acompanhar

Mostrando postagens com marcador The Walking Dead. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Walking Dead. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tem conto para vocês lerem

Bom  dia, boa tarde e boa noite!

Tem conto novo na aba de contos de meu blog, deem uma lida. click aqui para ler o conto


O LIVRO SOBRE UM CORPO DESNUDO


O home nu, deitado em sua cama de casal, tinha apenas um livro para cobrir a nudez. Parecia em paz consigo, mas o mundo explodia lá fora. Ele não podia fazer nada, apenas ficar deitado em sua cama, há mais de três dias desfeita, e deitado, nu, com o livro a cobrir o sexo, podia refletir, enquanto o mundo explodia lá fora. (...)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Você já observou a vida das formigas? Poesia para degustação




Degustação

Produzo, produzo, produzo, mas sei que não há ninguém para mastigar meus doces, apenas formigas esfomeadas, apenas formigas que sabem o que deve ser feito - o fazem sem hesitar -, sem a culpa que nos é imposta assim que os cordões umbilicais são cortados e todos os sonhos começam a morrer.

Mas as formigas, essas não sonham – dádiva maravilhosa que Deus pode conceder a um ser - e isso faz toda a diferença, moldando o caráter, a fé, esperança, desesperança, vitórias e derrotas de cada um que come e não tem tempo para sentir os sabores, todos os sabores, ficando apenas os dissabores para serem degustados e digeridos, tenha fome ou não.


Marcos Martins.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Poesia nunca é de mais e com o feriadão que se aproxima, quanto mais poetar melhor




NÃO HÁ VAGAS

Não há vagas em teu coração
Chamei, bati palmas, nada de resposta.

Ri das piadas sem graça que me contavas. Tudo para tentar entrar em teu coração. Mas não tinha jeito, pois teu coração não era o de mãe, nem ao menos um de madrinha. Só que não buscava o coração de uma mãe. Não tenho morada.

Não há vagas em teu coração, sinto que poderia se dar um jeito, mas você teria que querer dar esse jeito. 

Não tenho aonde ir, não tenho onde pousar, nada me faz morada, é uma pena, pois tenho um coração enorme, com vários quartos vazios e ninguém para se hospedar.

Não há vagas em teu coração, e no meu ninguém quer fazer morada.  


Marcos Martins.

terça-feira, 26 de março de 2013

Tem novidades no blog Angústia Criadora



Olá amigos, 

Acabou de sair no blog angústia criadores uma matéria, muito legal, com alguns dos nomes da nova literatura pernambucana. Vale a pena conferir e conhecer alguns dos escritores que estão produzindo em Pernambuco.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O ditador sem reino



O ditador sem reino
(Marcos Martins)

Estou aqui em meu trono, posso sentir tudo com uma voracidade que machucaria até os deuses do olimpo.

Sinto tudo com a serenidade plena dos moribundos.
Vejo os lobos em seus covis, vejo as presas em suas prisões.

Meu trono é todo meu, por toda a decadência que os tempos possa me dar. Sinto prazer em me desfazer de meus desafetos, pois os bobos da corte já não me fazem rir com outrora, porém continuo imponente em meu reino, pois tenho mercenários como amigos.

Meu reino por um toque amigo! 
Meu reino por um sorriso puro!
Minha alma por uma justiça, verdadeiramente, justa.

Faço minhas leis - a executa meu carrasco -.
Faço minhas leis em meu reino decadente – ilusões de um pobre sonhador que não sonha há tempos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Por todo o sempre eu me vi, porém não me enxerguei




Por todo o sempre eu me vi, porém não me enxerguei
(Marcos Henrique Martins)


Sempre existirão pessoas estúpidas que acham que podem fazer tudo, que acham que podem humilhar quem quer que seja, ou pisar no rosto de qualquer um;

Sempre existirão perdedores, pessoas que sonham e não realizam seus sonhos, que esperam, esperam, esperam e nada. Nada além de esperanças falsas vão se formar durante sua existência diminuta;

Sempre existirão pessoas com boas intenções, que matariam por essas boas intenções sem hesitar um só minuto, e fariam você sangrar se for de encontro às boas intenções que idealizam;

Sempre vai existir o amanhã e o depois do amanhã para termos esperança, mesmo que seja uma esperança fraca e obtusa;

Sempre existirão massas manipuladas e pensadores que sabem questionar como ninguém, porém, seus questionamentos não serão ouvidos por quem faz a diferença.

Existirão mais e mais pessoas lendo o Manifesto Comunista e achando que podem salvar o mundo. 

Sempre existirão os que leem O Príncipe e os que nunca o lerão;

Sempre existirá perseguição às minorias e a imposição dos mais fortes, por mais leis que um jurista possa criar;

Sempre existirá o amor, a ilusão no amor, e alguém que chora e mata por amor, como se o amor fosse dominação não um querer bem. Mas os homens não lutam por amarem seus ideais? Não matam por ideais?

Sempre existirá a miséria e pessoas tentando acabar com a miséria, mesmo que seja uma luta perdida, pois assim como o diabo que sabe qual o seu fim, na visão cristã, pessoas vão continuar lutando pelo fim da miséria que vai continuar vencendo-os no final;

Sempre existirão os existencialistas, os pessimistas, incrédulos, céticos, os fervorosos, os que se acham santos e o que são santificados por imposição;

Sempre existirá a dúvida.

