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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Novos tempos!



Bom dia, boa tarde, boa noite e boa madrugada!

Comunico aos que seguem meu blog, que a partir de hoje começo uma nova faze literária em minhas linhas do tempo. Não farei mais postagens em meu blog Poemas de Caverna. Mas calma, não vou parar de postar meus poemas, contos e trechos de meus romances, apenas estou mudando de endereço e agora todos os meus textos serão postados em meu novo blog o Reverberando literatura.

Achei melhor mudar de nome porque com o novo epíteto a coisa fica mais ampla, pois vou postar além de meus texto, crônicas, resenhas de outros livros e - não uma crítica - minhas impressões  em relação a livros que venha a ler. 

Então é isso, estou de casa nova e convido aos amigos e amigas a fazerem uma visita a meu novo universo literário. 

Entre sem bater.

Marcos Martins.
Abraços literário!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Bom dia, boa tarde ou boa noite. Abraços natalinos em todos.




O conto de natal que não fiz
(Marcos Henrique Martins)


Eu só queria escrever um conto de natal para que todos pudessem se abraçar, mas nem tudo saiu como eu imaginava, pois sempre tinha alguém me lembrando de que existem pessoas falsas no mundo.

Eu só queria parar de tentar controlar minha vida por uns instantes e poder fazer um conto de natal, para que todos tivessem motivos para sorrir, mas alguém me falou que o Papai Noel era invenção de grandes corporações, no entanto eu só queria escrever esse conto para que se lembrassem dos dias felizes e de serem bons uns com os outros. Se não o ano todo, pelo menos nesse pedacinho do tempo.

Eu só queria escrever um conto de natal que pudesse fazer com que as pessoas se olhassem no espelho e notassem o que eu vejo, mas sempre tinha alguém me mandando ser rápido e deixar um recado feliz em meu mural. Mesmo quando eu estivesse triste.

Eu só queria contar essa história, mas ninguém queria ouvir, estavam ocupadas de mais perdendo tempo por entre os dedos com coisas pequenas. Por menores que sejamos sempre existirá algo menor que todos nos juntos numa forma untada que tirará nossa noite de sono, com sonhos tranquilos.

Eu só queria escrever um conto de natal para poder dizer – Eu te amo –, sem ter que explicar porque te amo sem desejo sexual, mas alguém me falou que o amor só é bom quando temos motivos para acender um cigarro entre os rins da noite.

Eu só queria escrever um conto de natal para lembrar a todos que não moramos no centro de nossos umbigos, mas todos estavam limpando seus umbigos para darem a festa em comemoração ao fim do mundo.

Eu só queria escrever um conto de natal para mostrar que somos homens de pouca fé. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Poesia, poetar, poema, poesia




Poesia, poetar, poema, poesia
(Marcos Henrique Martins)


O que não é meu, não é de mais ninguém. Nem de Deus ou do diabo, nem de quem se julga cético, filosófico, poeta ou ateu.

O que não é meu é desse mundo tangível, desse mundo que fede a mazelas incontáveis, obscurecidas pelos óculos escuros, comprados por dez contos de reis nas feiras populares de minha terra, pois no Recife todos andam de óculo escuro - baratos ou não –. O sol do Recife é quente; é seco e quando toca o chão queima nossas íris. 

O que não é meu, não é da burocracia, aristocracia falida do velho continente que junta dinheiro com os bolsos furados e a cueca remendada na bunda. Não é do capital ou do proletariado que surge tipificado por classes, como se fossem castas, como se fossem espécies em extinção e em ebulição, loucas por viver, loucas por estarem morrendo, ou simplesmente loucas. Loucas, apenas isso. Loucas.  

O que não é meu, não é de você que me quer sentir por dentro de teu existir que acabou de mudar para sempre, mesmo depois de não me entender, mas que sentiu, olhou, me viu refletido nos olhos de um garoto sofrido que reza com sua lata de cola nos lábios rachados da vida sofrida que vive. Vida? Não, não é vida e sim mera existência.

