenho outra escolha - fala o ser desembainhando sua espada.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Trecho de meu livro Eu, meu corpo e minha poesia.

Jaboatão, ano de meus temores, mês do esquecimento.


Quase todos meus sonhos morreram, os que sobraram estão em coma profundo. Respirar me machuca tanto, me estica, me rasga de canto a canto e eu continuo sendo um simples suburbano que se intoxica fácil.

Joguei fora minha caixa de lembranças alegres pensando que o demônio fosse me ajudar, ele só piorou as coisas...

A mulher que me ama, a enxergo como uma irmã mais nova. Vejo-me como um velho decrépito que o que muda em sua rotina são os dias em que não consegue cagar.

Para que um cérebro?

Para que viver?

Como amar?

Quase todos meus sonhos morreram e esse último que tenho, quer suicidar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Hora certa para chorar.



Não adianta mais mentir, a vida chegou ao fim, como eu queria sentir o que foi deixado para trás. É, eu sei, o sol brilhara amanhã.

Lágrimas me partem o coração, como queria sentir, sentir seu gosto...

A trilha não existe mais, estou perdido, por favor, venham no vazio e me salvem, aqui é infinito e o vento não sopra, vejo anjos caindo, vejo seus rostos tristes e me pergunto – Deus o que fizestes!? Não entendo tantas línguas, não sei o que é misericórdia e todos essas coisas que o senhor vê de seu trono lhe entristece?

Coragem, força, não podem ser tocados e às vezes nem sentidas.

Como gostaria de saber uma nova reza que me completasse, me reconforte-se.

Vejo um corredor com rostos conhecidos, meu ateísmo retorna e meu espírito chora, soluça, implora, não ouço nada, nem um respirar, uma só palavra de conforto.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Te sinto menos

Sofro com você cada vez mais que te sinto menos, meu coração fica cada dia menor, difícil de sentir.

Viver pode ser difícil, mas o mais difícil é sobreviver com alicerces ruindo.

Que saudade do belo, saudade do terno me toma o peito, me estripa, me arruína a vida;

Maldito ateísmo!

Maldita descrença que vem surgindo!

Maldito sou eu, bendito és tu que houve minhas blasfêmias.

As orações já acabaram, não sei o que fazer. As forças acabaram, mas eu não posso ver tua mão amiga - não sinto mais me acolher -.

Sou maldito ou digno de misericórdia?

Sou motivo de vergonha, tristeza, derrota, mas te amo mesmo quando te viro as costas, mesmo quando não sou mais menino, mesmo quando meu ateísmo me toca, mesmo quando estou cego nesse labirinto. Eu, um proscrito.


Marcos Henrique

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

do livro Inspiração de Terceiros



V ato

Ignoro-me, sou tão louco, sou tão compulsivo, tolos!

Não há intrigas, não há discórdia em mim, sou meu próprio amigo moribundo que espera atenciosamente...

Justas essas frases insolentes não são, insolência também não. O fruto que tanto busco, ficou podre de tanto me esperar, não posso voltar, minha sentença já foi dada.

Sou louco?

Sou louco!

Tolos, não!


Marcos Henrique

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Deixa


Me deixa viver;
Me deixa ser;
Me deixa onde estou;
Me deixa poder usar a licença poética;
Me deixa em paz;
Me deixa respirar;
Me deixa;
Me deixa!
Deixa-me!

Quero ser um vento, uma brisa livre, um ser melhor sem ti;
Quero ser o que sempre sonhei;
Quero o que todos querem, não sou melhor que ninguém.

Me deixa sonhar;
Me deixa ter esperança;
Me deixa ter fé em algo;
Me deixa em paz;
Eu sou tão guerra;
Eu sou tão caos;
Eu sou tão...

Obs. Usei a licença poética para escrever desse jeito com o pronome oblíquo no inicio da frase.


Marcos Henrique

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Eu, meu corpo & minha poesia


Jaboatão, 2005 a.C.


Suicídio vem me buscar me leva bem alto no imenso céu azul púrpuro escuro tão claro e distante, vem e me salva de meus fracassos que nunca são passageiros sempre constantes e fortes.

Ela sempre me olha de um jeito estranho e desconfortante, não consigo me acostumar, por mais que ela já tenha me olhado sempre parece que é a primeira vez.

