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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Lânguido


Lânguido


Há dias e a dias em minha vida;
Há vida e a dias sem vida em minha existência; 
Há dor e há amor contido em meu ser;

Por todos esses caminhos que trilhei, esse que resolvi seguir foi o que menos me orgulhei – não se deve sair a esmo, pois se você se perde não se acha nunca mais.

Bússolas já não me servem;
Faróis para me guiar por entre minhas tempestades também não – Só me restou um pequeno espelho para que eu possa perceber que cada dia a mais, me vejo menos.

Há dias de luta, a dias que não quero mais lutar e fico tentado a partilhar com a derrota minha vida sem glórias, sem motivos para sonhar.

Sei que já disse isso antes, mas: tentar, tentar, tentar. Desistir. Voltar a tentar.     


Marcos Martins.

***

OBS.: as frases que deveriam ser escritas com “há”, para indicar o sentido de existência ou passagem de tempo as escrevi, propositalmente, apenas com um “a”, para indicar a total falta de perspectiva que está contida na poesia. Utilizei a licença poética para atropelar a gramática (que os gramáticos possam me perdoar um dia e que os linguistas possam me abençoar).

O final da poesia termina com uma ponta de esperança, já que no poema o ser poético sente, por menos que seja, amor. Isso pode ser encarado como uma contradição, mas o que é a vida senão uma grande concha contraditória, tecida com linhas de esperanças por amanhã menos cinza.     

Essa poesia é para se ler, ver e sentir.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Dicas muito boas para escritores

O escritor e consultor editorial, Anderson Fonseca, tem dado dicas muito boas sobre o universo literário no linkedin e além disso tem um site onde ele presta seus serviços para as pessoas que estão tentando ingressar no mercado editorial.

Esse é o site dele: http://www.afconsultoriaeditorial.com/

E aqui o site do linkedin: https://www.linkedin.com/groupAnswers?viewQuestionAndAnswers=&gid=1836815&discussionID=5890112131495383044&trk=eml-group_discussion_new_comment-respond-btn&fromEmail=fromEmail&ut=0nTZUMz1_PiSk1  

Valei a pena dar um ciber pulo lá.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

ESCREVER E ADOECER A ALMA




ESCREVER E ADOECER A ALMA 

Escrever e adoecer a alma
Será uma dádiva?
Será uma benção?

Quem sabe ao certo esses fatos são apenas rotina crua - crua é minha vida. 

Sempre me sentindo um prisioneiro de mim mesmo.

A dádiva me foi dada e junto me veio a magoa, o medo e o eu sozinho. 

Não me importo como serei lembrado, se como um gênio ou um retardado. Apenas ouçam minhas poesias doentias, meu desabafo.

Chorem!
Riam!
Sejam o que não fui - seres livres!

Sem cortes nos pulsos, sem veneno circulando nas veias, sem saudade de um lugar que nunca foi visto por meus olhos cansados, não posso descrever, mas o sinto desde menino, desde a época clara, antes das trevas reinarem em meu pensar.

Fazer-me vida;
Fazer-me paz;
Fazer-me o que não sou – alegria -. 

Marcos Martins.