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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Não é nada, é só um desabafo no deserto


Acho que um dos motivos que fazem com que o Brasil viva nesse entrave de crescimento (crescimento em todos os sentidos), acrescido da síndrome do estrangeiremos de compararmos tudo o que passamos aqui com o que existe lá fora do tipo: “Ah, se fosse nos Estados Unidos, não seria assim.” “Na Europa é diferente, todos lá são tão educado. E no Japão, então...” Me faz refletir que enquanto não soubermos cumprir as leis que nos são impostas, vamos sempre viver nessa rotina de sempre querer dar um jeitinho em tudo, de sempre querer usufruir dos direitos (nunca engolir os deveres) e viver com essa síndrome de Peter Pan de nunca crescermos como deveríamos crescer. Porque estou dizendo isso devem estar se perguntando, ou quem sabe até nem queiram saber, mas explico mesmo assim. Ao informar um aviso, onde todos deviriam cumprir uma norma estabelecida, recebo a seguinte pérola: “Isso é muita frescura.” 

Queremos tudo: melhores hospitais, educação de boa qualidade, um País mais justo, sem corrupção e sem violência (por mais que ela esteja canalizada em nós), mas em troca o que damos? Um sonoro: “Isso é muita frescura!”

Como disse um amigo meu certa vez: “O Brasil é um país feito por todos nós. Só falta desatar esses nós para que possamos fazer jus ao trecho de nosso belo hino: Gigante pela própria natureza”.

Marcos Martins.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Primeira parte de meu conto "Mortos"



A morte sempre sopra no ouvi dos vivos antes de matar o corpo...

Era um dia lindo, crianças nascendo, noivas casando, batizados, muitos batizados e risos de alegria.

Mas como sempre existe um “Mas” em tudo, Nem tudo era perfeito.

- Não posso fazer mais nada, tudo está acabado.

O rapaz toma o maior número possível de comprimidos, engoli tudo e se deita em sua cama, com uma linda colcha cor de sangue vivo, minutos depois começa a se contorcer e a babar e, como quem tenta falar alguma coisa depois de cair com as costas ao chão, ele fica se esticando todo, olhando para o teto do quarto até seus olhos não apresentarem mais vida. Está morto. E por uns instantes tudo é escuridão absoluta e calmaria, mas na vida sempre vão existir os “Mas” e na morte também.

- Onde eu estou? - Pergunta o rapaz conseguindo sair de sua escuridão.

- Você não está nem no céu, nem no inferno – responde o ser meu homem meio animal alado.

- Quem é você? E o que eu estou fazendo aqui? – pergunta o rapaz meio perdido, olha para o horizonte infinito.

- Você não percebe o que aconteceu? – pergunta o ser.

- Eu estava no meu quarto e aí... Eu estou morto! É isso! Eu morri!? Achei que fosse falhar – diz o rapaz com um sorriso sombrio no rosto.

Ele não sabia, mas sua jornada só estava começando.

- E como foi meu enterro? Acho que não foi ninguém – falou.

- É você não tinha muitos amigos – disse o ser.

Continua...