Estou me afogando em meus erros, sempre soube que esse seria meu fim, melhor que uma tragédia grega e quando ouço essa voz dentro de tua voz me distancio ainda mais de mim.

Ouçam! É impossível ouvir como eu, é impossível sentir como eu, é impossível para mim, mas não para meu suicídio meu fiel inimigo que me mantém vivo.

O dia de hoje traçou meu destino sem mim, continuo andando em círculos e suando para esquecer o que nunca lembro, nunca lembro de mim, só me lembro de um triste adeus cinza e pétalas de rosas murchas caindo em cima de um violino quebrado, se você acha que sou loco é porque não me viu por dentro é triste o adeus negro que não sai de meu pensar, adeus, adeus...

O que poderia ser pior que lembranças de uma grávida que acabara de abortar? Eu sei, sou louco por ser tão tolo e ainda acreditar, mas eu sou assim mesmo um sonhador sem pulsos, adeus, adeus vida sem vida, adeus, adeus triste destino, adeus, adeus meu Deus menino que não sabe se trocar ainda.

Coisas que me deixam triste são sempre lembradas por meus inimigos. Todos juntos cantando em si bemol e com aquele velho som do piano com apenas uma tecla afinada, tudo é tão distante que chega a me dar náusea.

Ah meu doce amor amargo, minha menina de vidro quebrado e lábios tão carnudos o que devo fazer para te ter de volta, o armário continua fechado para balanço e não sei quando vão reabrir, adeus minha doce, adeus manhã tão cinza, adeus despertador do medo.

Vem e vem devagar como quem não quer nada de mim e logo se aloja em minhas vértebras, o que mais querer se os céus ainda são alegria, dorme e dorme meu anjo, dorme que a manhã está por vir e tudo vai começar novamente todos os nossos sonhos não serão realizados como queremos, mas só os religiosos não estão preparado para esse dia, vencemos mais que perdemos e isso nos da uma certa vantagem, nos da mais força para enfrentarmos o dia.

Ela estava tão linda ontem com todo aquele humor que só ela tem, seu jeito de sorrir sempre me deixa embriagado, nem percebo o dia surgir, o que mais pedir além de vida?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A vida que escolhi



A escolha mais difícil que fiz em minha vida foi ter escolhido te perder. Um simples abraço, um misero abraço poderia ter mudado tudo.

Continuo lá te esperando em pé na chuva olhando para o nada, para ver se te vejo, não sei onde estás, eu nunca soube como entrar no teu mundo.
Se hoje meu peito sangra;

Se hoje não sinto vida, a culpa é minha, só minha de tê-la perdido, de tê-la feito chorar por meu amor de não ter me arriscado mais.

O dia continua a nascer e as flores ainda morrem sozinhas sem serem vistas na calada da noite, a porta está mais fechada do que nunca, não posso entrar, joguei as chaves fora, será que você soube o quanto foi difícil minha escolha?

A casa que nunca vamos ter, os filhos que nunca vamos educar, as rugas que nunca vou ver em você, o abraço que nunca vou te dar, o tempo que não volta, os erros que estão a nossa volta, as escolhas erradas que sempre ficaram comigo; esse foi meu premio por não te amar quando devia, por ter assassinado essa parte de minha vida de nossa poesia. Nunca pude te tocar, sempre de longe, sempre aqui dentro de mim, meu coração nunca vai parar de sangrar eu sei; a culpa ainda é minha e não tem perdão que nos dê aquele tempo que eu matei para preservar meu medo de viver ao teu lado.

Quem dorme ao teu lado?

Quem enxugou tuas lágrimas?

Quem te viu acordar?

Quem te viu dormindo de um modo engraçado? Eu não sei; mas sei que perdi todos os momentos bons de tua vida e sei que ainda és para mim a menina mais bonita, também sei que nunca é muito tempo, mas é isso o que somos; nunca! Chega de perguntas! Chega de respostas que não podem ser ditas em alta voz, tenho seu coração prezo ao meu, seu coração não bate mais como o meu, não bate mais para o meu...

Morrer seria mais fácil, o suicídio poético, não ter você é pior que o inferno sem fogo ou céu sem anjos, um Deus louco ou súditos mortos. Tudo bem em quanto houver lágrimas, sei que existira vida.
As amoras já estão boas de serem cultivadas, mas me faltam mãos para colhê-las.

