terça-feira, 14 de agosto de 2012
Tem promoção de meu livro em parceria com a Revista Fantástica. Galera participem!
Aproveitando a semana de Bienal, bora soltar uma PROMO CULTURAL?? (e ainda por cima rima! \o/)
Regras para participar:
1 – Dá uma olhada na fanpage do livro:
http://www.facebook.com/pages/O-Lado-Avesso-Nornes-o-Mago/347336298623767?ref=hl
2 – Responda a pergunta, aqui no mural da Fantástica:
http://www.facebook.com/revistafantastica
SE VOCÊ FOSSE UM CURUPIRA, COMO FARIA PARA MONTAR UM DRAGÃO ALADO?
3 – Você pode participar com mais de uma frase;
4 – Será selecionada apenas uma frase por pessoa;
4 – Solte sua criatividade e bora voar juntos!
As 3 (três) respostas mais criativas ganharão, respectivamente O Lado Avesso – Nornes, o Mago
(editora Baraúna), com:
1a: uma surpresa envolvendo sua própria frase!
2a: uma dedicatória!
3a: um autógrafo!
Todos eles feitos pelo autor Marcos Martins!
Esta promoção inicia-se no dia 13 de Agosto (hoje) e vai até 16 de Setembro, às 23h. O ganhador
será anunciado no nosso site (www.revistafantastica.com.br) no dia 17 de Setembro.
OBS.01: A promoção só é valida para quem mora em território brasileiro.
OBS.02: Quem escolherá a resposta mais criativa será o próprio autor do livro, em conjunto com
a equipe de comunicação da Revista FANTÁSTICA.
Quer saber o que é O Lado Avesso? >
http://www.revistafantastica.com.br/lancamentos/o-lado-avesso/
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Ao meu filho que nasceu morto
Ao meu filho que nasceu morto
(Marcos Martins)
Deveria ser lindo. Porque não consigo visualizar como ele seria, nem imaginar se sua vida seria boa, feliz, dura ou extraordinária?
Nunca saberei nada sobre ele.
Suas mãozinhas, lindas e frágeis, nunca sentirei tocar minha face e acalentar meu sorriso, meu rosto, minhas rugas, meu espírito.
Suas perninhas nunca se tornarão fortes para me acompanhar mundo a fora.
Seu sorriso, fui privado de conhecer.
Suas gargalhadas, ao descobrir algo novo, nunca serão ouvidas por toda a casa.
Seus choros nas madrugadas intermináveis, nunca me acordarão.
Não vou vê-lo crescer fora do útero.
Não me restou nem seu registro - nasceu sem existir legalmente. - Não pode respirar.
Não pode me olhar nos olhos e eu me ver refletido em sua íris.
Não chorou ao nascer;
Não chorou na morte ao sair de seu invólucro.
Se virou anjo, nunca saberei.
Se, se tornou partícula do nada que nos cerca, nunca poderei tocá-lo.
Deus te abençoe, meu filho, e te mostre a luz que não pude ver refletida em teus olhos.
sábado, 28 de julho de 2012
Bom dia, boa tarde e boa noite!
Saudações literárias!
Olá amigos, tenho aqui mais uma dica de blog para você, é o blog Viciada em Romances da Samira Vieira, onde vocês encontram dicas de livros e resenhas. Vale a pena dar um ciber pulo lá.
Click na imagem para ir ao blog:
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Bom dia a todos! Estou quase terminando o eu livro de poemas intitulado: Um título. Onde faço os poemas e deixo a cardo de quem os lê dar um título para o mesmo. Esse poema 70 vai fazer parte do livro
Poema 76
(Marcos Henrique Martins)
Viver com fome, sentir todas essas emoções dentro de mim, é como ter um filho morto, em meu ventre, que nunca vai me deixar seguir.
É difícil rir. É difícil rir. É tão fácil fingir. É tão fácil mentir.
O manifesto que fiz, nunca será ouvido por ninguém, se ao menos fosse sentido, mas é só fome que sinto, é só fome de tudo o que posso transmitir. Fome de mundo, fome do mundo que me acolhe apenas para me ver definhar.
É difícil rir. É difícil rir. É tão fácil fingir, produzir lágrimas, deixa-las cair.
A comida esfria na mesa, não tem ninguém para eu servir, já estão todos mortos de fome. É tão fácil sentir.
As verdades foram temperadas, mas as mentiras foram mais bem saboreadas cruas. Vivo com fome, não posso sorrir; desejo coisas que o espírito humano nunca vai alcança, que meus braços finos tentam, inutilmente, segurar.
É difícil rir, quando há motivos que nos motivam a mentir e, a continuar fingindo, mesmo com fome no mundo, mesmo sentido esses fetos mortos dentro de mim.
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sábado, 21 de julho de 2012
Vocês conhecem a revista Figurinhas Descoladas?
Bom dia, boa tarde ou boa note! Vai depender de que lado do hemisfério do plante terra você esteja.
Amigos! Gostaria de apresentar a vocês a revista: Figurinhas Descoladas. Na edição de número 3, tive a hora de ter dois de meus poemas selecionados, um conto publicado e meu perfil colocado na revista, além de ser o membro de número 5.000 (cinco mil) do grupo de mesmo nome no facebook.
Quem quiser lê a revista, ou até mesmo baixa-la, esse é o endereço: http://www.3revistafigurinhas.vai.la/
Na revista, vocês vão encontrar: Contos, ensaios, várias colunas, curiosidades, política e entrevista.
Para os que quiserem fazer parte do grupo:
Fica a dica. E tenham todos, um ótimo fim de semana!
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
O que quero te dizer, mas omito
O que quero te dizer, mas omito
(Marcos Henrique Martins)
(Marcos Henrique Martins)
Não busco a felicidade nas coisas, nem a tristeza das coisas. Não busco o aroma das flores, nem o sentido da vida. Busco o vaco, a dor e a incerteza, por isto não sou compreendido. Me chamam de louco varrido, mas é na dor que me transformo, que produzo com consciência, que me sinto confortável, neste mundo cheio de ilusões doces.
Não busco certeza em nada, fico confortável com as perguntas sem respostas, pois para que responder tantas perguntas se nós mesmos não temos a verdadeira certeza. Me sinto confortável, neste mundo de ilusões doces.
Não busco a simetria das coisas, gosto da imperfeição, o plural da vida, seja em noite de luar com estrelas, ou em noites frias em pleno verão. Me sinto confortável, neste mundo de ilusões doces.
Não peço a compreensão dos filósofos ou intelectuais, deixem-me com minhas dores, deixe-me em minha cruzada, onde me acostumei com meu fardo e já não paro mais para descansar.
Não busco a felicidades das coisas, é verdade. Apenas busco me encontrar, saber a que lugar pertenço, mesmo sem ter respostas que façam sentido, mesmo sem fazer sentido as íris dos outros, mas não machuco ninguém por isto.
Por favor, não queiram me compreender, apenas deixe-me viver com todas as feridas que o mundo me presenteou com tudo o que quero te dizer, mas omito.
Me sinto confortável, neste mundo de ilusões doces.
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