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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Último Desespero


Último Desespero
(Marcos Henrique)



O medo me tira a fome, me tira a força;
Quando como, não consigo manter o alimento dentro de mim.

O medo me tira a vida, me tira todos os sonhos;
Tira todo o ar; o ar, ele sai e não mais volta.

O medo é meu maior pesadelo e meu único confidente.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Me ame



Me ame


Não me ame em cristo;
Não me ame crucificado;
Não me ame em espírito;
Não me e ame e perdoe meus pecados.

Por hoje é só; solidão que aflora dentro de meu ser que já está sonolento de mais para questionar vans filosofias.

Não me ame por parábolas;
Não me ame através de sacrifícios;
Não me ame e queira se matar;

Quantos ainda estão no portão do paraíso decidindo se vão ou não entrar?
Quantos gritam e não são ouvidos nessa terra longa e fosca, quente e podre? Seus pulmões já a sangrar.
Quantos pedem por si e por outros em tempo de desilusão?
Quantos podem ser tocados por amargas – ilusão -.

Não me ame em vida;
Não me ame em morte;
Apenas, me ame como ser frágil e insignificante que sou;
Apenas me ame como um ser humano, tão nobre e tão falho da forma exata que você me moldou.

Marcos Henrique.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

POEMA 18



Terra da magia não me nega tua herança. São só palavras falsas, mas crises verdadeiras;

Sonho, sons silenciosos, dúvida passageira;

Força que já falta, vida hospedeira.


Morte! Não conheço;

Vida! Não vivi;

Medo! Quem não teme, hora de dormir.

Várias frases se combinam se expressam por mim, quem eu sou? Quem me vir, se despeça, pensa em mim.

Tosse não me cala, mas me faz dormir;

Sono! Não consigo;

Dúvidas! Já senti;

Tema! Só tem um;

Boca! Só a minha;

Dor! Já conheço;

Saudade! Todo o tempo da magia que perdi.

Inocência!!!!!!!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A saga de Demétrios "ou Demétrios e o exército dos Leprosos"




Então disse Ponssius enfurecido olhando para o criado que caíra desfalecido


- Quem foi que tentou me envenenar?! Se não fosse meu criado teria sucumbido até a morte, enterre-o com honras militares.

Ponssius era um rei bom para seu povo, famoso por sua coragem, temido por seus inimigos por sua crueldade e invejado por seu irmão Dionélio, que sonhava em deitar-se com sua esposa, filha e vê-lo morto.

- Os deuses me abençoaram mais uma vez – disse Ponssius erguendo seu cálice cheio de cidra.

Brindemos a vida e não choremos a morte de calíto, pois ele há de estar num paraíso, sem o fantasma da morte e o da velhice para lhe rodear; quanto ao meu algoz, falem a toda cidade que fuja antes que descubra quem o é, pois se puser as mãos sobre ele ira preferir estar morto...
...continua...

Marcos Henrique

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

EGOISMO




Só uma noite não quero pensar em nada, não quero pensar em Deus ou no diabo, não quero pensar na guerra, na fome, na dor, no homem, não quero pensar no dia, na noite, nas horas, no nada ou em tudo.


Só uma noite não quero pensar no amor, no ódio, nas flores, no fim do mundo, começo do mês, no fim da novela, no recarregar do revolver, no meu grande por quê.


Só nesta noite não quero pensar em nada, não quero pensar em min; quero ser egoísta!

sábado, 29 de agosto de 2009

POEMA 9



Hoje eu senti uma coisa estranha, o estável;

Mal pensei nos problemas, nos meus pelo menos, ouvi o dos outros, meio que de longe, meio que discreto, meio que descrente, meio que igual às rochas.

A felicidade vai e vem, por que não fica para sempre;

Por que foge derrepente sem nos da explicação, nos larga como a uma coisa fácil de conquistar, tão fácil que logo perde o interesse e os interessados que sofram, não se importam, não se tocam, não me toque mais! Se não for para ficar para sempre.

Marcos Henrique