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segunda-feira, 9 de março de 2009


Sentado aqui do teu lado posso sentir tua dor, teus olhos estão fechados, entretanto posso ver como são belos e quando olham para mim sinto-me em casa, não me deixes meu amor, não faça sentir-se só, estou aqui e você não toca minha mão... A escuridão é densa e não podemos nos tocar, não importa, sinto teu espírito a buscar meu afago. Como lembranças de um sonho bom, você já me confortou tanto e agora não sei o que fazer a não ser, pedir para que você não se vá, esse é o pedido de meu egoísmo, você não pode me ver, talvez só me sinta, então; não se vá, nossas vidas estão eternamente cruzadas, nem a escuridão, por mais forte que seja poderá nos afastar por muito tempo, onde você estiver serei sempre tua, sempre tua... Que caia a chuva, não me importo, ela não pode apagar tudo o que somos, segure minha alma com delicadeza, sinta o que eu sinto, quando estou contigo tua presença me faz tão bem. Noite vespertina me abre os olhos, sei que o tempo está por acabar e todos os momentos pedem socorro, sufocados num canto, eles lutam por você e por mim. Meu espírito se sente livre, não há corrente que possa nos fazer mal... A enfermidade não teme nosso amor, isso; levara-la a ruína. Longas vidas, longa jornada, o dia nasce e outro termina só para me tentar fazer infeliz, amar é deixar ir, do fundo de meu egoísmo; vá... Marcos Henrique

sábado, 31 de janeiro de 2009

Tédio de mim




Sinto saudades de ser feliz, já faz tanto tempo e o tempo me é imparcial, ignóbil e abrupto. A doces dias de verão, doces dias de minha infância esquecida, das brincadeiras sem preocupações, do corpo suado de tanto correr; há juventude sem maldade. Risos fáceis já não são mais dados, os dados; o jogo da vida, a ímpia doce morta e frigida vida, como te sinto mais, aqui em meu peito deprimido e murcho, bombardeado por lembranças alegres que me fadigam na tristeza. De tudo o mas, o menos me toma, me sufoca, me acha mais sem “entretantos...” Os navios não restam no porto da saudade, porque envelhecer foi à vingança de Deus sobre a maldade humana, sobre minha índole opaca, que sofre com sanguessugas que a chupam e a vomitam, só por maldade. Das entranhas de uma velha estéril, está lá; bem quieta, minha doce juventude que não me é mas. Marcos Henrique

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Tristeza do poetar (II parte)


D menos



Teus olhos me foram negados, teu corpo por mim nunca será tocado, é triste, mas eu sei que é isso mesmo que falo; sou triste, mais um dia no teu olhar sonhei com meu mundo claro.

Eu lamento, eu lamento meu lamento, lamento por ter culpa sem culpa.

Olhares que não mais se encontram. Descontentamento; sou seu eleito, sou seu melhor atormentado.

Estou com os olhos cheios de oceanos; mas mortos, sem vida, sem brilho, sem reflexo do belo, são meus olhos.

Não te culpo por te amar, não te culpo por meu sofrer, fico agora aqui em meu mundo, meu quarto escuro, regando com minhas lágrimas o que restou do meu coração.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Osculo


Tentei e tentei, mas o fracasso teima em me persuadir; Corri o mais lento que pude, só para tentar ser notado; Morri por mil vezes e deixei-me enfeitiçar; Pedi ajuda a anões que só enxergavam trabalho; Furei-me numa roseira; Deixei os cabelo crescerem e me tranquei na torre mais alta; Tudo foi tão em vão que quase me esqueci de mim, esqueci o quanto me desvalorizei, tudo por isso e agora que o tenho não o quero mais. Quantas línguas, quanta saliva, quanta facilidade, vejo que hoje não foi só a lua que perdeu seu brilho, que perdeu sua mágica, espero que os tempos que estão porvir melhorem isso, acho que não, mas a fé ainda continua forte e nisso me apoio, até quando? Ela tocou em minha face pela última vez e me fez sentir vida, os céus ainda guardam seus heróis puros, tudo o que quis foi isso por muitos anos, mas vejo que minhas pernas são mais longas, doce querida sem lábios, doce e ao mesmo tempo aguado, futilidade sem novidades sem rima para o que acabei de fazer, agora que o tenho não o quero mais, nem descreverei mais o que tento busquei em te, pois o que fizestes não se faz, era só meu assim dissestes, não é justo enganar quem tento foi sincero, não se engana lábios puros, que tua boca seque e tua língua cole em teu céu impuro, para que não possas fazer mais isso com ninguém e ninguém lhe queira mais tocar. Agora vou para onde nunca deveria ter saído, vou para meu verdadeiro lar, o útero de minha mãe me espera e lá nunca serei enganado. P.S.: morra!

Henrique Martins.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O outro lado do mundo



O outro lado do mundo fica tão perto , fica tão rápido, é tão seguro como o estável , é tão seguro e associavel. O outro lado do mundo fica embaixo , está tão perto do centro como o trânsito , está tão perto de tudo e é tão rápido , o outro lado do mundo , o outro lado do mundo , o outro lado do mundo. É limpo , é flácido , é egoísmo , é tudo pálido, o outro lado da curva é mais uma curva desse lado , o outro lado de tudo , é outro lado, é nada , o outro lado do nada é o que resta do outro lado do mundo , do outro lado, bem ao teu lado. Bem ao teu lado é tão fantástico ,como o massacre da vida e o estupro do verso e o amarra do cadarço , que é o outro lado dos pés ,que andam tão rápido.

O outro lado do fim é o começo do acaso. O outro lado do mundo fica ao lado do quarto.


Autor: Marcos Henrique

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

È triste ver



É triste ver os pássaros voando e ficar prezo ao chão.
A dor percorre meu corpo como sangue, só que ao invés de vida só sinto desgosto, sinto que um pedaço de meu peito falta, mas não sei onde ele possa estar, onde deixei? Onde o guardei? Meus olhos estão aqui tristes como sempre, meu tumor me acolhe me alimenta, mas não me deixa arrotar, meu peito está tão comprimido; mal posso respirar; não posso me entregar me rejeitam tanto. Quantos futuros possíveis um homem pode ter e quantos lhe trarão alegrias? Nascer pode ser pior que morrer para uma alma despreparada. A estrada é longa, minhas pernas curtas, anjos povoam o lugar e me mostram as surpresas que a vida não me dará e eu continuo aqui no nada por inteiro, mas algo me falta. Não molho as flores, não tenho controle, não sou perfeição, o lindo me é negado e minhas pernas doem tanto, o clarão que me sega(ceifar) em minha vida de escuridão, faz com que eu morra só em meu coração. Dor! Erga-me sua mão não posso tocar em seu peito, meus punhos não cicatrizaram ainda, quando piso não sinto meus passos no chão, não posso voltar minha vida; é só ida, só ida, que mal a em respirar? Penitencia! Penitencia! Penitencia! Minha dor passou...? Eu não me tornei o homem que queria ser então; continuo sendo esse homem que não escolhi para ser, vivendo, fingindo ser.


Henrique Martins.