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sábado, 20 de janeiro de 2018

Fora do Paraíso

Conheça o universo do livro Fora do Paraíso, uma ficção científica recheada de muitos mistérios, aventuras e uma conspiração a ponto de fazer o leitor começar a questionar a realidade.

Apos ler Fora do Paraíso, você vai começar a pensar: - Até que ponto a membrana do real nos separa daquilo que achamos ser verdade.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Pronto para descobrir a verdade?



Acabou de sair do forno, pelo Clube de Autores, meu mais novo livro: Fora do Paraíso. Dá um ciberpulo lá e desvende junto com Lázaro o maior segredo de todos os tempos.
As 15 primeiras páginas do livro estão disponíveis para você ler de graça.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Mais um trechinho de meu livro "Lugar Nenhum - Paraíso Distópico"



Dormi naquela noite na casa de Ainá, foi bom poder ficar com alguém especial depois de tudo o que passei, não queria ficar só, não naquela noite. Minhas costas doíam bem na parte do corte, Ainá me deu um análgico, que não estava adiantando muito, pois sentia dor por dentro do corte, era uma dor estranha, uma dor misturada com abstinência por ter tirado aquela coisa de mim.
     
 – Vou ver se pego algo pra gente comer – disse Ainá e foi para a cozinha. 

Os pais de Ainá trabalhavam na área de saúde e comumente tiravam plantões à noite, sempre que isso acontecia nós aproveitávamos para dormir juntos.

– Estou com medo, Lázaro, acho que não é uma boa ideia você ficar com esse troço andando pra cima e pra baixo – falava se referindo a sonda. 

– Não temos o que temer, temos a bacia cheia de água com gelo e pedaços de lá de aço – falo apontando para uma bacia de alumínio que Ainá teimara em trazer para seu quarto. 

– Isso não é brincadeira, Lázaro, se algo te acontecer não sei o que será de mim – me reprende com lágrimas nos olhos.

Às vezes você sente que tem que fazer algo, por mais louco, bobo, estúpido que possa parecer – acho que essas vontades são tatuadas em nosso DNA. Estava me sentido igual ao alpinista Edmund Hillary, que ao conseguir escalar o Everest disse: "Nós vencemos o bastardo!". Eu tinha que fazer isso, tinha a consciência dos riscos, mas mais pessoas poderiam estar passando pelo mesmo que eu, outros já poderiam ter chegado ao estágio do senhor Gildo e ainda tinha a questão de meus pais, e se estivessem com eles, sei que parece loucura, mas... Não sei mais o que pensar, só sei que tenho que fazer algo. E em segredo torcia para que voltasse a me encontrar com aquelas luzes o mais rápido possível e assim poder descobrir tudo. 

– Sei que não é brincadeira, Ainá, eu tenho a total consciência de todos os perigos e vou entender se você quiser dar um tempo. 

– Que besteira é essa de dar um tempo, Lázaro?

– Não quero que você se machuque por minha causa.

– Estamos juntos nessa, você não vai se livrar de mim assim tão fácil – falou e me beijou.  

Afastei-a de mim deixando-à frente a frente comigo.

– Você não sabe o quanto é bom ouvir isso de você, mas tenho mais uma confissão para fazer e vou entender...

– Nem ouse terminar a frase – disso pondo o dedo indicador delicadamente em meus lábios, me silenciado para que não dissesse nada para tentar afasta-la de mim.

– E então você está pronta? – perguntei seriamente 

– Não, mas pode falar mesmo assim – respondeu com os olhos inseguros, mas ainda assim apaixonados. 

– O que eu vou te contar, nunca contei a ninguém, nem a meu Tio, ninguém. Eu nunca contei isso porque achava que tinha sido uma alucinação, um choque por causa do acidente, sei lá. – continuei – No dia do acidente que vitimou meus pais chovia muito, eu estava no banco de trás, sem sinto, de repente uma claridade tomou toda a pista num raio de 100 metros do nosso carro para à frente, não conseguíamos enxergar nada, então meu pai perdeu o controle do carro e capotamos; enquanto capotávamos fui jogado para fora do carro – acho que por isso sobrevivi – Eu vi Ainá, olhei pra cima e não era o céu, parecia alguma coisa de metal, mas definitivamente não era o céu, sei que era noite, também sei que eu era uma criança, mas quando fui arremessado um grande relâmpago rasgou os céus, foi então que vi que uma parte do céu faltava, sabe as instalações de um palco de teatro ou de TV, quando você olha para cima e a magia acaba, você vê todas aquelas cordas, holofotes, não vi cordas, nem holofotes, mas não era o céu em sua totalidade.

(...)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mais um trechinho de meu livro, que estou reescrevendo: Lugar Nenhum - Paraíso Distópico



(...)

Mudei de cor ao ouvir a pergunta de Ainá, então não tinha sido um sonho, eu não estava louco, alguma coisa estranha tinha acontecido em meu quarto, algo que me deixou impotente em cima da cama, algo que fez meu coração acelerar ao ouvir a pergunta da Ainá.  
– Então não foi um pesadelo... Você viu o que? – disse segurando Ainá pelos ombros.
– Você tá de brincadeira, não está, Lázaro? – continuou – Quer dizer que você não viu o show de fogos de artifícios dentro do teu quarto, achei que você tivesse instalado aqueles globos que tem em festas e dão um efeito meio que de calidoscópio, jogando luzes pra tudo quanto é lado.

Ela não estava brincando, você sabe quando uma pessoa está brincando e ela, definitivamente, não estava brincando comigo, se ela fosse uma atriz ou política, eu ficaria com o pé atrás, mas Ainá não costumava brincar com coisas sereias, se ela viu, ela viu, e eu senti, eu senti.
    
– Não, não estou de brincadeira – fiz uma pausa para reflexão –. Não sei o que era. Não consegui ver o que era; apenas senti e fiquei imóvel na cama, como um sapo vivo sendo dissecado sem poder abrir os olhos.
– Você não viu aquelas luzes? – perguntou mais uma vez incrédula.
– Juro por Deus que não, Ainá – disse, com os olhos arregalados e as pupilas tremulas.
– Lázaro, você tem certeza de que não viu nada? – ela queria uma confirmação sem hesitação. 
– Juro por meus pais – falei de forma enfática. 

Ainá levou as mãos à boca e comecei a ficar ainda mais nervoso, cheguei a pensar que estava ficando louco, mas se eu estivesse ela também estaria. A única coisa que pude fazer naquele momento foi abraça-la com força e dizer, mesmo que sem acreditar em minhas palavras, que tudo ficaria bem.

(...)