Aqui jaz meu amor.

Marcos Henrique

O Poema que eu deveria ter vivido há doze anos atrás.
Ano de 2004.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vermelhar


Você é tão linda, tão bonitinha, suas bochechas rosadas, sua força é enorme para o seu tamanho, acho que é por isso que te admiro, te respeito e gosto de teu gosto.

Serás lavada hoje, serás preparada para mim, para que eu possa saciar meu desejo que também é teu, então, é nosso e juntos seremos mais fortes que o universo, seremos uma dupla perfeita, dinâmica, imbatível, o herói e sua desejada, juntos a combater o mal.

Vou te deitar em água corrente, vou te lavar bem lavadinha, para que possas ficar com aquele cheiro que só você tem, com aquele gosto que me toca os lábios e me faz delirar.

Agora que vou te lavar, tiro toda sua roupa com as mãos limpas e suaves, para não te machucar, te reparto de canto a canto e te deito na banheira que te dará mais sabor e me dará mais energia, estás quase pronta é só bater um pouco, adoça-la a gosto e está pronto meu delicioso suco de beterraba, saúde.

Henrique Martins.
2004-06-29

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Poema tirado do livro "Clamor"






Doce sonho

Ah! Se a vida ficasse doce para mim, sem nenhum corante ou conservante.

Sempre que vejo mais um homem morto por seu veneno, me sinto menos homem, me sinto menos digno.

Ah! Se a vida ficasse doce para mim e todas as flores dos campos exalassem seu perfume por todo o ano.

Ah! Se a vida ficasse doce para mim, teria válido a pena tua morte, tuas dores não seriam sentidas tão forte.

Ah! Se a vida ficasse doce para mim e tudo o que sinto pudesse ser dito em um único poema, único verso em um único registro.

Ah! Se a vida ficasse doce para mim e me jogasse fora todas as dores, poupando o homem, tirando dele o dom de dar sofrimento.

Ah! Se a vida ficasse doce e ao fixarmos os olhos, enxergaríamos nossos defeitos e transformaríamos em doces nossos defeitos; se a vida fosse doce, não seriamos tão veneno.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Verbo

Jesus olha os homens de bom coração e nunca me enxerga, me olha só uma fez, me toca só por uns segundos, eu não posso ser vazio, não quero ser vazio, eu te peço pai! Eu suplico! Você que é seu filho não se sente só como eu me sinto.
Grandes feitos nunca fiz, não levantei montanhas ou curei enfermos, mas nunca te tentei e em ti acredito.

Jesus me olha só uma vez, não nos olhos no espírito. Ando em caminhos e sinto que não te sigo, é difícil seguir o invisível quando não se têm sentidos, quando não ti sinto.

Jesus! Olha-me! Enxerga-me só uma vez! Fala-me, não ti cala, não quero mais ouvir esses sons sombrios que me arrepiam os sentidos, só tua voz me aquece o espírito.

Deus é verbo e minha língua é tão adjetivo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Mais uma de minhas crônicas antigas, porém bem atual.



