terça-feira, 27 de janeiro de 2015
CANAL REVERBERA
O Quebras conversou com o ator e dramaturgo Artur Monteiro de Barros, fundador e presidente da Casa de Ensaio, espaço onde será realizada a oficina de criação literária em Campo Grande (MS).
PARTE 1: https://www.youtube.com/watch?v=zh3oQ6KDMz8&feature=youtu.be
PARTE 2: https://www.youtube.com/watch?v=Nod4rv1wLRI&feature=youtu.be
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Uma poesia inédita para vocês - Nasce poesia sorrateira
De mim pra ti
Nasce poesia
sorrateira
Fecunda esse ventre
cerebral de forma profunda e verdadeira
Lança teus hormônios
no espírito desse ser perdido.
Nasce poesia
verdadeira
Faz tua graça, tua
função derradeira (tocar, tocar, eternizar o toque), que é de tanger os seres
bem no músculo motor.
Se o coração sustenta
o corpo, a cabeça o mantém a imaginar pulsantes lirismos.
Nasce doce poetar,
nasce nessa noite sem estrelas, só assim tu serás vista por todos, tocada por
todos, vivida não só por teu criador, mas por todo ser que um dia sentiu algo
que não soube explicar.
Marcos Martins.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Desdita
Na última semana o mundo ficou estarrecido com o que aconteceu na França, na sede da revista Charlie Hebdo e em um supermercado judaico, totalizando 17 mortos. Estamos cada vez no futuro, já estamos no ano de 2015, porém agimos com os dois pés no passado, resolvendo tudo na base do derramamento de sangue.
Li uma repostagem na revista superinteressante do ano passado – não lembro o número da edição. Pra falar a verdade nem lembro se foi uma edição do ano passo, mas não importa –, que um estudioso dizia que nosso tempo é bem menos violento, temos bem menos guerras que na idade média, no velho mundo, por exemplo. Fiquei abismado com essa descoberta!
No passado de nossa humanidade tínhamos conflitos, mortes violentas, injustiça e etc. (bem parecido com o nosso tempo, não?). Mas por que ficamos com a impressão de que nosso tempo é tão brutal? Porque estamos vendo tudo em tempo real, não mais nos livros de história. E isso é que vem tirando o sono de muita gente. Inclusive o meu, que já não sou um poço do otimismo como há dez anos – crescer tira toda nossa inocência.
Conversando com alguns colegas sobre o acontecido na França, me deparei com as seguintes palavras: “Em minha opinião, esse é o estopim da terceira guerra mundial!”, disse uma colega. No primeiro momento fiquei afônico, mas depois de degustar as duras palavras respondi: “Minha amiga, é bem pior”.
Calma, muita calma nessa hora, não é o fim do mundo, porque o mundo acabou em 2000, lembram? Achei a situação um pouco mais crítica, tendo em vista que nas duas Guerras Mundiais sabia-se quem e onde estavam os inimigos, já hoje... nem o Google Maps pode ajudar.
(...)
Para continuar lendo clica aqui e me dá uma força acessando o site do jornal Folha de Perdões, onde tenho a coluna Devaneios Literários e afins.
Abraços literários em todos!
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Que venha 2015! - Silêncio
Última poesia do ano. Que venha 2015! Apreciem sem moderação.
Silêncio
Enquanto todos
dormem, o mundo não descansa.
O mundo nunca para
de girar dentro e fora de minha cabeça;
O mundo nunca para
de criar inocentes que choraram.
O mundo não se
cansa de nos fazer perder a fé; de postergarmos nossa fé em algo que nunca se
concretiza por completo (fragmentos de partículas invisíveis de átomos deixados
ao leu – átomos de bóson esquecidos).
O mundo não sonha –
somos um eterno sonho dentro do mundo que não sonha. Um eterno amanhã que não
chega – tormenta onde homens não pensam duas vezes em te fazer ajoelhar.
O mundo não se
importa com o choro dos que acabaram de nascer, com as lágrimas dos que
acabaram de perder quem amava. Na verdade, o mundo é como um daltônico que, ao
invés de não enxergar bem as cores, não nota nossas partículas (pobres dos nós,
seres que nascem em busca de um sentido, uma posição no tabuleiro que Einstein
recusou jogar).
O mundo cria seus
mitos, os motivos e as justificativas para que o certo seja o certo, o errado
seja o errado e o justo seja ao bel prazer daqueles que todos ouvem. Temem.
O mundo só chora –
abre uma exceção – quando um poeta deixa de existir, pois, são os únicos seres
– amaldiçoados – que sentem de verdade, sentem por todos os poros, o mundo que
não se importa quando mais um imortal morre antes de chegar aos cem anos de
vida.
Não ouço o silêncio
do mundo.
Não sinto o
silêncio em mim.
Marcos
Martins.
20.12.14.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Prosa, pesar e existir
Prosa, pesar e existir
Quero sair de meu corpo, esse templo ruído que se tornou. Há grades, não há chaves, apenas trancas e contas e mais contas. Apenas tédio.
Minhas trancas não se abrem para me deixar sair, nem para banhar-me ou tomar um pouco de sol. Fico sujo. Impuro. Burocrático. Foi para isso que fomos modelados? Para sempre sentirmos sujeira em nosso existir? Esse foi o trato entre o criador e o diabo para que no inferno existisse um porteiro, trabalhando todos os dias do ano, até em feriados santos.
Somos obrigados a sentir uma batalha dentro de nossa essência que nunca cessa. Olhar, sem nunca enxergar o horizonte.
Muitos acham que o inferno é um lugar de punição e sofrimento eterno, mas no inferno, existe apenas uma fila, uma interminável fila e ao chegar ao início dela, nada acontece, se pega outra senha, para outra fila e tudo fica como exatamente está. Os anjos decaídos riem e se misturam, dando lições de moral para tudo se tornar ainda mais pesaroso e todos permanecerem com seus ombros caídos, esperando mais uma vez sua vez na fila chegar.
Algumas pessoas dizem que o inferno é cheio de livros e mais livros de autoajuda, de autores diferentes, e todos têm que ser lidos em vos alta, tudo ao mesmo tempo. Tem quem diga que o inferno é aqui mesmo e fica em seus lares, outros, que fica numa rua sem saída, numa casa sem banheiros e vez por outra, anjos vem com rolos de papel higiênico para distribuir e se simpatizam com você, te levam para os bosques do Éden e te deixam por lá, se escondendo das serpentes, que hoje são muitas e que sabem como ninguém plantar árvores e nos despir de nossas inquietações.
Prosear é tão fácil, existir um mistério que não se encontram as respostas em bulas de remédios, nem em anúncios de jornais. Prosear é preciso, é um mal necessário para suportar o existir.
Marcos Martins.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Mais uma de minhas crônicas
Olá, face amigos! Mais uma de minhas crônicas no jornal Folha de Perdões. Já leu? Não? Dá um pulinho lá e dá uma conferida. Abraços literários em todos.
sábado, 13 de dezembro de 2014
TODOS OS SONHOS
TODOS OS SONHOS
Todos os sonhos têm o mesmo tamanho, pois todos os
sonhos são difíceis de ser tocados;
Todos os sonhos são sonhos são sonhos são sonhos, que
não se devem ser sonhados apenas dormindo - apenas acordado;
Todos os sonhos podem ser tocados, mesmo que em sonho,
mesmo que intocado;
Todos em um só lugar, todos de dentro da cabeça
escorrem por entre as frestas da senhora sorte, para não só serem sonhados, mas
vividos, tocados.
Os sonhos, meus amigos, não devem ser apenas sonhados.
Marcos
Martins.
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