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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Meu livro na livraria Saraiva
Amigos, no site da livraria Saraiva vocês encontram o e-book de meu livro: O Lado Avesso - Nornes, o Mago. Onde criei uma estória em que misturo seres de nosso folclore, como curupiras, caiporas, alamoas, com dragões, elfos, magos e etc...
O e-book custa apenas R$ 17,90
click aqui é vá para o site da livraria Saraiva
Você também encontra o livro, em seu formato físico nos sites da Livraria Cultura e no site da Editora Baraúna.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Não, não
Não, não
(Marcos Henrique Martins)
O não, não me castra;
O não, não me magoa;
O não, não me maltrata;
O não, não me diz nada;
O não me fortalece;
O não me faz agir de forma cautelosa, quando piso em
pontas de facas;
O não é um advérbio, mas é visto apenas como recusa;
O não deixa lágrimas em teus, meus, olhos;
O não me faz formular possibilidades e realidades
alternativas;
O não é a luta do pecar contra o ser humano que
realmente somos;
O não marca mais que sins frigidos;
O não. Como forma de negar verdades incautas.
O não, repetido de forma vertiginosa;
O doce não, saído dos lábios das mães zelosas.
Dois nãos e a certeza de uma possibilidade.
Teu não me castra; me sega nesta estrada vaga; me
sufoca; me azeda; me marca.
Teu não me mata.
sábado, 29 de setembro de 2012
Espasmo
Espasmo
(Marcos Henrique Martins)
Quero poder poetar nos quatro cantos do mundo
Poder gritar um: “Puta que o Pariu!”, sem chocar os puritanos, que não se chocam com guerras que dilaceram inocentes e castram sonhos.
Quero poder poetar livre do preconceito, livre do medo dos olhos de Deus - Somos doutrinados a temer Deus, não a amá-lo -.
Quero viver livre das correntes da poesia feita em cartórios;
Quero viver livre da vida burocrática, puritana, hipócrita e camuflada em que nos encontramos. Lixo, puro lixo!
Quero poder voar, mesmo sem ter asas;
Quero poder sentir minha alma, poder tirá-la de mim, lavá-la com sabão amarelo, e recolocá-la em meu corpo; livre dos pecados que me acumulam, ao longo da existência.
Quero poder sentir todos os sentimentos, todas às lágrimas, tudo ao extremo. Sentir sem ser censurado ou tachado de louco. Sentir sem ser morto porque não compartilho da visão do mundo dos déspotas que nos guiam para intermináveis firmamentos.
Quero poder correr;
Quero poder ter pernas;
Quero poder correr;
Quero poder dar um sentido, uma direção às minhas pernas;
Quero, quero, quero. Sempre queremos coisas que nem sempre nos servem. Mas quero.
Somos gafanhotos vorazes, somos e nada somos; apenas achamos que somos, e dessa forma, somos iludidos, a acharmos, que ainda, vivemos.
OBS.: Fiz esse poema devido a crescente violência e imposição da visão religiosa no mundo.
"Ninguém pode obrigar um homem a ser livre".
Albert Nolan.
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