Crônicas de um cronista desempregado

Aprendendo a dividir


Nessa última eleição para presidente da república federativa do Brasil percebi ao ver uma pesquisa num determinado jornal, que dentro da elite brasileira o candidato à presidência Geraldo Alckmin era líder absoluto, mas infelizmente (para ele) nesse lindo país varonil os ricos são uma minoria; logo, uma maioria de barrigas fazia depositaram mais uma vez todas suas fichas em Luiz Inácio Jesus Cristo Lula da Silva, a fim de ver nosso herói tupiniquim tentar mais uma vez acabar com a corrupção e a desigualdade social que desde os tempos de Pedrinho (Pedro Alvarez Cabral) teima em nos ter como padrinhos.
O que ninguém percebeu, talvez devido a essa enxurrada de acusações que vimos serem jogadas de um ventilador para outro, mas eu vi, eu vi que os ricos têm que mudar seus conceitos e aprenderem a dividir seus bens é isso mesmo, quando digo bens não me refiro só a bens matérias, os intelectuais também, são os mais importantes, mas até que dólares em paraísos fiscais, eu explico ou pelo menos vou tentar mostrar minha visão do problema, vou colocar um ponto final aqui pra ficar mais legal começar essa explicação numa linha só dela.
Porque os ricos têm que aprender a dividir e a investir na educação dos pobres brasileiros é muito simples, é uma matemática simples vamos lá: Fome + miséria – futuro + desigualdade econômica = criminalidade, simples não, ou os ricos aprendem a dividir o que tem ou do contrário chegara um tempo em que, nem seus carros blindados os protegeram e suas famílias ficaram a mercê da sorte de um seqüestrador, não adianta pensar, a eu tenho um helicóptero, posso voar por toda essa gentalha, não vai adiantar meu nego, porque além bazucas os criminosos em maior numero também terão lanças foguetes para derrubarem seus brinquedinhos alados ou será que eles já não têm? Amigos a segurança pública é uma piada, a ONU é uma piada, Bush não sabe contar piadas, só de mau gosto, aprendam a dividir, pois quando o circo pegar fogo tenho a ligeira impressão que todos não caberão em “MAIME”.

Ano da graça 22 de novembro de 2006.
M.Martins.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mais uma de minhas crônicas antigas



As eleições estão chegando!


O dicionário diz que democracia é : s. f. Forma de governo na qual o poder emana do povo. Não consigo Compreender muito bem como pode haver democracia e obrigatoriedade em votar, visto que é impossível assobiar e chupar cana ao mesmo tempo, se em época eleitoral ensinam ao povo votar em urnas eletrônicas só visando à escolha do candidato e a confirmação do voto, mostrando aquela linda tecla verde, deixando de lado as outras duas teclas que de tão inutilizadas não recordo as cores; feliz era cazuza que tinha heróis mortos por overdose e minha geração o que têm?
Democracia é isso : imunidade parlamentar; corruptos e corruptores tidos como heróis, secretarias musas, e cínicos carecas ou cabeludos. Recuso-me a achar que o povo brasileiro é burro, já que uma maioria esmagadora não tem acesso a educação de qualidade e sua orientação sexual é feita a partir de programas televisivos de baixo escalão, recuso-me a crer que um povo humilde que tem como sonho, ter um filho jogador de futebol, possa compreender o que é essa tal democracia, essa tal impunidade burguesa, políticos folclóricos ou doleiros (não confundir com doceiros).
Bom! Mas quem sou eu para dizer algo de bom, visto que não sou do extinto ARENA, não sou DESPORTISTA, SOCIÓLOGO ou TORNEIRO MECÂNICO, sou só mais um brasileiro que como outros sonha em ter um filho jogador de futebol, se diverte com o vale a pena ver de novo, se emociona com casos de família e cruza os dedos para ser o escolhido para participar de mais um BBB. Do que estávamos falando mesmos? Há! Sim! De democracia! Mas o que é democracia mesmo?.

O povo não deve temer o governo, o governo é que deve temer seu povo...
V de vingança. (recomendo esse filme).

M. Martins
Ano da grana 2006

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Crônica de um cronista desempregado



Mais uma de minhas cronicas antigas

Quem é o patrão?


Não sei se vocês se lembram, mas a tv cansou de mostrar comerciais dizendo que nós éramos os patrões porque escolhíamos nossos candidatos e eles teriam de fazer o que agente manda-se, bem, acho que agora sabemos quem é que manda, se você ainda acha que é você; tenho uma péssima notícia meu filho, papai Noel não existi! Sei, é duro saber dessa forma, mas é melhor assim quem sabe você não cresce depois de saber disso.


Nós participamos da festa maior da democracia brasileira, foi uma festa linda, ou você ia, ou se dava mal, lembro quando minha mãe me obrigava a ir a festas que não queria ir, mas era o jeito tinha que obedecer mamãe acho que esse fato me deixou conivente com meu direito “obrigatório” de fazer parte da democracia brasileira, não estou questionando a obrigatoriedade em se votar, acho que não estamos ainda preparados para sermos um país onde não é obrigatório votar, temos muito que nos educar ainda, mas a educação brasileira é tão ruim e agora? Você deve pergunta então o que esse cara tá questionando? Tô questionando o fato de passaram o período eleitoral dizendo que eu era o patrão, eu era o patrão?! Se sou o patrão eu pergunto, por quê ainda estou desempregado? E se sou o patrão por que raios eles não fazem o que eu quero!?