Sempre existirão guerras e velhos caducos para contar aos mais novos como tudo aconteceu. E isso vai encher os corações desses anjos inocentes para que achem que da guerra nasce à paz;

Sempre existirá o vazio nosso de cada dia, preenchido por momentos artificiais, alguns bons, mas passageiros, pois fomos forjados na dor;

Sempre existirá vida, por mais que tentemos liquida-la, por mais que almejemos o fim;

Sempre existira poesia.

Sempre existirá o tempo, com toda a sua imparcialidade e justiça, pois a única coisa justa que já foi inventada é o tempo e dele ninguém escapa, nem os impérios e os bancos.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A última poesia de 2012!




Que as utopias me preencham
(Marcos Henrique Martins)

Ao amanhecer vou ver, com os mesmos olhos, a nova esperança que se forma.

Ao contemplar o sol, em todo o seu esplendor, me banharei em seus raios e me sentirei mais vivo do que nunca.

Mais um ano, novas esperanças, novos por fazer, novas conquistas a serem buscadas. Novos desafios, novas promessas. Tudo se renova.

O ano novo chega, entra em nossos lares de uma só vez. Mas antes, pega pelas mãos o velho ano que já fez a sua parte, mesmo que não tenhamos feito a nossa, e o leva para junto do fazedor de sonhos, para que o ano que se vai possa repousar por todo o sempre, com o sentimento de dever cumprido, mesmo que não tenhamos cumprindo o nosso.

Encheremos nossas cestas com mais esperanças, promessas e aspirações. É assim que caminha a humanidade, com passos largos que vão se encurtando ao longo do ano, mas que voltam a se enlanguescer junto com nossos desejos e a esperança do por vir.

Sonhos com um mundo melhor;
Sonhos com pessoas melhores;
Sonhos, utopias, paz nascida da consciência.

Vem ano novo!
Chega logo! Sendo convidado ou não.
Nos te receberemos com todo afinco.
Receberemos tua vicissitude da forma que recebemos entes queridos em nosso lar.

O novo se apresenta, preenche o vazio que tenta se formar em nossos peitos fadigados. 

Promessas serão feitas e muitas não serão realizadas, mas não é isso o que nós somos? Sonhadores de um mundo melhor.

Vem novo ano, me acalenta com a fé que deposito em ti.

Início 30.12.12 / Fim 31.13.12

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Na Praça Maciel Pinheiro, vi Deus



Na Praça Maciel Pinheiro, vi Deus
(Marcos Henrique Martins)

Quando o fim do mundo chegar, deixarei um canteiro com flores diversas para que ninguém possa aproveitar seu aroma. Parece egoísmo de minha parte, mas qual ser humano não é egoísta? Você? Eu?

Quando o fim do mundo chegar, poderei descansar a cabeça no chão duro, neste asfalto que guarda segredos, impressionistas, que ruborizam até os querubins.

Quando o fim do mundo chegar, ficarei sentando num banco, em qualquer praça do centro Recife, ou melhor, ficarei sentando na Praça da Independência, que se tornou a Praça da Desesperança, devido ao número de prostitutas, desocupados, desempregados e mendigos que por lá perambulam. Não ficarei na Maciel Pinheiro, pois lá não existe visibilidade e todos já estão mortos para sociedade.

Assistirei todo o pânico dos transeuntes, em meio ao caos, junto com os que vivem a margem da sociedade. Ficarei calmo, pois a desesperança cessará para aqueles miseráveis acostumados com um amanhã sem possibilidades. Me sentirei em casa e apertarei a mão de todos, até darei abraços efusivos em alguns, mas só nos miseráveis que por lá sempre estão.

Quando o fim do mundo chegar, vou rir; chorar, questionar Deus, culpar a ONU, negar meu fim, me reconciliar com Deus e aceitar o fim definitivamente, pois, ao reconciliar-me com Deus saberei que sou infinito. Não é isso que pregam? A negação da impossibilidade. A negação da obscuridade do “fim” com um ponto e a esperança do “fim” com reticências?

Quando o fim do mundo chegar, vou torcer para que tudo, definitivamente, acabe, pois não suporto mais esse mar revolto de possibilidades, essa calmaria que finge chegar, essa humanidade obtusa a qual faço parte, que trai com beijos, que se arrepende com lágrimas de crocodilo, que pede aos deuses que matem sem misericórdia, que pedem aos deuses que tudo acabe, que pedem, pedem e pedem, mas esquecem dos miseráveis que estão na Praça Maciel Pinheiro ao lado da igreja da Boa Vista onde já vi Deus, em um sermão cansativo, cochilar.


***

Ontem fiz um poema em prosa sobre a Praça Maciel Pinheiro (Recife-PE), que está sofrendo com o descaso das autoridades. É prostituição, consumo de drogas e assaltos, tudo à luz do dia, mas ninguém enxerga a Praça. o interessante é que o jornal Folha de Pernambuco também conseguiu notar a praça e fez uma ótima reportagem sobre a mesma. Esse é o poema em prosa que fiz para a Maciel, a praça de minha infância. Era raro o dia em que não passasse por lá e me deslumbrasse com aquele chafariz jorrando água e os bombos que por lá moravam.