O que é meu me perguntam? São os vícios, verdades duvidosas, dúvidas existencialistas, falta do que fazer em noite de feriado prolongado e todas as coisas indesejáveis que deixamos debaixo dos tapetes imaginários que se formam no fim de cada ano e, na esperança do novo ano que nasce aos prantos de nos chamar pelo nome, antes mesmo de aprender a caminhar. 

O que é meu é o dom da palavra e isto nem que me roubem a alma, não vendo, não troco, nem dou.

E mesmo que a poesia não tenha mais serventia, vou continuar essa jornada, mesmo que não chegue aos Jardins Suspensos da Babilônia, pois me sinto poeta e esse fogo que queima, aqui em meu peito, nem um dilúvio pode apagar.  

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Bom dia, boa tarde ou boa noite e ótima segunda! Algumas micrônicas




Becos
(Marcos Henrique Martins)

Aqui não passa ninguém, nem à saudade. 


***


Verdade tímida
(Marcos Henrique Martins)

Quando me perguntaram por que queria ser escritor, respondi: “porque não suporto viver com o vazio em minhas vísceras”, mas na verdade queria ter dito: “porque sou masoquista”. 


***


Medo
(Marcos Henrique Martins)

O que me dá medo são os homens de boas intenções.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

No teu Sorriso

No teu Sorriso
(Marcos Henrique Martins)

Quero entrar no teu sorriso, percorrer tuas emoções, sentir teus batimentos cardíacos: Tum, tum, tum, tum, tum, tum.

Quero seguir teu espírito livre e lindo. Translucido. Indolor. Ver de dentro de teus olhos o infinito, terno, mágico, sul real, solidão que conforta.

Quando me volto para dentro, dentro de mim, posso sentir o sangue por minhas veias a esquentar meu corpo d’água e, todo o mínimo se torna o máximo do eterno, do estante que me fiz para mim. O tempo para e, posso ver tudo, de tudo com uma calma que só os clérigos têm – Como se santos não fossem homens e sim querubins nus, a nos rir.

Percorro os esmaltes de teus dentes, brancos, perfeitos, um mar de civilidade. Na branquidão de teus dentes, me perco num horizonte suave, misto de esperança e dúvida. Uma dúvida esperançosa, daquelas esperanças de garoto. Tempos bons. Tempo bom.

Quando a mãe, sempre presente, me indagava: - Já escovou os dentes? – Eu respondia com um riso.  Os risos estão escassos. Sorrisos, vemos aos montes, mas risos... Risos de anjos, estes, quase não se faz nascer.

Quando entrei em teu riso, pude ver, pude voltar a me reconhecer como homem, mas os olhos de menino que rir, a cada alvorecer.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Olá amigos!


Gostaria de informa que vocês já podem adquirir meu livro: o Lado Avesso – Nornes, o mago em versão E-book no site da Livraria Saraiva.

Pelo link: click aqui!

Abraços virtuais!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Prêmios Literários da Biblioteca Nacional - Inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Literário Fundação Biblioteca Nacional 2011. Até o dia 24 de outubro, os escritores interessados registram suas obras de acordo com a sua categoria, divididas em oito opções: Poesia, Romance, Conto, Ensaio Literário, Ensaio Social, Tradução, Projeto Gráfico e Literatura Infantil e Juvenil (segue abaixo as descrições das categorias). Cada autor só pode concorrer em uma categoria e no máximo com três títulos. Caso a obra tenha mais de um autor apenas um deles poderá fazer a inscrição.

O prêmio, realizado desde 1997 pela Fundação Biblioteca Nacional, é uma forma de reconhecer e apoiar não apenas os melhores livros brasileiros, mas sim aqueles que motivam e engrandecem a literatura nacional. Além das placas comemorativas, cada categoria premia a obra vencedora em 12.500 reais.

Para concorrer, o livro deve ser inédito (1ª edição), publicado em português e no Brasil entre 1º de setembro de 2010 e 31 de agosto de 2011. É obrigatório estar em dia com a Lei do Depósito Legal (Lei nº 10.994, de 14 de dezembro de 2004) e possuir número de ISBN (International Standard Book Number). Não existe nenhuma taxa de inscrição...

Saiba mais clicando aqui!