acompanhar

Mostrando postagens com marcador Recife. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Recife. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Conto - Eles são reais



Eles são reais


Estava sem sono, já passava das duas da madrugada, a única coisa que ouvia nitidamente era o som do relógio da sala de minha casa, tic,TAC,tic,TAC. No mais, tudo era silêncio total, não um silêncio desconfortável e sim um silêncio tranqüilo, pura calmaria.

- Quase três horas da madrugada e eu aqui sem dormir – pensei enquanto cruzava os braços, estava um pouco frio.

Toda a cidade dormia pelo menos uma boa parte dela. Apenas, deveriam estar acordadas pessoas que tinha que vivar da noite para ganhar a vida, e não me reviro somente a prostitutas, muita gente vara a noite trabalhando para poder sobreviver nessa selva moderna.

- Mas o que é aquilo? – pensei, quando vi aquela luz no céu, não era um clarão normal e se movimentava com tanta destreza – só pode ser um balão meteorológico – pensei, coçando o queixo com a barba por fazer.

Muitas pessoas veem coisas estranhas no céu, mas nunca Henrique, ele era cético com o assunto que beiravam o desconhecido, era uma ateu convicto e um cético respeitado por seus amigos, pois sempre tinha respostas para mistérios que deixava seus amigos desconcertados, respostas dentro da razão.

- Só pode ser um balão ou um avião – pensou em vós alta, ele não poderia acreditar no que estava vendo, logo ele, que nunca acreditou nem em Deus, disco voador ou Papai Noel.

A luz foi ficando cada vez mais clara, cada vez mais perto de sua janela e uma forma arredondada se formou uma espécie de nave, sem janelas ou turbinas para lhe manter planando. Henrique gostaria de correr, porém alguma coisa o impedia de fazer isso – Salve sua vida seu idiota! – não parava de ecoar esse pensamente em sua cabeça, mas ele não podia fazer nada, nem mesmo piscar os olhos a única coisa que lhe passava pela cabeça era como se fazia mesmo a saudação vulcana de Spock do filme jornada nas estrelas, talvez isso pudesse salvar sua vida.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

È triste ver

Marcos Henique


É triste ver os pássaros voando e ficar prezo ao chão.


A dor percorre meu corpo como sangue, só que ao invés de vida só sinto desgosto. Sinto que um pedaço de meu peito falta, mas não sei onde ele possa estar.

Onde deixei?
Onde o guardei?

Meus olhos estão aqui tristes como sempre, meu tumor me acolhe, me alimenta, mas não me deixa arrotar. Meu peito está tão comprimido; mal posso respirar.

Não posso me entregar - me rejeitam tanto -. Quantos futuros possíveis um homem pode ter e quantos lhe trarão alegrias?

Nascer pode ser pior que morrer para uma alma despreparada. A estrada é longa, minhas pernas curtas. Anjos povoam o lugar e me mostram as surpresas que a vida não me dará e eu continuo aqui no nada, por inteiro, mas algo me falta.

Não molho as flores, não tenho controle, não sou perfeição, o lindo me é negado e minhas pernas doem tanto. O clarão que me sega(ceifar) em minha vida de escuridão, faz com que eu morra só em meu coração.
Dor! Erga-me sua mão, não posso tocar em seu peito, meus punhos não cicatrizaram ainda. Quando piso, não sinto meus passos no chão.

Não posso voltar minha vida; é só ida, só ida.

Que mal a em respirar?
Penitencia!
Penitencia!
Penitencia!
Minha dor passou...? Eu não me tornei o homem que queria ser então continuo sendo esse homem que não escolhi para ser, vivendo, fingindo ser.