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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Trecho de meu livro - Memórias de uma vida morta - onde conto a história de Banjamim, uma cara que começa a viver depois que morre




- É lindo sim. Sabe, fico imaginando se um tsunami viesse para cá, seria o fim desses arrecifes, do parque das esculturas, do marco zero – falava enquanto deslumbrava a paisagem - A propósito, me chamo Azrael sou um transportados, um anjo, mas pode me chamar de Malak, é mais fácil de se pronunciar.

Foi se apresentando e me estirando a mão para me cumprimentar. Por uns instantes relutei em apertar sua mão, mas ao cumprimenta-lo senti uma mão macia e que emanava um calor que nunca avia sentido antes.

- O que me aconteceu, como você sabe meu nome, como vim parar aqui, você é um anjo mesmo ou eu estou sonhando?

- São muitas perguntas Benjamim, vou te responder a mais importante, ok.

- Ok.

- Você morreu Benjamim, não foi uma morte honrosa, mas depois do século XX, são raras mortes honrosas.

Não podia acreditar no que acabara de ouvir, me senti tonto, o estomago embrulhou um pouco, achei que fosse desmaiar. 

- O que? Eu morri! Acho que vou vomitar.

- Não se preocupe isso sempre acontece com os marinheiros de primeira viagem – ele tocou em meu ombro e tentava me reconfortar.

- Como é que você diz uma coisa dessas para alguém, assim de uma vez só?

 - Gosto de ser direto – continuou - Vamos, vamos sair daqui, só espero que você não enjoe em barcos, temos que atravessar para o outro lado; temos que pegar o bonde.   

- Bonde, mais que bonde?

Ele não me respondeu e foi andando sem me dar atenção.

- Você tem dinheiro para darmos ao barqueiro? – perguntou-me.

- Dinheiro? Não sei se você notou, mas eu estou morto - não sei como pude dizer isso, pensei.

Enquanto Malak se afastava, para pegar o barco, eu podia sentir o mar, as ondas quebrando no paredão de uma forma diferente, era como se elas cantassem para mim uma música desconhecida, mas que me reconfortava.
  
- Droga! Já estou devendo uma grana pra esse barqueiro – falava Malak em vos alta, enquanto tentava fazer nascer um sorriso em seus lábios.

Um barco se aproximou e um senhor com um semblante alegre, que guiava o barco a motor, olhou para mim e deu um sorriso simples, porém cativante.

- Vai para o outro lado, Malak? – perguntou o barqueiro.

- Estou tentando ir, meu velho.

- São quatro reais.

- Meu amigo, você poderia deixar na conta?

- Você já vem com essa conversa há tempos, no dia em que você me pagar sua divida, eu me aposento.

- Quebra esse galho, meu velho. Não tenho culpa se eles sempre aparecem sem nenhum um tostão, mas prometo que te pago tudo no fim do mês.

- Tudo bem, mas que fique bem claro, se chegar o fim do mês e você não me pagar, vai ter que atravessar nadando.

- Vamos Benjamim, você tem que pegar o bonde. (...)


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Poema sem título

 
(Marcos Henrique Martins)

Ouvi sua voz em alto e bom tom, mas tudo são sonhos e acordos fácies de serem burlados. Eu continuo ouvi você, mas nada mais faz sentido.

Não posso correr, minhas pernas trancaram. O que restou de minha força; tenho que usar em algo mais produtivo.

Queria te ver, mas estou cego. Querer nunca é fácil e ter, não sei se é alcançável.

Fácil de mais eu dizia. Que bobo sou. Eu posso tocar sem quebra? Não sei se posso, não sei como tocar.

Estou em pedaços na sua sala, estou preso, estou nu, estou sem estar.

Sei que às vezes escrevo sem sentido, mas que sentido tem a vida se não chorar. Caeiro me disse que era bom chorar, mas ele nunca chorou na minha frente.

Não lembro mais meu nome, não lembro mais de tanta coisa. Mário de Sá sempre teve razão, pena ele ser tão triste, pena eu escrever sem vida.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Eu recomendo o site A irmandade. Muito Bom!

Gostei muito desse site e resolvi compartilhar com vocês. E se você curti literatura fantástica, terro, ficção científica, vai gostar também. Lá tem resenhas de livros, dicas de leitras, artigos, toques sobre o mercado editorial e muita mais.