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sábado, 20 de janeiro de 2018

Fora do Paraíso

Conheça o universo do livro Fora do Paraíso, uma ficção científica recheada de muitos mistérios, aventuras e uma conspiração a ponto de fazer o leitor começar a questionar a realidade.

Apos ler Fora do Paraíso, você vai começar a pensar: - Até que ponto a membrana do real nos separa daquilo que achamos ser verdade.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Meu poema - Lençóis sujos -



LENÇÓIS SUJOS

Adeus, pobre menina de pés descalços;
Adeus, jovens sem motivos para sorrirem;
Adeus, anjos ésteres;
Há Deus - civilização que se devora -.

Dois motivos para um sorrir;
Dois motivos para um abraçar verdadeiro;
Dois motivos para não matar um ser humano;
Dois motivos e várias más intenções em uma vida inteira.

Lençóis sujos revelam uma noite de luxuria que só humanos podem comprar. E isso se aplica em quase tudo que é tangível.

Camas desfeitas, pessoas sonolentas e a terna questão moralista que sempre me acorda no meio da noite e me pergunta: - devo ou não me preocupar em pagar o aluguel do mundo?

Adeus, pobre menino crescido com amargas lembranças;
Adeus, sol poente;
Adeus, inocência.

Sejam bem vindos aos lençóis sujos, à vida suja, ao existir e não se sentir; ao existir e reprimir sua existência, sempre em baixo de mortalhas sujas de sangue vermelho vivo, não importa a espécime.


Marcos Martins.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Mais um trecho de meu livro. (Ainda escrevendo esse danadinho).


***

“Preciso de um banho” – falou e foi para o quarto pegar uma toalha e roupas limpas para voltar ao hospital.

Entrou no banheiro, se despiu, olhou-se no espelho da pia, notou que não estava tão velho, mas não era mais um garoto. Perguntou-se por que não sentia vontade de chorar e sim de gritar. Entrou no chuveiro sem descobrir o que era aquilo que estava sentido. Seria medo? Não, medo tem cheiro de urina e ele não estava cheirando a urina e sim a suor.

Girou a torneira do chuveiro e sentiu a água a lhe molhar o corpo, a água não servia apenas para molhar o corpo, mas também para esconder lágrimas, porem, eles não se revelaram. Observou um mosquito pousado no azulejo do banheiro, se tremendo todo, e com um único golpe acertou o inseto em cheio. O mosquito morrera grudado no azulejo. “E assim nasceria um fóssil, se nosso mundo terminasse agora” – falou antes de encher a boca com água e cuspir no defunto com asas.

A água não estava fria, mas também não estava morna e sim aceitável ao corpo remoído de Carlos. “Mães não deveriam morrer” – disse enquanto ensaboava o rosto.

(...)