Bem, se sou mesmo patrão desses políticos todos, então digo, não vou deixar vocês aumentarem seus salários para o dobro do que vocês já ganham, não, não, não, está dito, será que vão me ouvir? Será que existe vida inteligente em outros planetas? Será que alguém vai comprar meus livros um dia? Será que meus serás serão respondidos algum dia? Será que Fernando tinha razão e somos todos caipiras? E o mais importante do todos, será que vai chover?


Parabéns nobres parlamentares o povo sofrido, analfabeto, sem educação, saúde, perspectiva de vida, famintos, desdentados, agradecem é ainda bem que já, já chega o carnaval, só assim nós esquecemos de tudo e só notamos essas maravilhosas bunda sorrindo para todos nós, inclusive os nobres parlamentares.


O povo não deve temer o governo, o governo é que deve temer seu povo, fácil de falar isso, o difícil é colocar isso na cabeça de quem está mais preocupado em sobreviver com trezentos e uns quebrados.

Anos da graça 22 de novembro de 2006.
M.Martins.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Segunda era



Segunda era
13/12/2002. h.20:19.


O cansaço me toma, me diz que sou incapaz, sou incapaz! Nada posso ser ou fazer, nem tocar um blues, nem dançar, nada! Maldita palavra!

Uma overdose de lembranças poderia me matar, poderia me poupar o assassinato de minha alma.

Escoriações por todo meu coração, meu coração, meu coração, meu coração, meu coração, me coração, coração, coração, coração, coração!

A boca que nunca beijei e sempre desejei está morta, a boca está morta, eu estou tão murcho por dentro, me sinto só, como Deus se sente, ele deve se sentir assim por não ter ninguém tão puro como ele para compartilhar uma boa conversa, eu me sinto só, mas sou tão impuro, tão negativo.

Não acendam as velas, ainda estou vivo.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O Modernismo Brasileiro


Modernismo Brasileiro é um movimento de amplo espectro cultural, desencadeado tardiamente nos anos 20, nele convergindo elementos das vanguardas acontecidas na Europa antes da Primeira Guerra Mundial - C2i0N0e, Cubismo e Futurismo - assimiladas antropofagicamente em fragmentos justapostos e misturados.
A predominância de valores expressionistas presentes nas obras de precursores como Lasar Segall, Anita Malfatti e Victor Brecheret e no avançar do nosso Modernismo, a convergência de elementos cubo-futuristas e posteriormente a emergência do surrealismo que estão na pintura de Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro e Ismael Nery. É interessante observar que a disciplina e a ordem da composição cubista constituem estrutura básica das obras de Tarsila, Antonio Gomide e Di Cavalcanti. No avançar dos anos 20, a pintura dos modernistas brasileiros vai misturar ao revival das artes egípcia, pré colombiana e vietnamita, elementos do Art Déco.

São Paulo se caracteriza como o centro das idéias modernistas, onde se encontra o fermento do novo. Do encontro de jovens intelectuais com artistas plásticos eclodirá a vanguarda modernista. Diferentemente do Rio de Janeiro, reduto da burguesia tradicionalista e conservadora, São Paulo, incentivado pelo progresso e pelo afluxo de imigrantes italianos será o cenário propício para o desenvolvimento do processo do Modernismo. Este processo teve eventos como a primeira exposição de arte moderna com obras expressionistas de Lasar Segall em 1913, o escândalo provocado pela exposição de Anita Malfatti entre dezembro de 1917 e janeiro de 1918 e a 'descoberta' do escultor Victor Brecheret em 1920. Com maior ou menor peso estes três artistas constituem, no período heróico do Modernismo Brasileiro, os antecedentes da Semana de 22.

A Semana de Arte Moderna de 22 é o ápice deste processo que visava atualização das artes, e a sua identidade nacional. Pensada por Di Cavalcanti como um evento que causasse impacto e escândalo. Esta Semana proporcionaria as bases teóricas que contribuirão muito para o desenvolvimento artístico e intelectual da Primeira Geração Modernista e o seu encaminhamento, nos anos 30 e 40, na fase da Modernidade Brasileira.