acompanhar

Mostrando postagens com marcador eragon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eragon. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Poema 25


Poema 25
(Marcos Henrique)


Em noite de inspiração os versos voam sobre minha cabeça, às vezes sinto como se tivesse mais de um cérebro. Não consigo escrever tudo o que penso – às vezes nem penso –, deixo a mão me guiar.

Nesse meu mundo, tão diferente, falo de amor, paz, da incerteza do amanhã, da certeza que amanhã não vai ser feito ontem, hoje ou o estar, pois só o agora me consola com esmolas.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Meu...



Meu poetar é triste;


Meu poetar é fraco;

Meu sorriso falho, com esses dentes que precisam de um canal para
poder chegar até o fim do céu de tua boa;

Alito, sabor, ócio...

...eu sou apenas uma sombra, um vulto nesse eclipse que teima em não findar;

Marcos Henrique.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Homem que ninguém se lembrava

Para lêr o que está escrito selecione com o mouse e arraste, logo abaixo aparece-rá o texto.


Dezembro, ano desconhecido. Lembrança esquecida.

Lembranças desconhecidas. Lembro de tudo, só não lembro se vivi realmente isso, todos aqueles rostos, todos os sorrisos, todas as reuniões de família, os primos que não via há anos, os tios que me davam dinheiro quando me viam, sempre apertavam minhas bochechas até ficarem vermelhas, todas as vezes que acenei em vão...

Quando fecho os olhos vejo o que vivi, entretanto sinto como se não estivesse lá. Quando era pequeno no dia de minha primeira comunhão fui o único garoto a ter que pedir ao padre a hóstia consagrada, ele havia esquecido de mim, eu disse: - Seu padre! O senhor esqueceu de mim - Quem é você filho? – Perguntou-me o padre. Eu nem desconfiava que isso seria uma rotina em minha vida, na hora achei engraçado, mas quando passam a te perguntar isso por vária vezes, em várias fazes de sua vida é um saco.

- Ola dona Marta bom dia.

- Ola garoto, quem era aquele menino ela se perguntava sempre que lhe dava bom dia? Dona Marte era uma boa pessoa, só com ela eu não me zangava, é que ela tinha, como se chama mesmo, sim! Perda de memória recente ou algo assim.

Sabe é duro ser o garoto invisível do colegial, o único que não é chamado na hora de escolherem o time de futebol, o único a perder todas as manhãs o ônibus para ir ao colégio, o último a ter pelos pubianos, se bem que não vejo vantagem em tê-los, um amigo meu me dizia, se os cabelos de sua bunda estão lá é por algum motivo, sei, esse motivo é um mistério até hoje para mim.

Seria comigo se não fosse trágico ou trágico se não fosse março, esses trocadilhos não servem para nada, são lapsos para podermos suportar nossas vidas....
(continua)...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Trechos do livro: O Homem que Ninguém se Lembrava

Para lêr o que está escrito selecione com o mouse, logo abaixo aparece-rá o texto.


Tenho 29 anos e nunca fiz nada de estraordinario em minha vida, nem escrever a palavra extraordinário eu sei, mas tudo bem porque ainda posso sonhar em meu quarto, se bem que sonhar as vezes é dolorido.

Vou tentar contar um pouco de minha estória simplória para vocês, antes, vou no banheiro, preciso dar uma barrigada...

...os dias não importam mais...

O Homem que ninguém se Lembrava
de M. H. M. Martins

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A vida que escolhi



A escolha mais difícil que fiz em minha vida foi ter escolhido te perder. Um simples abraço, um misero abraço poderia ter mudado tudo.

Continuo lá te esperando em pé na chuva olhando para o nada, para ver se te vejo, não sei onde estás, eu nunca soube como entrar no teu mundo.
Se hoje meu peito sangra;

Se hoje não sinto vida, a culpa é minha, só minha de tê-la perdido, de tê-la feito chorar por meu amor de não ter me arriscado mais.

O dia continua a nascer e as flores ainda morrem sozinhas sem serem vistas na calada da noite, a porta está mais fechada do que nunca, não posso entrar, joguei as chaves fora, será que você soube o quanto foi difícil minha escolha?

A casa que nunca vamos ter, os filhos que nunca vamos educar, as rugas que nunca vou ver em você, o abraço que nunca vou te dar, o tempo que não volta, os erros que estão a nossa volta, as escolhas erradas que sempre ficaram comigo; esse foi meu premio por não te amar quando devia, por ter assassinado essa parte de minha vida de nossa poesia. Nunca pude te tocar, sempre de longe, sempre aqui dentro de mim, meu coração nunca vai parar de sangrar eu sei; a culpa ainda é minha e não tem perdão que nos dê aquele tempo que eu matei para preservar meu medo de viver ao teu lado.

Quem dorme ao teu lado?

Quem enxugou tuas lágrimas?

Quem te viu acordar?

Quem te viu dormindo de um modo engraçado? Eu não sei; mas sei que perdi todos os momentos bons de tua vida e sei que ainda és para mim a menina mais bonita, também sei que nunca é muito tempo, mas é isso o que somos; nunca! Chega de perguntas! Chega de respostas que não podem ser ditas em alta voz, tenho seu coração prezo ao meu, seu coração não bate mais como o meu, não bate mais para o meu...

Morrer seria mais fácil, o suicídio poético, não ter você é pior que o inferno sem fogo ou céu sem anjos, um Deus louco ou súditos mortos. Tudo bem em quanto houver lágrimas, sei que existira vida.
As amoras já estão boas de serem cultivadas, mas me faltam mãos para colhê-las.

Aqui jaz meu amor.

Marcos Henrique

O Poema que eu deveria ter vivido há doze anos atrás.
Ano de 2004.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

POEMA 6



Meus pensamentos se foram como mais um dia, sorte de ter visto mais um dia passar.
O tempo passa, a madrugada me inspira a escrever o que é ser só, mas não gosto de ser só, me sinto perdido entre vocês, vivêncio o verídico e os rumos que Deus nos deu.

Não tenho medo da morte – só a forma que ela vem, no velório são tantos, não se vê ninguém, nem o adeus, nem as lágrimas, nem as flores, nem o finado se vê, afinal ele está só e cego, estou só mas enxergo além do horizonte.


Marcos Henrique